Se um parente próximo ligasse pedindo dinheiro emprestado para resolver problema grave e que pagaria no mesmo dia, você atenderia o pedido? Não sei qual sua resposta, mas peço que preste atenção no relato que recebi de uma seguidora pelas redes sociais: “ Lordello, ligaram no...

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Se um parente próximo ligasse pedindo dinheiro emprestado para resolver problema grave e que pagaria no mesmo dia, você atenderia o pedido?

Não sei qual sua resposta, mas peço que preste atenção no relato que recebi de uma seguidora pelas redes sociais:

“ Lordello, ligaram no meu trabalho e a pessoa falou que era um primo querido que há muitos anos não via. Ele disse que estava indo fazer uma visita surpresa para minha mãe mas o carro dele quebrou na pista. Como estava sem crédito no celular, me passou o número de um mecânico que iria socorrê-lo; queria saber se ele iria demorar. Atendi meu primo e liguei para o tal mecânico, que alegou que o conserto ficaria em R$ 2.800,00. Disse ainda que só aceitaria o pagamento em dinheiro, pois estava cansado de levar calotes. Informei meu  primo e ele solicitou que eu depositasse na conta bancária do mecânico e que naquele mesmo dia, depois que o carro ficasse pronto, iria ao banco fazer transferência para minha conta. Acreditando na história, usei o limite do cheque especial para fazer o depósito na conta que me foi passada e enviei o comprovante de transferência pelo ZAP, conforme exigido. Só fui perceber que tinha caído num golpe quando começaram a pedir mais dinheiro.Estou relatando esse fato para que pessoas sejam alertadas, pois até então eu nem sonhava que existia esse tipo de malandragem”.

Muitas vítimas já caíram nessa armadilha; os estelionatários conseguem informações preciosas nas redes sociais e armam arapucas. As pessoas são pegas “frias”, durante horário de trabalho e acreditam que a voz do celular é realmente do parente, pois, geralmente, ligam de ruas com muito ruído de trânsito, o que dificulta o pleno entendimento.

Nesses casos, para saber se é ou não um golpe, basta fazer uma pergunta difícil, bem pessoal, que somente o parente saberia a resposta.

Sempre desconfie de situações via celular ou internet, envolvendo pessoas (parentes ou não) precisando de dinheiro com muita pressa por causa de algum problema que precisa ser resolvido imediatamente. A estratégia dos malandros virtuais é não deixar a vítima raciocinar ou conversar com outra pessoa.

                                                                                                JORGE LORDELLO


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No início de dez/2017, no bairro de Moema/SP, um único apartamento em condomínio de classe média alta foi invadido. Por volta das 13h, uma menino com baixa estatura aparentando 9 anos tocou o interfone se dizendo enteado do morador do 11º andar. O porteiro, mesmo...

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No início de dez/2017, no bairro de Moema/SP, um único apartamento em condomínio de classe média alta foi invadido. Por volta das 13h, uma menino com baixa estatura aparentando 9 anos tocou o interfone se dizendo enteado do morador do 11º andar. O porteiro, mesmo percebendo que ele estava acompanhado de rapaz em torno dos 20 anos de idade, imediatamente abriu o portão, franqueando a entrada dos dois. Quando já estavam entrando no hall social, o porteiro resolveu interfonar para o apartamento para comunicar a chegada do tal enteado. A empregada doméstica salientou que os patrões não estavam em casa e que não tinha sido avisada que o enteado iria fazer uma visita.

Quando abriu a porta do apartamento, percebeu que não se tratava de criança conhecida, sendo que ainda foi surpreendida com a presença do outro rapaz. Os dois marginais logo anunciaram o assalto e a trancaram em um cômodo da unidade. Em poucos minutos, subtraíram bens totalizando cerca de R$ 140 mil. A dupla saiu naturalmente do edifício e o porteiro não desconfiou de o indivíduo maior de idade estar carregando mala de viagem de porte médio.

A perguntar que não quer calar é a seguinte:

Apesar de o porteiro ter falhado feio em todo processo de triagem, a empregada doméstica poderia de alguma forma ter evitado o assalto?

Categoricamente sim!

