Recebi e-mail de internauta de nome Maria José, que mostrava-se desesperada pois ficou sabendo pelo gerente do Banco onde tem conta, que seu nome estava negativado no SPC/Serasa. O problema é que ela alega não possuir uma dívida sequer e que todas as suas compras...

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Recebi e-mail de internauta de nome Maria José, que mostrava-se desesperada pois ficou sabendo pelo gerente do Banco onde tem conta, que seu nome estava negativado no SPC/Serasa.

O problema é que ela alega não possuir uma dívida sequer e que todas as suas compras procura pagar à vista para escapar dos juros exorbitantes. A Maria José comentou que o gerente acessou suas informações cadastrais e verificou que em nome dela fora feito financiamento de veículo e que várias parcelas não foram saldadas, por esse motivo o nome dela foi para o lamaçal. A internauta me explicou que tinha apenas um veículo, ano de fabricação 2010 e que estava quitado.

Imediatamente solicitei o CPF dela e entrei no site do Detran/SP www.detran.sp.gov.br, que está com novo serviço gratuito que permite consultar se existem ou não veículos registrados em nome a pessoa. Uma rápida consulta apontou que em nome da Maria José constava a propriedade de dois veículos. Expliquei que ela, provavelmente, tinha sido vítima de estelionatária e que deveria imediatamente registrar Boletim de Ocorrência e levar cópia do documento à empresa que fez financiamento do carro em seu nome e exigir que seu CPF fosse retirado da lista negra de devedores. Informei, ainda, que ocorrendo negativa da empresa, ela teria que buscar seus direitos na esfera cível.

O certo é que através de documentos falsos alguma mulher se passou pela Maria José. Esse novo serviço do Detran é bastante importante também para aqueles que precisem comprovar renda ao pleitear bolsa de estudos ou algum benefício do governo, por exemplo. Alerto ao leitor sobre outra problemática, a da possibilidade de linhas celulares em seu nome que tenham origem desconhecida.

É importante frisar, que a cada 15 segundos uma tentativa de fraude acontece no Brasil com uso indevido de CPF de terceiros.

O Serasa possui serviço chamado Anti-Fraude, que avisa por e-mail e mensagem de celular toda vez que CPF cadastrado for consultado em compra no comércio, empréstimos bancários, se uma empresa foi aberta em no nome e se está prestes a ser negativado; informa, ainda, relação dos números de telefones que estão cadastrados no CPF e parcelas atrasadas que podem gerar negativação.


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Entrevistei uma vítima de São Paulo que me fez o seguinte relato: “Lordello, no início do mês de maio/2018, eu estava dirigindo em direção ao trabalho quando parei em um semáforo. O dia estava bonito, com céu azulado, ouvia som tranquilamente. Tenho o hábito de...

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Entrevistei uma vítima de São Paulo que me fez o seguinte relato:

“Lordello, no início do mês de maio/2018, eu estava dirigindo em direção ao trabalho quando parei em um semáforo. O dia estava bonito, com céu azulado, ouvia som tranquilamente. Tenho o hábito de deixar o vidro do carro metade aberto; em dado momento, percebi que um motoqueiro vinha vagarosamente passando por entre os carros e me assustei quando ele parou bem do meu lado. Sem dizer absolutamente nada, o garupa sacou alguma coisa do casaco e espirrou uma substância em meu rosto, o que fez meus olhos começarem a arder de imediato. Em seguida, o homem colocou  um dos braços dentro de meu carro e tentou pegar minha bolsa, que estava no banco do passageiro.  Meu carro é automático e o câmbio estava na posição drive, pois estava na primeira da fila no semáforo. Instintivamente, acelerei e com a mão direita comecei a buzinar para chamar a atenção dos outros motoristas. Devo ter percorrido cerca de 100 metros com a visão completamente turva. Outro detalhe, é que também senti forte irritação na garganta. Acabei batendo levemente na traseira de um outro auto. O motorista desceu para ver os estragos e constatou meu desespero. Rapidamente chegou uma viatura da polícia; me retiraram do carro vagarosamente, me colocaram sentada na beira da calçada e solicitaram que em ficasse com a cabeça baixa. Em razão do forte cheiro, o policial me explicou o que tinha acontecido: “Os bandidos espirraram em seus olhos spray pimenta, que provoca forte ardência e prejudica sobremaneira a visão e também qualquer tipo de reação”.

Caro leitor, nos últimos meses tive acesso a diversos relatos pela internet e WhatsApp de vítimas que teriam sido atacadas por ladrões usando como arma o spray pimenta. Até então, entendia que era mais uma “lenda urbana” ou seja, notícia fake com o intuito de gerar preocupação nas pessoas. Mas agora, o que parecia ser apenas uma brincadeira de péssimo gosto, se materializa como mais uma estratégia de criminosos.

Acredito que você deve estar querendo me fazer a seguinte pergunta:

“Lordello, mas como evitar esse tipo de ataque no trânsito?”.

A resposta é bastante simples e fácil de seguir.

Em meu primeiro livro, que lancei em 1999, intitulado “Como Conviver Com a Violência”, com quase 400 páginas e publicado pela Editora Moderna, já orientava motoristas a dirigir com os vidros totalmente fechados.

Naquela oportunidade, entrevistei cerca de 45 jovens marginais que roubavam em faróis e ficou claro que o alvo mais fácil é o motorista que mantém o vidro aberto ou entreaberto.

Manter os vidros totalmente fechados e ainda protegidos com a película que promove escurecimento, ou seja, que dificulta a visão do interior do carro, é fator importante para minimização de risco de aproximação de marginais.

No caso que acabei de narrar, se a condutora estivesse com o vidro totalmente fechado, tenho absoluta certeza que não teria sido escolhida como a vítima da vez.

O aerossol usado pelos bandidos tem por finalidade cegar temporariamente através de intensa irritação dos olhos, para, assim, facilitar a abordagem criminosa. A substância ativa do spray de pimenta é a Capsaicina, que é um poderoso irritante das vias aéreas e da visão; é extraído da pimenta chilli, que provoca os seguintes sintomas na pessoa afetada:

– Ardor, queimação nos olhos, nariz, boca e pele;

– Secreção nasal, sensação de sufoco, tosse;

– Lacrimejamento excessivo, fazendo com que a visão desfoque;

– Corrimento nasal;

– Salivação aumentada;

– Tosse e dificuldade para respirar;

– Confusão, desorientação e, às vezes, pânico;

– Irritação da pele, com sensação queimante dolorosa e coceira.

O que fazer imediatamente após ser exposto ao spray pimenta?

