Imagine a seguinte situação: você vai a um órgão público ou privado realizar determinado negócio e o funcionário pede que traga documento xerocopiado autenticado ou que tenha assinatura com reconhecimento de firma em cartório. Como você se sente? O atendimento a essa burocracia custa, além...

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Imagine a seguinte situação: você vai a um órgão público ou privado realizar determinado negócio e o funcionário pede que traga documento xerocopiado autenticado ou que tenha assinatura com reconhecimento de firma em cartório. Como você se sente? O atendimento a essa burocracia custa, além do dinheiro a ser dispendido, algumas horas perdidas em filas intermináveis. Mas será que isso é necessário? Óbvio que não. A boa notícia, é que foi sancionada e publicada a Lei federal 13.726, em 08.10.2018, que tem como finalidade racionalizar atos e procedimentos administrativos dos Poderes da União, Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e que ainda instituiu o Selo de Desburocratização e Simplificação. Saiba o que não pode mais ser exigido:

I – reconhecimento de firma, devendo o agente administrativo, confrontando a assinatura com aquela constante do documento de identidade do signatário, ou estando este presente e assinando o documento diante do agente, lavrar sua autenticidade no próprio documento;
II – autenticação de cópia de documento, cabendo ao agente administrativo, mediante a comparação entre o original e a cópia, atestar a autenticidade;

III – juntada de documento pessoal do usuário, que poderá ser substituído por cópia autenticada pelo próprio agente administrativo;

IV – apresentação de certidão de nascimento, que poderá ser substituída por cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade funcional expedida por órgão público;
V – apresentação de título de eleitor, exceto para votar ou para registrar candidatura;

VI – apresentação de autorização com firma reconhecida para viagem de menor se os pais estiverem presentes no embarque.

Realmente é uma boa noticia, mas precisamos desburocratizar muito mais. Isso é apenas o começo; um bom começo.

Procedimentos na esfera policial e judicial precisam passar por grande reformulação. Ninguém mais suporta a imensidão de folhas inúteis juntadas a procedimentos ainda mais inúteis. Nossas instituições públicas abraçam por tradição esse emaranhado infinito de papéis que se avolumam, emboloram e são o maior atestado da ineficácia protegida e enaltecida por retrógrados e autoritários que fazem da carimbagem seu galardão maior. Algumas entidades públicas já avançaram no tocante a digitalização dos procedimentos, mas os ritos burocráticos e desnecessários, continuam praticamente os mesmos.

Temos consciência que precisamos agir rápido e cirurgicamente para facilitar o desenvolvimento e impedir que o direito das pessoas seja cerceado pela falta de celeridade. É preciso vencer o rancor burocrático; mas, é tarefa ingrata e hercúlea que atinge muitos interesses classistas. Urge simplificar e repassar para a iniciativa privada muitos dos serviços públicos, principalmente aqueles que recebem a chancela de desserviços.


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Provavelmente, o leitor já vivenciou a experiência de ao visitar alguém residente em um prédio, passar pela triagem na portaria, ter a entrada liberada e não conseguir encontrar o caminho para o elevador. Nesses casos, o visitante pede informação para o primeiro que vê pela frente...

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Provavelmente, o leitor já vivenciou a experiência de ao visitar alguém residente em um prédio, passar pela triagem na portaria, ter a entrada liberada e não conseguir encontrar o caminho para o elevador.

Nesses casos, o visitante pede informação para o primeiro que vê pela frente ou acaba perambulando de forma desordenada, se afastando do ainda mais do trajeto correto.

Quando o porteiro percebe o problema, normalmente deixa a guarita para orientar, e assim, a segurança do condomínio se fragiliza.

No caso de visitante, prestador de serviço ou entregador motorizados, surge a mesma dificuldade, ou seja: qual a vaga correta para estacionar?

A tendência, é estacionarem em local errado, porque raramente encontram as vagas específicas. Tal situação pode vir a atrapalhar algum morador que chegue logo depois.

A maioria dos prédios não conta com funcionários fora da guarita, também chamados de controladores de acesso, para orientar quem visita pela primeira vez o local.

O porteiro pode tentar explicar o caminho ao interessado, mas, em terreno totalmente desconhecido, é fácil errar o percurso.

A pergunta que não quer calar:

Como o síndico pode resolver esse tipo de problema na entrada de pedestres e na garagem?

Se conscientizando que sinalização é algo essencial para condomínios residenciais e comerciais, pois orienta quanto aos ambientes, principalmente o caminho para se chegar aos elevadores.

Para isso, a contratação de empresa especializada é fundamental. Indico a sinalização no chão com diferenciação de cores para que o pedestre ou motorista possa chegar rapidamente ao seu destino sem se perder.

O crachá também é uma sinalização importante para prestadores de serviços e entregadores, pois assim o morador terá ciência de quem são as pessoas que estão circulando pelas áreas comuns.

Condomínios com vários blocos também devem utilizar cores variadas para sua identificação.

Se porventura um condômino ver entregador com crachá azul na área de seu bloco, que, exemplificando, é verde, poderá acionar o zelador ou outro funcionário para orientar o trabalhador a se restringir ao local onde está permitida sua permanência.

Recentemente, ao passar em frente de um condomínio em São Paulo, reparei que na calçada havia sinalização alertando para a existência de forte declive (segue foto) provocado pela topografia do local.

Ao ver a faixa amarela, redobrei a atenção, evitando, assim, a possibilidade de um acidente pessoal.

 


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Quando os americanos iniciaram o lançamento de astronautas ao espaço, um dos entraves foi que as canetas não funcionavam em gravidade próxima de zero. Para resolver esse problema, contrataram uma empresa de consultoria e empregaram cerca de 12 milhões de dólares. Conseguiram desenvolver uma caneta...

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Quando os americanos iniciaram o lançamento de astronautas ao espaço, um dos entraves foi que as canetas não funcionavam em gravidade próxima de zero. Para resolver esse problema, contrataram uma empresa de consultoria e empregaram cerca de 12 milhões de dólares. Conseguiram desenvolver uma caneta que escreve em gravidade zero, de ponta cabeça, debaixo d’água e praticamente em qualquer superfície, incluindo o cristal.

Seus concorrentes, os russos, frente a mesma dificuldade, passaram a usar um simples lápis, de aproximadamente 2 reais.