Em qualquer situação, quando alguém toca a campainha de um apartamento, não é seguro abrir imediatamente. É preciso antes verificar quem deseja entrar. Para tanto, aconselho instalar um simples olho mágico na porta para que o morador ou empregado possa fazer análise visual de quem deseja adentrar.

No caso em tela, se a doméstica tivesse à sua disposição esse simples equipamento de segurança, poderia ter reparado que a criança não era o enteado do patrão e sim um desconhecido. Ela ainda iria perceber que o tal menino estava acompanhado de jovem desconhecido, maior de idade, o que teria gerado ainda mais a suspeita.

Nesses casos, a recomendação é jamais abrir a porta para conversar com os interlocutores e sim interfonar imediatamente para o porteiro e zelador para expor o problema, pois a probabilidade de assalto é grande.

Moradores atentos com a segurança familiar instalam vídeo porteiro, para que através de monitor acoplado junto à parede interna do apartamento possam ver com mais clareza e nitidez quem está desejando entrar.

Mesmo no caso de visita ou prestador de serviço anunciado pela portaria, respeitado todo o processo de triagem, não deve o morador abrir a porta imediatamente ao soar a campainha. Primeiramente, deve ver através do olho mágico ou vídeo porteiro se realmente são as pessoas que está aguardando. Se porventura perceber que existe uma ou mais pessoas acompanhando a visita e que não foram anunciadas pelo porteiro, não abrir a porta é o recomendável.

A estratégia é permanecer em silêncio para que os tais convidados indesejados retornem à portaria.

Outro ponto que desejo observar, é que muitos moradores de condomínios não trancam a porta do apartamento, o que considero extremamente inseguro. Porta residencial deve permanecer fechada e trancada à sete chaves.

Portanto, converse com seus familiares e empregados sobre a importância dessas medidas de segurança, que mesmo simples, podem evitar crimes em seu apartamento.

JORGE LORDELLO


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Quem não conhece a fundo os crimes praticados em condomínios residenciais, acredita que somente são praticados por marginais desconhecidos, que invadiram o prédio de forma violenta ou sorrateira, como a transposição de muro ou gradil, mas isso não é verdade. Muitos delitos violentos, principalmente os que...

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Quem não conhece a fundo os crimes praticados em condomínios residenciais, acredita que somente são praticados por marginais desconhecidos, que invadiram o prédio de forma violenta ou sorrateira, como a transposição de muro ou gradil, mas isso não é verdade.

Muitos delitos violentos, principalmente os que originaram morte, foram praticados por pessoas que tiveram autorização expressa do morador ou empregado doméstico para entrar no condomínio.

Vou listar algumas modalidades de homicídios praticados dentro de apartamentos, que bem exemplificam o que eu disse acima, e que já foram noticiadas pelos veículos de comunicação:

  • Morte de morador(a) que levou para seu apartamento garoto(a) de programa;
  • Crime passional: assassinato em razão de briga, discussão e ciúmes;
  • Em razão de uso exagerado de álcool ou drogas, visitante mata aquele(a) que o autorizou a entrar;
  • Ocorrência de overdose de substância entorpecente na qual o visitante não socorre o morador que passa mal; prefere fugir do edifício;
  • Em razão de anúncio pela internet, morador recebe comprador de algo que deseja vender, mas na verdade trata-se de bandido que promoverá assalto. Em alguns casos, ocorreram mortes em razão da resistência das vítimas.

Não podemos esquecer de prestadores de serviço ou até mesmo entregadores que aproveitam da ocasião para subtrair carteira, celular, relógio ou etc. do apartamento do morador, sem que esse perceba no momento.

Tendo em vista os problemas expostos, gostaria de ofertar duas orientações sobre segurança condominial:

1) É de suma importância cadastrar qualquer pessoa autorizada a subir aos apartamentos, mesmo visitantes ou parentes. A portaria deve solicitar RG ou CNH do visitante para cadastro de nome completo e número de Cédula de Identidade. Em seguida, deve o porteiro tirar fotografia e anotar o horário de entrada, apartamento que irá e nome do morador ou empregado doméstico que autorizou. Na saída deverá anotar horário que deixou o edifício. A solicitação de documento só ocorre na primeira visita; nas demais, o porteiro solicitará apenas o número do RG para confrontar a foto anexada eletronicamente no sistema. Com isso, todas as visitas ficam registradas no sistema, com data e horário de entrada e saída.

