O que realmente deveríamos pedir para o ano que está somente começando? Será que estamos analisando a vida pelo ângulo correto e valorizando o que é certo? Uma médica de Santa Catarina, chamada Larissa Andressa Medeiros, de 40 anos de idade, travou luta contra câncer de...

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O que realmente deveríamos pedir para o ano que está somente começando? Será que estamos analisando a vida pelo ângulo correto e valorizando o que é certo?

Uma médica de Santa Catarina, chamada Larissa Andressa Medeiros, de 40 anos de idade, travou luta contra câncer de mama no ano passado, mas veio a falecer no dia 22 de dezembro. Dias antes de deixar este plano astral, sabendo que tinha pouco tempo de vida, deixou uma carta em sua rede social que acabou viralizando, pois o conteúdo é fantástico e vale demais a reflexão.

Por isso, gostaria de compartilhar com todos os leitores essa mensagem serena de quem conseguiu enxergar a vida de maneira mais plena:

Querida família!

Ando mais reflexiva e ausente… tem sido dias difíceis. Pensei na morte, mas vi um documentário da minha incoerência, já que é a coisa mais certa… pedi a Deus uma 2ª chance ou força para entender se ele tiver outro propósito.

Vou fazer um pedido aqui:

– Hoje minhas chances de cura são menores do que as de sucesso! Luto por 10% de cura! Sem drama, é um fato!

– Quero e vou vencer, com a ajuda de Deus e Nossa Senhora, sem as estatísticas dos homens!

Mas queria com muito carinho que se lembrem das coisas que estou aprendendo…

Hoje ter 1, 2, 5 ou 20 milhões num banco, ter um bilhete de viagem maravilhosa, um vestido lindo ou poder ir em restaurantes incríveis… um bom vinho, um doce delicioso… NADA disso eu poderia usufruir agora. Não mudaria minhas chances ou acessos aos remédios, não teria pique e disposição para viajar (não posso me ausentar por mais de 15 dias pela quimio, que tem dado muitas reações extras), não posso beber, comer muitos doces… e não tenho ânimo físico para usar um lindo vestido com alegria…

A vaidade de crescer cientificamente, ganhar algo na profissão, prestígio? Nada fica… perdi tanto tempo com isso… fui tão tola em vários aspectos… só o carinho dos amigos colegas e pacientes que o trabalho trouxe… Mas claro que não serei hipócrita: Trabalhar, responsabilidades, ter economias… são coisas importantes, mas NÃO são mais do que viver o hoje… ter conforto, usufruir das boas coisas da vida valem a pena… Já viver sempre esperando um futuro que pode não chegar, isto é ir morrendo aos poucos.

Então, o que ficou e o que mais me alegra? As boas lembranças dos momentos e experiências que vivi… as risadas, os carinhos, a alegria das viagens que tanto gostava, da comida gostosa fosse caseira ou de um bom restaurante… os sentimentos verdadeiros e o amor puro da família e tantos amigos queridos que redescobri.

Sei que nada será tão palpável como é para mim que precisei passar por isso para ter tanta clareza de pensamentos… ouvia isso dos padres mas não coloquei em prática…

Gostaria que experimentassem sem ter que passar por algo ruim para mudar:

– Brigas, reclamações, vaidades, conflitos… acontecem mas deixam o ar muito pesado, sugam nossa energia e não levam a nada. Transformam a reunião alegre em algo desagradável. Amor, perdão, paz, alegria renovam tudo.

– Nós sendo filhos, noras e genros, pais, irmãos, casais, todos iremos errar… escolher o caminho tem esse desfecho: de acertar ou errar. E errar tem o aprendizado, só o erro traz essa graça de aprender e mudar! Não aprendemos com os erros alheios, infelizmente. Os acertos, infelizmente, também não trazem esse conhecimento todo, por ironia… ninguém sabe o que é certo… o certo para mim não é para os demais.

Vamos conviver em paz, respeitar a individualidade das pessoas, dos casais, mesmo não sendo nossa opinião. Vamos celebrar a vida, ter prazer nos encontros, evitar brigas ou assuntos pesados. Queria que todos que puderem começassem a passear, viajar, praticar a leveza no dia a dia. Quem quiser ir, voltar, sair, ficar, silenciar… siga seu coração… decida por si… não esperem permissão para serem felizes. Só quem pode nos autorizar somos nós mesmos.

– [Nome do marido], meu amor, tem me ensinado muito também… foi um ano terrível para nós… muitas concessões, ajustes… mas nosso amor tem aprendido a ser laço de fita, não e nunca NÓ… nos respeitamos, apoiamos, nos incentivamos mutuamente… se você está estressado, volta da corrida, leve, com o sorriso mais lindo no rosto e só traz boas energias para mim. Não fala nada pesado, não fala de ninguém, sempre positivo, o melhor companheiro que eu poderia ter… meu amor ! Muitas vezes discordamos, queremos coisas diferentes, mas aprendemos a respeitar a decisão do outro sem perder tempo tentando convencer a nossa maneira… acho que ganhamos mais amor e respeito! Amor não é posse ou prisão, é liberdade e respeito.

Sei que ainda temos muito a aprender… mas acho que estamos no caminho, entre acertos e erros.

– Tenho vontade de gritar, para todos que quero bem: “Tomem as rédeas de suas vidas… viajem, namorem, comprem com responsabilidade o que lhes dá prazer… a vida é HOJE!! Só hoje!!! Viagens, comer num lugar gostoso, comprem a roupa bonita que querem.

Não sabemos se viveremos até o futuro… se gozaremos da aposentadoria… se teremos saúde e ânimo para aproveitá-la! Vivam, vivam, cada um é dono da sua trajetória… e a vida dará em troca, amor verdadeiro, grandes amigos que farão parte da família… e muito boas memórias”.

 

Portanto, amigo leitor…

Reclame menos. Agradeça mais

Peça menos. Agradeça mais

Preocupe-se menos.

 

Aprenda a viver mais intensamente o momento presente!!!


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  Se o leitor respondeu afirmativamente, peço que continue a leitura  e reflita sobre a seguinte reflexão : Mas será que esse tipo de atitude é segura para a segurança do condomínio? Ao tocar nesse assunto em palestra que ministrei sobre o tema em 2018 para...

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Se o leitor respondeu afirmativamente, peço que continue a leitura  e reflita sobre a seguinte reflexão :

Mas será que esse tipo de atitude é segura para a segurança do condomínio?

Ao tocar nesse assunto em palestra que ministrei sobre o tema em 2018 para 230 síndicos, muitos dos participantes fizeram questão de narrar acontecimentos negativos nesse sentido, tais como:

– “Lordello, tive um problema grande com isso no edifício. Fui alertado pelos porteiros que uma empregada doméstica, que passava a maior parte do tempo sozinha no apartamento pois os patrões trabalhavam fora, recebia diariamente homens que ficavam por cerca de 1 hora na unidade e depois iam embora. Eram todos amantes da mulher. Quando o marido dela descobriu foi fazer escândalo na porta do condomínio”.

 – “O zelador do meu edifício me passou o seguinte problema: ele reparou que os funcionários domésticos de algumas unidades recebiam parentes e o número foi aumentando gradativamente. Ao comentar com os moradores se tinham ciência dessa prática, eles ficaram furiosos e indagaram o motivo que a portaria não impedia a entrada. Na verdade, Lordello, o regulamento do prédio permitia que empregados domésticos também liberassem a entrada de pessoas estranhas”.

 – “No meu condomínio o caso foi muito grave. No inicio do ano uma empregada doméstica chegou para trabalhar por volta das 7h em companhia de dois jovens, que alegou serem seus sobrinhos. O porteiro liberou a entrada deles. Somente mais tarde descobrimos que eram ladrões. A empregada foi dominada pelos bandidos enquanto caminhava a pé em direção ao prédio e obrigada a apresentá-los como parentes para poderem terem acesso ao apartamento. Assim realizaram o assalto com tranquilidade”.

