Guarita Blindada

Edifícios de alto padrão, estão optando pela construção de guarita blindada. Por outro lado, adaptações podem ser feitas na guarita de seu edifício, tornando-a blindada e sem riscos de invasão. Acompanhe a matéria publica no Jornal da Segurança, em marco de 1003 elaborada pela jornalista...

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Edifícios de alto padrão, estão optando pela construção de guarita blindada. Por outro lado, adaptações podem ser feitas na guarita de seu edifício, tornando-a blindada e sem riscos de invasão.

Acompanhe a matéria publica no Jornal da Segurança, em marco de 1003 elaborada pela jornalista Juliana Alves: “Graças à escalada da violência, cada vez mais a blindagem vem sendo utilizada como um recurso para garantir a proteção de prédios”. “Diversas soluções estão à disposição das pessoas que querem proteger suas residências. A começar pelos vidros, os pontos mais vulneráveis a ataques em uma edificação. Produzidos amplamente no Brasil, esses vidros especiais são fabricados como um sanduíche, com duas camadas de vidro laminado e policarbonato, material plástico muito mais resistente do que o acrílico e do que o próprio vidro. A fixação, que também merece cuidados, é feita em esquadrias de aço anodizado blindado.

Já a capacidade de resistência dependerá da necessidade do usuário e do quanto ele está disposto a investir. A espessura de um vidro blindado varia, em média, de 18mm (modelo capaz de suportar disparos de pistolas 9 mm) a 48 mm (resistentes a tiros de fuzis como o Ar-15).

Há, também, os modelos antivandalismo, que protegem contra ataques manuais com pedras, martelos, marretas, picaretas, entre outros. A multinacional britânica Pilkington Blindex, por exemplo, oferece um vidro antiarrombamento incolor, que pode ser utilizado em residências, vitrines ou fachadas de locais que exponham objetos de alto valor como museus, joalherias e lojas, além de ambientes que exijam controle extra de segurança como penitenciárias, estádios de futebol, embaixadas e edifícios públicos.

Outra forma de agregar segurança a vidros de fachadas e janelas é a utilização das lâminas de segurança que, quando aderidas ao vidro, conferem maior resistência ao material. A empresa de origem canadense Ace, por exemplo, já disponibiliza no Brasil lâminas de poliéster que, disponíveis em multicamadas, oferecem proteção desde incêndios até bombas. Tanto que as versões mais resistentes do produto vêm sendo utilizadas em instituições governamentais, embaixadas, bancos e outros locais públicos com fachadas de vidro vulneráveis.

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» Proteção total

Para aqueles que querem ir além da substituição dos vidros, é possível também blindar a casa inteira. Assim, chapas de aço são colocadas na alvenaria, e depois, passam por um processo de camuflagem, ficando idênticas às paredes não blindadas.

Novamente, a resistência e espessura do material vão depender da necessidade do consumidor. O nível de blindagem, como nos carros, vai de 1 (contra armas de calibre 22, 32, 38 e 762) a 5 (contra metralhadora Fal, de uso exclusivo do exército).

Além disso, normalmente, ao blindar uma casa, o cliente adquire também sistemas de alarme, monitoramento e eclusas. “Esses recursos são importantes para complementar a segurança, pois há sempre pontos mais vulneráveis”, explica Paulo Fernando Negrão, diretor da Bunker, empresa que executa blindagem em residências, fachadas e estabelecimentos comerciais. “Temos percebido muita procura de empresas de logística, interessadas em resguardar seus centros de distribuição. Mesmo porque já há seguradoras que oferecem descontos nas apólices, uma vez que a blindagem aumenta consideravelmente o grau de dificuldade de invasão e roubos”, comenta.

No entanto, ainda segundo ele, hoje, os maiores clientes da Bunker são edifícios e condomínios, que buscam a blindagem de guaritas. Nesse caso, é possível utilizar vidros de 21 mm a 50 mm de espessura e aço nas áreas opacas (alvenaria e portas) de 5 mm ou 10 mm. “As pessoas sabem que boa parte da segurança está garantida se o porteiro estiver protegido”, afirma o executivo. “Mas não adianta ter uma guarita toda blindada e um portão vulnerável. É importante observar a segurança como um todo”, complementa Paulo Fernando Negrão. Por isso, a Bunker procura oferecer também apoio psicológico aos porteiros para que eles saibam como agir em casos de emergência. Hoje qualquer edifício de classe média pode usufruir dessa proteção.

Uma guarita, por exemplo, pode custar R$ 20 mil, valor que rateado entre os condôminos, não pesa no orçamento.

Entretanto, a maior parte dos empresários, executivos de multinacionais e banqueiros que contratam o serviço gastam bem mais do que esse valor. Isso porque, no caso de VIPs, não basta uma guarita blindada. Muitas vezes, além da blindagem total da casa, vale construir uma célula de sobrevivência separada do resto da casa, útil para se refugiar se a blindagem tiver sido driblada. Um bunker pode conter desde telefone, rádio e comida, até oxigênio, caso ele seja subterrâneo. Serviços mais complexos, incluindo blindagem total da casa e construção de bunker, porém, são para quem pode investir mais em segurança. Custam, em média, R$1.000,00 o m2 e levam cerca de 30 dias para ser executados”.


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