Quando o assunto é segurança pública, a discussão, normalmente, é empírica, empobrecida, amadora, com viés sensacionalista e político. Em tempos de escassez de empregos, os comentaristas, analistas, governantes e candidatos a cargos eletivos esquecem de um dos problemas mais graves que temos na terra brasilis. O...

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Quando o assunto é segurança pública, a discussão, normalmente, é empírica, empobrecida, amadora, com viés sensacionalista e político. Em tempos de escassez de empregos, os comentaristas, analistas, governantes e candidatos a cargos eletivos esquecem de um dos problemas mais graves que temos na terra brasilis.

O leitor sabe o que é contrabando?

É a entrada ou saida clandestina de produtos ilícitos do Brasil.

O que é descaminho?

-É a entrada ou saida de produtos permitidos, mas sem passar pelos trâmites burocraticos-tributários devidos.

O que é falsificação ou pirataria?

É o ato de copiar, reproduzir ou adulterar, sem autorização, produtos e equipamentos de forma a obter vantagem econômica ilícita.

O intuito deste artigo é alertar o leitor para esse enorme problema que atinge o Brasil de forma contundente, pois afeta empregos, arrecadação e agride nossas leis penais.

Os números e estatísticas criminais falam por si só:

– Brasil é o maior centro de comércio ilegal de cigarros do mundo; 48% das marcas vendidas no país são ilegais, ou seja, falsificadas, sendo que a imensa maioria é contrabandeada do Paraguai. Prejuízo para o país: R$ 23 bilhões de reais em impostos que são deixados de arrecadar por ano.

– 19% dos remédios comercializados no Brasil são ilegais. A estimativa é de vinte medicamentos falsos em cada lote de 100. Eles são comercializados em feiras, bancas de ambulantes, pela internet e, inclusive, nas farmácias. A origem deles é o Paraguai, China e Índia. Os principais medicamentos falsos são para impotência sexual, oncológicos e hormônios de crescimento. Fórmulas de remédios falsificados levam farinha, gesso e até cimento.

– Relógios, bolsas, perfumes, óculos escuros e tênis são os produtos mais falsificados e vendidos no Brasil. A estimativa é que deixamos de arrecadar cerca de R$ 40 bilhões por ano com pirataria e contrabando, além de perdermos aproximadamente 2 milhões de empregos formais. Mais de 25 milhões de brasileiros compraram roupas, tênis, bolsas, óculos e relógios falsificados no último ano.

– A pirataria rouba 20% das vendas do setor têxtil e os prejuízos anuais podem chegar a R$ 2 bilhões.

– Somente a NIKE gasta R$ 400 mil por ano para combater a entrada de até R$ 3 milhões em tênis falsificados no Brasil.

– No mercado de software, mais da metade dos programas são piratas. Entre softwares piratas gravados em CDs-ROM, 25% não funcionam e 61% propagam algum tipo de vírus no computador.

– Somente no setor de brinquedos, a pirataria impede a geração de 7.200 postos de trabalho.

– A perda contabilizada com falsificação, contrabando e sonegações nos setores de vestuário, cigarros e TV por assinatura está em torno de R$ 115 bilhões.

– A fiscalização nas fronteiras no Brasil consegue apreender de 5% a 10% do contrabando que entra no país.

– No segmento de perfumes, o contrabando responde por 30% do mercado interno.

– O custo do contrabando varia entre 19% e 22% do valor das cargas. A lucratividade dos criminosos é bastante atrativa, podendo chegar a 230%. Por exemplo, o produto mais contrabandeado para o Brasil é o cigarro, que proporciona lucro variável entre 179% e 231%.

– 46 milhões de pessoas no Brasil já adquiriram réplicas ou produtos falsificados. Os itens mais comercializados são roupas, acessórios e calçados, e o público que mais compra é jovem, pertencente à classe C e possui menor escolaridade. A principal justificativa para a compra é o preço mais baixo.

– Pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2016 revelou que a maior parte dos brasileiros compra no comércio informal ou adquire produtos falsificados com alguma frequência. De acordo com o levantamento, 75% dos participantes admitiram que compram de ambulantes ou lojas informais e 71% que adquirem produtos piratas ou imitações de marcas famosas, seja sempre, às vezes ou raramente. Os que nunca compram de comércios informais são 24% e os que nunca adquirem falsificações, 28%.

– Em 2017, a pirataria provocou prejuízo de mais de R$ 130 bilhões aos empresários brasileiros. Foram analisados 15 setores , entre eles, vestuários falsificados, combustível adulterado e TV por assinatura pirata.

– O comércio ilegal está vinculado a crimes mais graves, como o tráfico de armas e de drogas, corrupção, além do dinheiro sujo enviado para o exterior.

– A Global Financial Integrity, (GFI) em 2014, estimou em mais de US$ 30 bilhões o dinheiro ligado a crime, corrupção e evasão de impostos que sai do Brasil. É dinheiro que alimenta a economia subterrânea, que gera R$ 782 bilhões por ano.

– O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade é a maior associação brasileira com foco exclusivo no combate à ilegalidade.

Associação civil, sem fins lucrativos, formada em 2006 por entidades setoriais empresariais, empresas e sindicatos, criou o “piratômetro”,  que calculou em R$ 850 bilhões o valor que o comércio de produtos falsificados no ambiente digital movimentou no Brasil de 01/01/2015 até set 2018.

As fronteiras do Brasil com a Bolívia e o Paraguai são vistas como verdadeiros territórios sem lei. A Receita Federal estima que só do Paraguai vem R$ 20 bilhões em produtos contrabandeados todos os anos.

O comércio de itens falsificados traz os seguintes problemas ao país:

1) Prejuízo bilionário para a economia

2) Milhões de vagas de empregos deixam de ser criadas

3) Graves riscos para a saúde e o meio ambiente, uma vez que os produtos não passam pelas restrições do controle de qualidade impostas ao mercado legal da indústria

Quais os prejuízos causados aos consumidores de produtos ilegais?

  1. a) Má qualidade.
  2. b) Baixa durabilidade e resistência duvidosa.
  3. c) Falta de garantia e manutenção.
  4. d) Riscos e danos à saúde.
  5. e) Financiamento do crime, pois quem compra estimula a ilegalidade.
  6. f) Concorrência desleal com empresas que respeitam a lei, gerando assim falências e desemprego.

Mesmo sabendo que é ilegal, por que tantos brasileiros optam por comprar mercadorias contrabandeadas e falsificadas?

1) Vantagem do preço mais barato, sem se preocupar com possíveis consequências danosas que o produto possa gerar.

2) Sensação ou prazer de ter feito um bom negócio, que nada mais é que o famigerado #jeitinhobrasileiro.

3) Não percebem as consequências negativas para o mercado quanto a sonegação e na diminuição de geração de empregos formais.

4) Não entendem o produto contrabandeado ou falsificado como sendo algo ilegal.

5) Veem o vendedor ambulante como pessoa batalhadora e não como alguém vendendo produto de origem criminosa.

CONCLUSÃO

Se o debate sobre temas tão importantes como o combate ao contrabando, a falsificação e a pirataria está longe das mesas das autoridades, dos veículos de comunicação e da sociedade em geral, a previsão é que o número de barraquinhas nas calçadas, ambulantes nos semáforos, mini-shoppings lotados de pequenos boxes e comércio digital de produtos ilegais irá aumentar substancialmente nos próximos anos.

Portanto, podemos concluir que não existe crise para o comércio de produtos falsificados e contrabandeados no Brasil. O crime organizado continuará crescendo e obtendo ganhos astronômicos. Enquanto isso, industrias, comércios e prestadores de serviços encerram atividades aos milhares, provocando aumento assustador do número de desempregados. Mas, esse não é um tema relevante e urgente que mereça discussão séria e produtiva!!


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Um turista que estava visitando uma catedral onde um artista trabalhava em um mosaico enorme, impressionado com uma vasta parede vazia que estava à frente do artista, perguntou: “Você não fica preocupado ou ansioso com todo esse espaço que precisa cobrir? Não se preocupa sobre...