Muitos problemas podem ocorrer se empregados dos moradores também tiverem a possibilidade de liberar a entrada de estranhos no prédio. Como exemplo, os golpes por telefone, onde o doméstico pode ser ludibriado e liberar a entrada de falso prestador de serviço que deseja realizar roubo na unidade ou até mesmo arrastão em vários apartamentos.

Portanto, entendo que a norma de segurança em relação ao tema em questão deva ser a seguinte:

“Somente moradores podem autorizar a entrada de visitantes, entregadores e prestadores de serviço no condomínio. Na impossibilidade de o morador estar na unidade no dia da visita, deve comunicar com antecedência a administração, pessoalmente ou através de interfone. No caso da ausência por motivo de viagem ou horário de trabalho, deverá o condômino enviar e-mail ou WhatsApp cadastrados junto a administração, constando o nome, RG, dia e horário para a liberação de entrada. Empregados domésticos e filhos menores de 14 anos estão proibidos de autorizar a entrada de estranhos. Caso haja necessidade, deverão entrar em contato com os responsáveis pela unidade para que autorizem a liberação da entrada nas formas indicadas por este regulamento”.

Portanto, para uma triagem dentro de padrões de segurança, é de suma importância que a portaria tenho acesso a todas essas informações através de sistema de computação ou de Livro próprio onde constará o rol de pessoas liberadas com antecedência pelos moradores.


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Tomei conhecimento de mais um caso de cliente do APP Uber que quase foi assaltado! Veja o relato: “Gente, preciso fazer o seguinte alerta: como faço sempre, hoje chamei o Uber. No aplicativo estava indicando como motorista uma mulher de nome Márcia, o modelo do...

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Tomei conhecimento de mais um caso de cliente do APP Uber que quase foi assaltado!

Veja o relato:

“Gente, preciso fazer o seguinte alerta: como faço sempre, hoje chamei o Uber. No aplicativo estava indicando como motorista uma mulher de nome Márcia, o modelo do carro e a placa. Desci do prédio com minha filha e estava aguardando quando chegou um outro carro com vidros escuros, baixou a janela e disse: “Leda, pode entrar! Respondi que não, pois não era o carro que estava aguardando. Perguntei o nome dele; não informou e disse: “Cancelaram sua corrida aqui” e foi embora. Imediatamente entrei em contato com a motorista Márcia da Uber, que me informou estar a caminho. Quando ela chegou, comentei sobre o ocorrido e durante a viagem ela disse que ficara sabendo terem rackeado o APP para usar os dados a fim de cometer sequestros relâmpagos”.

O leitor pode estar desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, será que isso é verdade?”

Fiz pesquisa pela internet e, realmente, encontrei alguns relatos nesse sentido, mas não confirmação 100%.

De qualquer forma, não é preciso entrar em pânico, mas é aconselhável exercitar as 10 regras básicas de segurança que passo a expor:

1) Chame o carro por APP de dentro de casa ou de algum estabelecimento

2) Memorize o nome do motorista, modelo do carro e respectiva placa

3) Acompanhe o percurso desenvolvido pelo veículo e aguarde estacionar

4) Através do próprio aplicativo, peça para o motorista ligar o pisca alerta ao chegar no local

5) Verifique se o modelo do carro e placa são os mesmos apontados pelo APP

6) Somente nesse instante saia do local onde estiver abrigado(casa ou comércio) e siga em direção ao veículo que solicitou

7) Se não solicitou corrida compartilhada e notar que outra pessoa está dentro do automóvel, retire-se do local

8) Se os dados estiverem corretos, aproxime-se do veículo e através do vidro pergunte o nome do condutor

9) Somente se o nome do motorista for correto entre no auto

10) Procure sentar no banco traseiro


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Muitas pessoas reclamam de falta de sorte ou de oportunidades; normalmente, culpam a  crise econômica. Mas será que estão fazendo a sua parte ou aguardam cair algo do céu? Para que algo aconteça na vida, tanto no aspecto profissional quanto no afetivo, é preciso gerar...

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Muitas pessoas reclamam de falta de sorte ou de oportunidades; normalmente, culpam a  crise econômica. Mas será que estão fazendo a sua parte ou aguardam cair algo

do céu?

Para que algo aconteça na vida, tanto no aspecto profissional quanto no afetivo, é preciso gerar movimento no Universo, ou seja, mais ação e menos omissão. Agir mais, pensar menos.

Algumas dicas podem fazer o leitor refletir:

1) Aprenda a dizer “não” a futilidades. Não perca tempo com atitudes comezinhas. O importante é se concentrar naquilo que realmente deseja.

2) Tenha foco e cuidado para não se dispersar no meio do caminho.

3) Ser criativo é não ter medo de errar e nem de rir de seus próprios tropeços.

4) Lembre-se que se fizer o que sempre fez, obterá os resultados que sempre obteve. Portanto, a palavra-chave é “mudança”.

5) Tenha mais vontade e disposição. Sua melhor desculpa não pode ser mais forte que seus sonhos e metas.

6) Não basta começar algo, é preciso ir até o fim. Para isso, agarre-se na palavra “persistência”.

7) Se acha que o tempo voa, levante mais cedo, durma mais tarde e torne produtivos os finais de semana e feriados.

8) Desafie-se um pouco mais a cada dia.

9) Faça o que tem que ser feito e não o que é simples ou fácil.

10) Foque na solução e não no problema.

11) Chega de MIMIMI. Parou de ventar, comece a remar.

12) Reinvente-se, saia da mesmice, faça diferente; ser a mesma pessoa e continuar vivendo na zona de conforto gera tédio e desânimo.

13) Seja mais protagonista que telespectador da sua passagem neste plano astral. Se entregou o leme do barco nas mãos de outra pessoa, não adianta reclamar. O que pode fazer a qualquer momento é decidir começar novamente, mas com outras estratégias.


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Quantos casos o leitor já soube de idosos que levaram tombos, normalmente em casa, ocasionando quebra de uma das pernas ou até mesmo problema sério na bacia do fêmur que os levou a ter dificuldades para andar novamente? Eu mesmo, além de conhecer alguns, tive um...

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Quantos casos o leitor já soube de idosos que levaram tombos, normalmente em casa, ocasionando quebra de uma das pernas ou até mesmo problema sério na bacia do fêmur que os levou a ter dificuldades para andar novamente? Eu mesmo, além de conhecer alguns, tive um amigo próximo que passou por essa lamentável situação.

Um levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde revela que quatro idosos morrem por dia no Estado de São Paulo por causa de quedas, muitas vezes dentro de casa.

Esse tipo de problema acontece, infelizmente, em quase todas as famílias, mas a boa notícia é que podemos fazer a prevenção e assim aumentar a qualidade de vida de nossos entes queridos com idade avançada e que já apresentam os primeiros problemas para se locomover.

O uso de bengala é primordial para dar mais equilíbrio e sustentação a idosos, principalmente àqueles que estão com peso acima do ideal, sentem tonturas ou apresentam desequilíbrio, fraqueza nas pernas e etc.

É importante que os idosos entendam que a bengala é o grande aliado para aqueles com alguma dificuldade de locomoção, pois com esse instrumento ortopédico, de baixo custo, é possível prevenir quedas e fraturas.

Mas a maior dificuldade das famílias é convencer o idoso a usar, pois, para alguns, usar bengala é admitir problemas de locomoção e dependência das pessoas.

Mas por que muitos idosos ficam tão teimosos?

Um dos motivos é que o idoso acredita que possui bagagem de vida muito maior do que o familiar que quer impor modificações em sua rotina de vida, ou seja, o pensamento é mais ou menos assim:

“Eu criei esse meu filho e agora ele quer dar palpite na minha vida, ora bolas”.