2) Antes do visitante deixar o condomínio, deve o porteiro interfonar para saber do morador se pode liberar a saída. Esse tipo de medida de segurança é bastante usada em motéis, com intuito de inibir a prática de crimes no estabelecimento. O cliente jamais é liberado antes de o funcionário ligar para o quarto e conversar com o hóspede que ainda permanece por lá. Se eventualmente o interfone não for atendido, levanta-se suspeita que algo temeroso possa ter acontecido e, consequentemente, o portão não é aberto até que a situação seja resolvida. Portanto, tenho indicado em minhas palestras para síndicos e moradores que adotem essa estratégia de segurança. Em prédios que implantaram essa norma, acontece outro fator útil e interessante: muitas vezes, os moradores, ao serem consultados sobre a liberação de visitantes, informam que a pessoa esqueceu alguma coisa e precisa subir para retirar ou que está levando algo que pegou por “engano”.

Posso garantir que vários prédios em São Paulo estão usando essa estratégia com bons resultados.

JORGE LORDELLO


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“ Peço mil desculpas pelo atraso ”. Quantas vezes você já ouviu essa frase? Acredito que muitas. E como você se sentiu sendo pontual e os outros chegando fora do horário combinado? Para piorar a situação, só as desculpas esfarrapadas do atrasado, que, normalmente, joga a...

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“ Peço mil desculpas pelo atraso ”.

Quantas vezes você já ouviu essa frase?

Acredito que muitas.

E como você se sentiu sendo pontual e os outros chegando fora do horário combinado?

Para piorar a situação, só as desculpas esfarrapadas do atrasado, que, normalmente, joga a culpa no tal do “imprevisto”.

“ O trânsito estava muito ruim, realmente fora do normal ”. “Essa chuva me pegou mesmo de surpresa”. “ Fiquei enroscado com um cliente e por isso não teve jeito de chegar no horário ”. “ Você acredita que o pneu do carro furou? ”.

O leitor já deve ter visto aluno chorando ao ser barrado na entrada do colégio em dia de vestibular ou concurso público, por ter chegado 1 minuto após o horário estipulado no edital. É uma choradeira danada; as lamúrias são muitas e as críticas contra quem fechou o portão também.  A única “desculpa”, na minha opinião, para o atrasado, é a falta de programação.

Tenho uma dica simples para quem deseja sempre chegar minutos antes do compromisso agendado:

“ Saia mais cedo ”.

Atualmente, com os aplicativos de trânsito, é possível calcular aproximadamente quanto tempo se leva de um lugar ao outro, o que permite programar o horário de sair para chegar no horário combinado. Ser pontual, além de ser uma questão de educação, também é característica de gente profissional. É de suma importância chegar nos compromissos pelo menos 20 minutos antes do agendado. Assim se evita o estresse e se tem tempo suficiente para organizar as ideias e estratégias para a reunião; ir ao toalete e arrumar o visual, degustar cafezinho sem pressa e preparar todo o material que irá expor.

Um provérbio inglês antigo diz que “a pontualidade é a cortesia dos Reis e a obrigação dos educados”. Infelizmente, no Brasil a pontualidade é uma virtude de poucos. Entendo que o atraso proposital da noiva no dia do casamento não é um ato elegante para com os convidados que chegaram no horário apontado no convite.

                                                                                                         JORGE LORDELLO


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Presidentes de clubes de futebol que se perpetuam no cargo, normalmente, ficam com a imagem manchada. Já os chefes de governo que manipulam as leis para continuar governando, são tidos como ditadores. Em geral, a sociedade não vê com bons olhos que administradores permaneçam por muito tempo...

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Presidentes de clubes de futebol que se perpetuam no cargo, normalmente, ficam com a imagem manchada.

Já os chefes de governo que manipulam as leis para continuar governando, são tidos como ditadores.