O amigo leitor pode extrair valiosa lição desta crônica se passar a entender que focar no problema, geralmente, aumenta a sensação de seu tamanho e gera enorme carga de preocupação.

Se um problema faz parte de sua vida, e isso é muito comum a todos os seres humanos, basta dispender energia na sua solução, ou seja, em como resolver a pendência. O segredo é focar na melhor maneira de solucionar ou amenizar a situação incômoda ou prejudicial.

Para tanto, é preciso ouvir pessoas mais experientes, pesquisar informações pela internet, ou seja, ir decididamente e por todos o meios atrás de uma saída até a solução surgir.

No entanto, ao invés de buscar a eficiência da racionalidade, muita gente fica remoendo e se conformando com o papel de vítima, desistindo do enfrentamento antes mesmo de tentar, esquecendo-se que uma porta fechada não significa que esteja trancada, por vezes, e não raro, um simples empurrão permite que seja ultrapassada.

Tudo na vida depende do ângulo que se enxerga a realidade. Aprenda a ser mais flexível e mude de estratégias quando desejar melhores resultados ou sair de crises.

 


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Um casal de idosos tomava café da manhã num dia muito especial para eles; estavam completando bodas de ouro de seu feliz matrimônio. Sorridente, a esposa fez o seguinte comentário: “Por cinquenta anos tenho sido atenciosa e sempre lhe dei a parte crocante de cima...

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Um casal de idosos tomava café da manhã num dia muito especial para eles; estavam completando bodas de ouro de seu feliz matrimônio. Sorridente, a esposa fez o seguinte comentário:

“Por cinquenta anos tenho sido atenciosa e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje quero degustar eu mesma essa gostosura”.

Ela espalhou manteiga na parte de cima e deu ao marido a outra metade. Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, tanto que beijou sua mão e disse:

“Minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinquenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que devias tê-la, já que tanto a aprecias”.

A mensagem contida nesta estorinha traz profunda reflexão para quem deseja ter relacionamento duradouro.

É comum esperarmos do outro um agrado ou que a(o) parceira(o) satisfaça nossas necessidades. Mas será que essa é a melhor estratégia?

Talvez não, principalmente quando não falamos abertamente o que esperamos da pessoa com quem estamos nos relacionando. Partindo do princípio que na vida temos que fazer nossa parte e jamais esperar que outros façam por nós, entendo que num relacionamento é preciso se dedicar em agradar e satisfazer a pessoa que gostamos.

É de se lembrar, que uma pessoa satisfeita e bem tratada, provavelmente, irá retribuir tudo de bom que recebe.

Se ambas as partes agirem dessa forma, a possibilidade de dar certo a união será maior.

O leitor concorda ou discorda?


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As décadas de 70 e 80 em São Paulo foram marcadas pela paquera. Os homens saiam de carro em busca de mulheres que transitavam a pé pelas ruas ao saírem do trabalho, colégios ou de qualquer outro compromisso. Com o vidro aberto, conversavam rapidamente com...

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As décadas de 70 e 80 em São Paulo foram marcadas pela paquera. Os homens saiam de carro em busca de mulheres que transitavam a pé pelas ruas ao saírem do trabalho, colégios ou de qualquer outro compromisso. Com o vidro aberto, conversavam rapidamente com a pretendente e logo convidavam para uma volta de carro. Tudo absolutamente normal e corriqueiro para a época; e é importante frisar, que muitos casamentos aconteceram após esse tipo de abordagem.

Entrar no carro de um desconhecido não era considerado atitude insegura e sim uma atitude convencional e normal.

Mas a sociedade mudou drasticamente, principalmente com a popularização das drogas e substâncias entorpecentes cada vez mais viciantes e potentes.

Aceitar carona nos últimos anos é considerado algo extremamente inseguro. Regra geral, se um rapaz parar o carro próximo a uma moça que estiver andando pela calçada e tentar puxar conversa, a reação provável, é que ela, acreditando que está em vias de ser assaltada, sairá correndo pedindo por socorro.

No final de outubro/2018, o desaparecimento da adolescente Rayane, por  8 dias, após sair de uma rave em um sitio no limite das cidades de Mogi das Cruzes e Guararema, chamou a atenção da mídia brasileira.

A polícia local levantou que a garota havia ido para a Rodoviária com um motorista de APP. Lá, um homem, percebendo que ela estava cambaleando, se propôs a ajudá-la oferecendo uma carona. A jovem, porém, nunca chegou ao destino desejado; foi levada até o km 170 da Rodovia Dutra e, segundo a polícia, estuprada e em seguida assassinada.

Portanto, fica o alerta, principalmente para os mais jovens, no tocante a jamais aceitar carona de desconhecidos. Vale a pena ressaltar que Rayane foi, em companhia de duas amigas, se divertir em uma festa, mas na hora de ir embora viu-se sozinha. Com apenas 16 anos, foi presa fácil nas mãos de estuprador/homicida.

A regra é clara: quando sair com amigos, deve ficar compromissado de todos voltarem juntos, e durante o divertimento, um zelar pela segurança do outro.

Antes de pensar na diversão, devemos ter atenção para a segurança pessoal. É importante planejar como ir a um evento, mas também como retornar ao lar.

Outro ponto a ser observado, é que o abuso do uso de drogas lícitas e ilícitas gera extrema vulnerabilidade, pois a percepção da realidade é alterada significativamente.

Entendo, ainda, que por mais que esteja interessante a festa ou balada, é preciso estipular horário para o retorno para casa. É do conhecimento de todos, que o chamado “fim de festa” é o período mais crítico, porque as pessoas estão cansadas, muitas delas embriagadas ou dopadas com entorpecentes, o que aumenta o risco de acidentes e crimes de toda espécie.

Lembre-se que prevenir é sempre melhor que remediar.


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João e André eram vizinhos e amigos desde a infância. Um dia, João plantou alguns pés de abóbora, mas como seu terreno era inclinado, as ramagens direcionaram-se para o terreno de André, o que gerou razoável produção. Eles consumiam e vendiam as abóboras aleatoriamente, sem...

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João e André eram vizinhos e amigos desde a infância. Um dia, João plantou alguns pés de abóbora, mas como seu terreno era inclinado, as ramagens direcionaram-se para o terreno de André, o que gerou razoável produção.

Eles consumiam e vendiam as abóboras aleatoriamente, sem nenhum tipo de desavença.

Mas, com a entrada de dinheiro, surgiram as primeiras intrigas e mal entendidos; cada qual julgava-se o legítimo dono.