Outro aspecto é não querer dar o braço a torcer ao aceitar conselho de alguém próximo. A pessoa com idade avançada passa a cultivar a “rotina” como estilo de vida, passando a ser refém dela.

Também colabora  com a teimosia o fato de o idoso sentir que está perdendo o controle da sua vida ou perdendo um pouco de sua autonomia. Na tentativa de mostrar aos familiares que continua muito bem de saúde, recusa o uso da bengala

Poderia elencar outras razões para a teimosia dos idosos, mas o fato que norteia este artigo é que temos que zelar pela segurança de nossos entes queridos, e um dos fatores principais nesse sentido é criar condições preventivas contra quedas, que, dependendo da gravidade, podem levar a total imobilidade.

Mas por que é tão importante o uso da bengala?

Porque melhora o equilíbrio e auxilia a compensar as deficiências de força e agilidade. Aumenta a segurança ao andar e, consequentemente, reduz drasticamente o risco de quedas ao solo e ainda diminui de 20% a 25% o peso descarregado em um membro. As bengalas são usadas, na grande maioria, na mão contralateral ao membro afetado, ou seja, geralmente, deve ser posicionada no lado oposto ao pé, perna ou quadril com limitação de mobilidade.

Segure a bengala com a mão que estiver no mesmo lado de sua perna boa. Parece absurdo, mas é a maneira correta de usar. Se sua perna esquerda estiver machucada, você deve segurar a bengala na mão direita. Se sua perna direita estiver machucada, segure a bengala em sua mão esquerda.

Quais os tipos de bengalas existentes à venda no mercado ortopédico?

As mais comuns são:

1) Bengala Tradicional: geralmente feita de madeira, é mais leve que as demais e de custo menor. Tem apenas uma base de apoio.

 

2) Bengala com 4 Pontas: geralmente feita de alumínio, tem ajuste de altura e apresenta 4 pontos de apoio ao solo, aumentando, assim, a base de suporte. Outro ponto importante a ser observado, é que esse tipo de bengala fica em pé sozinha quando não está sendo utilizada, deixando as mãos do usuário livres para outras funções.

Independente do material e formato utilizado, as bengalas são fabricadas no tamanho padrão de 90 a 93 cm. As de madeira podem ser cortadas no comprimentos adequado à pessoa que vai utilizar. As de alumínio são mais leves e possuem regulagem de altura, o que pode compensar o fato de serem um pouquinho mais caras.

Qual a altura certa para a bengala?

A altura da bengala não é questão de preferência, mas condição necessária ao melhor suporte e conforto do usuário. É importante consultar um fisioterapeuta para determinar o comprimento correto e as melhores estratégias para usar o instrumento.

De qualquer forma, o comprimento correto da bengala, geralmente, é cerca de metade da altura do usuário usando calçados. Se sua bengala for muito baixa será preciso curvar-se para alcançá-la. Se for muito alta, será necessário inclinar-se sobre seu lado lesionado para usá-la.

Como subir escada com bengala?

Coloque uma mão no corrimão e a bengala na outra. Dê o primeiro passo com a perna forte e traga a perna lesionada até o mesmo degrau. Repita esse movimento até subir totalmente a escadaria.

Mas como descer a escada usando bengala?

Ponha uma mão no corrimão e coloque a bengala na outra. Dê o primeiro passo com a perna lesionada e a bengala ao mesmo tempo e desça sua perna forte. Repita essa estratégia até descer toda a escada.

Lembre-se que a pressa é a inimiga número 1 da segurança pessoal!!


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LORDELLO EXPLICA AS RAZÕES Se compararmos as relações de trabalho entre funcionários da portaria de indústrias com os demais colaboradores e como se relacionam os porteiros de prédios com os moradores, veremos gritantes diferenças. Os porteiros de fábricas e os de guaritas de edifícios têm...

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LORDELLO EXPLICA AS RAZÕES

Se compararmos as relações de trabalho entre funcionários da portaria de indústrias com os demais colaboradores e como se relacionam os porteiros de prédios com os moradores, veremos gritantes diferenças.

Os porteiros de fábricas e os de guaritas de edifícios têm o mesmo treinamento, ou seja, estamos tratando do mesmo profissional, só que em ambientes e públicos completamente distintos. O tráfego de transeuntes pela portaria de uma empresa, basicamente, é de trabalhadores que sabem das regras e normas a serem cumpridas, tais como, apresentação de crachá, horários rígidos para entrada e saída e etc. O receio de advertência e até demissão, faz com que passem pelo controle de acesso de pessoas e veículos de maneira profissional e com pouquíssima intimidade com os colaboradores responsáveis pela segurança.

Em condomínios residenciais, o maior público que transita é formado por moradores, que, eventualmente, sabem das regras criadas pela administração, mas como o ambiente nas áreas comuns se confunde com o de suas unidades de moradia, surgem relações afetivas e, com isso, os favores, facilidades e quebra-galhos, abrindo, assim, campo para vulnerabilidades.

Porteiros de prédios residenciais costumam receber presentes, doações e comida. Não podemos esquecer que alguns moradores auxiliam ainda os funcionários na área jurídica, médica e até sentimental.

Esses favores acabam de certa maneira quebrando o aspecto hierárquico em relação ao trabalho de portaria, haja vista, que o porteiro deve atuar no seu trabalho tendo como base as normas e procedimentos internos.

Mas como negar um favor para quem costuma trazer um gostoso pedaço de pizza à noite?

Como deixar de atender um pedido do morador do apartamento 25, que sempre me presenteia com roupas que não usa mais?”

Tem uma música do grupo musical “Sem Retoque” com o seguinte refrão:

“Avisa pro porteiro fazer hora extra

Fica me esperando em frente ao portão

Porque estou chegando muito embriagado

É o coração na mão”

Mas nesse processo de troca de favores nem tudo são flores, pois nem sempre a atitude é bem recebida. Certa vez, durante treinamento e capacitação que ministrei, ouvi a seguinte frase de um controlador de acesso de condomínio residencial vertical:

“Lordello, tem morador que é sem noção, tudo que ele não quer mais no apartamento traz para a portaria. Acha que está fazendo um enorme favor pra gente. Já cheguei a receber de morador que ia viajar as sobras que tinha na geladeira. Não recusei para não ficar chato, mas foi só ele sair que joguei tudo no lixo. Alguns dão por educação e carinho, mas outros esperam em troca favores que não são permitidos pelo regulamento. Aí o porteiro fica entre a cruz e a espada”.

Não podemos esquecer dos moradores carentes ou que estão se sentindo sozinhos em seus apartamentos. Uma opção simples e rápida para bater um papinho é pegar o elevador e fazer visitinha para o porteiro. É comum encontrar condôminos dentro da guarita tomando cafezinho com a maior intimidade do mundo com o porteiro. A conversa se arrasta e quem passa pela clausura de pedestre recebe um afago ou até mesmo é convidado pelo intruso para fazer parte do bate-papo informal. Essa interação com os moradores provoca que o funcionário perca o foco na vigilância.

Em alguns prédios, os porteiros, principalmente à noite, chegam a receber encomendas delivery para alguns moradores, aqueles que sempre providenciam mimos. Ato contínuo, abandonam a guarita blindada para colocar as entregas no chão do elevador, acionando em seguida o número do apartamento. Assim, o morador ganha comodidade, fica grato ao porteiro, que naquele momento não se comporta como funcionário do prédio, mas sim como se fosse estafeta particular do condômino.

E é nesse ambiente de amizade e companheirismo que vemos o tema segurança patrimonial ser colocado em segundo ou terceiro plano.

