A ATRIZ FABIANA KARLA DEIXOU DE TER “PENA” DE BANDIDO, SAIBA O MOTIVO!

São bastante comuns comentários e artigos nas redes sociais de pessoas que têm pena de criminosos. Existem também aqueles que dizem que os “bandidos são vítimas da sociedade capitalista ou opressora”. A intenção deste artigo é aprofundar este assunto polêmico. Recentemente, participei de um debate com...

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São bastante comuns comentários e artigos nas redes sociais de pessoas que têm pena de criminosos. Existem também aqueles que dizem que os “bandidos são vítimas da sociedade capitalista ou opressora”. A intenção deste artigo é aprofundar este assunto polêmico.

Recentemente, participei de um debate com estudantes de direito sobre diminuição da maioridade penal. Um deles encheu a boca e disse a seguinte frase feita:

“ Bandido bom é bandido que deixa de ser bandido ”.

Imediatamente repliquei:

“ Você por acaso já teve algum tipo de contato com marginal de alta periculosidade? ”

A resposta foi um sonoro NÃO.

Não pude perder a oportunidade e perguntei novamente:

“ Você já visitou algum presídio? ”

Desta vez o interlocutor resolveu balançar a cabeça negativamente.

Para fechar com chave de ouro, indaguei:

“ Já teve contato com alguém que teve ente querido assassinado ou vítima de abuso sexual? ”

Sussurrando, o aluno do segundo ano do curso de direito, respondeu negativamente.

A humorista e atriz Fabiana Karla foi vítima de assalto à mão armada no mês de maio/2017, na praia de Enseada dos Corais, litoral sul do Estado de Pernambuco. Durante o roubo, a atriz e suas filhas tiveram os smartphones subtraídos. Após a fuga dos marginais, a humorista acionou uma guarnição da polícia militar, que realizou rondas nas proximidades e conseguiu deter os marginais e recuperar os celulares.

Fabiana Karla ficou feliz com o trabalho da polícia e resolveu narrar todo o ocorrido nas redes sociais através de vídeo, que gravou no mesmo local do assalto. Acompanhe o que a humorista disse:

” Vocês viram no meu último vídeo eu cantando ‘a paz invadiu meu coração’. Só que levaram a minha paz e o meu celular também. Eu fui assaltada na praia, com arma e tudo, roubaram o meu iPhone 7 e o iPhone das minhas filhas. Mas Deus é tão maravilhoso, que eu estou aqui para contar a história para vocês e para agradecer a polícia. Eu não tenho pena mais. Não é por causa do celular, é por conta da violência de apontar a arma para cara da minha filha. Aí você fica doida, né? “.

Caro leitor, observe que a atriz deixou claro na sua fala que a visão dela antes do assalto sofrido com familiares era de certa piedade para com os criminosos, mas quando vivenciou o risco de morrer ou ter ente querido assassinado, mudou completamente de opinião.

Não posso esquecer daqueles que defendem com unhas e dentes que presídios devem ser locais direcionados a ressocialização.

MAS SERÁ QUE OS PRESOS QUEREM DEIXAR O MUNDO DO CRIME?

Nos debates que participei nos meios de comunicação, universidades e até em igrejas, sobre os problemas do sistema carcerário, foi comum a presença de representantes de categorias de direitos humanos e da Ordem dos Advogados do Brasil, bem como sociólogos e filósofos. Eles comumente insistem sobre a necessidade de políticas públicas de “ressocialização” dos detentos, como se fosse algo fácil, eficaz e simples de ser implementada.

Seria realmente maravilhoso um criminoso entrar no sistema penitenciário, cumprir pena e deixar a prisão totalmente regenerado e pronto para viver em sociedade de forma honesta e digna.

Infelizmente, é utopia!

Muita gente confunde “ressocialização” com “humanização”. São institutos completamente distintos.

Sou favorável que se deve “humanizar” o tempo que uma pessoa fica presa, tratando-a de forma digna, assim como ocorre nos sistema prisional americano, que tem população carcerária acima dos 2 milhões de presos e todos têm direito a comida decente, assistência médica e jurídica de bom nível. Por outro lado, a lei de execução penal nos EUA apresenta regras bem mais rígidas para a vida dos presos do que as normas no Brasil, que oferta várias regalias imerecidas aos detentos, como visita íntima semanal, 6 saídas temporárias por ano, diminuição de pena em troca de trabalho, leitura e etc., auxílio reclusão e muito mais.

Portanto, “humanizar” o tempo de cadeia a ser cumprido é uma coisa, “ressocializar” detentos é outra.

Mas qual a definição da palavra “ ressocialização ”?

É tornar sociável aquele que está desviado das regras morais, éticas e legais da sociedade.

Quando se pergunta para a “turma” que adora bater na tecla da necessidade de ressocializar presos, quais seriam as medidas para se conseguir esse verdadeiro “milagre”, geralmente, ouço duas respostas:

a) O preso precisa trabalhar na cadeia, aprender uma profissão, se sentir útil;

b) O detento precisa estudar e se formar no presídio.

Há quem defenda que aulas de artesanato possam ajudar na reintegração de presos à sociedade.

Mas será que trabalhar e estudar na prisão “ ressocializa ” alguém?

Será que após assistir algumas aulas e aprender um determinado ofício na cadeia é possível colocar o presidiário no caminho certo na vida e ele nunca mais voltará a delinquir?

Só se for no mundo da fantasia ou na “ terra do nunca ”.

Precisamos cair na realidade; o problema é muito mais grave e o buraco mais embaixo!

Para finalizar este artigo, vou disponibilizar mais uma postagem da humorista Fabiana Karla, onde também mostra sua indignação com a turma dos direitos humanos:                              

” Fui vítima de outra violência e acho que foi mais traumática ainda, pois a arma estava apontada para minha filha e o namorado dela, e eu não conseguia fazer nada! Queria que meu tórax virasse um escudo pra protegê-los do marginal, aparentemente amador, que estava tão amedrontado quanto nós e que por inexperiência poderia efetuar um disparo. Minutos antes eu fazia um vídeo cantando ” a paz “… que ironia… onde está a nossa Paz?! Nessas horas, a gente se pergunta é sobre os DIREITOS HUMANOS das VÍTIMAS – como eu e tantos outros. E houve quem não tivesse a mesma sorte e perdeu um ente querido, PRA SEMPRE, por causa de um… celular! Estou ouvindo, já faz tempo, as pessoas ao meu redor perguntando se eu vou andar com seguranças, se eu vou mudar para o Uruguay – país do meu marido, onde eu posso andar sem medo, mesmo sabendo que a proporção é outra, e o índice de analfabetismo também é outro e uma coisa (precariedade na educação) leva à outra (aumento da criminalidade) … Não! Não vou abandonar meu país e nem vou me aprisionar mais ainda! Já ando com carro blindado, que é uma nota e que eu poderia ter usado esse valor para viagens felizes com meus filhos ao invés de ter um pequeno tanque de guerra (sim, eles são supervisionados pelo exército!), e já moro em uma casa num condomínio fechado! Mais do que isso NÃO!!! Se eu tiver que sair do meu país pela minha segurança e dos meus familiares, eu irei, mas não sairei sem respostas!!! E você?! Vai esperar ser a próxima vítima ou vai cobrar RESPOSTAS também? #querorespostas #segurança #paz #naovemcompartido #nadortodossaodomesmotime #unidoscontraaviolencia. #arvoredavida #euenvergomasnaoquebro #naovaomecalar”

JORGE LORDELLO


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