Em geral, a sociedade não vê com bons olhos que administradores permaneçam por muito tempo na mesma função; isso por inúmeras razões. Grandes empresas não familiares, com administração profissionalizada, determinam em seus estatutos o limite de tempo ou de idade para o Presidente exercer o cargo executivo. Findo o período, mesmo que tenha realizado excepcional trabalho, será substituído. Esse revezamento costuma trazer ideias novas, energia revigorada e mudanças fundamentais que geram mais progresso e lucratividade.

Resolvi fazer essa introdução para tecer comparação com prédios antigos, geralmente com mais de 30 anos de construção, onde é bastante comum encontrarmos síndicos com mais de 10 ou 15 anos de mandatos consecutivos.

Será que é salutar para o condomínio?

Temos que entender que a tarefa de ser síndico dedicado é árdua e geralmente é difícil encontrar moradores interessados em concorrer ao cargo. Quando isso acontece, é terreno fértil e ideal para a perpetuação no poder por quem assumir. Chega um ponto que ninguém consegue vislumbrar outra pessoa na função e nem se arrisca a disputar eleição com o síndico em exercício.

Conheci uma síndica que permaneceu no cargo por quase 40 anos, e somente largou a administração quando adoeceu e não podia mais deixar a cama.

O que pode acontecer com aquele que se perpetua como síndico:

  • Comodismo
  • Autoritarismo
  • Monopólio das decisões, ou seja, acha que já sabe e faz tudo certo e que opinião diversa da sua é bobagem e não deve ser considerada
  • Não gosta de ser contrariado
  • Supervaloriza o que fez e minimiza o que deixou de fazer ou simplesmente não admite eventuais omissões ou falhas
  • Não está aberto à modernidade, acredita que a metodologia usada até então, apesar de antiga, funciona muito bem e portanto não precisa ser alterada ou substituída
  • Dificilmente aceita tecnologias, processos de informatização, controles biométricos, softwares de gestão e etc.
  • Desgaste com alguns moradores
  • Relutância na troca de funcionários do prédio e fornecedores

O velho jargão popular diz que “ sangue novo, vida nova ”.

E não me refiro à questão de idade do administrador e sim sobre a necessidade de troca de comando visando oxigenar ideias e ações.

Portanto, aconselho que condomínios alterem os respectivos estatutos, estipulando prazo máximo de mandato de síndico para 2 ou no máximo 3 anos, modelando com o que já é feito em empresas, que há muito entendem a troca de comando para alguns cargos como essencial.

JORGE LORDELLO


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Recentemente, participei de evento sobre segurança e fraudes na área comercial. Um dos temas debatidos foi a questão de atrasos e faltas de funcionários, o que gera uma série de contratempos e prejuízos aos empresários. As justificativas mais utilizadas são as seguintes: Doença do funcionário ou parente...

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Recentemente, participei de evento sobre segurança e fraudes na área comercial. Um dos temas debatidos foi a questão de atrasos e faltas de funcionários, o que gera uma série de contratempos e prejuízos aos empresários.

As justificativas mais utilizadas são as seguintes:

  • Doença do funcionário ou parente próximo
  • Morte de ente querido

Pesquisas apontam que se o empregador fizer investigação aprofundada sobre o real motivo da falta ou do atraso, apurará que boa parte das justificativas apresentadas são mentirosas, fraudulentas ou até criminosas. Diversos casos foram parar em plantão policial devido a dúvidas sobre autenticidade de atestados de óbitos ou de dispensa médica.

Discutimos também outra modalidade que vem sendo utilizada, onde o funcionário utiliza, de forma ilícita, a polícia para convencer o empregador do atraso ou falta no serviço.

Vamos a um caso concreto que aconteceu em uma loja de departamentos na Zona Norte de São Paulo:

O colaborador chegou com 4 horas atraso e foi diretamente conversar com o encarregado; deu a seguinte explicação:

“ Você não sabe o que me aconteceu! Estava vindo trabalhar com meu carro quando fui abordado num farol por motoqueiros que roubaram todos os meus pertences ”.