Tenho certeza que o leitor deve estar querendo me fazer a seguinte pergunta:

Meu edifício apresenta todos esses problemas. Lordello, como resolver essa questão, pois temo que o condomínio seja invadido em razão de tanto amadorismo?”

Solução 100% não existe, mas é possível minimizar muito o risco ao isolar os porteiros das conversas informais com moradores e empregados domésticos.

Mas como isso pode ser feito?

Siga o roteiro de segurança para sua portaria:

1) Instale na alvenaria da guarita, no local da clausura de pedestres, passa volume de aço balístico e passa documentos

2) Instale nesse local interfone para que qualquer pessoa possa ter contato com o porteiro

3) Tranque a janela da guarita, pois todo o contato com o porteiro deverá ser feito através do interfone

4) Instale película de controle solar que impeça a visualização do interior da portaria

5) Estabeleça a regra que a porta da guarita deverá permanecer fechada e trancada todo o tempo e somente ser aberta na troca de turno dos funcionários, limpeza ou manutenção de equipamentos

6) Instale aviso na porta da guarita que a entrada de pessoas está terminantemente proibida

7) Instale câmeras de segurança nessas localidades, inclusive no interior da portaria, para ter certeza que as regras estão sendo respeitadas

Posso garantir que com a aplicação dessas estratégias a relação de intimidade entre moradores e funcionários da portaria será bastante reduzida. A experiência como especialista em segurança condominial indica que quando se isola o porteiro dentro da guarita fazendo com que todos os contatos externos sejam feitos através de interfone, é minimizada as tais proximidades afetivas que levam à diminuição do nível de segurança do local a ser protegido.


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  É comum encontrar em alguns condomínios residenciais horizontais guaritas em pontos elevados do empreendimento. Não precisa ser especialista na área para perceber que a eficácia quanto a segurança é baixíssima e o custo para manter cada posto 24h altíssimo. O pior, é que ainda tem...

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É comum encontrar em alguns condomínios residenciais horizontais guaritas em pontos elevados do empreendimento. Não precisa ser especialista na área para perceber que a eficácia quanto a segurança é baixíssima e o custo para manter cada posto 24h altíssimo.

O pior, é que ainda tem quem defende esse tipo de estratégia, mas vou logo avisando que os argumentos são praticamente inexistentes. Na verdade, aqueles que não desejam a retirada da guarita elevada são os que residem praticamente em frente ao aparato e assim têm “sensação” que a segurança é efetiva.

No século passado, as bases das forças armadas, que já eram cercadas por muros altos, implementavam as chamadas guaritas com frestas, que eram, geralmente, posicionadas no ponto mais alto da construção. No período de industrialização no Brasil era comum fábricas terem a mesma estratégia, onde, geralmente, eram construídas guaritas elevadas a serem ocupadas por vigilantes patrimoniais armados; mesmo conceito usado em presídios até hoje.

Grande parte dos primeiros condomínios de casas residenciais construídos no Brasil implementaram a mesma sistemática.  Atualmente, esse conceito de segurança patrimonial é considerado obsoleto em razão da sofisticação e popularização da tecnologia de informática e dos equipamentos eletrônicos de segurança, tais como câmeras e o monitoramento interno ou externo de imagens 24h.

Lamentavelmente, algumas construtoras ainda adotam essa mesma sistemática em prédios residenciais, posicionando a guarita  num piso superior, o que discordo frontalmente em razão dos motivos elencados abaixo:

-A guarita elevada para prédios encurta o campo de visão do porteiro pois dificulta que identifique com rapidez a movimentação de pessoas em frente do edifício e da área da entrada e saída de carros;

-O recebimento seguro de mercadorias fica prejudicado, pois, obrigatoriamente, o entregador terá que adentrar ao prédio e subir escada para ter contato com o porteiro, que está em nível mais alto;

-O cadastro de pessoas também será dificultado, haja vista, que o distanciamento da porta principal até a portaria elevada é bem maior;

-Torna-se também mais difícil efetivar a clausura de pedestres;

Em condomínios horizontais, os pontos negativos em relação a manter guaritas elevadas são muitos:

-Vigilante fica isolado, sem contato com pessoas e a tendência é que durma, principalmente à noite;

-O funcionário, apesar de estar num plano mais alto, tem visão limitadíssima, tendo em vista que condomínios de casas possuem áreas enormes. Em dias de chuva e no período noturno, a visão do vigilante fica totalmente prejudicada;

-Geralmente, as guaritas elevadas são feitas de ferro, o que gera sensação térmica desconfortável para o colaborador tanto no inveno como no verão;

-Outro ponto bastante prejudicial para a segurança, é que a maioria das guaritas elevadas não contam com banheiro e ar condicionado, ou seja, o desconforto para o colaborador é total

– Se a guarita for de material metálico, pode se tornar um imã para atração de raios e trovões, colocando, assim, em risco a vida do funcionário. Outro ponto a ser debatido, é a insalubridade a que se sujeita o vigilante, obrigado a trabalhar em local sem proteção efetiva quanto aos efeitos das oscilações climáticas como calor e frio excessivos, ventanias e etc.

Por esses inúmeros motivos, as guaritas elevadas estão desaparecendo do cenário nacional, mas, curiosamente, alguns administradores de condomínios residenciais horizontais, fábricas e umas poucas construtoras ainda defendem essa estratégia totalmente arcaica.


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Muitos estrangeiros têm entrado em nosso país. Alguns de forma legal e outros pela via ilegal. Em comum, o fato de não encontrarem condições ideais ou mínimas de sobrevivência no lugar onde nasceram ou viviam. Já são cerca de 30,8 mil imigrantes venezuelanos; somente em 2018 chegaram...

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Muitos estrangeiros têm entrado em nosso país. Alguns de forma legal e outros pela via ilegal. Em comum, o fato de não encontrarem condições ideais ou mínimas de sobrevivência no lugar onde nasceram ou viviam. Já são cerca de 30,8 mil imigrantes venezuelanos; somente em 2018 chegaram dez mil.  (até o número dez, Lordello, você escreve por extenso).

Em 10 anos, número de imigrantes aumentou aproximadamente 200%

A rota imigratória começou em 2010, quando um terremoto devastou o Haiti matando quase 200 mil habitantes. Essa adversidade levou muitos haitianos a deixarem a ilha em busca de emprego. O Brasil comandou uma missão das Nações Unidas nesse país a partir de 2004.

Estima-se que a Terra Brasilis tem 600 mil imigrantes ilegais.

A tendência desse número é aumentar rapidamente, pois países do primeiro mundo, tais como EUA, Portugal e Espanha, passaram a fechar as portas ou endurecer procedimentos para autorização de entrada.

Um presídio no interior de São Paulo que abriga apenas estrangeiros criminosos possui 1000 detentos de 86 nacionalidades, sendo que 70% é de condenado por tráfico de drogas.

A reflexão em forma de pergunta que norteia este artigo é a seguinte:

Você é favorável ou contra que o Brasil receba imigrantes em situação de risco ou miserabilidade que buscam refúgio aqui?

Tenho certeza que muita gente é favorável por questões religiosas, humanitárias ou até mesmo por pena, acreditando que o Brasil deve dar oportunidades aos menos desfavorecidos.

Os contrários a esse posicionamento alegam que o governo federal deve proibir terminantemente a imigração ilegal, pois cerca de 25% da população brasileira vive em condições totalmente precárias e desumanas e, portanto, não temos condições de ajudar estrangeiros, ou seja, só iriamos agravar a situação dos que moram aqui.

A polêmica está lançada.

O problema, é que no mundo vemos cada vez mais um imenso número de pessoas descontentes em morar em seus lugares de origem. Na busca por melhores condições para sustentar e criar suas famílias, perambulam por diversas países à procura da sobrevivência digna.

VAMOS À PERGUNTA CHAVE DESTE ARTIGO

O leitor acha que permitir a entrada de imigrantes no Brasil pode ajudar de alguma forma a pobreza no mundo?  