– Inicialmente, procure manter a calma, pois o pânico, devido a ardência nos olhos e garganta principalmente, aumenta a irritação;


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Dois homens disfarçados de agentes da Polícia Civil entraram num condomínio de classe média alta. Assaltaram o apartamento de uma idosa e levaram cerca de R$ 500 mil. Repare que o porteiro permite a entrada dos dois supostos policiais sem fazer a devida triagem antes...

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Dois homens disfarçados de agentes da Polícia Civil entraram num condomínio de classe média alta. Assaltaram o apartamento de uma idosa e levaram cerca de R$ 500 mil.

Repare que o porteiro permite a entrada dos dois supostos policiais sem fazer a devida triagem antes de abrir o portão principal do prédio.

Um dos homens apresenta folha de papel que seria mandado de busca e apreensão a ser cumprido, mas cuja autenticidade não foi devidamente verificada.

Repare que os dois criminosos usam bonés e óculos escuros, visando dificultar reconhecimento posterior.

A dona do imóvel que foi invadido mora com um filho, sendo que eles não estavam no apartamento no momento do crime.

O porteiro, que, provavelmente, tinha as chaves da unidade na portaria, franqueou a entrada para o cumprimento do suposto mandado de busca e apreensão. Assim que conseguiram entrar, os marginais sacaram suas armas, o amarraram e tiveram tempo suficiente para levar muitos pertences da família.

Jamais o funcionário da portaria poderia ter liberado a entrada dos dois homens com tanta facilidade. É obvio que faltou treinamento e capacitação para agir adequadamente nesse tipo situação, que é claro, gera muita tensão.

Infelizmente, na pressão do momento, muitos funcionários franqueiam a entrada para supostos policiais e oficiais de justiça, sem a devida triagem.

Portanto, seguem dicas de como fazer triagem e identificar falso policial:

1) Todo processo de triagem de policial que se apresente na portaria do condomínio deve ser feito com o visitante na calçada

2) Se o policial chegar a pé e não tiver viatura policial nas proximidades, o porteiro deve ficar em alerta

3) Atenção máxima se o tal policial chegou no local com carro descaracterizado sem placa, o que é terminantemente proibido pela legislação

4) Mesmo que esteja com veículo que aparente ser viatura policial, não é motivo para franquear a entrada sem as devidas conferências

5) Muita atenção ao visualizar a placa da viatura, pois, necessariamente, deve ser da cor branca. Observe o significado das cores de placas de autos no Brasil:

Cinza: carros de passeio

Branco: carros oficiais

Vermelho: táxis e ônibus

Azul: carros consulares e de testes dos fabricantes

Preto: carros antigos (mais de 30 anos, por exemplo)

Verde: carros em uso por concessionárias e oficinas

Verde-e-amarelo: carros do alto escalão do governo federal

6) Pergunte, inicialmente, qual o motivo da visita da pessoa que se apresenta como policial

7) Peça as seguintes informações: nome completo, local de trabalho e respectivo telefone. Diga sempre que está cumprindo normas internas de segurança do condomínio para identificação de qualquer visitante

8) O porteiro deve ainda solicitar apresentação de documento funcional, que poderá ser exibido na câmera de segurança, que deve ser acoplada ao lado do interfone. A lei 5.553/68 dispõe sobre a apresentação e uso de documentos de identificação pessoal:

Art. 1º A nenhuma pessoa física, bem como a nenhuma pessoa jurídica, de direito público ou de direito privado, é lícito reter qualquer documento de identificação pessoal, ainda que apresentado por fotocópia autenticada ou pública-forma, inclusive comprovante de quitação com o serviço militar, título de eleitor, carteira profissional, certidão de registro de nascimento, certidão de casamento, comprovante de naturalização e carteira de identidade de estrangeiro.

Art. 2º Quando, para a realização de determinado ato, for exigida a apresentação de documento de identificação, a pessoa que fizer a exigência fará extrair, no prazo de até 5 (cinco) dias, os dados que interessarem devolvendo em seguida o documento ao seu exibidor.

  • – Além do prazo previsto neste artigo, somente por ordem judicial poderá ser retido qualquer documento de identificação pessoal. (Renumerado pela Lei nº 9.453, de 20/03/97)
  • 2º – Quando o documento de identidade for indispensável para a entrada de pessoa em órgãos públicos ou particulares, serão seus dados anotados no ato e devolvido o documento imediatamente ao interessado.      

9) O colaborador da guarita não deve permitir, durante a triagem, a entrada e saída de moradores, pois isso pode ser o caminho para o suspeito ingressar no local

10) Entre em contato com o morador que eventualmente for citado pelo suposto policial ou oficial de justiça e explique o que está acontecendo. Passe todas as informações recebidas para que ele façar as devidas consultas, se desejar. O porteiro deve ter acesso ao número de celular dos moradores, pois caso não estejam no apartamento possa tentar contato e passar o que está acontecendo;

11) O porteiro deve também comunicar o fato ao zelador e ao síndico para que receber recomendações extras quanto ao processo de triagem com segurança

12) É importante salientar, que, rapidamente, pode ser consultado o local de trabalho indicado pelo suposto agente público para conferência de sua identidade

13) Recomendo também ligação para a Polícia Militar, através do fone 190, principalmente quando o porteiro suspeitar de crime

14) Quaisquer documento em poder do agente público, como por exemplo, mandado de busca e apreensão ou mandado de prisão, não deve ser analisado pelo porteiro, que jamais deverá deixar a guarita. Deve ser acionado zelador ou até mesmo síndico para fazer a devida análise. Mas lembre-se que a porta do prédio ainda não deve ser aberta, pois o documento pode ser passado através do gradil.

15) O porteiro deve ter habilidade em conversar através do interfone com o suposto agente público e demonstrar estar cumprindo ordens da administração e que a preocupação dos moradores e funcionários é originada pelas constantes notícias de assaltos em prédios promovidos por falsos policiais.

CONCLUSÃO

Se porteiros, zeladores e síndicos seguirem todas essas cautelas, com certeza ficará fácil separar o joio do trigo e impedir ação de assaltantes travestidos de agentes públicos de qualquer natureza. Havendo fundadas suspeitas da presença de criminosos, deve ser acionada guarnição da PM, através do fone 190. Se, eventualmente, os marginais deixarem o local antes da chegada da polícia, entendo ser importante o registro de Boletim de Ocorrência na delegacia do bairro. Outra orientação é quanto a impressão de fotos dos suspeitos, que devem ficar expostas no interior da guarita, permitindo, assim, que todos os funcionários fiquem atentos, pois os marginais podem retornar em outros horários.