João pelo plantio; André pela plantação em seu terreno.

 “As abóboras ocupam minhas terras, logo são minhas”, dizia André.

 “Eu as plantei, suas raízes estão no meu terreno”, afirmava o nervoso João.

O caso foi parar na justiça e o magistrado tentou apaziguar as partes propondo um acordo. Ambos permaneceram intransigentes.

Assim, a sentença foi proferida e André ganhou a causa.

João saiu irritadíssimo do tribunal e chegando em suas terras extirpou todas as raízes.

Amigo leitor, alguém sai vitorioso depois de uma briga ou discussão acalorada?

Na semana passada publiquei em minhas redes sociais vídeo de entrevero no trânsito. As imagens mostravam motoqueiro chutando o espelho retrovisor de um carro que o teria fechado. O motorista do veículo sacou uma arma de fogo e proferiu disparo que atingiu as costas do desconhecido desafeto, que foi socorrido ao hospital e corre o risco de ficar paraplégico.

A vítima está internada e o atirador na cadeia.

Portanto, antes de se desentender com qualquer pessoa, conte até 10, releve, melhor levar desaforo para casa do que se arrepender amargamente depois.


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Muita gente pensa que invasões a prédios são planejadas pelos criminosos bem antes antes da execução; mas não é sempre assim. Em muitos casos, a “oportunidade” é uma brecha encontrada de forma aleatória. Uma boa parcela da bandidagem, principalmente os que são viciados em drogas e...

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Muita gente pensa que invasões a prédios são planejadas pelos criminosos bem antes antes da execução; mas não é sempre assim. Em muitos casos, a “oportunidade” é uma brecha encontrada de forma aleatória.

Uma boa parcela da bandidagem, principalmente os que são viciados em drogas e moram nas ruas, fica perambulando por ruas e avenidas buscando algo para roubar. Não há nada planejado; eles ficam atentos a situações de vulnerabilidade promovidas por pessoas desatentas com a segurança pessoal.

Serve de exemplo desse tipo de ação, os fatos ocorridos no início de outrubro de 2018, na hora do almoço, por volta das 14h, e que foram documentados pelas fotos seguintes.

Observe os 3 jovens andando na calçada, um deles é menor de idade.

No exato momento em que passam na frente de um prédio, o portão de pedestre se abre porque um morador estava saindo.

Um dos bandidos espera o morador sair do condomínio e segura a porta.

O morador, que estava falando ao celular, ficou um pouco desconfiado, tanto que chegou a olhar para trás, provavelmente por não ter reconhecido como morador o indivíduo que segurou a porta, mesmo assim seguiu seu caminho e não tomou nenhuma providência.

O marginal mantém a porta aberta para que os dois comparsas também ingressassem no interior do condomínio.

Os bandidos escolheram um apartamento para arrombar acreditando que ninguém estivesse lá. Mas havia uma moradora, que ouviu barulho estranho em sua porta e gritou. Assim, os marginais foram embora sem nada levar.

A presente narrativa enquadra-se no que chamo de “crime de oportunidade”, ou seja, a vontade dos bandidos de cometer o delito surgiu repentinamente ao notarem uma “facilidade” no momento em que passavam na frente do edifício e a porta abriu.

Pergunta que não quer calar:

A invasão poderia ter sido evitada?

Claro que sim. Para explicar técnicas de segurança condominial é preciso distinguir dois agentes participativos:

1) Morador: segurança não pode ser delegada; cada um dos envolvidos deve ter sua parcela de cooperação e responsabilidade. O morador a pé quando sair ou entrar no prédio deveria ter em mente a necessidade de fechar o portão e não simplesmente abrí-lo e passar sem ter a certeza de seu fechamento. Minhas pesquisas apontaram grande incidência de moradores demasiadamente educados mas sem percepção de segurança. Seguram o portão para que outras pessoas aproveitem a abertura, mesmo sendo completamente desconhecidas. Condôminos devem entender que a liberação de entrada no edifício deve ficar a cargo do porteiro, que deve sempre fazer a devida triagem.

2) Porteiro: o profissional de portaria deve atender sempre todas as normas e procedimentos criadas pela administração no que tange ao controle de acesso seguro de pessoas. Nunca pode permitir que o “piloto automático” faça com que determinações sejam deixadas de lado. Se o morador segurou o portão para o ingresso de alguém sem a sua autorização, deverá, através do interfone, solicitar que o intruso ou carona retorne à calçada para a devida triagem. Se o prédio tiver na portaria clausura de pedestre, o porteiro não deverá abrir o segundo portão antes que a pessoa, que ainda não passou pela triagem, retorne para a rua. Outro ponto importante, é que antes de abrir o portão de pedestre para o morador, empregado doméstico ou do edifício, deverá olhar através da vidraça da guarita ou pelo sistema de câmeras de segurança, se pessoas suspeitas estão passando na frente do condomínio. Se isso estiver ocorrendo, deverá deixar o morador na clausura e somente quando os suspeitos saírem da frente do prédio abrir o portão. Se o morador reclamar da demora, caberá, via interfone, explicar as medidas de segurança tomadas em prol da segurança do reclamante.

Mas como criar em meu prédio cultura de segurança entre funcionários da portaria, zelador e moradores?

Os colaboradores da área de segurança do condomínio devem passar por treinamento, capacitação e reciclagem pelo menos uma vez por ano.

Os moradores devem receber sistematicamente informações sobre segurança condominial por e-mail, WhatsApp, avisos afixados nos elevadores, banners instalados em locais visíveis e através de palestras proferidas por especialistas no salão de festas.


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Em agosto de 1918, no rio Niágara, na fronteira entre Canadá e EUA, um saveiro puxava um rebocador quando o cabo arrebentou. As fortes correntezas logo conduziram o barco em direção às cataratas. Quando estava para cair, o barco encalhou em algumas rochas bem acima das...

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Em agosto de 1918, no rio Niágara, na fronteira entre Canadá e EUA, um saveiro puxava um rebocador quando o cabo arrebentou. As fortes correntezas logo conduziram o barco em direção às cataratas. Quando estava para cair, o barco encalhou em algumas rochas bem acima das quedas.

Os dois homens que estavam a bordo foram salvos apenas no dia seguinte. Eles passaram uma noite de terror, pois esperavam, a qualquer momento, despencar para a morte. Isso aconteceu faz quase noventa anos e a velha barcaça continua lá, no mesmo lugar até hoje. Jamais aconteceu a queda prevista. Os dois homens se preocuparam por nada.