Antes que responda, gostaria de fornecer maiores dados estatísticos sobre a miserabilidade no mundo. Com isso, é possível se estabelecer conceito não meramente emocional, mas com base em conhecimento amplo do problema, precaução que, infelizmente, não muito comum em muitos que opinião hoje em dia no Brasil.

O que não faltam são achólogos ou opinólogos, que são aqueles que tiram conclusões rápidas ou opiniões relâmpagos sobre assuntos complexos, apesar de terem pouco conhecimento e informação sobre o assunto.

Acompanhe alguns dados para reflexão:

-No continente Africano temos cerca de 650 milhões de habitantes que ganham menos de 8 reais por dia.

-Na Índia são 900 milhões de pessoas nas mesmas condições.

-Na China encontramos 480 milhões vivendo em total miserabilidade.

-No continente Asiático, retirando a China, encontramos mais 800 milhões de pessoas em extrema pobreza

-Na América Latina estima-se que 105 milhões de pessoas vivam com menos de 8 reais por dia

-O Banco Mundial calcula que no planeta Terra tenhamos 3 bilhões de pessoas miseráveis

Agora que o leitor tem uma radiografia sobre o tema, vou trazer mais um dado muito curioso:

Por ano no mundo, cerca de 1 milhão de pessoas miseráveis se deslocam de seus países de origem na busca de melhores alternativas de sobrevivência.

Não podemos esquecer que as imigrações acontecem em direção a algumas cidades de alguns poucos países do mundo, onde a notícia de facilidade de entrada e condições de trabalho são mais favoráveis. Com isso, se a localidade tinha boas condições de vida para os nativos, passará a ter desordem e queda na qualidade dos serviços públicos anteriormente fornecidos, pois ocorrerá sobrecarregamento da infraestrutura local no âmbito social.

Mas vamos supor que cada país visitado por esse 1 milhão de refugiados fizesse esforço sobre humano para tentar perfazer ajuda humanitária adequada.

A pergunta importante a se refletir é a seguinte:

Esse tipo de ajuda precária ajudará de fato a essas pessoas?

Agora quero trazer outro dado ainda mais triste:

Comentei que no período de 1 ano cerca de 1 milhão de pessoas tentam refúgio em localidades diversas de suas origens. O lastimável, é que a cada período de 12 meses o número de pessoas que passa a viver em estado de pobreza no mundo aumenta em  80 milhões.

Ou seja, para cada 1 milhão anual de refugiados, ganhamos 79 milhões de novas pessoas vivendo na extrema pobreza.

Conclusão Importante:

Em razão dos números apresentados acima, temos que a imigração não é a solução para o problema.

Mas qual a solução então?

É preciso melhorar as condições sociais de vida dos classificados como miseráveis em seus países de origem. Elas precisam ser ajudadas onde nasceram.

Mas como isso pode ser feito?

A única possibilidade é que os países com condições mais privilegiadas auxiliem financeiramente os governos necessitados, cobrando, é claro, transparência, honestidade e boa utilização desses recursos para que os cidadão possam, pelo menos, viver de forma digna.


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Muitos síndicos reforçaram a segurança da entrada de pedestres de seus edifícios e assim minimizaram o risco de invasão criminosa pela portaria principal. O problema é que a marginalidade sempre procura alternativas, por isso, é necessário ter o mesmo nível de proteção na entrada de...

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Muitos síndicos reforçaram a segurança da entrada de pedestres de seus edifícios e assim minimizaram o risco de invasão criminosa pela portaria principal.

O problema é que a marginalidade sempre procura alternativas, por isso, é necessário ter o mesmo nível de proteção na entrada de autos.

Dá mesma forma como é criada a clausura de pedestre, deve ser implantada a clausura para autos, ou seja, a estratégia dos dois portões de acesso.

A melhor e mais segura tática é a seguinte:

-O morador chega com seu auto para entrar no edifício e aciona o controle remoto digital abrindo, assim, o primeiro portão

-O condutor ingressa com o carro no interior da clausura e aguarda o portão fechar.

-O porteiro verifica no equipamento instalado na guarita que o veículo é realmente de propriedade de morador do edifício

-O porteiro aciona a abertura do segundo portão liberando a entrada do motorista na garagem

A “porca começa a torcer o rabo” quando a clausura é demasiadamente comprida, ou seja, cabe mais de um carro. Os marginais que invadem prédios identificaram essa vulnerabilidade e desenvolveram modus operandi chamado de “carona”.

Mas Lordello, como funciona essa modalidade criminosa?

É muito simples. Os bandidos ficam com um carro parado nas proximidades do condomínio. Quando algum morador embica seu auto para entrar na garagem, eles se posicionam logo atrás, se passando por auto de outro condômino. Quando o primeiro portão levanta por completo, o morador entra com o carro na clausura e é natural que se posicione próximo do segundo portão. Os bandidos, aproveitando que o primeiro portão foi aberto, entram com seu veículo na clausura e estacionam logo atrás do auto do morador.

Com a abertura do segundo portão, os marginais terão ingresso franqueado à garagem e, geralmente, em seguida abordam e rendem o condutor do veículo da frente, que, sem saber, auxiliou a entrada dos marginais.

Pergunta que não quer calar:

Mas Lordello, como então evitar que os bandidos peguem carona em clausuras de veículos espaçosas?

A experiência que adquiri como especialista em segurança condominial mostra que temos três soluções que precisam ser avaliadas:

1) Pintar no chão, na área da clausura, sinalização para parada do carro de morador, para que impeça a entrada de outro carro na sua carona. Dessa forma, se o morador-condutor respeitar a sinalização no chão, impedirá ingresso do carro que segue logo atrás. Aí, é só esperar o primeiro portão fechar e aguardar a abertura do segundo.

 

Problema: com essa estratégia se fica na dependência da boa vontade dos moradores em colaborar com a segurança do condomínio. Na prática, nem todos vão ter essa atenção. Alguns vão entrar na clausura e parar o carro próximo do segundo portão, gerando, assim, a possibilidade de ingresso de veículo suspeito.

2) Reposicionar um dos portões visando encurtar a clausura e assim permitir somente a entrada de um carro por vez. Na prática, é mais comum o recuo do primeiro portão.

Problema: existem prédios com clausuras demasiadamente compridas, impossibilitando essa solução.

3) Instalação de cancela dentro da clausura, logo após o primeiro portão, pois assim o morador será obrigado a parar e aguardar o fechamento completo do primeiro portão. Em seguida, a cancela é aberta juntamente com o segundo portão, liberando a entrada de um veículo somente.

Não encontramos nenhum tipo de problema com essa estratégia, muito pelo contrário.

Portões automáticos costumam apresentar problemas de funcionamento, e o conserto, bem sabemos, não é tão rápido quanto seria adequado. Dessa maneira, a vulnerabilidade aumenta sobremaneira, pois o condomínio passará a ter somente um portão de acesso enquanto o reparo não for providenciado. Dessa forma, a entrada de marginais com carro na modalidade “carona” é facilitada.

O interessante, é que quando implementada a instalação de cancela em clausura comprida, caso um dos dois portões de ferro apresentar defeito ainda teremos o enclausuramento (portão e cancela) e a entrada de um veículo por vez no interior da garagem.

Para finalizar, se o prédio tiver apenas um portão de acesso a garagem, ou seja, não contar com o chamado enclausuramento de portões, será impossível evitar o ingresso de bandidos com carro, na modalidade “carona”.

 


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O ano novo não vai lhe trazer nada de novo se você não promover mudanças significativas. Sua postura perante a vida tem que ser mais proativa. Você é o autor do seu destino e não as outras pessoas ou circunstâncias. Não adianta esperar sentado imaginando...