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Um lavrador, cuja esposa estava doente, chamou um sacerdote budista à sua casa. O religioso começou a rezar pedindo que Deus curasse todos os enfermos. Em dado momento, o homem interrompeu a oração: “Eu pedi para que rezasse por minha esposa, no entanto, o senhor...

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Um lavrador, cuja esposa estava doente, chamou um sacerdote budista à sua casa. O religioso começou a rezar pedindo que Deus curasse todos os enfermos. Em dado momento, o homem interrompeu a oração:

“Eu pedi para que rezasse por minha esposa, no entanto, o senhor pede por todos os doentes?”

O monge explicou:

“Calma, estou rezando por ela”.

O lavrador replicou:

“Me desculpe, mas o senhor está pedindo cura para todas as pessoas e com isso poderá beneficiar o meu vizinho, que está doente também e é meu desafeto”.

O sacerdote concluiu:

“Infelizmente, você não entende nada de cura. Ao rezar por todos, estou unindo minhas preces às milhares de pessoas que encontram-se agora pedindo por seus doentes. Somadas, essas vozes chegam até Deus e beneficiam a todos. Divididas, elas perdem força e não chegam a lugar nenhum. Vou embora rezar em outro lugar, pois está atrapalhando minha concentração”.

Diz a lenda, que certa vez um sábio perguntou ao discípulo preferido como ia seu progresso espiritual. O aluno respondeu que estava conseguindo dedicar a Deus todos os momentos de seu dia.

“Então, falta apenas perdoar seus inimigos”, disse o Mestre.

O jovem ficou chocado:

“Mas não tenho raiva de meus inimigos!”.

O sábio retrucou:

“Você acha que Deus tem raiva de você?”

O jovem respondeu rápido:

“Claro que não!”

E o Mestre concluiu a lição:

“E mesmo assim você pede Seu perdão, não é verdade? Portanto, faça o mesmo com seus inimigos, mesmo que não sinta ódio por eles. Quem perdoa está lavando e perfumando o próprio coração”.


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Nos treinamentos que realizo para capacitação em segurança de funcionários da área de controle de acesso e vigilância patrimonial de condomínios de casas, uma questão levantada pelos participantes tem sido uma constante. Trata-se do relato de graves ocorrências praticadas por alguns moradores quando chegam aos...

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Nos treinamentos que realizo para capacitação em segurança de funcionários da área de controle de acesso e vigilância patrimonial de condomínios de casas, uma questão levantada pelos participantes tem sido uma constante. Trata-se do relato de graves ocorrências praticadas por alguns moradores quando chegam aos seus residenciais em carro de amigoS ou taxi/uber.

Para que o leitor entenda melhor o problema, vou explanar de forma ampla e didática sobre o assunto.

Condomínios residenciais horizontais geralmente possuem três entradas para veículos.

Senão, vejamos:

Baia 1) Entrada para veículos cadastrados de moradores: o condômino deve parar o carro em frente da cancela e terá três opções para identificação eletrônica:

  1. a) Biometria
  2. b) Cartão de acesso
  3. c) Senha pessoal, que deverá ser digitada no teclado

Após realizada a identificação eletrônica do morador, a cancela se abre automaticamente.

Baia 2) Entrada exclusiva para visitantes dos moradores: o visitante terá que conversar com o funcionário da recepção e fornecer os seguintes dados:

  1. a) Nome completo
  2. b) Número do RG
  3. c) Endereço do morador
  4. d) Nome do morador que deseja visitar

O colaborador irá anotar em programa especifico no computador todos os dados fornecidos, incluindo a placa, modelo e cor do auto. Alguns residenciais ainda tiram foto do interessado a ingressar no residencial. Ressalta-se, que, normalmente, os demais ocupantes do carro não são registrados, o que acho temerário.

Com todos esses dados, o funcionário entrará em contato com o morador solicitando a liberação do visitante, e em caso afirmativo, registrará no sistema o nome de quem liberou o acesso e respectivo horário.

Baia 3) Entrada exclusiva para prestadores de serviços: o controle de acesso é praticamente igual ao do visitante, pois necessitará sempre de autorização para  ingressar no residencial. Geralmente, os passageiros do motorista também são cadastrados.

Esse é o modelo padrão de entrada de autos para condomínios de casas.

Como se diz no interior, “a porca começa a torcer o rabo” quando o morador chega na portaria na condição de passageiro em veículo de amigo ou em Taxi/Uber e solicita que o condutor ingresse na baia exclusiva para autos de moradores.

Esse procedimento leva a duas situações distintas:

1) O morador, sentado no banco do passageiro, estica-se para alcançar o equipamento eletrônico que libera a cancela, burlando, assim, as normas internas.

2) O morador abre o vidro e solicita ao vigilante para liberar a cancela. Diz que está no carro de amigo ou Uber, por exemplo. Nesse caso, o funcionário que segue as normas internas do condomínio indica que o motorista ingresse pela baia de visitantes para que possa ser devidamente identificado. Alguns moradores “intimam” a recepção a abrir a cancela. Para evitar maiores traumas, normalmente, é atendido, mesmo na contramão das regras do residencial. Nesses casos, não temos registro de entrada das pessoas porque não foram triadas.

É preciso compreender que o morador pode estar rendido e sendo coagido a liberar a entrada de bandidos.

 

Outro ponto negativo, é que esse tipo de situação serve de mal exemplo para todos os colaboradores da área de segurança, que ao enfrentar problema parecido, fatalmente liberarão a entrada sem nenhum tipo de verificação.

MAS O QUE A ADMINISTRAÇÃO DEVERIA FAZER PARA EVITAR ESSE TIPO DE BRECHA NA SEGURANÇA?

Alguns colaboradores, eventualmente, registram no livro de ocorrências gerais dos condomínios o problema acima ventilado. No entanto, raramente ficam sabendo se algum tipo de providência foi tomada; e assim a farra das transgressões continua.

Moradores devem ser punidos de acordo com o regimento interno toda vez que desrespeitarem as normas de segurança; e as multas pecuniárias não podem ser baixas para não estimular a impunidade.

Entendo que a administração deve promover campanha de conscientização em segurança e explicar a importância de todos seguirem as normas internas. É preciso mostrar que a comodidade de alguns pode colocar em risco a segurança de todos os moradores, empregados domésticos e do residencial.

Em seguida, caberá ao gestor cobrar de seus colaboradores da portaria o cumprimento às normas, doa a quem doer.

Se o morador ou qualquer outra pessoa não desejar passar pela triagem devida, o funcionário da portaria deverá travar a cancela e impedir a entrada do carro não autorizado.