Em seguida à narrativa, mostrou boletim de ocorrência que registrara na delegacia, demonstrando que seu atraso era plenamente justificado. O superior hierárquico solicitou que se trocasse e assumisse seu posto, pois o movimento de clientes era grande. Mais tarde, antes de fechar a loja, o gerente tomou ciência do ocorrido e resolveu ler com mais acuidade o teor do BO. Ele achou estranho os bandidos terem roubado uma mochila com roupas, o celular e a quantia de R$ 120,00 em dinheiro. Ao conversar com o colaborador, o gerente comentou:

“ Olha, você esqueceu de mencionar na ocorrência policial a subtração de seus documentos, principalmente a carteira nacional de habilitação. Como você dirige carro da empresa, não poderá conduzi-lo enquanto não tirar a segunda via ”.

A vítima deu a seguinte explicação:

“ Chefe, por sorte não levaram minha CNH, pois a deixo no quebra sol do automóvel ”.

O gerente replicou:

“ Engraçado não levarem seu carro e documentos pessoais ”.

A resposta causou estranheza:

“ Os bandidos queriam apenas dinheiro e smartphone ”.

Não convencido da versão narrada, o gerente resolveu, no dia seguinte, ir ao local exato do assalto. Ao redor, encontrou várias lojas e até um ponto de táxi. Conversou com algumas pessoas mas nenhuma delas ficara sabendo de roubo na manhã do dia anterior. Em dado momento, reparou que uma câmera de uma loja de armarinhos estava direcionada para o local do roubo. Ao ter acesso às imagens, verificou que o carro do funcionário realmente havia passado por ali, mas que não parara no farol.

O homem ficou com a pulga atrás da orelha e passou a prestar mais atenção no colaborador, que dizia ter sido vítima de assalto.

Cinco dias depois, notou que ele já estava usando smartphone. Pediu ao encarregado que verificasse se o aparelho era diferente do modelo que teria sido subtraído. Para surpresa de todos, o encarregado conseguiu levantar que o tal funcionário estava portando o mesmo celular que dissera ter sido subtraído, sendo que apenas havia trocado a capinha de borracha. A certeza que tratava-se do mesmo equipamento é que o dano no vidro do celular era idêntico.

Após ser convocado para conversar no setor de Recursos Humanos e saber dos levantamentos feitos e também da possibilidade dos fatos serem apresentados à mesma delegacia onde ele registrara o BO, disse apenas:

“ Olha, eu não quero ter problemas, por isso estou pedindo demissão ”.

Para finalizar, veja o que diz a lei penal:

FALSA COMUNICAÇÃO DE CRIME – Artigo 340 do Código Penal:

“Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:”

Pena: Detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

JORGE LORDELLO

 


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Fui convidado por um síndico de um prédio de classe média alta na zona sul de São Paulo, para explanar sobre segurança na Assembleia de moradores. Diversos temas importantes seriam votados, principalmente em relação a investimentos em equipamentos físicos e eletrônicos, além da discussão sobre alterações...

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Fui convidado por um síndico de um prédio de classe média alta na zona sul de São Paulo, para explanar sobre segurança na Assembleia de moradores. Diversos temas importantes seriam votados, principalmente em relação a investimentos em equipamentos físicos e eletrônicos, além da discussão sobre alterações nas normas e procedimentos, que já estavam defasadas.

A estratégia do administrador consistia em que eu esclarecesse as eventuais dúvidas dos condôminos, auxiliando, assim, na decisão de cada um na hora de votar.

O salão de festas do prédio estava lotado. Preparei apresentação em power point para ser exibida em data show.

Antes do início, o síndico indagou quem se habilitaria a participar da mesa diretiva como Presidente. Após alguns segundos, um morador, aparentando 35 anos de idade, levantou a mão e se colocou à disposição.

O primeiro ato do Presidente foi ler a ata e em seguida passou a palavra para mim.

Inicialmente, mostrei o modus operandi dos marginais nos últimos dois anos na modalidade arrastão. Em seguida, exibi vídeos mostrando como diversos prédios foram invadidos devido ao despreparo não só dos funcionários da portaria, como também de moradores que gostam mais de comodidade que de segurança. Os participantes ficaram impressionados com as imagens e se mostraram preocupados.