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O ano novo não vai lhe trazer nada de novo se você não promover mudanças significativas. Sua postura perante a vida tem que ser mais proativa. Você é o autor do seu destino e não as outras pessoas ou circunstâncias.

Não adianta esperar sentado imaginando que a “sorte” vai ajudar.

Não viva mais a reboque dos acontecimentos e, principalmente, pare de se posicionar como “vítima”.

Ao invés de acreditar na tal magia infantil do “ano novo”, passe a ser uma “pessoa nova”; só assim acontecimentos bons vão fluir na sua direção.

Faça a seguinte reflexão: o que eu preciso melhor interiormente?

Somente assim você poderá ter um novo olhar da sua realidade. Se não está insatisfeito, chegou a hora de trocar as lentes do óculos da alma. Reveja conceitos que estão te atrasando e prejudicando.

Pare de olhar de forma acusatória para os erros que cometeu. Erros são nossos melhores amigos; podemos e devemos aprender com eles.

Não enxergue as quedas como lamento e sim como forma de se levantar ainda mais forte e experiente.

Outra reflexão importante, é a seguinte: quais caminhos não devo mais insistir?

Pare de andar em círculos, pois assim não chegará a lugar nenhum, muito pelo contrário, estará apenas vivenciando a experiência do pião que gira em torno do mesmo ponto de forma robotizada.

Chega de enxergar o final de um relacionamento amoroso como decepção, mágoa ou se sentindo frustrado. Tudo tem seu aprendizado e devemos focar nesse sentido.

Não se submeta mais às pessoas que não te acrescentam absolutamente nada. Por outro lado, devemos aprender a exercitar o agradecimento para com as pequenas coisas do cotiano.

O sol nasce todos os dias e nos dá a oportunidade de mudar para melhor, de viver com mais intensidade, amor e paixão, pelo simples fato de estarmos respirando.

Portanto, procure curtir todos os dias um novo réveillon.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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Imagine a seguinte situação: você vai a um órgão público ou privado realizar determinado negócio e o funcionário pede que traga documento xerocopiado autenticado ou que tenha assinatura com reconhecimento de firma em cartório. Como você se sente? O atendimento a essa burocracia custa, além...

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Imagine a seguinte situação: você vai a um órgão público ou privado realizar determinado negócio e o funcionário pede que traga documento xerocopiado autenticado ou que tenha assinatura com reconhecimento de firma em cartório. Como você se sente? O atendimento a essa burocracia custa, além do dinheiro a ser dispendido, algumas horas perdidas em filas intermináveis. Mas será que isso é necessário? Óbvio que não. A boa notícia, é que foi sancionada e publicada a Lei federal 13.726, em 08.10.2018, que tem como finalidade racionalizar atos e procedimentos administrativos dos Poderes da União, Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e que ainda instituiu o Selo de Desburocratização e Simplificação. Saiba o que não pode mais ser exigido:

I – reconhecimento de firma, devendo o agente administrativo, confrontando a assinatura com aquela constante do documento de identidade do signatário, ou estando este presente e assinando o documento diante do agente, lavrar sua autenticidade no próprio documento;
II – autenticação de cópia de documento, cabendo ao agente administrativo, mediante a comparação entre o original e a cópia, atestar a autenticidade;

III – juntada de documento pessoal do usuário, que poderá ser substituído por cópia autenticada pelo próprio agente administrativo;

IV – apresentação de certidão de nascimento, que poderá ser substituída por cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade funcional expedida por órgão público;
V – apresentação de título de eleitor, exceto para votar ou para registrar candidatura;

VI – apresentação de autorização com firma reconhecida para viagem de menor se os pais estiverem presentes no embarque.

Realmente é uma boa noticia, mas precisamos desburocratizar muito mais. Isso é apenas o começo; um bom começo.

Procedimentos na esfera policial e judicial precisam passar por grande reformulação. Ninguém mais suporta a imensidão de folhas inúteis juntadas a procedimentos ainda mais inúteis. Nossas instituições públicas abraçam por tradição esse emaranhado infinito de papéis que se avolumam, emboloram e são o maior atestado da ineficácia protegida e enaltecida por retrógrados e autoritários que fazem da carimbagem seu galardão maior. Algumas entidades públicas já avançaram no tocante a digitalização dos procedimentos, mas os ritos burocráticos e desnecessários, continuam praticamente os mesmos.

Temos consciência que precisamos agir rápido e cirurgicamente para facilitar o desenvolvimento e impedir que o direito das pessoas seja cerceado pela falta de celeridade. É preciso vencer o rancor burocrático; mas, é tarefa ingrata e hercúlea que atinge muitos interesses classistas. Urge simplificar e repassar para a iniciativa privada muitos dos serviços públicos, principalmente aqueles que recebem a chancela de desserviços.


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Nas civilizações mais antigas já existiam tribos e povos que cobriam os corpos com desenhos. No mundo carcerário, esse tipo de arte, a tatuagem, é uma tradição e forma de comunicação entre os presidiários. Quando produzidas dentro do sistema prisional, são realizadas sem as devidas condições...

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Nas civilizações mais antigas já existiam tribos e povos que cobriam os corpos com desenhos. No mundo carcerário, esse tipo de arte, a tatuagem, é uma tradição e forma de comunicação entre os presidiários.

Quando produzidas dentro do sistema prisional, são realizadas sem as devidas condições de higiene, o que pode gerar feridas e doenças. Os marginais que produzem as tatuagens são chamados de “detentuadores”, ou seja, uma mistura de detento + tatuador. Os instrumentos que utilizam são de fabricação artesanal, tais como pregos, arame, clips, agulhas e até pedaços de madeira. A coloração é conseguida através de tinta de canetas esferográficas.

Dados curiosos:

  • 60% dos presos no Brasil possuem tatuagens
  • 20% das tatuagens dos presidiários foram produzidas dentro do sistema carcerário

 Nos criminosos, as tatuagens, além de apontar traços de personalidade, podem ter diversas informações, tais como:

  •  Qual crime tem o hábito de praticar
  • Grau de periculosidadePreferência sexual
  • Se já esteve preso
  • Qual facção criminosa pertence
  • Demonstração de poder ou hierarquia

 Desvendando os Significados das Tatuagens de Detentos

  •  Papa-Léguas: distribuição de drogas, geralmente com uso de motos

  • Personagem Taz faz parte de desenhos animados Looney Tunes. Taz é um diabo da tasmânia que se locomove através de redemoinho e devora tudo que encontra pela frente: no mundo do crime significa bandido acostumado a assalto à mão armada e arrastões

 

  •  Teia de Aranha: bandidos que agem em grupo

  • Águia: significa liberdade e é realizada quando o detento está em cárcere. O local preferido para esse tipo de tatuagem, geralmente, é o peito, o braço e as costas

  • Cruz: marginal que já foi preso várias vezes

  • Folha de Maconha: usuário de drogas

  • Mulher Nua com genitália de fora: viciado em drogas injetáveis

  

  • Tigre: caçador implacável com os inimigos

  • Vida Loka: bandido que não mede as consequências dos atos de violência que pratica

  • Cruz com caveira: sinal de lealdade e respeito entre bandidos, mas também pode indicar alguém que matou para não morrer, ou seja, agiu em legítima defesa

  • Imagem do diabo: são os pistoleiros

 

  •  Caveira com faca no crânio: assassinos contumazes, como também matadores de policiais

  • Palhaço e o personagem Coringa, que é o principal arqui-inimigo do Batman: associados à morte de policiais

  • Duendes, Magos e Saci-Pererê: traficantes de drogas

  • Chuck – O Brinquedo Assassino é um filme americano de terror de 1988. Trata da história de um boneco que ganha vida após um ritual vodu feito por um serial killer procurado pela polícia e se torna um assassino: esse tipo de tatuagem representa bandido violento com várias passagens por assaltos e homicídios