Câmeras  de segurança devem ser instaladas em locais apropriados para capturar imagens desse tipo de infração.

Toda atitude grosseira, mal educada ou intempestiva do morador, deverá ser relatada no livro de ocorrências gerais para que em seguida sejam aplicadas as penalidades devidas.

Não se pode permitir que poucos moradores enfraqueçam a segurança de todo condomínio.

A pressa e a comodidade de alguns não podem prevalecer ao interesse coletivo, tendo em vista as inúmeras notícias de invasão a condomínios horizontais.

Em recente pesquisa, verificou-se que 38,1% dos funcionários entrevistados já haviam sofrido assédio moral, sendo que 11,13% afirmaram que estão sendo vítimas há quase um ano. A humilhação constitui um risco invisível e prejudicial à saúde dos funcionários e ao ambiente corporativo, revelando uma das formas mais poderosas de violência sutil nas empresas.

Para finalizar, vale lembrar que os colaboradores da segurança não são empregados dos moradores e sim do condomínio. Por isso, devem seguir à risca as normas e procedimentos ditados pela administração e não a vontade de moradores sem o devido respaldo no Regimento Interno.


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Condomínios verticais e horizontais possuem entradas definidas para autos e pedestres. No entanto, é comum moradores, empregados domésticos e até funcionários do local transitarem pela área específica de veículos. Mas será que isso é seguro? É óbvio que não! Além de ser desrespeito às normas...

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Condomínios verticais e horizontais possuem entradas definidas para autos e pedestres.

No entanto, é comum moradores, empregados domésticos e até funcionários do local transitarem pela área específica de veículos.

Mas será que isso é seguro?

É óbvio que não!

Além de ser desrespeito às normas condominiais, esse tipo de imprudência pode gerar atropelamentos com graves consequências, porque o motorista é surpreendido pela invasão inesperada da faixa de rodagem.

Mas o que leva alguém a deixar de usar a segura passagem de pedestres para se aventurar por local de risco a sua integridade física?

A resposta está na pressa ou na comodidade.

Em muitas ocasiões, passar a pé pelo local destinado a carros encurta o caminho; assim, as questões relativas à segurança ficam para segundo ou terceiro plano.

Durante minhas pesquisas na área criminal, constatei que alguns moradores pegam “carona” com os carros que estão entrando ou saindo do edifício só para não terem que passar pelos dois portões da clausura de pedestres.

O problema se agrava em condomínios horizontais, onde existe, geralmente, apenas uma cancela para passagem de autos. Assim, as pessoas acham bem mais simples passar por ali do que ter que se dirigir à portaria exclusiva para pedestres, onde, normalmente, tem catraca eletrônica.

Em recente palestra que ministrei para controladores de acesso e vigilantes, levantei esse debate e ouvi de profissionais os seguintes relatos:

“Por muitas vezes abordamos o morador e solicitamos que ele não passe pela passagem exclusiva de carros, pois não é permitido pelo regulamento, além de colocar em risco a integridade física dele. Alguns nos destratam e outros seguem caminho sossegadamente; não ofendem, mas não deixam de descumprir as regras”.

Síndicos e gerentes de condomínios devem entender que esse tipo de acontecimento tira a autoridade dos colaboradores quanto a exigir que todos sigam os procedimentos de segurança e normas aprovadas em Assembleia.

O certo é que não adianta ter regras se não são cumpridas.

O leitor deve estar querendo me fazer a seguinte pergunta?

“Lordello, como resolver essa complicada situação?”

A solução dependerá de várias ações que chamo de passo a passo:

1) Sinalize de forma ostensiva que é terminantemente proibido a passagem de pedestres pela área exclusiva para veículos;

2) Faça circular entre os moradores e funcionários, panfleto, e-mail ou até pelo WhatsApp, informativo sobre os riscos de adentrar a pé pelo local de passagem de autos e que a administração está atenta e empenhada em fiscalizar esse tipo de atitude inapropriada, sujeita a multa pecuniária;

3) Fixação de banner sobre o assunto no local de maior passagem de pedestres e também próximo à entrada e saída de autos;

4) Determinar aos colaboradores da área de segurança e controle de acesso, que registrem no livro de ocorrências sempre que alguém descumprir essa determinação;

5) O administrador, com base nas ocorrências registradas, deverá, inicialmente, recuperar as imagens da infração;

6) O próximo passo será notificar o infrator para uma reunião onde será mostrado o vídeo com sua atitude arriscada e explicar os problemas que podem ocorrer em caso de atropelamento, além de alertá-lo que o pedestre ao entrar ou sair pela passagem de autos não é feito o registro eletrônico, o que é prejudicial para a segurança do local.

7) Por último, deverá o administrador aplicar advertência ou multa, conforme as normas internas.

 

Muitas vezes, síndicos não levam a fundo esse tipo de problema para não se indispor com moradores; nesses casos, o administrador não está preparado para o cargo que assumiu, pois jamais deveria se omitir em relação a fatos tão graves.

Por dois motivos primordiais, é preciso fazer respeitar as normas e procedimentos:

A) Evitar acidentes pessoais

B) Minimizar risco de ocorrência criminosa, notadamente a invasão por parte de bandidos


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Quando o assunto é prevenção a crimes, sou pioneiro no Brasil. Em 1999 lancei o livro Como Conviver Com a Violência, pela editora Moderna. O objetivo, registrado em quase 400 páginas, foi mostrar ser possível reduzir quase a zero o risco de ser vítima de...

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Quando o assunto é prevenção a crimes, sou pioneiro no Brasil. Em 1999 lancei o livro Como Conviver Com a Violência, pela editora Moderna. O objetivo, registrado em quase 400 páginas, foi mostrar ser possível reduzir quase a zero o risco de ser vítima de furtos e assaltos.

Na época era um tema pouco discutido, inédito na amplitude que apresentei, e por isso, chamou a atenção dos principais veículos de comunicação. Num primeiro momento, fui questionado sobre o tipo de colocação, diziam que as pessoas não deveriam restringir os hábitos considerados por mim inseguros, que caberia aos órgãos de segurança pública garantir a segurança dos cidadãos. Essa postura foi se dissipando por força da realidade e cada vez mais o tema prevenção se tornou presente nas pautas de jornais, revistas, rádios, televisão e internet. Até então, se confundiam dois institutos importantes mas completamente distintos: segurança pública e segurança pessoal.

Os meios de comunicação, com seus conteúdos, têm como objetivo informar, educar e entreter seus determinados públicos. No entanto, devem ir além e abraçar também a função “social”.