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Um turista que estava visitando uma catedral onde um artista trabalhava em um mosaico enorme, impressionado com uma vasta parede vazia que estava à frente do artista, perguntou:

“Você não fica preocupado ou ansioso com todo esse espaço que precisa cobrir? Não se preocupa sobre quanto tempo levará para conseguir terminar sua obra?”

Com muita calma, o artista respondeu:

“Eu sei o que posso fazer a cada dia. A cada manhã marco a área que farei e não me permito qualquer tipo de preocupação com o espaço que falta. Eu assumo um dia de cada vez; um dia o mosaico estará terminado. Aprendi que tudo na vida tem seu tempo, mas o mais importante é o presente, pois está nas minhas possibilidades”.

Muitos dos grandes obstáculos que atrasam nosso momento são como esta grande parede. Projetar acontecimentos no futuro é puro exercício de imaginação, sem nada de concreto. Lamentavelmente, muitas pessoas imaginam acontecimentos ruins, obstáculos ou sérios problemas e com isso não sentem energia no cotidiano.

O correto é termos metas e sonhos lá na frente; isso serve para nos guiar e dar motivação para sermos melhores no momento presente.

Se é para ficar preocupado, então preocupe-se com algo que vai realizar neste dia, pois é isso que temos pra hoje.

O passado já passou e não volta mais. O que podemos é carregar no presente as lições aprendidas no passado. O futuro ainda não chegou e, na verdade, nunca chega, pois sempre estamos no momento presente.

Portanto, a única coisa que possuímos neste exato momento é o aqui e agora. Por isso, vibre com cada acontecimento, principalmente com os pequeninos, pois assim vai diminuir muito a ansiedade no futuro.


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Antigamente, os circos tinham como atração os elefantes, um dos animais mais fortes do reino animal. Durante os espetáculos, eles faziam demonstrações de força descomunal. O curioso, é que antes de entrar em cena, o “gigante” permanecia “preso”, quieto, contido apenas por uma fina corrente...

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Antigamente, os circos tinham como atração os elefantes, um dos animais mais fortes do reino animal. Durante os espetáculos, eles faziam demonstrações de força descomunal.

O curioso, é que antes de entrar em cena, o “gigante” permanecia “preso”, quieto, contido apenas por uma fina corrente que prendia uma de suas patas a uma pequena e frágil estaca cravada superficialmente no solo.

O animal seria capaz de arrancar com extrema facilidade o reles impecilho, mas não o fazia. Mas qual o motivo?

Os elefantes de circos não escapavam porque eram presos a estacas ainda muito pequenos, quando ainda não tinham força suficiente para escapar; após muito tentarem infrutiferamente, acabavam por aceitar seu destino.

Na fase adulta, o enorme elefante não se solta porque acredita que não pode, foi condicionado a isso. Para que ele consiga quebrar as amarras presas em uma das suas pernas, é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio, por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante, em desespero, quebrasse a corrente e conseguisse a liberdade.

Se o leitor viu lógica nesse raciocínio, saiba que o mesmo acontece com muitos seres humanos.

Com o passar do tempo, alguns vão aceitando os “nãos” que a vida impõe, e que são absolutamente normais, e assim desistem de ultrapassar certos obstáculos. É como se fossem paredes altas e aparentemente muito resistentes que impedem ser vista a beleza do outro lado.

Na verdade, a parede imaginária é formada por medos, traumas e desilusões que restringem a uma zona de conforto, sem trancas e alicerces, mas que não permite se dar um passo sequer. Para sair do marasmo, não espere o fogo surgir, tome decisão pela mudança, planeje-se, marque dia e hora e, simplesmente, dê o primeiro passo, que os demais virão naturalmente.


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Você gostaria que seus contatos no APP WhatsApp soubessem sua localização exata em tempo real? Creio que a resposta seja negativa, mas é bom saber que isso já é possível. Por outro lado, muitos pais aprovaram esse novo recurso de monitoração que lhes dá mais...

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Você gostaria que seus contatos no APP WhatsApp soubessem sua localização exata em tempo real?

Creio que a resposta seja negativa, mas é bom saber que isso já é possível.

Por outro lado, muitos pais aprovaram esse novo recurso de monitoração que lhes dá mais tranquilidade quanto a segurança de seus filhos quando saem sozinhos. Uma coisa é certa, já é possível acompanhar os passos de contatos do ZAP. A localização pode ser enviada em períodos de 15 minutos, uma hora e até oito horas, desde que conectado à internet e com a configuração de localização ativada.

Para invadir a privacidade de outra pessoa através desse aplicativo, depende de algumas configurações no celular de ambos. Inicialmente, vou mostrar o passo a passo para quem tem smartphone Android:

1) O contato que você deseja receber localização precisará tocar no ícone do “clipe de papel”, dentro da caixa do chat de conversa e em seguida acionar a “localização”

2) Acione o ícone “localização em tempo real” e depois toque em “continuar”

3) Defina então o tempo que deseja compartilhar sua localização, que pode ser 15 min, 1 ou 8 horas.

4) Agora é só acionar “seta de cor verde” para que seu contato possa acompanhar sua movimentação. A localização vai aparecer ao lado do espaço para conversas no chat e para abrir o mapa é só clicar em “ver localização em tempo real”.

Vamos agora para as configurações no iPhone:

1) Abra o chat e toque no ícone “+”

2) Em seguida acesse a “localização”.

3) Escolha a opção “localização em tempo real”.

4) Opte pelo período de compartilhamento (15 min, 1 ou 8 horas) 4) Para finalizar, toque em “ver localização em tempo real”.

Essa ferramenta que o WhatsApp disponibiliza depende da vontade do contato em liberar sua localização. Mas, pode acontecer de alguém pegar seu celular sem sua autorização e disponibilizar sua localização por até 8 horas. Portanto, bastante cuidado.


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Recebi telefonema na semana passada onde um amigo se mostrava revoltado pois havia perdido a Carteira de Habilitação em razão de multa que recebeu. Veja o relato: “Lordello, veja se pode me dar uma luz! Estava com 18 pontos na CNH e portando digiria com...

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Recebi telefonema na semana passada onde um amigo se mostrava revoltado pois havia perdido a Carteira de Habilitação em razão de multa que recebeu. Veja o relato:

“Lordello, veja se pode me dar uma luz! Estava com 18 pontos na CNH e portando digiria com extrema cautela e mesmo assim recebi multa que acredito ser indevida. Chegou carta do Detran/SP apontando multa na Marginal Tietê onde a velocidade máxima permitida é de 60 km/h e o radar me flagrou a 61 Km/h. Andei pesquisando e fiquei sabendo que existe uma margem de erro, não só dos radares eletrônicos mas como também dos velocímetros dos carros. Portanto, você acha que devo recorrer para cancelar essa multa que considero indevida?”

Acredito que o recurso no caso narrado não irá vingar, pois a legislação vigente não dá guarida a esse problema. Senão Vejamos:

Existe realmente uma margem de erro de medição do aparelho eletrônico(radar ou pardal) como também dos velocímetros dos carros e motos. A Resolução nº 396 do Contran trata desse assunto.

É estipulado que as medições de velocidade feita por radares devem, obrigatoriamente, considerar margem de erro de 7 km/h até 100 km/h e 7% acima de 100 km/h.

Para que o leitor entenda o teor desta normatização, observe a seguinte diferença.

“Velocidade Medida” (VM) é aquela registrada no radar. Já a “Velocidade Considerada” (VC) é o desconto relacionado a margem de erro.

Vamos então a um exemplo prático:

O motorista recebeu multa por excesso de velocidade pois foi flagrado a 61 Km/h sendo que a velocidade permitida era de 60 km/h. Na verdade esse condutor foi flagrado a 68 km/h, chamada de “Velocidade Medida”.

O sistema de multas de trânsito subtrai 7 km/h e assim obtem a “Velocidade Considerada” e é essa que é lançada na notificação de multa que é enviada para a casa do infrator. Ou seja, o desconto em razão da tolerância acima mencionada já foi realizado e assim entendo, smj, que elaboração de recurso. não surtirá efeito, pois será indeferido.