 

  • Rosto de Índia: a índia representa a deusa da beleza e da sedução e que se utiliza de todos os meios para atrair sua vítima para uma cilada. No mundo do crime, significa matador de policial

  • Desenho da Morte: atrelado a um grupo de extermínio e morte de inimigos

  • Diabo: matador que tem fama de ter pacto com o demônio

  • Túmulo: aquele que sabe guardar segredo, qualidade valorizada entre os presidiários

  • Pistola ou Revólver: bandido praticante de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte

  • Carpa: ligado ao tráfico de drogas e formação de quadrilha

Conheça as Tatuagens que Discriminam o Preso

 Existe cultura em presídio voltada para estigmatizar e punir marginais que praticaram os seguintes atos considerados repugnantes pela maioria:

  •  Estupro
  •  Violência contra crianças
  • Matar pai ou mãe
  • Paquerar mulher de bandido
  • Dedo duro ou acaguete
  • Não pagou dívida assumida com facção

 TATUAGENS DISCRIMINATÓRIAS

  •  Coração com flecha: homossexual passivo
  •  Frase “Amor Só de Mãe”: significa longos anos de servidão sexual em cadeias
  •  Frase “Amor Só de Mãe”: acompanhado de nome feminino, trata-se de homossexual com pedido de desculpa à mãe por tê-la desapontado
  •  Pênis desenhado nas costas: estuprador
  • Serpente: preso não confiável

 Tatuagens que Indicam Facções Criminosas

  • Primeiro Comando da Capital (PCC) – Carpa, Escorpião, PCC/1533, Yin Yang, Paz Justiça Liberdade
  •  Comando Vermelho (CV) – Inscrição CV ou CVRL, que é uma facção dissidente
  •  Amigos dos Amigos (ADA) – Chuck , Brinquedo Assassino

 Tatuagens que Retratam Homossexuais na Cadeia

  •  BEIJA-FLÔR:  homossexualidade passiva
  •  FLÔR: homossexualidade passiva
  •  CORAÇÃO  transpassado por flecha
  •  CORAÇÃO com a inscrição “AMOR DE MÃE”
  •  BORBOLETA: tatuada nas costas ou peito significa homossexualidade passiva
  •  IMAGEM DE SÃO SEBASTIÃO: homossexualidade passiva

 Mas por que nos tatuamos?

Algumas pesquisas apontam que uma em cada cinco pessoas apresenta alguma tatuagem pelo corpo. Cada um possui um motivo próprio, mas ao se analisar esse fenômeno de forma holística, fica claro que para a maioria existe o desejo de ser especial, diferente, único.

O psicólogo Cristiano Nabuco, que tem Pós-Doutorado pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, alega que, baseado em sua experiência clínica, acredita que “as pessoas que se tatuam, na verdade, o fazem nos momentos de muita angústia e de demasiado sofrimento pessoal”.

Independente do motivo, acredito que cada tatuagem tem seu significado intrínseco. Por outro lado, vejo que em relação ao presidiários isso é muito mais latente, significativo e forma de sobrevivência.

Partimos do princípio que toda tatuagem é feita com vontade e desejo da pessoa. Mas no mundo do crime a realidade é outra, pois a vontade que prevalece, em muitas ocasiões, é daqueles que têm poder sobre os discriminados, que por algum motivo, não seguiram as regras ditadas de forma paralela ao Estado de Direito.

 

JORGE LORDELLO


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a...

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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA

Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a telefones celulares, criaram os primeiros golpes, que apelidei de “telemarketing do crime”, com objetivo de adquirir créditos para telefones celulares pré-pagos e assim manter contatos com advogados, familiares e criminosos de outras unidades prisionais. As artimanhas empregadas passaram a render bons dividendos e o modus operandi se alastrou pelos presídios cariocas e depois para boa parte do sistema prisional brasileiro.

Com o passar do tempo, o sucesso das ligações criminosas perdeu potencialidade, pois a mídia divulgou fartamente a sistemática do golpe e as pessoas ficaram mais atentas e prevenidas. Dessa forma, a bandidagem percebeu que havia necessidade de mudar a roupagem das arapucas via smartphone para manter o efeito surpresa.

17 anos se passaram desde a primeira ligação de dentro das cadeias. Eu poderia escrever um livro com mais de 200 páginas relatando as centenas de roteiros que os marginais criaram. A maioria deles calcados em ameaças de matar parentes de suas vítimas, supostamente sequestrados ou em algum tipo de história mirabolante, galgada em prêmios ou alguma vantagem, mas que sempre têm como único objetivo extrair o dinheiro suado de milhões de pessoas honestas e trabalhadoras.

O intuito deste artigo é alertar os leitores quanto a uma nova modalidade de golpe. Trata-se de um dos mais engenhosos do “telemarketing do crime” e pode ser praticado tanto por bandidos encarcerados como por jovens com índole criminosa e habilidade no setor de tecnologia da informação.

A marginalidade que pratica o chamado delito à distância, descobriu que para aumentar as chances de enganar vítimas através de ligações telefônicas ou mensagens via internet, é preciso obter detalhes específicos de uma determinada família. Com isso, a pessoa que recebe a ligação criminosa se impressiona com as informações sobre seus parentes e as chances de acreditar que existe crime em andamento envolvendo alguém bem próximo são maiores.

A bola da vez é a utilização do aplicativo mais usado no mundo: o “WhatsApp”.

Portanto, todo o cuidado é pouco com essa ferramenta digital pela qual os brasileiros são apaixonados; podemos dizer que muitos de nós são até viciados em seu uso.

Os estelionatários que usam como arma o smartphone descobriram algumas formas de “clonar” o WhatsApp das vítimas escolhidas. Tenho certeza que o leitor deve estar preocupado com essa informação e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, é possível que alguém tenha acesso ao conteúdo do meu celular de forma remota?”

Infelizmente, a resposta é “sim”.

Observe o relato de uma vítima que recentemente me enviou e-mail narrando o drama que viveu:

“Doutor Segurança, preciso muito da sua ajuda para entender o que aconteceu comigo. Ontem recebi telefonema via “WhatsApp” da minha filha que estava na universidade. Para minha surpresa, a voz do outro lado não era da minha menina e sim de um homem com voz rouca noticiando um sequestro. Imediatamente entrei em pânico. Ele disse que sua gangue praticara um sequestro relâmpago com minha filha, mas ao verificarem que a família tinha posses desejavam também uma quantia para soltarem-na com vida. Fiquei apavorada, pedi para falar com ela mas não deixaram. Ao fundo ouvi uma voz feminina gritando “mãe me ajuda”. Acreditei que realmente fosse minha filha mais velha. A ordem era para eu não desligar o telefone, não compartilhar com ninguém sobre o sequestro e ir imediatamente ao banco sacar R$ 20 mil. Como era 17h e os bancos estavam fechados, argumentei que poderia ir ao caixa eletrônico sacar a quantia de R$ 5 mil, que seria o limite para aquele horário. Imediatamnte ordenaram que eu fosse sacar tal quantia mas que continuasse a falar ao celular. Retirei o valor do caixa eletrônico e passei o endereço de uma esquina bem próxima. O marginal ficou conversando comigo o tempo todo. Após cerca de 30 minutos surgiu um motoqueiro usando capacete que solicitou o dinheiro. Depois que entreguei, ele disse que minha filha seria libertada em seguida. Quando ele virou a rua desligaram. Ato contínuo, liguei para minha filha, ela atendeu e disse que não podia falar muito pois estava em sala de aula. Somente então percebi que tinha sido vítima de um golpe. Minha dúvida é a seguinte Lordello: como o criminoso conseguiu usar o WhatsApp da minha filha se o celular não saiu das mãos dela? “

Da mesma maneira como um técnico de informática consegue acessar o seu computador de mesa ou notebook à distância e ter acesso a todo conteúdo para poder consertá-lo de forma remota, os bandidos descobriram truques digitais para “clonar” WhatsApp de futuras vítimas.