Nos últimos anos, por seus aspectos cada vez mais decisivos para a população, a violência urbana tem sido tema recorrente em toda mídia. Nos meios de comunicação, os crimes podem ser analisados sob diversos ângulos, sendo que o de cunho sensacionalista ou alarmista é o que menos cumpre papel educativo e, consequentemente, promove a prevenção. Crimes bárbaros, com requintes de crueldade, devem ser noticiados à exaustão; a sociedade precisa ter a noção exata dos riscos que está correndo.

Entendo que a notícia de cunho policial pode ser importante canal para alertar a população quanto a métodos para minimização de riscos e ainda informar sobre legislação penal e direitos dos cidadãos; é a difusão de uma visão completa e educativa.

Um exemplo esclarecedor acontece quase sempre que sou entrevistado, porque é comum a pergunta sobre se é possivel reduzir quase a zero o risco de assaltos nas ruas. A resposta que oferto é esta

“Claro que sim; é fácil manter-se afastado de situações perigosas e se livrar de problemas relacionados à violência urbana ”.

Geralmente, replicam com a indagação

“Mas qual é o segredo para não ser assaltado, mesmo morando e trabalhando em uma cidade com altos índices criminais?”

Após estudar, pesquisar à fundo e entrevistar, pessoalmente, marginais, vítimas e policiais experientes, descobri que “enxergar” atitudes suspeitas no cotidiano é relativamente simples, basta ter a mente voltada para a segurança pessoal. No entanto, geralmente, a pessoa está centrada na atividade momentânea, seja laboral ou recreativa e não consegue pensar em segurança.

Nas palestras que ministro pelo Brasil, sempre digo a seguinte frase:

“Não há trabalho tão importante e lazer tão urgente que não possa ser feito com segurança”.

A ideia central, é que as pessoas se condicionem a observar o que está acontecendo ao seu redor e consigam “enxergar “o que a maioria não vê, que é a atitude ou situação suspeita. Se você está interessado em zerar as chances de ser vítima de roubo, furto ou qualquer outro tipo de delito, passe a seguir o seguinte roteiro mental no seu dia a dia:

1) Independente do que estiver fazendo, fique atento às pessoas que estão ao seu redor. Sinta o ambiente;

2) Procure identificar potenciais perigos. Pessoas mal intencionadas não agem com naturalidade; geralmente estão tensas, apreensivas, olhando de um lado para o outro, andando sem direção definida, sem saber onde enfiar as mãos, suando em demasia e etc;

3) Preveja o que a pessoa suspeita possa fazer. Qual será a intenção dela? Ouça a voz da intuição, que é a melhor ferramenta para segurança pessoal, pois a todo momento nos alerta de perigos iminentes. Mas para que isso ocorra, sua intuição precisa estar acionada;

4) Identificado o risco ou perigo, reflita qual decisão tomar objetivando se ausentar do local;

5) Tome atitude proativa com firmeza e rapidez, afaste-se do perigo. Para onde se deslocar de forma segura? Pessoas com a mente focada em prevenção e segurança jamais são pegas de surpresa!

O leitor já reparou que os animais são super ariscos?

Intuitivamente se previnem.

Você está com pressa e tem que descer uma escada de mármore recém lavada com sabão?

Quais as precauções que toma?

  1. a) Desce devagar;
  2. b) Coloca a mão no corrimão;
  3. c) Olha atentamente para os degraus;
  4. d) Todas as anteriores;
  5. e) A pressa não deixa ver os perigos.

O jornalista Ferreira Neto, em 2002, levou um tombo ao descer uma escada; bateu a cabeça e faleceu em razão de traumatismo craniano. Em nosso cotidiano ficamos sujeitos a riscos e problemas que podemos vencer se tivermos a mente voltada para a prevenção. Pense sempre primeiro na sua segurança.

A pressa é inimiga da perfeição e aliada dos bandidos.

Acredito que você não desceria uma escada ensaboada sem as devidas cautelas. Portanto, elimine a possibilidade de o perigo se concretizar. Ande a pé, dirija seu veículo, frequente o banco, caixa eletrônico e o comércio prestando atenção no que está acontecendo ao seu redor. Da mesma maneira que você pode evitar um tombo ao descer uma ladeira, evite crimes usando o armamento mais eficaz e barato existente no mercado: prevenção.

O objetivo desta minha explanação sobre segurança pessoal, é fazer o leitor refletir e prestar mais atenção no que acontece ao seu redor, visando, com isso, não se tornar alvo fácil da marginalidade. A função social dos veículos de comunicação, diante de uma sociedade carente de informações reais e práticas, exemplos construtivos e ensinamentos, é essencial e insubstituível.


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Imagine a seguinte situação dramática, que pode acontecer no seu apartamento ou residência: você solicita visita técnica de empresa de TV a Cabo ou qualquer outro tipo de serviço. Em determinado horário, tocam sua campainha ou interfone comunicando a presença do profissional esperado. Você autoriza a...

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Imagine a seguinte situação dramática, que pode acontecer no seu apartamento ou residência: você solicita visita técnica de empresa de TV a Cabo ou qualquer outro tipo de serviço. Em determinado horário, tocam sua campainha ou interfone comunicando a presença do profissional esperado. Você autoriza a entrada e quando ele adentra ao seu lar ao invés de retirar da mala uma ferramenta, saca arma de fogo e anuncia assalto.

Essa prática para invasão tem se tornado cada vez mais frequente pelo Brasil. Não podemos esquecer ainda dos porteiros mal treinados, que permitem a entrada de pessoas vestindo uniformes e que pleiteiam realizar algum conserto ou manutenção no edifício, mesmo sem terem sido solicitados ou autorizados pelo síndico ou zelador. São enganados, liberam o ingresso e em seguida são facilmente rendidos.

Moradores do Edifício Solar da Praia, localizado em Ipanema, Zona Sul do Rio, viveram momentos de tensão ao serem mantidos reféns durante um assalto que começou pela manhã e durou cerca de duas horas. Os criminosos conseguiram entrar no prédio depois que um deles se identificou como funcionário da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG). O porteiro abriu a porta da garagem e ele entrou acompanhado por outros dois homens.

“Fui rendido quando voltava da praia. O porteiro e outros moradores estavam sendo mantidos reféns. Ainda tentei voltar para a rua, mas não consegui. Fui obrigado a levá-los até o meu apartamento, que fica no primeiro andar. Eles levaram os outros reféns para lá também. Os moradores foram divididos em dois grupos e ficaram em quartos separados”, revelou o morador Elias Mansur, dizendo que um pedreiro que trabalhava em uma obra em seu apartamento chegou a ser agredido com uma coronhada no nariz.