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O aplicativo WhatsApp, que virou mania nacional, é utilizado para relações de amizade, afetivas e também como ferramenta de trabalho. Muitas vezes, na pressa ou por algum estresse, pode-se enviar mensagem precipitada ou para contato errado, daí, pode surgir sério problema e arrependimento. Pensando nessa...

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O aplicativo WhatsApp, que virou mania nacional, é utilizado para relações de amizade, afetivas e também como ferramenta de trabalho.

Muitas vezes, na pressa ou por algum estresse, pode-se enviar mensagem precipitada ou para contato errado, daí, pode surgir sério problema e arrependimento.

Pensando nessa má possibilidade, o vulgo ZAP disponibilizou recurso que permite ao usuário até sete minutos da mensagem enviada, seja, texto, foto ou vídeo, apagar o conteúdo, ou seja, a pessoa que recebeu é informada de sua desistência de enviar algum tipo de mensagem.

E quando bate o arrependimento após esse prazo estabelecido de 7 minutos?

Até pouco tempo não tinha jeito, ou seja, o possível estrago já estava feito.

A boa notícia, é que o WhatsApp aumentou esse tempo para uma hora, oito minutos e dezesseis segundos.

Tenho certeza que o leitor deve estar desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, e se eu me arrepender de ter enviado a mensagem depois do tempo limite, tem algum truque para apagar o enviado e assim evitar mal entendido?

A resposta é afirmativa e passo a ensinar o segredo:

1) Coloque seu smartphone no modo “avião”

2) Entre na configuração de “Data e Hora”

3) Desmarque o “Recurso Automático”

4) Coloque horário anterior do limite permitido pelo WhatsApp para poder apagar mensagem enviada

5) A seguir, abra o aplicativo WhatsApp, ainda no modo avião

6) Apague a mensagem que você se arrependeu de enviar.

Bem, se a pessoa que você enviou não tiver lido a mensagem, sua estratégia deu certo e assim terá um problema a menos para ter que lidar.


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    Muitas crianças e adolescentes não usam e-mail por acharem totalmente ultrapassado. Essa nova geração tem utilizado como forma de comunicação eletrônica o WhatsApp, pois, em tese, é mais ágil e ainda tem a possibilidade de enviar áudios e filmagens feitas pelo smartphone. O...

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Muitas crianças e adolescentes não usam e-mail por acharem totalmente ultrapassado. Essa nova geração tem utilizado como forma de comunicação eletrônica o WhatsApp, pois, em tese, é mais ágil e ainda tem a possibilidade de enviar áudios e filmagens feitas pelo smartphone.

O certo é que o APP conhecido no Brasil como ZAP virou mania nacional.

Tão apegados os usuários, que quando têm que alterar o número da linha celular, geralmente em virtude de alguma ocorrência policial, ficam incomodadíssimos por perder o conteúdo do Zap do número antigo. A notícia boa, é que é possível alterar o número do celular e manter todos os dados de seu WhatsApp.

Vou mostrar o passo a passo para fazer esse remanejamento.

Mas antes de realizar a alteração, mande mensagem para todos seus contatos cadastrados no ZAP comunicando a mudança do número de sua linha celular, isso para que possam te identificar quando você enviar mensagem pelo comunicador com o novo número.

Depois disso, abra o WhatsApp em seu celular e toque nos 3 pontinhos no canto superior direito de sua tela.

Em seguida, acesse “Configurações” e depois toque em “Conta”. Vai aparecer o ícone “Mudar Conta”; toque em “Avançar”.

O próximo passo é inserir o número antigo e o número novo, mas não esqueça de acrescentar o DDD, depois aperte o “Avançar”.

Aí é só esperar alguns segundos para receber SMS com o “Código de Verificação” e inserir essa numeração no App do Zap.

Pronto, estão salvas todas as mensagens com fotos e áudios referentes ao número antigo, que ficará desabilitado para acessar seus dados no WhatsApp que acabou de configurar com o novo número de celular.


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Nas redes sociais são infindáveis os debates entre os que defendem o desarmamento e os que querem que a população brasileira tenha opção de se armar. De tudo, uma coisa é certa: ambos os lados conhecem pouco sobre a lei que está em vigência, ou...

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Nas redes sociais são infindáveis os debates entre os que defendem o desarmamento e os que querem que a população brasileira tenha opção de se armar. De tudo, uma coisa é certa: ambos os lados conhecem pouco sobre a lei que está em vigência, ou seja, as discuções são revestidas de muita emoção e pouco embasamento legal.

Independente se a discussão é eleitoral e polarizada ideologicamente ou não, deveria ocorrer em terreno semeado com a verdade e tendo como base a lei atual, não em factoides e invencionices.

É comum se pensar que é proibido ter arma de fogo em casa, no comércio, na chácara ou sítio. Isso não é verdade!

Qualquer brasileiro que preencha os devidos requisitos pode adquirir  arma de fogo de forma legal.

O “Estatuto do Desarmamento” de 2003 e o “Referendo do Desarmamento” de 2005 não proibiram o cidadão “comum” (que não é membro das forças de segurança pública nem colecionador, caçador ou atirador desportista) de possuir armas de fogo para defesa pessoal.

QUAIS SÃO AS REGRAS PARA AQUISIÇÃO DE ARMA DE FOGO?

Para adquirir, visando sua defesa pessoal, uma arma de fogo de uso permitido, como por exemplo o revólver calibre38, pistola calibre 380 e até espingarda calibre 12, o cidadão deverá demonstrar à Polícia Federal que preenche os seguintes requisitos e apresentar os documentos que passo a elencar:

  1. a) idade mínima de 25 anos;
  2. b) cópias autenticadas do RG, CPF e comprovante de residência;
  3. c) elaborar uma declaração por escrito expondo os fatos e circunstâncias que justifiquem o pedido de aquisição da arma de fogo, demonstrando a efetiva necessidade;
  4. d) comprovar idoneidade apresentando certidões negativas criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e comprovar, também, não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  5. e) ocupação lícita;
  6. f) aptidão psicológica, que deverá ser atestada por psicólogo credenciado pela Polícia Federal;
  7. g) capacidade técnica, que deverá ser atestada por instrutor de tiro credenciado pela Polícia Federal;
  8. h) fotografia 3×4 recente;
  9. i) entregar o requerimento de autorização para aquisição de arma de fogo preenchido;
  10. j) pagar a taxa de emissão de certificado de registro de arma de fogo, R$ 60,00, caso seja deferido o pedido de compra.

MAS COMO POSSO COMPRAR UMA ARMA DE FOGO?

Após obter a autorização emitida pelo Departamento de Polícia Federal, o interessado poderá adquirir a arma de fogo em qualquer estabelecimento comercial autorizado no prazo de 30 dias, apresentando em seguida a nota fiscal emitida pelo estabelecimento comercial e o comprovante de pagamento da taxa de R$ 91,15 e requerer o registro da arma junto ao SINARM e a guia de trânsito para transportá-la até sua residência ou local de trabalho.

A arma somente será entregue pelo lojista ao comprador quando ele já estiver com o registro e com a guia de trânsito em mãos, ambos emitidos pela Polícia Federal.

A AQUISIÇÃO DE ARMAS LEGALIZADAS NO BRASIL AUMENTOU NOS ÚLTIMOS 10 ANOS, CONFORME DADOS OFICIAIS DA POLÍCIA FEDERAL

CONCLUSÃO NUMÉRICA

Número de registros de armas de fogo no Brasil cresceu 8 vezes em 10 anos

Dados do Exército mostram que desde 2004 mais de 750 mil armas foram vendidas no Brasil e mais de 190 mil novos registros foram concedidos a cidadãos comuns para defesa pessoal

MAS QUAL A DIFERENÇA ENTRE “POSSE” OU “PORTE” DE ARMA DE FOGO?

A posse de arma de fogo significa manter o armamento comprado de forma legal no interior de residência ou no local de trabalho. O porte, por sua vez, pressupõe autorização para circular com a arma fora da residência ou do local de trabalho.

Veja o que está contido no site da Polícia Federal – http://www.pf.gov.br/servicos-pf/armas/porte-de-arma

“PORTE DE ARMA DE FOGO: é o documento, com validade de até 5 anos que autoriza o cidadão a portar, transportar e trazer consigo uma arma de fogo, de forma discreta, fora das dependências de sua residência ou local de trabalho”.