A estratégia criminosa é eficiente;

Ao descobrirem o caminho para clonar o Aplicativo conhecido popularmente como Zap, os bandidos virtuais passaram a ter acesso a todas as pessoas cadastradas e também às conversas trocadas. Com isso, ficou fácil descobrir, por exemplo, quem é o filho, mãe, marido, tio, avó e etc daquela linha que foi invadida.

Através dessa gama de informações e tendo como arma o Zap clonado de alguém, resta apenas entrar em contato com um familiar próximo e tentar a sorte com alguma narrativa baseada na ameaça de um sequestro ou da necessidade de depósito de certa quantia em dinheiro em razão de uma necessidade extrema, tal como acidente de trânsito, despesas com hospital ou mecânico.

Veja algumas das manchetes recentes que localizei:

“Deputados do PT têm celulares clonados e contatos recebem pedido de dinheiro e “outros favores”

Fonte: Uol

“Deputado tem conta de WhatsApp clonada e criminosos pedem dinheiro em seu nome”

Fonte: DM

Criminosos usam celulares clonados para invadir contas bancárias

Fonte: Canaltech

“É golpe! Onda de clonagem de celulares assusta políticos do Paraná

Suspeita é de que criminosos estejam usando as agendas dos aparelhos para escolher as novas vítimas; preocupação é com a possibilidade de exposição de informações privadas”

Fonte: Gazeta do Povo – Paraná

Pessoas ciumentas ou desconfiadas de traição também estão aprendendo a técnica para clonagem de WhatsApp visando fuçar a vida de quem estão se relacionamento afetivamente.

Uma coisa é certa: é real a possibilidade de clonagem do aplicativo WhatsApp em duas situações:

1) Utilizando de maneira sorrateira o celular de quem deseja espelhar o conteúdo

2) A notícia ruim, é que sem a necessidade de tocar no seu smartphone, existe maneira de realizar a clonagem do seu Zap, ou seja, um estranho, tendo apenas o número do seu smartphone, terá chance de replicar as mensagens enviadas e recebidas.

Por motivos óbvios, não vou ensinar neste artigo como é realizado o processo de clonagem. A finalidade é mostrar como se proteger dessa invasão de privacidade criminosa.

Os marginais que atuam no “telemarketing do crime” e que aprenderam clonar conteúdo de celular, durante o processo de invasão emitem SMS para o celular do alvo com um código. Com essa sequência numérica imediatamente clonam o Zap da próxima vítima.

Mas como o criminoso vai conseguir o código de verificação que somente a vítima recebeu?

Uma das estratégias é telefonar para o alvo fazendo se passar por funcionário do Banco ou de operadora de cartões de crédito e, mediante alguma desculpa elaborada, solicitar que seja informado o código verificador. A pessoa que acreditar nessa artimanha estará dando de bandeja a possibilidade concreta do seu aplicativo WhatsApp ser espelhado por bandidos.

É possível descobrir se meu “Zap” foi clonado?

Sim, a clonagem promove algumas alterações no funcionamento do aplicativo no seu smartphone.

Portanto, vamos a algumas dicas:

1) A pista mais latente é se alguma mensagem recebida foi sinalizada como vista sem que você tenha acessado ou um áudio que você não ouviu mas já está como se tivesse. Não poderia deixar de dizer que esses acontecimentos podem, às vezes, serem causados por falha no próprio aplicativo, mas, se ocorrerem repetidamente, pode ser sinal que alguém clonou sua conta do WhatsApp.

2) O aplicativo WhatsApp não pode ser utilizado, em tese, em mais de um telefone ao mesmo tempo. Se porventura você entrou no WhatsApp e recebeu aviso que seu número está sendo usado em outro lugar, provavelmente alguém teve acesso e autenticou sua conta em outro dispositivo, configurando, assim, a clonagem. O aviso que poderá ser enviado a você é este: “Não foi possível verificar este telefone. Provavelmente, porque você registrou seu número de telefone no WhatsApp em outro aparelho”.

Mas o que devo fazer se desconfiar que meu WhatsApp foi clonado?

É bastante simples: desinstale o Zap do smartphone e reinstale em seguida. Com isso, o mensageiro vai pedir seu código de verificação e enviar o SMS para verificar o aparelho. Pode ser uma forma de anular a ação de terceiros em outros aparelhos. Para isso, acesse o menu de “Configurações” do Android e toque em “Gerenciador de aplicações”.

Tenho absoluta certeza que o leitor está preocupado com as informações que acabei de passar e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Lordello, é possível impedir que meu Zap seja clonado?”

A boa notícia é que sim, e para tanto, é preciso que o leitor tome algumas medidas de ordem preventiva.

1) Jamais repasse a terceiros código de verificação recebido em seu celular, principalmente via SMS. Se outras pessoas tiverem acesso, os dados do celular poderão ficar vulneráveis e expostos nas mãos de bandidos ou desafeto. Portanto, se realizar alguma operação com o celular e receber código de verificação, após utilizá-lo, delete-o imediatamente. O mesmo deve ser feito se entrar em sua caixa de mensagens código de verificação sem ter solicitado. Apague-o o mais rápido possível, excluindo também a lixeira.

2) O WhatsApp permite que o usuário tenha senha “extra” para ativar o aplicativo, que será somente solicitada no caso de reinstalação ou esporadicamente para garantir privacidade. Para ativar esse recurso de segurança e impedir que clonem seu Zap, siga os seguintes passos:

  1. a) Com o aplicativo aberto, pressione no canto superior direito o ícone “três pontinhos”
  2. b) Em seguida, selecione “configurações”
  3. c) Depois toque em “conta” e em seguida no ícone “verificação em duas etapas”
  4. d) Agora chegou a hora de clicar em Pressione no botão de “ativar”
  5. e) O próximo passo é adicionar código(senha) pessoal com seis dígitos e depois digitar novamente para confirmar. Toque em “avançar” em cada etapa.
  6. f) O usuário poderá ainda adicionar e-mail pessoal para recuperação do acesso como mais uma barreira de segurança e, ao final, clique em “concluído”
  7. g) Dica Importante: cuidado na hora de ativar a função de  “verificação em duas etapas”. Se cometer algum erro poderá perder sua conta do Zap e todas as mensagens que não tiverem backup. Anote sua senha e e-mail que registrar, pois se esquecer terá problemas para recuperar o funcionamento do aplicativo
  8. h) Reverificação: após verificar a sua conta, ela não poderá ser reverificada novamente no período de 7 dias. Tome cuidado para não resetar ou apagar o app neste período
  9. i) Para verificar se alguém está acessando a sua conta do WhatsApp pelo navegador de internet usando outro aparelho, siga os seguintes passos:

1 – Abra o WhatsApp e toque no ícone “três pontinhos”, no canto superior direito

2 – Clique na opção WhatsApp Web

3 – Acione agora a opção “Sair de todos os computadores”.

Acredito que este artigo demonstrou o quanto somos vulneráveis no ambiente digital. Portanto, para finalizar, gostaria de deixar mais uma dica de segurança para os usuários do WhatsApp.

Dados importantes tais como senhas de contas bancárias ou informações financeiras familiares devem ser apagadas do aplicativo, assim como fotos sensuais que possam identificar o(a) usuário(a) ou parceiro(a) afetivo(a).

Para apagar seu histórico, basta clicar no menu indicado por “três pontos” no canto superior direito da tela do WhatsApp. Pressione o ícone “Mais” e depois em “Limpar conversa”.

Essa ação impede que bandidos virtuais tenham acesso às suas informações privilegiadas.


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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