Bolsa feminina: Objeto de desejo dos marginais

No início de 2006 ministrei palestra sobre segurança corporativa para 400 pessoas em Curitiba. Após o evento, fui convidado para jantar em um restaurante no bairro do Batel. O local estava completamente lotado, fomos obrigados a entrar na fila de espera. Um casal que ocupava...

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No início de 2006 ministrei palestra sobre segurança corporativa para 400 pessoas em Curitiba. Após o evento, fui convidado para jantar em um restaurante no bairro do Batel. O local estava completamente lotado, fomos obrigados a entrar na fila de espera.
Um casal que ocupava uma das mesas me chamou atenção. Estavam completamente entretidos, se acariciando, absolutamente indiferentes aos demais freqüentadores; a cena era extremamente romântica. Por acaso, vagou uma mesa bem ao lado deles. Tirei meu blazer e ao ajeitá-lo na cadeira, notei que a carteira do rapaz havia saltado do bolso traseiro de sua calça e estava perdida no chão do restaurante.
Não tive dúvida, dei um leve toque nas costas do jovem enamorado e comentei: “Namorar é muito bom, mas deveria também zelar pela sua segurança”, e exibi a carteira que havia recolhido do chão. Em seguida, fiz um comentário com a jovem que o acompanhava: “Você colocou sua linda bolsa pendurada na alça da cadeira, fora de seu raio de visão. Seria extremamente fácil para um punguista subtraí-la no momento em que estavam abraçados”.
O jovem arregalou os olhos e perguntou: “O senhor é segurança do restaurante?”. A resposta foi curta: “Não, sou especialista em segurança e vim para Curitiba ministrar um curso para executivos”. O rapaz levantou-se e completou: “Puxa, já sei quem você é! É o Delegado Jorge Lordello, que participa pelo telefone todas as quintas feiras do programa de rádio da Maria Raffart, na FM 91 Rock & News, aqui de Curitiba. Adoro suas dicas de segurança”.
Aproveitei a ocasião e lhe dei um puxão de orelha: “Não adianta gostar das informações preventivas, é preciso colocá-las em prática diariamente”.
Não é somente nas ruas que devemos zelar pela nossa carteira, bolsa, celular, ipod, notebook ou qualquer outro pertence de valor.
Enquanto os jovens usam a violência para a prática de assaltos, os chamados “malandros maduros”, com idade entre 35 a 60 anos, utilizam da boa aparência para transitar em locais públicos (lojas, shoppings, aeroportos, rodoviárias, restaurantes, feiras e convenções etc.) prontos para dar o bote nas pessoas que estão focadas na diversão, lazer, namoro, compras e não com a segurança pessoal.
Devemos sempre estar com um olho no peixe e o outro no gato, senão o malandro pode transformá-lo em mais uma vítima da criminalidade.


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