Devido ao aumento de assaltos em condomínios, cometidos por bandidos fingindo ser funcionários, diversas empresas resolveram criar regras de segurança para facilitar o trabalho de triagem de porteiros de prédios e moradores de residenciais.

Uma estratégia muito positiva, é a que determina que quando o cliente marca uma visita técnica, recebe pelo WhatsApp a foto do técnico e uma senha, que o funcionário deve informar na portaria do edifício para provar sua identidade antes de ser liberada sua entrada.

Portanto, fica a dica ao amigo leitor que quando solicitar algum tipo de conserto em seu local de moradia, comunique à empresa contratada sobre sua preocupação com possível assalto e se possuem alguma forma de identificação do colaborador de forma segura. Se a empresa não tiver esse tipo de preocupação e isso o deixar desconfortável em receber um estranho em seu lar, busque no mercado outra empresa, que além de prestar bom serviço, atenda também suas necessidades no que tange a segurança.


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No final de abril/2018, atendendo o pedido de um amigo, estive em uma residência no bairro do Pacaembu/SP, que foi invadida por 5 ladrões armados que permaneceram por cerca de 50 minutos na casa. Os marginais renderam uma mulher e seu filho de 17 anos...

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No final de abril/2018, atendendo o pedido de um amigo, estive em uma residência no bairro do Pacaembu/SP, que foi invadida por 5 ladrões armados que permaneceram por cerca de 50 minutos na casa. Os marginais renderam uma mulher e seu filho de 17 anos e roubaram muitos pertences. Durante a ação, ninguém viu e nem desconfiou do que ocorria, por isso a polícia não foi acionada.

Curiosamente, existe uma profusão de guaritas instaladas nas ruas desse bairro para abrigar “vigias”. Eles não fazem ronda, não possuem tecnologia de comunicação com uma central,  não estão ligados a qualquer empresa de segurança e, normalmente, são vistos sem usar uniforme. Ficam sentados numa cadeira assistindo pequena televisão ou usando aparelho celular como forma de distração.

Essa estratégia, que visa suposta proteção das ruas do bairro, é antiga em São Paulo e ainda permanece em localidades onde não é permitido construir prédios. A maioria dos imóveis dessas regiões é constituida de casas espaçosas, construidas em ruas com baixa luminosidade devido a existência de grandes arvores antigas.

Alguns moradores arcam com o custo pagando mensalidades que geralmente não ultrapassam R$ 100,00

Mas qual a eficácia desse tipo de proteção residencial?

Na minha opinião, é praticamente nula. Não existe sistemática alguma no trabalho desses profissionais. É bastante comum encontrarmos as guaritas de fibra fechadas ou com o vigia dormindo ou operando o aparelho celular. Pelo que andei pesquisando, eles não usam nenhum equipamento eletrônico de segurança, como botaõ de pânico ou para comunicação com equipe de pronta resposta de vigilância particular.

O leitor conhece aquele antigo jargão policial: “Me engana que eu gosto”.

Mas qual a legalidade desse serviço particular?

Em São Paulos existe legislação a respeito, conforme Lei nº 11.275/2001, que passo a transcrever:

“Dispõe sobre o registro de entidades públicas ou privadas que mantêm serviço próprio de vigilância, entidades de guardas noturnos particulares e profissionais autônomos de segurança comunitária para guardas de rua:

Artigo 1º – A Secretaria da Segurança Pública, através da Divisão de Registros Diversos – DRD do Departamento de Identificação e Registros Diversos

– DIRD, efetuará o registro de entidades públicas ou privadas que mantêm serviço próprio de vigilância, expedindo o competente certificado de autorização de funcionamento.

Parágrafo único – São consideradas entidades privadas, para efeito do que trata o “caput” deste artigo, as indústrias, o comércio, os condomínios, os estabelecimentos de ensino, de serviços e afins.

Artigo 2º – Para efetivação do registro, as entidades interessadas deverão apresentar prova de existência de pessoa jurídica, designação do responsável pelo pessoal da vigilância, apresentação do plano completo do uniforme, informação pormenorizada sobre as armas de propriedade de entidade e comprovante de recolhimento das taxas devidas.

  • 1º – Os requerimentos solicitando o registro tratado nos artigos anteriores serão subscritos pelos Prefeitos Municipais, quando se tratar de Guarda Municipal, prevista no artigo 144, § 8º, da Constituição Federal; pelos representantes legais, quando se tratar de pessoa jurídica; pelo presidente, quando se tratar de guarda noturna.
  • 2º – Os profissionais autônomos de segurança comunitária para guardas de rua deverão solicitar o seu registro em requerimento oficial, assinado pelo requerente.

Artigo 3º – As guardas noturnas particulares são entidades sem fins lucrativos e serão mantidas por eventuais contribuições espontâneas dos beneficiários do serviço de vigilância noturno exercida.

  • 1º – Em nenhuma hipótese a entidade de guarda noturna poderá firmar contrato de vigilância com fins econômicos.
  • 2º – Os certificados de registro terão validade anual, até 31 de dezembro de cada ano. O pedido de renovação, salvo justo motivo, deverá ser entregue na DRD, até o último dia do mês de fevereiro do ano subsequente ao do vencimento.
  • 3º – As entidades de guarda noturna de Campinas e de Santos continuam regidas pelas leis que as instituíram e sujeitam-se ao controle e orientação policiais estabelecidos nesta lei.
  • 4º – As entidades de guardas noturnas particulares ficarão sob controle do Delegado de Polícia Titular do Município e, na Capital, do Diretor do DRD em que exercem suas atividades.

Artigo 4º – Os agentes prestadores do serviço de vigilância credenciados pela Divisão de Registros Diversos receberão as seguintes denominações: Agente de Segurança Municipal, Agente de Segurança Patrimonial, Agente de Segurança Noturno e Agente de Segurança Comunitária para guardas de rua.

  • 1º – Os requisitos mínimos para os registros de agentes prestadores de serviços de vigilância são os seguintes:
  1. ser brasileiro;
  2. ser maior de 21 (vinte e um) anos;
  3. ser alfabetizado;
  4. ter sido apto em exame psicotécnico realizado em clínica especializada, credenciada pela DRD;
  5. estar quite com o serviço militar;
  6. não possuir antecedentes criminais;
  7. possuir carteira profissional para os que trabalham com vínculo empregatício;
  8. possuir comprovante de inscrição, para os autônomos, na Prefeitura Municipal e no Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS;
  9. comprovar domicílio.