É POSSÍVEL O CIDADÃO COMUM REQUERER AUTORIZAÇÃO PARA PORTAR ARMA DE FOGO FORA DA RESIDÊNCIA?

O porte de arma de fogo, que nada mais é que o direito de portar a arma adquirida legalmente em qualquer outro local que não seja o autorizado no registro, é possível em duas situações:

1) O caçador de subsistência, que é aquele que abate animais para se alimentar, cujas caças são permitidas, poderá ter o requerimento de porte deferido, mas o documento de porte autorizará a utilização da arma especificamente para essa finalidade

2) Já o cidadão que precisa portar uma arma de fogo para sua defesa, também poderá ter o requerimento de porte deferido se provar a efetiva necessidade do porte por exercício de atividade profissional de risco ou ameaça à sua integridade física, elaborando declaração por escrito e juntando provas que demonstrem a necessidade do porte.

Vale ressaltar, que os testes de aptidão psicológica e capacidade técnica para o porte de arma de fogo são mais rigorosos do que os realizados para o registro e, no caso do porte, será realizada uma entrevista para que o interessado explique os motivos do requerimento ao Policial Federal responsável pela emissão da autorização.

A Polícia Federal ainda explica que o “o porte de arma de fogo tem natureza jurídica de autorização, sendo unilateral, precário e discricionário. Assim, não basta a apresentação dos documentos previstos em lei se o requerente não demonstrar sua necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física”.

CONHEÇA AS PROPOSTAS EXISTENTES PARA ALTERAÇÃO NA LEI DO DESARMAMENTO E REFLITA

-Aquisição de arma de fogo a partir dos 18 anos de idade. VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-Outra corrente defende que a aquisição deve ser permitida a partir dos 21 anos. VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-Eliminar a necessidade de renovação do registro de posse, que passaria a ser vitalícia, dispensando a exigência atual de exames regulares a cada 3 anos com psicólogo. VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-Taxistas e caminhoneiros tenham direito a portar armas de fogo dentro do veículo e estende o porte de armas durante o trabalho para agentes de medidas socioeducativas e agentes de trânsito. VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-Porte de arma seria direito de qualquer cidadão que comprasse arma legalmente, sem precisar comprovar efetiva necessidade de uso desde que não tivesse condenação criminal. VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

Com o intuito de incentivar a reflexão sobre a Legislação que trata dos requisitos para aquisição e porte de armas de fogo no Brasil, seguem alguns questionamentos?

-Você ficaria mais tranquilo ou mais preocupado com seu filho portanto revólver nas ruas? VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-No transporte público (ônibus, metrô ou trem) o ambiente seria mais seguro ou inseguro com passageiros portando armas legalizadas?  VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-Você gostaria que o taxista ou motorista de carro por aplicativo que lhe atendesse estivesse portando pistola calibre 380? VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

-A pessoa com quem você mantém relacionamento afetivo tem condições emocionais de portar arma de fogo em casa e/ou no dia a dia?

-Na sua opinião, portar arma de fogo no cotidiano ajudaria a evitar assaltos ou atrair ladrões?

-Você se sentiria mais seguro estando armado(a) durante um assalto?

-E nos restaurantes, botecos, padarias e casas noturnas, o ambiente estaria mais seguro com vários clientes portando armas de fogo devidamente legalizadas?

-Não podemos esquecer das reuniões festivas familiares em casa ou no salão de festas do prédio, na chácara ou casa na praia. A certeza de que alguns dos convidados estivessem portando na cintura ou bolsa armas de fogo traria mais tranquilidade ao evento?

Portanto, quando o leitor participar de algum debate entre amigos ou através das redes sociais sobre o tema “Lei do Desarmamento” e a possibilidade de “flexibilização” das regras para aquisição e porte de armas de fogo, poderá emitir opinião com base em dados corretos e legais expostos neste artigo.


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Nas redes sociais, são muitos os comentários de internautas revoltados com profissionais de diversos veículos de comunicação por estarem se referindo a Adélio Bispo de Oliveira como “suspeito” de ter ofertado facada na região torácica do candidato Bolsonaro. Na minha opinião, a reclamação tem fundamento e...

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Nas redes sociais, são muitos os comentários de internautas revoltados com profissionais de diversos veículos de comunicação por estarem se referindo a Adélio Bispo de Oliveira como “suspeito” de ter ofertado facada na região torácica do candidato Bolsonaro.

Na minha opinião, a reclamação tem fundamento e vou demonstrar no texto que segue, que, legalmente, a palavra “suspeito” está sendo utilizada de forma equivocada.

Mas qual a definição de “suspeito”?

De acordo com dicionários, suspeito é: “de cuja existência, exatidão ou legitimidade não se tem certeza”.

O leitor interessado no assunto, provavelmente gostaria de me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, e na esfera policial, qual o significado de uma “pessoa suspeita”?

No campo penal, notadamente no que tange aos trabalhos de Polícia Judiciária realizados pela Polícia Civil, uma pessoa suspeita é aquela que está sendo, inicialmente, investigada em razão de frágeis indícios, havendo um mero juízo de possibilidade de autoria.

Suspeito é aquele que merece ser mais observado, é aquele que deve uma série de explicações para que o delegado de polícia possa excluí-lo ou incluí-lo de participação direta ou até indireta em um fato criminoso.

Com essas explicações, vamos voltar ao atentado contra a vida de Jair Bolsonaro.

É um equívoco tratar Adélio Bispo de Oliveira como suspeito, principalmente diante das provas que passo a expor:

-Imagens de diversos celulares mostraram, com nitidez, Adélio esfaqueando a vítima;

-Policiais e populares que estavam na cena do crime identificaram Adélio como sendo o autor do crime, o que motivou que o detivessem logo após a única facada desferida;

-A arma branca usada para tentar matar a vítima foi encontrada na mão de Adélio;

-Levado à delegacia de polícia, Adélio confessou o planejamento do crime e expôs seus motivos;

-Minutos após o atentado, circulou vídeo pela internet mostrando Adélio narrando sua atuação e dizendo com todas as letras que praticara o crime de forma solitária;

-Advogado de Adélio participou de várias entrevistas confirmando que seu cliente havia praticado o crime contra Bolsonaro;

-O Delegado de Polícia que atendeu o caso, após tomar ciência de todas as provas acima elencadas, optou pela prisão em flagrande delito de Adélio Bispo de Oliveira;

-Veja o que ficou consignado no Boletim de Ocorrência:

“ Em conversa com o autor, este nos informou que saiu de casa com uma faca de uso pessoal a fim de acompanhar a comitiva, e no melhor momento pudesse tentar contra a vida do candidato, assim tendo feito no momento em que a comitiva passava pela rua Batista, por achar ser o mais oportuno… Nos afirmou ainda que o motivo do intento, se deu por motivos pessoais, os quais não iríamos entender, dizendo também em certos momentos que foi a mando de Deus”.

Portanto, diante de todas essas sólidas provas, é indubitável que Adélio Bispo de Oliveira não deve ser identificado como “suspeito” do delito praticado contra a vítima.

A pergunta que não quer calar:

Mas Lordello, como devemos identificar juridicamente o Adélio?

Adélio Bispo de Oliveira é “autor” da facada desferida contra o candidato Bolsonaro, disso não resta a menor dúvida, sendo certo, que ele mesmo confessou a prática do crime, por conseguinte, na minha opinião, a designação adequada é autor. Portanto, ele está absolutamente fora da categoria de provável “suspeito” e estão revestidos de razão os que reclamam da identificação incorreta.

Mas por que a maioria da imprensa ainda está tratando Adélio como apenas um mero “suspeito”.

Vislumbro duas razões principais:

1) Total desconhecimento jurídico da área penal

2) Receio de ser alvo de processo judicial, notadamente de uma ação indenizatória

O fato é que o público merece da mídia receber informações corretas e aprofundadas tanto da esfera policial como da jurídico criminal; e isso sem sensacionalismo. Reunidos todos os dados e se divulgando dentro dos parâmentos legais e para bem exercer o mister jornalístico, não cabe ser alvo de ação judicial, antes, é um dever.