A esperada queda do barco, que trouxe ansiedade e desespero aos dois homens, não aconteceu.

Amigo leitor, da mesma forma, a maioria dos problemas que tiram nossa paz e alegria, também não nos atingem.

A preocupação é como um barco encalhado nas pedras; ela nunca leva a lugar algum!

No momento em que nos “pre-ocupamos”, perdemos um pouco de nossa energia vital no aqui e agora. Problemas existem e foram criados para serem resolvidos, mas tem gente que se desgasta antes deles acontecerem ou se desesperam e os colocam sob uma lente de aumento, deixando-os muito maiores do que realmente são.

Portanto, mais ação e menos preocupação.

Toda vez que o leitor estiver paralisado pensando em algo ruim que possa acontecer, um dos segredos é realizar imediatamente pequenas ações para tirar o foco do problema que aflige momentaneamente.


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É óbvio que a resposta é negativa. É possível ter um relacionamento sadio trazendo mágoas, medos e tristezas de relacionamentos anteriores? Tenho certeza que a maioria das pessoas respondeu “não”. Se um dia alguém quebrar a imagem bonita que você tem de si próprio, reconstrua-a...

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É óbvio que a resposta é negativa.

É possível ter um relacionamento sadio trazendo mágoas, medos e tristezas de relacionamentos anteriores?

Tenho certeza que a maioria das pessoas respondeu “não”. Se um dia alguém quebrar a imagem bonita que você tem de si próprio, reconstrua-a como o artesão que recupera sua peça mais valiosa que se partiu ao cair ao chão. Tenha paciência e amor, não duvide que você é sua criação mais importante e valiosa. Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição.

Do que adianta ter um carro bonito e lustroso se o motor está com sérios problemas?

Precisamos cuidar mais de nosso interior psicológico para adquirir aceitação, autoestima e aprender a valorizar aquilo que realmente tem valor e não simplesmente preço.

A busca pela paz de espírito e equilíbrio emocional deve ser contínua, assim como as dietas alimentares, pois não adianta emagrecer 5 quilos rapidamente e depois engordar 8 nas semanas seguintes.

Uma boa dica é se concentrar em buscar soluções. Focar no problema o fará ainda maior na sua mente. Depois que se adquire essa paz interior, fica muito mais fácil buscar amigos e relacionamentos afetivos de forma duradoura e completa.


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A Polícia Civil/SP prendeu, nesta quinta-feira (11.10.2018), cinco pessoas acusadas de tentativa de roubo a apartamentos na zona leste da Capital. Um carro e documentos falsos foram apreendidos durante a ação. Agentes da 3ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS) investigavam roubos na região quando souberam...

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A Polícia Civil/SP prendeu, nesta quinta-feira (11.10.2018), cinco pessoas acusadas de tentativa de roubo a apartamentos na zona leste da Capital. Um carro e documentos falsos foram apreendidos durante a ação.

Agentes da 3ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS) investigavam roubos na região quando souberam que o grupo se preparava para agir em imóveis de um condomínio na Avenida Regente Feijó.

 

 

Segundo apurado, um dos envolvidos é vigilante de uma empresa contratada pelo condomínio para fazer a segurança. Ele facilitaria a entrada dos comparsas na área e passaria informações.

A ideia dos acusados era se passarem por prestadores de serviço, alegando execução de tarefas de pintura e reparos em apartamentos com obras. Assim, entrariam em unidades previamente definidas.

Durante as investigações, um veículo Siena, que seria utilizado no crime, foi identificado. Equipes da DAS realizaram campana em frente a propriedade e conseguiram visualizar a chegada do automóvel.

Os criminosos foram abordados quando desembarcavam do carro; o vigilante também foi detido. Com ele foi encontrado papel com anotação de nomes falsos dos documentos que seriam apresentados. Além disso, o segurança também tinha anotado o número dos quatro apartamentos que seriam roubados.

Com eles foram apreendidos documentos falsos e telefones, entre eles um monitorado.

Observações do Dr. Jorge Lordello

A capital paulista tem 53 mil prédios, conforme consta na base de dados do IPTU de 2017 da Prefeitura de São Paulo.

Como o leitor acha que os marginais escolhem um condomínio para invadir?

Se acredita que a escolha é feita de maneira aleatória, está tremendamente enganado.

Um fator é fundamental para determinar que determinado condomínio ou empresa sofra assalto; a “informação privilegiada”.

Na maioria dos casos, alguma informação vazou de forma dolosa ou culposa (não intencional), gerando, assim, o interesse dos bandidos. Tanto é verdade, que, geralmente, as vítimas são previamente determinadas, ou seja, são invadidos principalmente os apartamentos cujos proprietários possuem dinheiro e joias.

No caso em tela, a quadrilha tinha como participante o vigilante que trabalhava no local, que passou as seguintes informações:

  1. a) Como entrar no prédio sem levantar suspeitas e render a portaria. Conseguindo isso, assumiriam total domínio do condomínio. Provavelmente, o vigilante que repassou as informações iria ser rendido e tratado como vítima para não levantar suspeitas de sua participação.
  2. b) Lista de apartamentos dos moradores mais abonados e com possibilidade de o bando lucrar mais.

Se não fosse a ação da polícia civil paulista, com absoluta certeza, os assaltantes obteriam êxito na empreitada criminosa.

Portanto, síndicos, conselheiros e gerentes prediais, devem realizar triagem minuciosa para escolher a empresa terceirizada que irá fornecer mão de portaria, vigilância e limpeza.

É de suma importância conhecer todo o processo de recrutamento e seleção dos candidatos e quais as cautelas no que tange a verificação de idoneidade, treinamento e capacitação.

Lembre-se que o bom, bonito e barato só existe no mundo da fantasia ou em empresas que faliram pois escolheram a política de preço baixo como diferencial no mercado!

No mercado de terceirização de mão de obra encontramos basicamente 2 tipos de empresas:

I)Vendem Benefícios

II)Vendem Preço Baixo

Preço baixo significa margem de lucro pequenina. Evidentemente, se a lucratividade for baixa os investimentos em qualidade e segurança serão pequenos.