O leitor deve ter ciência que o profissional habilitado a exercer atividades de segurança privada é o Vigilante, pois tem profissão regulamentada, possui vínculo empregatício com uma empresa de Segurança Privada, além da necessidade de frequentar curso de formação e de reciclagens periódicas a cada dois anos. Após a conclusão do curso de formação, o vigilante recebe um certificado e a Carteira Nacional de Vigilante, emitida pelo Departamento de Policia Federal, órgão responsável pelo controle e fiscalização da atividade de Segurança Privada no Brasil.

VIGIA DE RUA POSSUI VÍNCULO EMPREGATÍCIO?

Esse tema é controverso; encontramos decisões judiciais antagônicas. De qualquer forma, seguem alguns julgados e decisões:

VIGIA DE RUA Aplicação analógica da legislação pertinente a condomínio. O vigia de rua, contratado por grupo de moradores de residências vizinhas, exerce função semelhante ao porteiro ou zelador de prédios residenciais. Não há pois falar em seu enquadramento como doméstico, sendo pertinente a aplicação analógica da L. 2.757, de 26 de abril de 1956, respondendo cada morador pela cota-parte que lhe compete. (TRT 3ª R. RO 7.471/01 1ª T. Relª Juíza Maria Laura F. L. de Faria DJMG 15.11.200111.15.2001)

Vínculo de emprego – Vigia de quadra – Diversos moradores. O vigia noturno, que empresta seus serviços a diversos moradores de uma determinada quadra urbana, não pode pretender vínculo de emprego com apenas um deles. Inexistência dos requisitos legais para a configuração do vínculo empregatício. (TRT – 9a. Reg. – RO-12818/93 – 7a. JCJ de Curitiba – Ac. 5a. T.-8487/95 – unân. – Rel: Juiz Luiz Felipe Haj Mussi – Fonte: DJPR, 28.04.95, págs. 22/23).

Relação de emprego – Guarda noturno. Serviço de ronda noturna, prestado a vários usuários indistintamente, mediante paga de gratificações diferenciadas, não caracteriza a relação de emprego. Improcedência mantida. (TRT – 9a. Reg. – RO-07279/93 – 11a. JCJ de Curitiba – Ac. 5a. T.-5027/95 – unân. – Rel: Juiz Luiz Felipe Haj Mussi – Recte: Luis Ferreira Mendes – Recdo: Casa Comércio de Máquinas para Escritório Ltda. – Advs: Maria Terezinha Hanel Antoniazzi e Adriane de Aragon Ferreira – Fonte: DJPR, 17.03.95, pág. 228).


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Quando o motorista menos espera o dinheiro da corrida realizada, pode ir por água abaixo. Preste atenção nesta narrativa e aprenda a evitar prejuízo. Um motorista de aplicativo recebeu chamada para buscar passageira em uma rua central de São Miguel Paulista/SP, por volta das 12h30...

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Quando o motorista menos espera o dinheiro da corrida realizada, pode ir por água abaixo.

Preste atenção nesta narrativa e aprenda a evitar prejuízo.

Um motorista de aplicativo recebeu chamada para buscar passageira em uma rua central de São Miguel Paulista/SP, por volta das 12h30 da primeira segunda feira do mês de abril/2018. Tratava-se de uma mulher elegantemente vestida, aparentando cerca de 45 anos; seu destino era a região central da cidade de São Paulo. Mas antes a passageira precisou parar em dois endereços para deixar documentos.

O trajeto foi longo, de quase duas horas, pois o trânsito estava intenso. A mulher, sentada no banco traseiro, pouco conversou; não parava de digitar no celular mas pediu por balas e dois copinhos de água mineral. Em dado momento, na Avenida Paulista, próximo ao Masp, ela disse estar atrasadíssima para seu compromisso e que em razão do trânsito congestionado seria melhor ir a pé; assim, solicitou a maquininha de débito.

O motorista rapidamente verificou o valor da corrida no aplicativo do celular, R$ 165,00. Após passar o aparelho para ela, que inseriu o cartão magnético e disse que desceria no meio do trânsito mesmo, pois iria em prédio do outro lado da avenida. Ela digitou rapidamente a senha e devolveu a máquina de débito ao motorista. Mesmo no banco da frente, o condutor ouviu o breve sinal sonoro emitido pelo equipamento, indicativo de transação não completada. Rapidamente, ele travou as portas do carro para a mulher não sair. Ao olhar para o visor da máquina, confirmou que o pagamento não fora efetuado.

A passageira esbravejou mas como não conseguiu abrir a porta, sacou dinheiro da bolsa e pagou pela corrida.

Mais tarde, em um grupo de WhatsApp exclusivo para motoristas de APP, o condutor descobriu que tratava-se de mais um golpe. Portanto, o motorista deve ficar atento e manter a porta do carro travada até certificar-se do pagamento efetuado pelo cliente. Cautela extrema quando o passageiro alegar muita pressa.


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e...

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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e a fotografia divulgada é do local dos fatos. Fui a fundo nessa história e descobri que a causa do incêndio ainda é desconhecida pelos moradores do edifício e também pelos profissionais do Corpo de Bombeiros.

Conversei com diversos especialistas para saber se deixar carregador de celular eternamente na tomada é perigoso. As respostas foram inequívocas e unânimes: sim, é possível; e se estiver próximo de material inflamável poderá gerar incêndio de grandes proporções.

Portanto, essa prática não é recomendada. Carregadores de celulares funcionam como transformadores de energia, fazendo com que a corrente seja diminuída ao passar da tomada para o aparelho, ou seja, os 127 volts da tomada se tornam 5 volts para o celular. Qualquer falha que ocorra pode fazer com que o carregador transfira diretamente a corrente maior, causando choque ou superaquecimento do carregador; e também do celular, se estiver plugado.

Esse problema pode ocorrer por diversas razões, tais como:

1) Problema na rede elétrica da local

2) Sobrecarga de energia

3) Uso excessivo de benjamim, que é o acessório multiplicador de tomadas. Cada equipamento a mais ligado àquele ponto, onde apenas um era esperado, sobrecarregará a tomada e os fios, podendo, assim, superaquecer

4) Carregador não original e de fabricação duvidosa. Carregadores alternativos, vendidos normalmente em faróis, são bem mais baratos que os originais, mas será que vale a pena essa economia? O fato que merece atenção, é que alguns desses produtos não seguem as normas de segurança e padrões técnicos do Brasil, podendo gerar incompatibilidade com a rede elétrica brasileira e o consequente risco de acidente.