O filósofo Heráclito, nascido em 535 a.C., considerado o “Pai da Dialética”, disse certa vez que:

Ocultar a ignorância é melhor do que trazê-la a público.”


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Nas eleições brasileiras, o corpo a corpo é algo antigo, já disseminado em nossa cultura. A regra é clara: os candidatos devem estar próximos do povo. O aperto de mão, o abraço apertado e o cafezinho no bar da esquina fazem parte da campanha da maioria...

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Nas eleições brasileiras, o corpo a corpo é algo antigo, já disseminado em nossa cultura. A regra é clara: os candidatos devem estar próximos do povo. O aperto de mão, o abraço apertado e o cafezinho no bar da esquina fazem parte da campanha da maioria dos candidatos a cargos eletivos.

Nesta altura do assunto, cabe uma pergunta:

Mas será que é seguro para aqueles que disputam eleições a exposição pública em ruas e avenidas entupidas de eleitores e curiosos?

Não é preciso ser especialista em segurança para afirmar com todas as letras que o risco de algum incidente contra a integridade física do candidato é alto.

Em rápida pesquisa pelo google, é possível encontrar matérias jornalísticas onde candidatos em período eleitoral foram agredidos, empurrados, xingados e atingidos por ovos, tomates e até pedras.

O período que antecede as eleições torna o ambiente social tenso e é natural que os ânimos se acirrem, principalmente quando há polarização de ideologia partidária.

A preocupação com a segurança dos candidatos é tanta, principalmente para os cargos do executivo, que a própria legislação prevê acompanhamento de policiais sem custos financeiros para os partidos.

Na tarde do dia 06.09.2018, na cidade de Juiz de Fora/MG, o candidato Bolsonaro era carregado nos ombros por apoiadores quando um homem se aproximou e desferiu uma facada em sua região abdominal. Felizmente, ele foi socorrido com rapidez e após operado seu estado é estável.

Imediatamente após o atentado, ainda durante o processo cirúrgico pelo qual passou Jair Bolsonaro, os comentários na imprensa e nas redes sociais apontavam que a equipe de segurança do candidato havia falhado em sua missão.

O leitor concorda com essa afirmação?

De acordo com minha experiência na área de segurança pública e privada, o primeiro a ser apontado como culpado é o encarregado pela segurança. Curiosamente, a discussão fica num plano bastante raso. No calor das emoções é comum apontar o dedo para o elo mais frágil, como se o esquema de segurança dependesse única e exclusivamente dos agentes de segurança.

As imagens da facada recebida pelo candidato Bolsonaro foram vistas por diversos ângulos, gravadas por câmeras de celular e assim cabe algumas considerações:

-A rua estava entupida de populares;

-Muitos desejavam se aproximar do candidato e se possível receber um abraço, um aperto de mão ou tirar selfie;

-O empurra-empurra era grande, pois o candidato tinha um trajeto a fazer. Cada manifestante procura achar melhor ângulo de visão e não mede esforços para isso;

-O cordão de isolamento, feito por policiais à paisana, jamais seria plenamente efetivo tendo em vista a multidão existente no local, sem contar que a pessoa a ser protegida não estava parada e sim em movimento.

É importante o leitor saber que campanhas para cargos eletivos dessa magnitude os candidatos contam com o apoio de equipes multidisciplinares, tais como:

-Financeira

-Propaganda e Marketing

-Apoio Logístico

-Jurídica

-Material de campanha

-Militância e cabos eleitorais

-Redes sociais

-Pesquisa Eleitoral e etc.

Todas as equipes elencadas têm como finalidade auxiliar o candidato a ganhar as eleições, ou seja, conseguir o maior número de votos possíveis.

Outro fator a ser considerado, é que a “equipe de segurança” do candidato, que não tem a menor preocupação e nem expertise em angariar votos, acaba não recebendo o mesmo valor, atenção ou importância que as demais.

Após essas considerações, gostaria de voltar um pouco no tempo, exatamente aos minutos logo após o atentado contra a vida do candidato Bolsonaro, quando surgiram diversos comentários na imprensa e redes sociais fazendo a seguinte colocação:

“A equipe de segurança falhou”.

Será que foi correta essa primeira conclusão?

Mas será que um médico, sem contar com as devidas condições de trabalho, conseguiria na mesa de cirurgia salvar a vida de um paciente gravemente enfermo?

E um mecânico, por melhor que seja, sem ter à sua disposição as ferramentas necessárias, será que teria êxito em providenciar conserto complicado em auto?

A equipe de segurança que estava ao lado do candidato Bolsonaro fez o que pode naquela fatídica tarde. Infelizmente, não foi possível evitar o ataque à faca, mas o socorro foi extremamente profissional. Um carro já estava à disposição para qualquer emergência e o paciente chegou ao hospital em apenas 10 minutos.

Os médicos que o atenderam relataram que se a condução de Bolsonaro levasse mais alguns minutos, dificilmente teria sobrevivido. Portanto, antes das críticas, devemos enaltecer o trabalho de pronta-resposta promovido pelos agentes de segurança pública após o incidente ocorrido.

Um dos princípios fundamentais da segurança é o seguinte:

“Segurança não pode ser totalmente delegável, cada um deve assumir sua parcela de responsabilidade”.

Foi divulgado pela mídia que o candidato Bolsonaro tinha à sua disposição colete á prova de bala e que fez uso desse equipamento em algumas ocasiões durante a campanha.

Mas por que não estava trajando o colete balístico embaixo da camisa amarela?

Acredito que a recomendação da equipe de segurança do Bolsonaro era para que ele usasse, na maioria do tempo, o citado equipamento balístico, principalmente quando em contato com populares, ou seja, em lugares públicos.

Mas devemos entender que a decisão de usar ou não o colete acaba ficando a cargo da autoridade a ser protegida.

Já presenciei agentes de segurança pública e privada orientarem a pessoa a ser protegida a não ir em algum evento ou evitar contato com público em situações de maior risco. Na maioria dos casos, não foram atendidos. Esse tipo de situação provoca brechas na segurança e aumenta a tensão para aqueles que fazem o gerenciamento de risco.

O Ministro da Segurança, Raul Jungmann, após o incidente garantiu que o candidato Bolsonaro não seguira o protocolo de segurança fornecido pelos Agentes da Polícia Federal. Uma das orientações era para não ser carregado, evitando assim ser um alvo fácil.

Outro questionamento importante, é o seguinte:

Colete à prova de bala protege contra facada?

A resposta mais simples é a seguinte:

Depende do tipo de colete e também do tipo de arma branca utilizada!

O colete balístico mais comum é o que somente garante proteção contra disparo de arma de fogo; não impede 100 % a penetração de uma faca profissional bastante afiada ou de outro instrumento perfurante.

Pensando em segurança também contra armas brancas, o mercado fornece o colete balístico chamado de “multi-ameaças”.

É de se lembrar, que Adélio Bispo de Oliveira utilizou faca simples de cozinha para atingir o candidato, e como não conseguiu proximidade com o alvo, esticou o braço para acertar Bolsonaro, perdendo, assim, velocidade e força. Dessa forma, acredito que qualquer colete balístico teria bloqueado a penetração no corpo do alvo.

CONCLUSÃO:

Que o presente caso sirva de alerta para que os candidatos a cargos eletivos aceitem as orientações do corpo de segurança ao cumprirem agenda de eventos durante a campanha eleitoral.

Para finalizar, deixo uma frase que uso bastante em minhas palestras sobre segurança pessoal, familiar e empresarial:

“Não há trabalho tão importante, e nem lazer tão urgente, que não possa ser feito com segurança”.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a...

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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA

Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a telefones celulares, criaram os primeiros golpes, que apelidei de “telemarketing do crime”, com objetivo de adquirir créditos para telefones celulares pré-pagos e assim manter contatos com advogados, familiares e criminosos de outras unidades prisionais. As artimanhas empregadas passaram a render bons dividendos e o modus operandi se alastrou pelos presídios cariocas e depois para boa parte do sistema prisional brasileiro.