A responsabilidade na contratação de equipamentos e serviços de mão de obra em condomínios residenciais é do sindico, que, geralmente, é eleito através de votação pelos moradores. Apesar da vontade de acertar, muitos deles não possuem competência técnica e experiência suficiente para escolher empresas fornecedoras de mão de obra e equipamentos com qualidade e durabilidade na esfera da segurança.

Síndicos inexperientes querem impressionar moradores mantendo a taxa condominial mais baixa possível.

Para conseguir esse objetivo, apelam para o famigerado “Bom, Bonito e Barato”.

Mas será que isso existe à disposição no mercado?

É óbvio que não!

Solicitar orçamento e analisar somente o valor não me parece um bom negócio.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a...

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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA

Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a telefones celulares, criaram os primeiros golpes, que apelidei de “telemarketing do crime”, com objetivo de adquirir créditos para telefones celulares pré-pagos e assim manter contatos com advogados, familiares e criminosos de outras unidades prisionais. As artimanhas empregadas passaram a render bons dividendos e o modus operandi se alastrou pelos presídios cariocas e depois para boa parte do sistema prisional brasileiro.

Com o passar do tempo, o sucesso das ligações criminosas perdeu potencialidade, pois a mídia divulgou fartamente a sistemática do golpe e as pessoas ficaram mais atentas e prevenidas. Dessa forma, a bandidagem percebeu que havia necessidade de mudar a roupagem das arapucas via smartphone para manter o efeito surpresa.

17 anos se passaram desde a primeira ligação de dentro das cadeias. Eu poderia escrever um livro com mais de 200 páginas relatando as centenas de roteiros que os marginais criaram. A maioria deles calcados em ameaças de matar parentes de suas vítimas, supostamente sequestrados ou em algum tipo de história mirabolante, galgada em prêmios ou alguma vantagem, mas que sempre têm como único objetivo extrair o dinheiro suado de milhões de pessoas honestas e trabalhadoras.

O intuito deste artigo é alertar os leitores quanto a uma nova modalidade de golpe. Trata-se de um dos mais engenhosos do “telemarketing do crime” e pode ser praticado tanto por bandidos encarcerados como por jovens com índole criminosa e habilidade no setor de tecnologia da informação.

A marginalidade que pratica o chamado delito à distância, descobriu que para aumentar as chances de enganar vítimas através de ligações telefônicas ou mensagens via internet, é preciso obter detalhes específicos de uma determinada família. Com isso, a pessoa que recebe a ligação criminosa se impressiona com as informações sobre seus parentes e as chances de acreditar que existe crime em andamento envolvendo alguém bem próximo são maiores.

A bola da vez é a utilização do aplicativo mais usado no mundo: o “WhatsApp”.

Portanto, todo o cuidado é pouco com essa ferramenta digital pela qual os brasileiros são apaixonados; podemos dizer que muitos de nós são até viciados em seu uso.

Os estelionatários que usam como arma o smartphone descobriram algumas formas de “clonar” o WhatsApp das vítimas escolhidas. Tenho certeza que o leitor deve estar preocupado com essa informação e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, é possível que alguém tenha acesso ao conteúdo do meu celular de forma remota?”

Infelizmente, a resposta é “sim”.

Observe o relato de uma vítima que recentemente me enviou e-mail narrando o drama que viveu:

“Doutor Segurança, preciso muito da sua ajuda para entender o que aconteceu comigo. Ontem recebi telefonema via “WhatsApp” da minha filha que estava na universidade. Para minha surpresa, a voz do outro lado não era da minha menina e sim de um homem com voz rouca noticiando um sequestro. Imediatamente entrei em pânico. Ele disse que sua gangue praticara um sequestro relâmpago com minha filha, mas ao verificarem que a família tinha posses desejavam também uma quantia para soltarem-na com vida. Fiquei apavorada, pedi para falar com ela mas não deixaram. Ao fundo ouvi uma voz feminina gritando “mãe me ajuda”. Acreditei que realmente fosse minha filha mais velha. A ordem era para eu não desligar o telefone, não compartilhar com ninguém sobre o sequestro e ir imediatamente ao banco sacar R$ 20 mil. Como era 17h e os bancos estavam fechados, argumentei que poderia ir ao caixa eletrônico sacar a quantia de R$ 5 mil, que seria o limite para aquele horário. Imediatamnte ordenaram que eu fosse sacar tal quantia mas que continuasse a falar ao celular. Retirei o valor do caixa eletrônico e passei o endereço de uma esquina bem próxima. O marginal ficou conversando comigo o tempo todo. Após cerca de 30 minutos surgiu um motoqueiro usando capacete que solicitou o dinheiro. Depois que entreguei, ele disse que minha filha seria libertada em seguida. Quando ele virou a rua desligaram. Ato contínuo, liguei para minha filha, ela atendeu e disse que não podia falar muito pois estava em sala de aula. Somente então percebi que tinha sido vítima de um golpe. Minha dúvida é a seguinte Lordello: como o criminoso conseguiu usar o WhatsApp da minha filha se o celular não saiu das mãos dela? “

Da mesma maneira como um técnico de informática consegue acessar o seu computador de mesa ou notebook à distância e ter acesso a todo conteúdo para poder consertá-lo de forma remota, os bandidos descobriram truques digitais para “clonar” WhatsApp de futuras vítimas.

A estratégia criminosa é eficiente;

Ao descobrirem o caminho para clonar o Aplicativo conhecido popularmente como Zap, os bandidos virtuais passaram a ter acesso a todas as pessoas cadastradas e também às conversas trocadas. Com isso, ficou fácil descobrir, por exemplo, quem é o filho, mãe, marido, tio, avó e etc daquela linha que foi invadida.

Através dessa gama de informações e tendo como arma o Zap clonado de alguém, resta apenas entrar em contato com um familiar próximo e tentar a sorte com alguma narrativa baseada na ameaça de um sequestro ou da necessidade de depósito de certa quantia em dinheiro em razão de uma necessidade extrema, tal como acidente de trânsito, despesas com hospital ou mecânico.

Veja algumas das manchetes recentes que localizei:

“Deputados do PT têm celulares clonados e contatos recebem pedido de dinheiro e “outros favores”

Fonte: Uol

“Deputado tem conta de WhatsApp clonada e criminosos pedem dinheiro em seu nome”

Fonte: DM

Criminosos usam celulares clonados para invadir contas bancárias

Fonte: Canaltech

“É golpe! Onda de clonagem de celulares assusta políticos do Paraná

Suspeita é de que criminosos estejam usando as agendas dos aparelhos para escolher as novas vítimas; preocupação é com a possibilidade de exposição de informações privadas”

Fonte: Gazeta do Povo – Paraná

Pessoas ciumentas ou desconfiadas de traição também estão aprendendo a técnica para clonagem de WhatsApp visando fuçar a vida de quem estão se relacionamento afetivamente.