Passei a dar todas explicações sobre os equipamentos existentes que auxiliam, e muito, o trabalho dos porteiros. O tema normas e procedimentos, como é natural sempre que se toca nesse assunto, provocou alguma controvérsia. Sempre tem morador, por exemplo, que não admite que seu visitante passe por cadastro na portaria pois acha desnecessário e inoportuno. Outros entendem que todas as pessoas que adentram ao prédio devem, inicialmente, ser autorizadas pelo condômino e em seguida cadastradas pelo funcionário da guarita em software específico de controle de acesso.

Em geral, de 3 a 5 temas geram conflitos em reuniões de moradores; e isso é natural.

A experiência que tenho em participar de Assembleias, é que esses debates são geralmente mal conduzidos. Geram discussões acaloradas e o foco do evento se perde.

O intuito deste artigo é narrar a postura do Presidente da Assembleia citada acima, que agiu com grande habilidade frente as controvérsias e pontos polêmicos surgidos na reunião.

Prestei bastante atenção, fiz anotações e passo a descrever sua atuação, que deve seguir como exemplo:

  • Antes de iniciar a Assembleia, o Presidente conversou rapidamente com o síndico e foi estipulado tempo para cada fase da reunião. Para minha apresentação ficou estabelecido 1h15, com possibilidade de se estender por mais 15 minutos, no máximo.
  • Os moradores poderiam esclarecer dúvidas comigo e expor suas opiniões de forma breve e concisa.
  • Após o término da palestra e debates, o Presidente começaria o processo de votação entre os presentes para cada item específico, sem possibilidade de opiniões.
  • Outro ponto que ele deixou bem claro, é que temas fora da pauta não seriam discutidos em hipótese alguma, isso para não tirar o foco nas decisões importantes que precisavam ser tomadas.
  • Conclusão: antes do início da Assembleia, o Presidente deixou bem claro as regras estabelecidas para a condução dos trabalhos.
  • Quando surgiu a primeira polêmica, o Presidente reforçou que os comentários de cada morador deveriam ser sintetizados, estipulou tempo de no máximo 2 minutos para exposição de cada posicionamento. Depois que os interessados se expressavam, o Presidente não permitia réplica; dava aquela discussão como encerrada, pois havia necessidade de se prosseguir com os demais temas. O Presidente determinou que só ao final de minha explanação todos os temas seriam colocados em votação e que a maioria seria soberana.

Com essa estratégia de condução, a Assembleia ocorreu sem bate-boca e brigas; foi exemplar.

A reunião foi rápida, ou seja, no tempo previsto. Não foi cansativa para ninguém. As votações ocorreram em clima saudável e a maioria saiu bastante satisfeita.

Portanto, fica a dica, é preciso agir em Assembleia de Condomínios com profissionalismo, deixando o formato caseiro de lado. Indico que o síndico verifique antes do início da Assembleia o morador presente que mais se adeque à função de Presidente e que o convença a auxiliar nos trabalhos. Ambos devem traçar estratégia antes de começar a reunião, para que haja harmonia de ação entre eles.

Com esse formato, posso garantir que sua Assembleia vai ser um sucesso, com bons resultados e menos estresse.

JORGE LORDELLO


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Em uma palestra que ministrei no Secovi/SP, em 2017, tratei de dois temas importantes para condomínios: 1) Como transformar sua portaria em Guarita Blindada 2) Local, Posicionamento Correto e Características para Construção de Nova Guarita com Blindagem Arquitetônica Nesse evento, mostrei aos quase 200 síndicos presentes os...

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Em uma palestra que ministrei no Secovi/SP, em 2017, tratei de dois temas importantes para condomínios:

1) Como transformar sua portaria em Guarita Blindada

2) Local, Posicionamento Correto e Características para Construção de Nova Guarita com Blindagem Arquitetônica

Nesse evento, mostrei aos quase 200 síndicos presentes os conceitos fundamentais para se ter “Guarita Segura”, capaz desestimular e/ou impedir ação criminosa na modalidade arrastão. As invasões à prédios por quadrilhas especializadas têm por base a rendição do porteiro. A partir do momento que os criminosos conseguem esse objetivo, passam a ter o comando de todos os equipamentos de segurança e das informações privilegiadas de moradores, facilitando, assim, a invasão a diversas unidades.