Com o passar do tempo, o sucesso das ligações criminosas perdeu potencialidade, pois a mídia divulgou fartamente a sistemática do golpe e as pessoas ficaram mais atentas e prevenidas. Dessa forma, a bandidagem percebeu que havia necessidade de mudar a roupagem das arapucas via smartphone para manter o efeito surpresa.

17 anos se passaram desde a primeira ligação de dentro das cadeias. Eu poderia escrever um livro com mais de 200 páginas relatando as centenas de roteiros que os marginais criaram. A maioria deles calcados em ameaças de matar parentes de suas vítimas, supostamente sequestrados ou em algum tipo de história mirabolante, galgada em prêmios ou alguma vantagem, mas que sempre têm como único objetivo extrair o dinheiro suado de milhões de pessoas honestas e trabalhadoras.

O intuito deste artigo é alertar os leitores quanto a uma nova modalidade de golpe. Trata-se de um dos mais engenhosos do “telemarketing do crime” e pode ser praticado tanto por bandidos encarcerados como por jovens com índole criminosa e habilidade no setor de tecnologia da informação.

A marginalidade que pratica o chamado delito à distância, descobriu que para aumentar as chances de enganar vítimas através de ligações telefônicas ou mensagens via internet, é preciso obter detalhes específicos de uma determinada família. Com isso, a pessoa que recebe a ligação criminosa se impressiona com as informações sobre seus parentes e as chances de acreditar que existe crime em andamento envolvendo alguém bem próximo são maiores.

A bola da vez é a utilização do aplicativo mais usado no mundo: o “WhatsApp”.

Portanto, todo o cuidado é pouco com essa ferramenta digital pela qual os brasileiros são apaixonados; podemos dizer que muitos de nós são até viciados em seu uso.

Os estelionatários que usam como arma o smartphone descobriram algumas formas de “clonar” o WhatsApp das vítimas escolhidas. Tenho certeza que o leitor deve estar preocupado com essa informação e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, é possível que alguém tenha acesso ao conteúdo do meu celular de forma remota?”

Infelizmente, a resposta é “sim”.

Observe o relato de uma vítima que recentemente me enviou e-mail narrando o drama que viveu:

“Doutor Segurança, preciso muito da sua ajuda para entender o que aconteceu comigo. Ontem recebi telefonema via “WhatsApp” da minha filha que estava na universidade. Para minha surpresa, a voz do outro lado não era da minha menina e sim de um homem com voz rouca noticiando um sequestro. Imediatamente entrei em pânico. Ele disse que sua gangue praticara um sequestro relâmpago com minha filha, mas ao verificarem que a família tinha posses desejavam também uma quantia para soltarem-na com vida. Fiquei apavorada, pedi para falar com ela mas não deixaram. Ao fundo ouvi uma voz feminina gritando “mãe me ajuda”. Acreditei que realmente fosse minha filha mais velha. A ordem era para eu não desligar o telefone, não compartilhar com ninguém sobre o sequestro e ir imediatamente ao banco sacar R$ 20 mil. Como era 17h e os bancos estavam fechados, argumentei que poderia ir ao caixa eletrônico sacar a quantia de R$ 5 mil, que seria o limite para aquele horário. Imediatamnte ordenaram que eu fosse sacar tal quantia mas que continuasse a falar ao celular. Retirei o valor do caixa eletrônico e passei o endereço de uma esquina bem próxima. O marginal ficou conversando comigo o tempo todo. Após cerca de 30 minutos surgiu um motoqueiro usando capacete que solicitou o dinheiro. Depois que entreguei, ele disse que minha filha seria libertada em seguida. Quando ele virou a rua desligaram. Ato contínuo, liguei para minha filha, ela atendeu e disse que não podia falar muito pois estava em sala de aula. Somente então percebi que tinha sido vítima de um golpe. Minha dúvida é a seguinte Lordello: como o criminoso conseguiu usar o WhatsApp da minha filha se o celular não saiu das mãos dela? “

Da mesma maneira como um técnico de informática consegue acessar o seu computador de mesa ou notebook à distância e ter acesso a todo conteúdo para poder consertá-lo de forma remota, os bandidos descobriram truques digitais para “clonar” WhatsApp de futuras vítimas.

A estratégia criminosa é eficiente;

Ao descobrirem o caminho para clonar o Aplicativo conhecido popularmente como Zap, os bandidos virtuais passaram a ter acesso a todas as pessoas cadastradas e também às conversas trocadas. Com isso, ficou fácil descobrir, por exemplo, quem é o filho, mãe, marido, tio, avó e etc daquela linha que foi invadida.

Através dessa gama de informações e tendo como arma o Zap clonado de alguém, resta apenas entrar em contato com um familiar próximo e tentar a sorte com alguma narrativa baseada na ameaça de um sequestro ou da necessidade de depósito de certa quantia em dinheiro em razão de uma necessidade extrema, tal como acidente de trânsito, despesas com hospital ou mecânico.

Veja algumas das manchetes recentes que localizei:

“Deputados do PT têm celulares clonados e contatos recebem pedido de dinheiro e “outros favores”

Fonte: Uol

“Deputado tem conta de WhatsApp clonada e criminosos pedem dinheiro em seu nome”

Fonte: DM

Criminosos usam celulares clonados para invadir contas bancárias

Fonte: Canaltech

“É golpe! Onda de clonagem de celulares assusta políticos do Paraná

Suspeita é de que criminosos estejam usando as agendas dos aparelhos para escolher as novas vítimas; preocupação é com a possibilidade de exposição de informações privadas”

Fonte: Gazeta do Povo – Paraná

Pessoas ciumentas ou desconfiadas de traição também estão aprendendo a técnica para clonagem de WhatsApp visando fuçar a vida de quem estão se relacionamento afetivamente.

Uma coisa é certa: é real a possibilidade de clonagem do aplicativo WhatsApp em duas situações:

1) Utilizando de maneira sorrateira o celular de quem deseja espelhar o conteúdo

2) A notícia ruim, é que sem a necessidade de tocar no seu smartphone, existe maneira de realizar a clonagem do seu Zap, ou seja, um estranho, tendo apenas o número do seu smartphone, terá chance de replicar as mensagens enviadas e recebidas.

Por motivos óbvios, não vou ensinar neste artigo como é realizado o processo de clonagem. A finalidade é mostrar como se proteger dessa invasão de privacidade criminosa.

Os marginais que atuam no “telemarketing do crime” e que aprenderam clonar conteúdo de celular, durante o processo de invasão emitem SMS para o celular do alvo com um código. Com essa sequência numérica imediatamente clonam o Zap da próxima vítima.

Mas como o criminoso vai conseguir o código de verificação que somente a vítima recebeu?

Uma das estratégias é telefonar para o alvo fazendo se passar por funcionário do Banco ou de operadora de cartões de crédito e, mediante alguma desculpa elaborada, solicitar que seja informado o código verificador. A pessoa que acreditar nessa artimanha estará dando de bandeja a possibilidade concreta do seu aplicativo WhatsApp ser espelhado por bandidos.

É possível descobrir se meu “Zap” foi clonado?

Sim, a clonagem promove algumas alterações no funcionamento do aplicativo no seu smartphone.

Portanto, vamos a algumas dicas:

1) A pista mais latente é se alguma mensagem recebida foi sinalizada como vista sem que você tenha acessado ou um áudio que você não ouviu mas já está como se tivesse. Não poderia deixar de dizer que esses acontecimentos podem, às vezes, serem causados por falha no próprio aplicativo, mas, se ocorrerem repetidamente, pode ser sinal que alguém clonou sua conta do WhatsApp.

2) O aplicativo WhatsApp não pode ser utilizado, em tese, em mais de um telefone ao mesmo tempo. Se porventura você entrou no WhatsApp e recebeu aviso que seu número está sendo usado em outro lugar, provavelmente alguém teve acesso e autenticou sua conta em outro dispositivo, configurando, assim, a clonagem. O aviso que poderá ser enviado a você é este: “Não foi possível verificar este telefone. Provavelmente, porque você registrou seu número de telefone no WhatsApp em outro aparelho”.

Mas o que devo fazer se desconfiar que meu WhatsApp foi clonado?