Uma coisa é certa: é real a possibilidade de clonagem do aplicativo WhatsApp em duas situações:

1) Utilizando de maneira sorrateira o celular de quem deseja espelhar o conteúdo

2) A notícia ruim, é que sem a necessidade de tocar no seu smartphone, existe maneira de realizar a clonagem do seu Zap, ou seja, um estranho, tendo apenas o número do seu smartphone, terá chance de replicar as mensagens enviadas e recebidas.

Por motivos óbvios, não vou ensinar neste artigo como é realizado o processo de clonagem. A finalidade é mostrar como se proteger dessa invasão de privacidade criminosa.

Os marginais que atuam no “telemarketing do crime” e que aprenderam clonar conteúdo de celular, durante o processo de invasão emitem SMS para o celular do alvo com um código. Com essa sequência numérica imediatamente clonam o Zap da próxima vítima.

Mas como o criminoso vai conseguir o código de verificação que somente a vítima recebeu?

Uma das estratégias é telefonar para o alvo fazendo se passar por funcionário do Banco ou de operadora de cartões de crédito e, mediante alguma desculpa elaborada, solicitar que seja informado o código verificador. A pessoa que acreditar nessa artimanha estará dando de bandeja a possibilidade concreta do seu aplicativo WhatsApp ser espelhado por bandidos.

É possível descobrir se meu “Zap” foi clonado?

Sim, a clonagem promove algumas alterações no funcionamento do aplicativo no seu smartphone.

Portanto, vamos a algumas dicas:

1) A pista mais latente é se alguma mensagem recebida foi sinalizada como vista sem que você tenha acessado ou um áudio que você não ouviu mas já está como se tivesse. Não poderia deixar de dizer que esses acontecimentos podem, às vezes, serem causados por falha no próprio aplicativo, mas, se ocorrerem repetidamente, pode ser sinal que alguém clonou sua conta do WhatsApp.

2) O aplicativo WhatsApp não pode ser utilizado, em tese, em mais de um telefone ao mesmo tempo. Se porventura você entrou no WhatsApp e recebeu aviso que seu número está sendo usado em outro lugar, provavelmente alguém teve acesso e autenticou sua conta em outro dispositivo, configurando, assim, a clonagem. O aviso que poderá ser enviado a você é este: “Não foi possível verificar este telefone. Provavelmente, porque você registrou seu número de telefone no WhatsApp em outro aparelho”.

Mas o que devo fazer se desconfiar que meu WhatsApp foi clonado?

É bastante simples: desinstale o Zap do smartphone e reinstale em seguida. Com isso, o mensageiro vai pedir seu código de verificação e enviar o SMS para verificar o aparelho. Pode ser uma forma de anular a ação de terceiros em outros aparelhos. Para isso, acesse o menu de “Configurações” do Android e toque em “Gerenciador de aplicações”.

Tenho absoluta certeza que o leitor está preocupado com as informações que acabei de passar e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Lordello, é possível impedir que meu Zap seja clonado?”

A boa notícia é que sim, e para tanto, é preciso que o leitor tome algumas medidas de ordem preventiva.

1) Jamais repasse a terceiros código de verificação recebido em seu celular, principalmente via SMS. Se outras pessoas tiverem acesso, os dados do celular poderão ficar vulneráveis e expostos nas mãos de bandidos ou desafeto. Portanto, se realizar alguma operação com o celular e receber código de verificação, após utilizá-lo, delete-o imediatamente. O mesmo deve ser feito se entrar em sua caixa de mensagens código de verificação sem ter solicitado. Apague-o o mais rápido possível, excluindo também a lixeira.

2) O WhatsApp permite que o usuário tenha senha “extra” para ativar o aplicativo, que será somente solicitada no caso de reinstalação ou esporadicamente para garantir privacidade. Para ativar esse recurso de segurança e impedir que clonem seu Zap, siga os seguintes passos:

  1. a) Com o aplicativo aberto, pressione no canto superior direito o ícone “três pontinhos”
  2. b) Em seguida, selecione “configurações”
  3. c) Depois toque em “conta” e em seguida no ícone “verificação em duas etapas”
  4. d) Agora chegou a hora de clicar em Pressione no botão de “ativar”
  5. e) O próximo passo é adicionar código(senha) pessoal com seis dígitos e depois digitar novamente para confirmar. Toque em “avançar” em cada etapa.
  6. f) O usuário poderá ainda adicionar e-mail pessoal para recuperação do acesso como mais uma barreira de segurança e, ao final, clique em “concluído”
  7. g) Dica Importante: cuidado na hora de ativar a função de  “verificação em duas etapas”. Se cometer algum erro poderá perder sua conta do Zap e todas as mensagens que não tiverem backup. Anote sua senha e e-mail que registrar, pois se esquecer terá problemas para recuperar o funcionamento do aplicativo
  8. h) Reverificação: após verificar a sua conta, ela não poderá ser reverificada novamente no período de 7 dias. Tome cuidado para não resetar ou apagar o app neste período
  9. i) Para verificar se alguém está acessando a sua conta do WhatsApp pelo navegador de internet usando outro aparelho, siga os seguintes passos:

1 – Abra o WhatsApp e toque no ícone “três pontinhos”, no canto superior direito

2 – Clique na opção WhatsApp Web

3 – Acione agora a opção “Sair de todos os computadores”.

Acredito que este artigo demonstrou o quanto somos vulneráveis no ambiente digital. Portanto, para finalizar, gostaria de deixar mais uma dica de segurança para os usuários do WhatsApp.

Dados importantes tais como senhas de contas bancárias ou informações financeiras familiares devem ser apagadas do aplicativo, assim como fotos sensuais que possam identificar o(a) usuário(a) ou parceiro(a) afetivo(a).

Para apagar seu histórico, basta clicar no menu indicado por “três pontos” no canto superior direito da tela do WhatsApp. Pressione o ícone “Mais” e depois em “Limpar conversa”.

Essa ação impede que bandidos virtuais tenham acesso às suas informações privilegiadas.


