Casa blindada vira moda em São Paulo

Pode parece paranóia decorrente do crescimento da violência nas grandes cidades, mas o fato é que até a classe média está amedrontada e cada vez investe mais em blindagem residencial. É o que os números demonstram. “Durante o ano de 1999, quando começamos a lidar...

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Pode parece paranóia decorrente do crescimento da violência nas grandes cidades, mas o fato é que até a classe média está amedrontada e cada vez investe mais em blindagem residencial.
É o que os números demonstram. “Durante o ano de 1999, quando começamos a lidar com isso, construímos quatro ou cinco ‘bunkers’. Hoje, executamos mais de um por mês”, afirma Ernesto Bitran, diretor-executivo da VP Consultoria em Segurança. É o esconde-esconde mais caro do mundo. Custa até R$ 400 mil e não sai por menos de R$10 mil. “O resgate custa muito mais”, vende a publicidade das lojas. A blindagem residencial é medida por tempo de capacidade de resistência à agressão enquanto a polícia não chega. Em geral, pode ser de uma, duas ou até seis horas. Os projetos partem da análise do risco do cliente, que pode morar em apartamentos ou em casas.
Com base no grau de segurança necessário, o “bunker” é erguido. No entanto, para dar certo, existe uma logística bastante complexa que precisa ser seguida à risca, tal como num quartel do exército. Por exemplo, não se pode dormir no “bunker”, portanto o proprietário deve ficar em seu quarto desprotegido e, enquanto a profusão de alarmes ecoa, deve correr, em pijamas, para o quarto blindado. Isso para não falar no segurança com guarita blindada que deve ficar na frente da casa, janelas blindadas, sistema de comunicação na casa, etc. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.


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