Lordello aponta as principais reclamações de porteiros e controladores de acesso de condomínios

No portal www.doutorseguranca.com.br, o leitor poderá consultar o capítulo específico para condomínios http://doutorseguranca.com.br/seguranca-residencial/, com muitas informações importantes sobre segurança para síndicos, zeladores, moradores e colaboradores que trabalham em prédios e edifícios. Tenho recebido diversos comentários de porteiros e controladores de acesso sobre as agruras que passam...

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No portal www.doutorseguranca.com.br, o leitor poderá consultar o capítulo específico para condomínios http://doutorseguranca.com.br/seguranca-residencial/, com muitas informações importantes sobre segurança para síndicos, zeladores, moradores e colaboradores que trabalham em prédios e edifícios.

Tenho recebido diversos comentários de porteiros e controladores de acesso sobre as agruras que passam no dia a dia do exercício de suas funcões.

Dessa forma, resolvi expor os mais significativos para que administradores possam corrigir erros e falhas que podem colocar em risco a segurança da coletividade.

Na verdade, quando realizo treinamento e capacitação para funcionários da área de segurança, é bastante comum dizerem que estão cansados de avisar os síndicos e moradores sobre os problemas que precisam ser enfrentados, mas que ninguém lhes dá ouvidos.

Portanto, seguem as principais reclamações:

1) “Sou Porteiro, passo pros condôminos uma série de alertas, no entanto, não sou ouvido. Mas sou muito bem cobrado quando falho. A segurança deveria começar por eles, pois muitos não cumprem as regras que eles mesmos votaram”;

2) “A cerca dos muros tem tanto alarme falso que o zelador resolveu desligar o equipamento. O síndico não quer gastar com manutenção preventiva. O pior é se alguém pular o muro e roubar alguma coisa no prédio; tenho certeza que vão colocar a culpa no pessoal da guarita”;

3) “É duro trabalhar em prédio. O síndico insiste pra fazer cumprir o regimento interno, mas os moradores não colaboram e alguns ainda gritam com a gente e ameaçam com demissão. O que eu posso fazer? Não faço nada, pois já passei para o síndico o problema e ele me diz que não quer se indispor com os moradores”;

4) “É engraçado, tem morador que está sempre brigando por mais segurança no edifício, mas é o primeiro que pede um favorzinho proibido nas normas internas”;

5) “Todo muito coloca a culpa nos funcionários da portaria, mas ninguém vê as condições de trabalho que são oferecidas” ;

6) “Não aguento mais tanta gente entrando e saindo da guarita. Não consigo me concentrar no trabalho. Morador quer bater-papo e fazer fofoca. O funcionário da limpeza quer usar o meu banheiro para não andar até a garagem. Já passei para o zelador mas nada foi feito”;

7) “É incrível, quando trabalhava em portaria de indústria, todos os funcionários cumpriam as normas direitinho. Quando passei a trabalhar em prédio residencial levei um susto, pois todo mundo quer mandar, todos se acham donos da portaria e poucos cumprem rigorosamente as normas e procedimentos”;

8) “Trabalho em portaria de prédio há 9 anos; aprendi que não adianta querer levar tudo a ferro e fogo pois você só arruma problema. Se o porteiro for exigente com as normas, será maltratado, ameaçado e xingado o tempo todo. Agora, quando o funcionário é bonzinho, agrada o morador e faz tudo o que ele quer, aí não tem risco de perder o emprego e só vai ganhar elogios e presentes”;

9) “Fiquei sabendo que teve Assembleia no prédio e os moradores meteram o pau nos funcionários da portaria. Nunca recebi um treinamento sequer. A guarita possui equipamentos antigos que toda hora quebram. Eles sabem criticar, mas ver as dificuldades dos porteiros e buscar soluções e melhorias, nunca vi neste edifício”;

10) “É incrível, qualquer coisa de errado que acontece no prédio que trabalho, o culpado é sempre da portaria. Os moradores não procuram se inteirar do problema, vão logo apontando o dedo pra gente. É mais fácil culpar o mais fraco do que assumir os próprios erros”

11) “Recentemente, errei ao liberar entrada de carro na garagem sem a devida autorização. Mas o problema é que o cadastro dos moradores está completamente desatualizado e isso complica, e muito, o trabalho da portaria. O condômino troca de carro e não avisa a administração. O morador demite a empregada doméstica, contrata outra e não comunica ninguém. Assim fica muito difícil trabalhar com segurança”;

12) “Fácil é reclamar, o difícil é cada um fazer sua parte. É incrível como tem morador que acha que sua visita deve ser liberada sem nenhum tipo de triagem. Isso gera a maior confusão e bate-boca. Como o síndico não toma providência, resolvi não fazer mais anotações no livro de entrada e saída de pessoas. Seja o que Deus quiser!”

CONCLUSÃO

O intuito deste artigo é alertar síndicos, administradores e gerentes prediais sobre os problemas a serem enfrentados nos condomínios residenciais.

Não se pode admitir que o amadorismo faça parte da rotina do prédio, quando o assunto for segurança.

Campanhas de conscientização devem ser encetadas rotineiramente para que moradores entendam que eles também têm parcela de responsabilidade na segurança da coletividade.

Por outro lado, não se pode ter funcionários da portaria desestimulados e amedrontados pela ação de moradores que, reiteradamente, desejam descumprir ou burlar normas internas. Eles devem ter a certeza que se fizerem cumprir as regras determinadas pela administração serão valorizados e não prejudicados e/ou demitidos.

A capacitação e treinamento desses colaboradores é fundamental para que todas as dúvidas sejam esclarecidas e estejam aptos a agir numa situação suspeita, quando deverão, com eficácia, impedir o progresso de um eventual risco iminente.


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