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e...

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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e a fotografia divulgada é do local dos fatos. Fui a fundo nessa história e descobri que a causa do incêndio ainda é desconhecida pelos moradores do edifício e também pelos profissionais do Corpo de Bombeiros.

Conversei com diversos especialistas para saber se deixar carregador de celular eternamente na tomada é perigoso. As respostas foram inequívocas e unânimes: sim, é possível; e se estiver próximo de material inflamável poderá gerar incêndio de grandes proporções.

Portanto, essa prática não é recomendada. Carregadores de celulares funcionam como transformadores de energia, fazendo com que a corrente seja diminuída ao passar da tomada para o aparelho, ou seja, os 127 volts da tomada se tornam 5 volts para o celular. Qualquer falha que ocorra pode fazer com que o carregador transfira diretamente a corrente maior, causando choque ou superaquecimento do carregador; e também do celular, se estiver plugado.

Esse problema pode ocorrer por diversas razões, tais como:

1) Problema na rede elétrica da local

2) Sobrecarga de energia

3) Uso excessivo de benjamim, que é o acessório multiplicador de tomadas. Cada equipamento a mais ligado àquele ponto, onde apenas um era esperado, sobrecarregará a tomada e os fios, podendo, assim, superaquecer

4) Carregador não original e de fabricação duvidosa. Carregadores alternativos, vendidos normalmente em faróis, são bem mais baratos que os originais, mas será que vale a pena essa economia? O fato que merece atenção, é que alguns desses produtos não seguem as normas de segurança e padrões técnicos do Brasil, podendo gerar incompatibilidade com a rede elétrica brasileira e o consequente risco de acidente.


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Nos últimos 15 dias 4 amigas me procuraram para fazer a seguinte pergunta: “ Lordello, estou querendo comprar uma arma de choque para minha proteção, você recomenda? ” Como sou estudioso sobre violência urbana, a primeira conclusão que tirei ao conversar com essas mulheres é...

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Nos últimos 15 dias 4 amigas me procuraram para fazer a seguinte pergunta:

“ Lordello, estou querendo comprar uma arma de choque para minha proteção, você recomenda? ”

Como sou estudioso sobre violência urbana, a primeira conclusão que tirei ao conversar com essas mulheres é que estão muito preocupadas com a possibilidade de serem vítimas de assalto ou estupro. Esse receio ou até mesmo medo, fez com que pensassem na tal arma de choque como alternativa de defesa.

Percebi que elas pouco entendiam sobre esse equipamento de defesa e sua utilidade prática. Acreditavam ser possível provocar desmaio num possível agressor e assim escapar do risco de agressão, o que não é verdade. Para esclarecimentos, resolvi escrever este artigo.

Encontramos no mercado legal e ilegal dois tipos de “armas de eletrochoque”:

1) De Contato, conhecida também como Stun Gun: o tamanho equivale ao de um aparelho celular; em uma das extremidades possui em média de 6 a 10 pinos metálicos por onde é descarregada a energia elétrica. Do outro lado tem um gatilho que faz o acionamento. Funciona geralmente com duas baterias de 9 volts. Quando acionado, é comum se ouvir um barulho estridente. Para que tenha efeito no oponente, o usuário terá que encostar no corpo do agressor a extremidade por onde é emitida a descarga elétrica.

Mas qual o resultado efetivo?

O mais comum é que ocorra um susto provocado pelo choque elétrico no corpo. Por reflexo, o agressor se afastará um pouco e assim cessará o efeito do aparelho de eletrochoque.

Mas o que de efetivo acontece com o agressor ao receber a descarga elétrica?

Pode ocorrer um incomodo na região atingida, no máximo dormência momentânea, mas que não vai impedir nova investida do agressor, se assim ele desejar, pois perceberá que a arma não provoca grandes danos nem imobilização temporária.

Vamos a mais uma dúvida que pode estar surgindo na mente do leitor neste momento!

Entendi que tal equipamento de defesa não tem o condão de paralisar possível agressor, mas pelo menos é melhor do que estar de mãos vazias, não acha Lordello?

Definitivamente a resposta é não. A mulher que adquirir essa arma de eletrochoque, possivelmente, terá que transportá-la na bolsa. Partindo do princípio que toda abordagem de assaltante ou estuprador é feita de surpresa, ou seja, a vítima é pega desprevenida, ela não teria tempo hábil de abrir a bolsa, procurar o equipamento e acionar o choque elétrico.

Conclusão: não vejo nenhum utilidade na aquisição desse equipamento, muito pelo contrário, pode ser perigoso seu porte, porque promove falsa sensação de segurança e incentiva reação, aumentando o risco de ser ferida gravemente ou morta pelo oponente.

Procurei na internet e achei diversos anúncios oferecendo o seguinte equipamento:

APARELHO DE CHOQUE PARA DEFESA PESSOAL

CARACTERÍSTICAS:

  • Super tensão de Pulso para proteção;
  • Possui lanterna embutida;
  • Ideal para defesa pessoal, usada por policiais, agentes de segurança e pessoas que necessitam se defender contra agressores;
  • Acompanha interruptor de segurança para impedir descarga acidental;
  • Bateria interna recarregável;
  • Leve, compacto e fácil de usar;
  • Tensão de descarga elétrica: 24.000.000 volts;
  • Tensão de entrada: 110-240V (bi-volt);
  • Dimensões e peso: 16,5cm x 4,8cm x 2,8cm, 125 g

A propaganda ainda explica como utilizar a arma de choque:

  • Mova a telca on/off (que fica na lateral do aparelho) para posição on para ligar o aparelho;
  • O led ficará vermelho, indicando que o aparelho está pronto para uso;
  • Com o aparelho destravado, basta apertar o botão vermelho que sua máquina de choque emitirá uma centelha entre seus dois eletrodos e produzirá um alto ruído, característico da descarga elétrica;
  • Ao encostar o aparelho no agressor, tanto a centelha quanto o ruído deixarão de ser emitidos. Isso significa que o agressor está sendo eletrocutado;
  • O contato do parelho durante 1 segundo causará dor e paralisia momentânea no local atingido;
  • O contato do aparelho por 6 segundos, ou mais, paralisará o agressor, fazendo com que perca o equilíbrio e fique desorientado;
  • Importante: este aparelho serve para defesa pessoal. É aconselhado fugir do agressor a partir do momento que for paralisado. Quando o aparelho fica em contato por mais de 6 segundos e derruba o agressor, ele se recuperará em cerca de 10 segundos.