É bastante simples: desinstale o Zap do smartphone e reinstale em seguida. Com isso, o mensageiro vai pedir seu código de verificação e enviar o SMS para verificar o aparelho. Pode ser uma forma de anular a ação de terceiros em outros aparelhos. Para isso, acesse o menu de “Configurações” do Android e toque em “Gerenciador de aplicações”.

Tenho absoluta certeza que o leitor está preocupado com as informações que acabei de passar e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Lordello, é possível impedir que meu Zap seja clonado?”

A boa notícia é que sim, e para tanto, é preciso que o leitor tome algumas medidas de ordem preventiva.

1) Jamais repasse a terceiros código de verificação recebido em seu celular, principalmente via SMS. Se outras pessoas tiverem acesso, os dados do celular poderão ficar vulneráveis e expostos nas mãos de bandidos ou desafeto. Portanto, se realizar alguma operação com o celular e receber código de verificação, após utilizá-lo, delete-o imediatamente. O mesmo deve ser feito se entrar em sua caixa de mensagens código de verificação sem ter solicitado. Apague-o o mais rápido possível, excluindo também a lixeira.

2) O WhatsApp permite que o usuário tenha senha “extra” para ativar o aplicativo, que será somente solicitada no caso de reinstalação ou esporadicamente para garantir privacidade. Para ativar esse recurso de segurança e impedir que clonem seu Zap, siga os seguintes passos:

  1. a) Com o aplicativo aberto, pressione no canto superior direito o ícone “três pontinhos”
  2. b) Em seguida, selecione “configurações”
  3. c) Depois toque em “conta” e em seguida no ícone “verificação em duas etapas”
  4. d) Agora chegou a hora de clicar em Pressione no botão de “ativar”
  5. e) O próximo passo é adicionar código(senha) pessoal com seis dígitos e depois digitar novamente para confirmar. Toque em “avançar” em cada etapa.
  6. f) O usuário poderá ainda adicionar e-mail pessoal para recuperação do acesso como mais uma barreira de segurança e, ao final, clique em “concluído”
  7. g) Dica Importante: cuidado na hora de ativar a função de  “verificação em duas etapas”. Se cometer algum erro poderá perder sua conta do Zap e todas as mensagens que não tiverem backup. Anote sua senha e e-mail que registrar, pois se esquecer terá problemas para recuperar o funcionamento do aplicativo
  8. h) Reverificação: após verificar a sua conta, ela não poderá ser reverificada novamente no período de 7 dias. Tome cuidado para não resetar ou apagar o app neste período
  9. i) Para verificar se alguém está acessando a sua conta do WhatsApp pelo navegador de internet usando outro aparelho, siga os seguintes passos:

1 – Abra o WhatsApp e toque no ícone “três pontinhos”, no canto superior direito

2 – Clique na opção WhatsApp Web

3 – Acione agora a opção “Sair de todos os computadores”.

Acredito que este artigo demonstrou o quanto somos vulneráveis no ambiente digital. Portanto, para finalizar, gostaria de deixar mais uma dica de segurança para os usuários do WhatsApp.

Dados importantes tais como senhas de contas bancárias ou informações financeiras familiares devem ser apagadas do aplicativo, assim como fotos sensuais que possam identificar o(a) usuário(a) ou parceiro(a) afetivo(a).

Para apagar seu histórico, basta clicar no menu indicado por “três pontos” no canto superior direito da tela do WhatsApp. Pressione o ícone “Mais” e depois em “Limpar conversa”.

Essa ação impede que bandidos virtuais tenham acesso às suas informações privilegiadas.


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e...

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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e a fotografia divulgada é do local dos fatos. Fui a fundo nessa história e descobri que a causa do incêndio ainda é desconhecida pelos moradores do edifício e também pelos profissionais do Corpo de Bombeiros.

Conversei com diversos especialistas para saber se deixar carregador de celular eternamente na tomada é perigoso. As respostas foram inequívocas e unânimes: sim, é possível; e se estiver próximo de material inflamável poderá gerar incêndio de grandes proporções.

Portanto, essa prática não é recomendada. Carregadores de celulares funcionam como transformadores de energia, fazendo com que a corrente seja diminuída ao passar da tomada para o aparelho, ou seja, os 127 volts da tomada se tornam 5 volts para o celular. Qualquer falha que ocorra pode fazer com que o carregador transfira diretamente a corrente maior, causando choque ou superaquecimento do carregador; e também do celular, se estiver plugado.

Esse problema pode ocorrer por diversas razões, tais como:

1) Problema na rede elétrica da local

2) Sobrecarga de energia

3) Uso excessivo de benjamim, que é o acessório multiplicador de tomadas. Cada equipamento a mais ligado àquele ponto, onde apenas um era esperado, sobrecarregará a tomada e os fios, podendo, assim, superaquecer

4) Carregador não original e de fabricação duvidosa. Carregadores alternativos, vendidos normalmente em faróis, são bem mais baratos que os originais, mas será que vale a pena essa economia? O fato que merece atenção, é que alguns desses produtos não seguem as normas de segurança e padrões técnicos do Brasil, podendo gerar incompatibilidade com a rede elétrica brasileira e o consequente risco de acidente.


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Nos últimos 15 dias 4 amigas me procuraram para fazer a seguinte pergunta: “ Lordello, estou querendo comprar uma arma de choque para minha proteção, você recomenda? ” Como sou estudioso sobre violência urbana, a primeira conclusão que tirei ao conversar com essas mulheres é...

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Nos últimos 15 dias 4 amigas me procuraram para fazer a seguinte pergunta:

“ Lordello, estou querendo comprar uma arma de choque para minha proteção, você recomenda? ”

Como sou estudioso sobre violência urbana, a primeira conclusão que tirei ao conversar com essas mulheres é que estão muito preocupadas com a possibilidade de serem vítimas de assalto ou estupro. Esse receio ou até mesmo medo, fez com que pensassem na tal arma de choque como alternativa de defesa.

Percebi que elas pouco entendiam sobre esse equipamento de defesa e sua utilidade prática. Acreditavam ser possível provocar desmaio num possível agressor e assim escapar do risco de agressão, o que não é verdade. Para esclarecimentos, resolvi escrever este artigo.

Encontramos no mercado legal e ilegal dois tipos de “armas de eletrochoque”:

1) De Contato, conhecida também como Stun Gun: o tamanho equivale ao de um aparelho celular; em uma das extremidades possui em média de 6 a 10 pinos metálicos por onde é descarregada a energia elétrica. Do outro lado tem um gatilho que faz o acionamento. Funciona geralmente com duas baterias de 9 volts. Quando acionado, é comum se ouvir um barulho estridente. Para que tenha efeito no oponente, o usuário terá que encostar no corpo do agressor a extremidade por onde é emitida a descarga elétrica.

Mas qual o resultado efetivo?

O mais comum é que ocorra um susto provocado pelo choque elétrico no corpo. Por reflexo, o agressor se afastará um pouco e assim cessará o efeito do aparelho de eletrochoque.

Mas o que de efetivo acontece com o agressor ao receber a descarga elétrica?

Pode ocorrer um incomodo na região atingida, no máximo dormência momentânea, mas que não vai impedir nova investida do agressor, se assim ele desejar, pois perceberá que a arma não provoca grandes danos nem imobilização temporária.

Vamos a mais uma dúvida que pode estar surgindo na mente do leitor neste momento!

Entendi que tal equipamento de defesa não tem o condão de paralisar possível agressor, mas pelo menos é melhor do que estar de mãos vazias, não acha Lordello?

Definitivamente a resposta é não. A mulher que adquirir essa arma de eletrochoque, possivelmente, terá que transportá-la na bolsa. Partindo do princípio que toda abordagem de assaltante ou estuprador é feita de surpresa, ou seja, a vítima é pega desprevenida, ela não teria tempo hábil de abrir a bolsa, procurar o equipamento e acionar o choque elétrico.

Conclusão: não vejo nenhum utilidade na aquisição desse equipamento, muito pelo contrário, pode ser perigoso seu porte, porque promove falsa sensação de segurança e incentiva reação, aumentando o risco de ser ferida gravemente ou morta pelo oponente.

