Sequestro relâmpago: Crime da Moda

Nos últimos 15 anos venho me dedicando intensamente a atividade de pesquisador criminal. Viajando pelo país, freqüentando delegacias de polícia, entrevistando presos e vítimas, participando de seminários sobre violência urbana, coleto informações importantes de como podemos nos prevenir dos marginais através de condutas preventivas, sem...

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Nos últimos 15 anos venho me dedicando intensamente a atividade de pesquisador criminal. Viajando pelo país, freqüentando delegacias de polícia, entrevistando presos e vítimas, participando de seminários sobre violência urbana, coleto informações importantes de como podemos nos prevenir dos marginais através de condutas preventivas, sem uso de armas de fogo.
Possuo uma rede de informantes que me mantém atualizado da real situação sobre a segurança pública de praticamente todo território brasileiro.
financeira15Uma ocorrência me chamou a atenção envolvendo uma professora universitária de São Paulo que passou por uma situação delicadíssima e que serve de exemplo para que o leitor não cometa erros básicos em relação a sua segurança pessoal e patrimonial. Vamos ao crime:
A professora M.A.D. estacionou seu veículo em uma rua da região dos jardins na capital paulista, para fazer compras. Enquanto olhava as vitrines das lojas foi abordada por um rapaz simpático que se dizia do interior e estava perdido. A vítima tentava explicar como ele poderia pegar o metro, momento em que repentinamente ele começa a passar mal.
Logo em seguida surge um casal, bem trajado que se propõe a ajudar. Estava patente que tal pessoa precisava de socorro, momento em que a professora se dispôs a levá-lo a Santa casa em seu carro. O casal ajudou a carregar o doente. No momento em que a professora abriu a porta do carro a mulher saca de um revolver, ordenando-a que passasse para o banco traseiro. Todos os marginais entraram no carro sendo que o criminoso que se fez de doente analisava a carteira da vítima. Ele encontrou diversos cartões de crédito e apenas um cartão de banco com o respectivo talão de cheque. Com os cartões de crédito eles conseguiram sacar cerca de seiscentos reais, mas com o cartão do banco eles descobriram que a vítima possuía um limite de cheque especial no valor de R$5.000,00 e mais dois mil reais na conta corrente. O problema aumentou substancialmente. Ameaçada de morte e também pelo fato de os marginais descobrirem todos os dados de sua vida pessoal, a vítima foi obrigada a entrar em sua agência bancária e sacar toda quantia mencionada. Ao retornar para o carro, com o dinheiro, um dos bandidos ventilou a seguinte idéia: “Vamos para a casa da professora, pois lá deve ter jóia e mais dinheiro”. A vítima entrou em pânico e com firmeza disse que não iria em hipótese alguma para sua casa, pois estaria colocando a vida de seus filhos em risco. Os bandidos acabaram desistindo e libertaram a professora a qual está muito traumatizada com o ocorrido, pois ficou mais de 4 horas sob a mira de revólveres. Dicas importantes para o leitor:

1. Jamais converse com estranhos na rua;
2. Carregue apenas um cartão de crédito na carteira e só porte o cartão de banco, quando for usá-lo realmente. Lembre-se que levar muitos cartões é sinônimo de riqueza para os marginais;
3. Procure ter uma conta bancária em um banco mais popular e não solicite cheque especial. Deixe uma pequena quantia disponível para os pagamentos semanais e procure não ter aplicações financeiras, nesse estabelecimento bancário, para que não apareça em seu extrato sua condição econômica;
4. Crie o hábito de levar dinheiro na carteira para pagar pequenas contas diárias;
5. Cruze todas as folhas de seu talonário de cheque para evitar o saque na boca do caixa. Carregue apenas algumas folhas.

A prevenção é o grande segredo para que não deseja ser vítima dos marginais.


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