Para escrever este artigo e passar ao leitor a experiência na prática de seu uso, testei a arma de eletrochoque, que é vendida pela internet:

  • Após o acionamento do aparelho notei que o barulho é estridente.
  • A primeira reação é um susto, o que faz se afastar um pouco da pessoa que está operando a máquina.
  • Ao permitir que o equipamento encostasse no meu corpo, senti, inicialmente, leve incômodo, que provocou que eu desse um passo para traz. No momento em que o aparelho não mais estava em contato comigo, perdeu totalmente a eficácia, restando apenas o barulho estridente.
  • Se minha intenção fosse agredir fisicamente ou praticar algum crime contra a pessoa escolhida, confesso que o aparelho não iria me fazer desistir ou intimidar.

A lanterna de choque pode matar?

Primeiramente, é importante dizer que muitas das armas de choque vendidas na internet, camelôs e algumas lojas, são contrabandeadas, principalmente da China e não trazem especificações corretas do produto. Profissionais da área de engenharia elétrica alegam que alguns desses equipamentos possuem tensão demasiadamente alta e podem colocar em risco a integridade física e até a vida de quem for atingido, gerando parada cardíaca.

2) Taser Gun de IEM (interrupção elétrica intramuscular): o formato assemelha-se a uma pistola. Possui 2 eletrodos ligados a dois fios de cobre que podem ter quatro, seis, oito ou dez metros. Ao acionar o gatilho, a pistola Taser lança os dois eletrodos, que ao atingir a vítima aplicam descarga elétrica por 5 segundos, imobilizando o alvo. Após esse tempo, mantendo-se pressionado o gatilho, uma descarga é disparada a cada 1,5 segundo. Após o disparo, os eletrodos e os fios devem ser descartados e substituídos por outros.  Esse poderoso equipamento tem como função imobilizar o oponente, independente da resistência à eletricidade do alvo e da área atingida, pois devido à descarga ser intramuscular, age direto no sistema nervoso central, fazendo com que o  alvo vá ao solo ficando na posição fetal. Após alguns segundos, a pessoa atingida volta a ter os movimentos normais. Nesse período que esta imobilizada, ou seja, sem possibilidade de reação, a pessoa pode ser algemada com as mãos para traz e assim totalmente dominada.

 

COMO FUNCIONA NA PRÁTICA A ARMA TASER?

  • Inicialmente, o usuário deve acoplar um cartucho que contém os eletrodos e fios de cobre que conduzirão a descarga e também uma cápsula de nitrogênio comprimido, responsável pelo disparo dos projéteis.
  • Ao fazer o disparo, o circuito eletrônico faz com que o nitrogênio comprimido saia rapidamente da cápsula, criando a pressão necessária para que os eletrodos sejam disparados contra o agressor. Rebarbas presentes nos eletrodos impedem que o oponente retire-os facilmente do corpo.
  • A pistola possui uma trava, que é usada para interromper a descarga elétrica no oponente a qualquer momento.

Há 5 anos, participando de um programa na RedeTV, aceitei ser atingido pela arma Taser; vou dividir com o leitor essa experiência:

  • O instrutor responsável pela empresa que importa este equipamento disse, inicialmente, que ao ser atingido pelos eletrodos eu automaticamente iria cair ao solo.
  • Foi colocado no piso do estúdio um colchão para que eu não me ferisse na queda. Mesmo assim, fui orientado a ficar ajoelhado, para evitar tombo, tendo em vista que tenho quase dois metros de altura.
  • Numa distância de cerca de 5 metros, o instrutor apontou a pistola taser para minha região abdominal. Ao fazer o disparo, dois eletrodos me atingiram na virilha, penetraram o tecido do terno e atingiram a pele.
  • Recebi rápida descarga elétrica e em fração de segundos caí no colchão.
  • Permaneci imóvel por alguns segundos, não sei precisar quantos.
  • Acredito que em nenhum momento perdi a consciência, mas percebi que estava inerte, deitado no colchão sem não conseguir mexer braços e mãos.
  • Após alguns segundos, retomei os movimentos do corpo e me levantei.
  • Em seguida, senti formigamento em quase todo o corpo, que perdurou por quase meia hora.
  • A conclusão, é que após o disparo da arma de eletrochoque Taser eu poderia ser facilmente dominado e algemado ou a pessoa que atirou em mim poderia fugir facilmente que eu não conseguiria ir atrás

 

A ARMA TASER PODE MATAR?

A arma Taser Gun de IEM(interrupção elétrica intramuscular) é considerada arma menos-letal e jamais não-letal. Fabricantes dizem que as poucas mortes ocorridas com a utilização do Taser se deram em razão do mal uso do equipamento. De qualquer forma, encontramos notícias de mortes no Brasil e em outros locais do mundo em razão da utilização do Taser. O médico carioca Marco Antônio Araújo, explica que, do ponto de vista cardiológico, um choque, mesmo baixo, de cerca de 50 miliampères, pode causar parada cardíaca ou levar a uma arritmia fatal, ele diz: “O coração tem um ciclo elétrico e é comandado por marcapassos fisiológicos. Se um estímulo elétrico for aplicado no final desse ciclo, o coração pode fibrilar, que é quando perde a função de bombear de modo eficaz o sangue ou parar. Nesses casos, o socorro precisa ser imediato”..

QUAL A LEGALIDADE, NO BRASIL, DESSES DOIS EQUIPAMENTOS DE ELETROCHOQUE E QUEM PODE ADQUIRI-LOS?

As armas de incapacitação neuromuscular(pistola taser) que utilizam a projeção à distância de seus contatos com o corpo do agressor são proibidas de comercialização para o cidadão comum, sendo utilizadas apenas por entidades civis ou militares sob autorização do Exército brasileiro.

O Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105), instituído pelo Decreto Federal 3.665, de 20 de novembro de 2000, relaciona os produtos que são controlados pelo Exército. A portaria número 17 do Departamento Logístico do Exército inclui na lista de produtos controlados as armas de choque elétrico de lançamento.

Já o aparelho de choque de contato direto com o agressor tem sua comercialização legalizada no Brasil. É claro que sua utilização só deverá ocorrer em casos de legítima defesa. Se usado incorretamente, o usuário poderá responder criminalmente por lesão corporal dolosa.

JORGE LORDELLO


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