Prédio de luxo no Itaim Bibi é invadido com facilidade por 20 bandidos! Saiba os furos na segurança que facilitaram a entrada dos criminosos

Não adianta investir em segurança sem ter o conhecimento que garanta bom nível de eficiência. O arrastão aconteceu em uma das ruas mais nobres da zona sul de são Paulo, ou seja, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães. Os edifícios dessa localidade são de altíssimo...

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Não adianta investir em segurança sem ter o conhecimento que garanta bom nível de eficiência.

O arrastão aconteceu em uma das ruas mais nobres da zona sul de são Paulo, ou seja, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães. Os edifícios dessa localidade são de altíssimo padrão, por isso, o investimento em segurança costuma ser elevado.

O arrastão ocorreu em uma terça feira no período noturno. Um marginal, se fazendo passar por morador, ligou para a guarita e passou dados de um carro para liberação de entrada na garagem.

O porteiro acreditou que estava falando com um condômino e atendeu a solicitação. Assim, um carro com dois bandidos armados com fuzis adentraram no estacionamento, renderam vigilantes e conseguiram acesso à portaria.

Com essa ação, a quadrilha passou a administrar o prédio e liberou a entrada de outros 3 carros, com cerca de 20 marginais que tinham os rostos cobertos. Todos usavam luvas cirúrgicas para não deixar impressões digitais.

Dois bandidos, pelo menos, vestiram as roupas de dois seguranças com o intuito de dar aparência que o serviço de vigilância estava funcionando perfeitamente.

Onze moradores foram rendidos e levados para a sala de ginástica. Curiosamente, os ladrões chamavam os condôminos pelos respectivos nomes.

Os marginais levaram relógios de marca, joias, uma arma de fogo e dinheiro que alguns moradores guardavam em casa. Antes de deixar o condomínio, subtraíram os gravadores de imagens das inúmeras câmeras de segurança existentes.

O mais incrível, é que ninguém percebeu a ação de mais de 20 bandidos encapuzados no interior do prédio, por isso, a polícia não foi acionada.

Poderia ficar aqui apontando as inúmeras falhas na segurança, mas o principal é mostrar ao leitor a necessidade de análise de risco e consultoria para se chegar a um projeto de segurança eficaz, capaz de impedir ações criminosas como a acima narrada.

A conclusão que vale para síndicos, gerentes prediais e administradores de empresas, é que não adianta sair gastando recursos financeiros com equipamentos físicos e eletrônicos e criando postos de controladores de acesso e vigilantes sem antes ter estudo profissional do local a ser protegido.

Não é o quanto você vai gastar mas como vai gastar que vai medir o nível de segurança que obterá.

Síndicos, na maioria das vezes, são generalistas e não especialistas. Precisam do auxílio de profissional habilitado capaz de fazer levantamento de todas as vulnerabilidades e falhas no condomínio para, então, de posse desses subsídios, estruturar soluções integradas e definitivas.

Os criminosos vêm se profissionalizando cada vez mais e trabalhando em grupos.

No arrastão ocorrido nesse edifício de alto padrão no bairro do Itaim bibi, devemos ressaltar que os marginais agiram de forma organizada e sistemática. Seus integrantes tinham funções e diretrizes definidas; provavelmente sob comando de líder coordenando as ações. Pensaram em todos os detalhes, não só no momento do assalto, mas também em não deixar pistas para a polícia, dificultando, assim, os trabalhos de investigação.

Infelizmente, ainda encontramos em muitos condomínios verticais e horizontais os chamados “achismos” e “opinismos”. Muita gente aparece para palpitar com firmeza, mesmo sem ter certeza e nem experiência técnica e de campo, para garantir que o proposto vai realmente auxiliar ou na segurança patrimonial.

Quando realizo palestras para síndicos, é muito comum ouvir o seguinte comentário:

 “Lordello, tem um prédio de um primo que visitei que optou pela instalação de um determinado aparelho de segurança e os moradores gostaram. Estou querendo fazer o mesmo investimento no prédio que administro, o que você acha?”

O problema é que o terno que veste José, dificilmente vai servir João!

Cada edifício tem sua característica própria, padrão, localização, tamanho, fluxo diferenciado e etc., portanto, as soluções são únicas e particulares para cada caso.


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