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Eike Batista se entregou à Polícia Federal no Rio de Janeiro e ingressou no sistema penitenciário. A foto que tomou conta dos noticiários trazia o ex-bilionário com a cabeça rapada. Jornal carioca afirmou que Eike “não vai mais precisar cuidar do milionário implante capilar realizado em 2010”. Na...

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Eike Batista se entregou à Polícia Federal no Rio de Janeiro e ingressou no sistema penitenciário. A foto que tomou conta dos noticiários trazia o ex-bilionário com a cabeça rapada. Jornal carioca afirmou que Eike “não vai mais precisar cuidar do milionário implante capilar realizado em 2010”.

Na verdade, trata-se de regra interna na maioria dos presídios brasileiros.

As Secretarias Estaduais de Administração Penitenciárias baixam portarias estabelecendo normas e regras de comportamentos dos detentos. É importante lembrar que todos os investigados pela Operação Lava Jato que foram presos tiveram também os cabelos cortados, mas é claro que a repercussão no caso de Eike foi bem maior pois trata-se de brasileiro que já esteve entre os 10 homens mais ricos do mundo.

Antes venerado pela habilidade empresarial, agora é escrachado em razão das acusações de corrupção.

Defensorias públicas de diversos Estados já tentaram reverter essa normatização. Alegam ferir o respeito e a dignidade humana. A advogada Nara Borgo, que já integrou a Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, disse, recentemente, em entrevista, que:

“A escolha do corte de cabelo é uma da poucas formas de o preso manter sua individualidade. É algo pessoal, não há necessidade de intervenção. A alegação de que é uma questão da higiene não é verdadeira porque senão teriam que agir da mesma forma com as mulheres”.

No sistema carcerário brasileiro, o corte de cabelo de homens é antigo e tem como justificativa a higienização, principalmente para impedir a proliferação de pragas, a manutenção de padronização e disciplina para todos os detentos.

As regras são estas:

-Cortar cabelo utilizando-se como padrão o pente número 2 da máquina de corte

-Rapar a barba

-Aparar bigode

-Mulheres com cabelos compridos devem mantê-los presos

Muitos entendem como correta a alegação sanitária para cortar cabelo e barba dos homens detidos, mesmo que provisoriamente. Outros acham que é ritual de humilhação e sede de vingança contra aqueles acusados de crimes.

Qual a sua opinião?

No candomblé, rapar a cabeça é um momento de purificação e modo de fazer a pessoa renascer, se preparando para receber sua divindade. Tirar o cabelo, para o iniciado, significará cortar todos os elos, retroceder à infância, época em que a pureza e a inocência estão presentes, sem existir vaidade e soberba; apenas humildade.

Na Bíblia Sagrada encontramos em Jó 1:21-22 a seguinte passagem:

“Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor”.

O entendimento da leitura desse pensamento é que despir-se de roupas é um símbolo. Rapar a cabeça é reconhecer a autoridade de alguém, respeitando-a e se sujeitando a ela.

A prática de rapar a cabeça, como retaliação, começou na Idade Média, quando mulheres acusadas de adultério eram desnudadas e tinham o símbolo de sua beleza, os cabelos raspados.

A cabeleira de Sansão era, segundo um costume israelita, símbolo da consagração. Conservar a cabeleira, portanto, vinha a ser em Sansão sinal de amor e devoção a Javé. Ele tinha um voto que não poderia tomar bebida forte, tocar em nada impuro e nem rapar a cabeça.

Sansão era muito forte, chegou  até mesmo a matar um leão. Ele foi juiz do povo hebreu por 20 anos, que era inimigo dos filisteus.  Mas Sansão era desobediente e acabou se casando com Dalila, que era filisteia.

Certo dia, ele ingeriu bebida forte e assim quebrou uma das normas. Assim Dalila cortou seus cabelos e por isso os filisteus prenderam Sansão, furaram seus olhos e ele virou motivo de chacota.

Diante de tanta humilhação, Sansão reconheceu seu erro e orou a Deus que restituísse sua força para derrotar os filisteus, ainda que para isso ele viesse a morrer.

E assim aconteceu, mesmo cego e prisioneiro dos filisteus, Sansão recuperou sua força e derrubou os pilares do templo onde eles  estavam, inclusive Dalila, matando mais filisteus em sua morte que em sua vida.

Portanto, o corte da cabelereira de Sansão tirou-lhe a força e a arrogância, mas fez brotar em seu coração a humildade, que o fez ressurgir com muito mais sabedoria e força. Quem dera os culpados pelos desvios de dinheiro no Brasil, que tiveram seus cabelos raspados ao adentrar em prisões, tenham, no recanto de cela pequena e desconfortável, o reconhecimento dos erros cometidos e o comprometimento de quando deixarem o cárcere serem pessoas melhores e honestas.


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Filmes de sequestro de avião são repletos de suspense e muita ação! Confira uma seleção de 5 filmes que selecionei:

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Um grande filme não precisa de muitos cenários ou locações grandiosas para conquistar o público. Existem muitas produções que fizeram um enorme sucesso se passando em apenas um espaço, uma casa, um banheiro ou um aeroporto. Mas algumas vão além e escolhem como cenário um avião.

Filmes de sequestro de avião são repletos de suspense e muita ação!
Assistir esses filmes é interessante para quem trabalha na aviação ter uma ideia do drama que é enfrentar um sequestro a bordo, e poderá auxiliar em medidas preventivas para que o avião em que esteja voando nunca seja sequestrado!

1. Sem Escalas

Estrelado por Liam Neeson, No longa, o ator vive um agente federal que está em um voo de Nova York a Londres e precisa entrar em ação quando um terrorista ameaça matar um passageiro a cada 20 minutos.

2. Vôo United 93 (United 93)

Inspirado em um acontecimento real, o longa mostra o sequestro de um avião. Mas os passageiros se unem para impedir o terrorista.

3. Con Air – A Rota da Fuga (Con Air)

Ter medo de andar de avião é muito comum, mas nada se compara ao nervoso de viajar em uma aeronave lotada com os maiores criminosos dos Estados Unidos. O filme tem no elenco grandes estrelas como Nicolas Cage, John Cusack, Steve Buscemi, Dave Chappelle, Danny Trejo e John Malkovich.

4. Força Aérea Um (Air Force One)

Harrison Ford vive um presidente dos Estados Unidos invencível neste thriller, que sozinho derrota os terroristas que sequestraram o avião presidencial.

5. Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu (Airplane)

Uma comédia clássica e um dos filmes mais famosos, cuja história acontece dentro de um avião. Depois que a tripulação de um voo é envenenada, cabe ao ex-piloto Ted Striker (Robert Hays) a tarefa de fazer um pouso em segurança, mas ele tem medo de voar.


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