Procurei na internet e achei diversos anúncios oferecendo o seguinte equipamento:

APARELHO DE CHOQUE PARA DEFESA PESSOAL

CARACTERÍSTICAS:

  • Super tensão de Pulso para proteção;
  • Possui lanterna embutida;
  • Ideal para defesa pessoal, usada por policiais, agentes de segurança e pessoas que necessitam se defender contra agressores;
  • Acompanha interruptor de segurança para impedir descarga acidental;
  • Bateria interna recarregável;
  • Leve, compacto e fácil de usar;
  • Tensão de descarga elétrica: 24.000.000 volts;
  • Tensão de entrada: 110-240V (bi-volt);
  • Dimensões e peso: 16,5cm x 4,8cm x 2,8cm, 125 g

A propaganda ainda explica como utilizar a arma de choque:

  • Mova a telca on/off (que fica na lateral do aparelho) para posição on para ligar o aparelho;
  • O led ficará vermelho, indicando que o aparelho está pronto para uso;
  • Com o aparelho destravado, basta apertar o botão vermelho que sua máquina de choque emitirá uma centelha entre seus dois eletrodos e produzirá um alto ruído, característico da descarga elétrica;
  • Ao encostar o aparelho no agressor, tanto a centelha quanto o ruído deixarão de ser emitidos. Isso significa que o agressor está sendo eletrocutado;
  • O contato do parelho durante 1 segundo causará dor e paralisia momentânea no local atingido;
  • O contato do aparelho por 6 segundos, ou mais, paralisará o agressor, fazendo com que perca o equilíbrio e fique desorientado;
  • Importante: este aparelho serve para defesa pessoal. É aconselhado fugir do agressor a partir do momento que for paralisado. Quando o aparelho fica em contato por mais de 6 segundos e derruba o agressor, ele se recuperará em cerca de 10 segundos.

Para escrever este artigo e passar ao leitor a experiência na prática de seu uso, testei a arma de eletrochoque, que é vendida pela internet:

  • Após o acionamento do aparelho notei que o barulho é estridente.
  • A primeira reação é um susto, o que faz se afastar um pouco da pessoa que está operando a máquina.
  • Ao permitir que o equipamento encostasse no meu corpo, senti, inicialmente, leve incômodo, que provocou que eu desse um passo para traz. No momento em que o aparelho não mais estava em contato comigo, perdeu totalmente a eficácia, restando apenas o barulho estridente.
  • Se minha intenção fosse agredir fisicamente ou praticar algum crime contra a pessoa escolhida, confesso que o aparelho não iria me fazer desistir ou intimidar.

A lanterna de choque pode matar?

Primeiramente, é importante dizer que muitas das armas de choque vendidas na internet, camelôs e algumas lojas, são contrabandeadas, principalmente da China e não trazem especificações corretas do produto. Profissionais da área de engenharia elétrica alegam que alguns desses equipamentos possuem tensão demasiadamente alta e podem colocar em risco a integridade física e até a vida de quem for atingido, gerando parada cardíaca.

2) Taser Gun de IEM (interrupção elétrica intramuscular): o formato assemelha-se a uma pistola. Possui 2 eletrodos ligados a dois fios de cobre que podem ter quatro, seis, oito ou dez metros. Ao acionar o gatilho, a pistola Taser lança os dois eletrodos, que ao atingir a vítima aplicam descarga elétrica por 5 segundos, imobilizando o alvo. Após esse tempo, mantendo-se pressionado o gatilho, uma descarga é disparada a cada 1,5 segundo. Após o disparo, os eletrodos e os fios devem ser descartados e substituídos por outros.  Esse poderoso equipamento tem como função imobilizar o oponente, independente da resistência à eletricidade do alvo e da área atingida, pois devido à descarga ser intramuscular, age direto no sistema nervoso central, fazendo com que o  alvo vá ao solo ficando na posição fetal. Após alguns segundos, a pessoa atingida volta a ter os movimentos normais. Nesse período que esta imobilizada, ou seja, sem possibilidade de reação, a pessoa pode ser algemada com as mãos para traz e assim totalmente dominada.

 

COMO FUNCIONA NA PRÁTICA A ARMA TASER?

  • Inicialmente, o usuário deve acoplar um cartucho que contém os eletrodos e fios de cobre que conduzirão a descarga e também uma cápsula de nitrogênio comprimido, responsável pelo disparo dos projéteis.
  • Ao fazer o disparo, o circuito eletrônico faz com que o nitrogênio comprimido saia rapidamente da cápsula, criando a pressão necessária para que os eletrodos sejam disparados contra o agressor. Rebarbas presentes nos eletrodos impedem que o oponente retire-os facilmente do corpo.
  • A pistola possui uma trava, que é usada para interromper a descarga elétrica no oponente a qualquer momento.

Há 5 anos, participando de um programa na RedeTV, aceitei ser atingido pela arma Taser; vou dividir com o leitor essa experiência:

  • O instrutor responsável pela empresa que importa este equipamento disse, inicialmente, que ao ser atingido pelos eletrodos eu automaticamente iria cair ao solo.
  • Foi colocado no piso do estúdio um colchão para que eu não me ferisse na queda. Mesmo assim, fui orientado a ficar ajoelhado, para evitar tombo, tendo em vista que tenho quase dois metros de altura.
  • Numa distância de cerca de 5 metros, o instrutor apontou a pistola taser para minha região abdominal. Ao fazer o disparo, dois eletrodos me atingiram na virilha, penetraram o tecido do terno e atingiram a pele.
  • Recebi rápida descarga elétrica e em fração de segundos caí no colchão.
  • Permaneci imóvel por alguns segundos, não sei precisar quantos.
  • Acredito que em nenhum momento perdi a consciência, mas percebi que estava inerte, deitado no colchão sem não conseguir mexer braços e mãos.
  • Após alguns segundos, retomei os movimentos do corpo e me levantei.
  • Em seguida, senti formigamento em quase todo o corpo, que perdurou por quase meia hora.
  • A conclusão, é que após o disparo da arma de eletrochoque Taser eu poderia ser facilmente dominado e algemado ou a pessoa que atirou em mim poderia fugir facilmente que eu não conseguiria ir atrás

 

A ARMA TASER PODE MATAR?

A arma Taser Gun de IEM(interrupção elétrica intramuscular) é considerada arma menos-letal e jamais não-letal. Fabricantes dizem que as poucas mortes ocorridas com a utilização do Taser se deram em razão do mal uso do equipamento. De qualquer forma, encontramos notícias de mortes no Brasil e em outros locais do mundo em razão da utilização do Taser. O médico carioca Marco Antônio Araújo, explica que, do ponto de vista cardiológico, um choque, mesmo baixo, de cerca de 50 miliampères, pode causar parada cardíaca ou levar a uma arritmia fatal, ele diz: “O coração tem um ciclo elétrico e é comandado por marcapassos fisiológicos. Se um estímulo elétrico for aplicado no final desse ciclo, o coração pode fibrilar, que é quando perde a função de bombear de modo eficaz o sangue ou parar. Nesses casos, o socorro precisa ser imediato”..

QUAL A LEGALIDADE, NO BRASIL, DESSES DOIS EQUIPAMENTOS DE ELETROCHOQUE E QUEM PODE ADQUIRI-LOS?

As armas de incapacitação neuromuscular(pistola taser) que utilizam a projeção à distância de seus contatos com o corpo do agressor são proibidas de comercialização para o cidadão comum, sendo utilizadas apenas por entidades civis ou militares sob autorização do Exército brasileiro.

O Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105), instituído pelo Decreto Federal 3.665, de 20 de novembro de 2000, relaciona os produtos que são controlados pelo Exército. A portaria número 17 do Departamento Logístico do Exército inclui na lista de produtos controlados as armas de choque elétrico de lançamento.

Já o aparelho de choque de contato direto com o agressor tem sua comercialização legalizada no Brasil. É claro que sua utilização só deverá ocorrer em casos de legítima defesa. Se usado incorretamente, o usuário poderá responder criminalmente por lesão corporal dolosa.

JORGE LORDELLO


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