CONDOMÍNIOS: MORADORES QUE PRIORIZAM “STATUS SOCIAL” OU “COMODIDADE” AO INVÉS DE SEGURANÇA.

Gosto de compartilhar com os leitores experiências que tenho ao ministrar palestras sobre segurança em condomínios residenciais. Muitos síndicos têm enormes dificuldades de fechar o balanço no final do mês. Um dos principais motivos é o custo com funcionários ligados à segurança que pesa no orçamento, além do aumento...

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Gosto de compartilhar com os leitores experiências que tenho ao ministrar palestras sobre segurança em condomínios residenciais.

Muitos síndicos têm enormes dificuldades de fechar o balanço no final do mês. Um dos principais motivos é o custo com funcionários ligados à segurança que pesa no orçamento, além do aumento da inadimplência do pagamento da taxa condominial.

A pergunta recorrente que administradores me fazem é a seguinte:

O controlador de acesso na clausura de veículos ou na área de entrada de pessoas, como também o segurança que fica embaixo do ombrelone (guarda-chuva fixo) são realmente necessários para aumentar o nível de segurança do condomínio?

A intenção de alguns síndicos é diminuir custos mensais e atender moradores insatisfeitos com a postura de alguns profissionais da área de segurança. São diversos os relatos que acusam controladores de acesso, rondistas e vigilantes na calçada de passar boa parte do tempo entretidos com o smartphone e suas infindáveis funções, batendo papo com estranhos e até tirando uma soneca.

O curioso, é que quando colocada em votação em Assembleia a retirada desses funcionários, os moradores, muitas vezes, votam pela permanência.

Para me aprofundar no assunto, entrevistei diversos síndicos e administradores condominiais.

O resultado que obtive é interessante e cabe reflexão!

Diversos síndicos informaram que é bastante comum moradores votarem contra a retirada do posto de vigilância na clausura de autos ou na calçada, não por causa da segurança em si, mas por uma questão de “status social”.

É isso mesmo!!! Alguns condôminos não se preocupam com o acréscimo no valor da taxa condominial; priorizam a relevância social que a presença do colaborador de terno escuro, em tese, traria. Outro posicionamento na mesma esteira, é que muitos moradores enxergam esses funcionários como seus subordinados para realização de favores pessoais.

Discordo frontalmente das duas formas de raciocínio.

Cabe ao síndico verificar se a presença do funcionário na clausura ou calçada agrega ou não aumento do nível de segurança. Concluindo pela não necessidade, deve criar ambiente no condomínio para aprovação da retirada do posto de serviço 24h. Assim, sobrará recursos para investimentos em outras áreas essenciais ou simplesmente equilibrar o balanço, além de evitar aumentos em tempos de crise econômica.

JORGE LORDELLO

 


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