Portanto, o principio número 1 de segurança para edifícios é o seguinte:

“ Para o porteiro garantir a segurança dos moradores, é preciso que ele esteja devidamente protegido ”.

O funcionário de portaria é o responsável pelo controle de pessoas, veículos e mercadorias; é o colaborador que mais sabe da rotina e da vida dos moradores. Se eventualmente for rendido, será figura importante para os marginais conseguirem informações privilegiadas sobre as famílias moradoras e estabelecer modus operandi para invadir apartamentos sem fazer barulho ou alarde.

É por esse motivo que a segurança condominial começa em se criar local seguro para o trabalho dos porteiros. Nesse sentido, é preciso estabelecer uma série de dados na hora de se construir nova guarita no edifício, tais como:

  1. Estabelecer o local mais estratégico para a construção, assim como seu tamanho e posicionamento;
  2. Tamanho dos vidros blindados e definição dos caixilhos de aço balístico;
  3. Local exato para instalação de passa volumes e passa documentos;
  4. Posicionamento e tamanho dos portões para formação de clausuras independentes de pessoas;
  5. Local correto e seguro para instalação de porta blindada;
  6. Modo correto de instalação de todos os materiais balísticos para evitar trincamentos de vidros blindados;
  7. Dimensão e posicionamento de banheiro interno;
  8. Previsão de infraestrutura para instalação de câmeras de segurança na área interna e externa da nova portaria, além de equipamentos de biometria junto aos portões de acesso de pedestres;
  9. Para que o porteiro não precise acionar o ar condicionado a todo momento, criar ventilação no ambiente blindado sem a possibilidade de penetração de disparos de arma de fogo;
  10. Todos os ajustes e dimensionamento do projeto de criação deve prever ao porteiro boa visão para a rua e áreas internas e estabelecer conceito de comodidade e funcionabilidade.

Durante minha explanação sobre os itens acima, vários síndicos se pronunciaram no sentido de que, infelizmente, já tinham construído guaritas blindadas em seus prédios e que minhas explanações haviam demonstrado que muitos erros foram executados. Então, fiz uma constatação importante aos presentes:

“ Infelizmente, as faculdades de arquitetura e engenharia no Brasil não preparam os alunos para o item “segurança arquitetônica”. Dessa forma, por serem leigos no assunto segurança condominial, cometem erros ao projetar guaritas, muros, portões de acesso de pessoas e veículos e etc. Posso garantir aos senhores, que mais de 90% dos prédios lançados em São Paulo nos últimos anos possuem falhas absurdas na segurança arquitetônica, que são sentidas no dia a dia dos moradores em curto espaço de tempo após assumirem as unidades, fato que, os obriga a fazer um retrabalho, ou seja, corrigir os erros promovidos no projeto da construtora. Só posso lamentar que a maioria das construtoras não contrate profissionais da área de segurança privada para auxiliar na concepção do projeto arquitetônico, o que evitaria muitos dissabores aos futuro moradores ”.

O fato mais curioso aconteceu ao final do evento no Secovi/SP. Fui procurado por três síndicos, que fizeram as mesmas afirmações:

“ Lordello, sua palestra me deixou preocupado. O arquiteto que contratamos em nosso prédio já apresentou a planta para a nova guarita blindada que pretendemos construir. A obra irá começar semana que vem, mas de acordo com seus conceitos de segurança, o projeto que aprovamos apresenta inúmeras falhas de concepção. O que faço agora? ”

A resposta foi curta e grossa:

“ A construção de nova guarita requer acompanhamento de profissional da área de segurança privada para assessorar na elaboração de projeto, garantindo, assim, todos os conceitos de segurança. Não pode haver falhas; certos defeitos de projeto não têm como retificar posteriormente, como é o caso do posicionamento e/ou tamanho errados ”.        

“ Mas o que devo fazer então ”, replicou um dos administradores.

“ Não comece a construção; o projeto deve ser revisto. É melhor perder duas ou três semanas para as devidas correções do que ter que amargar nível de segurança insuficiente para atender as necessidades atuais “.

JORGE LORDELLO

 


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  Nova modalidade para entrar em prédios e assaltar apartamentos em São Paulo surpreendeu síndicos e moradores e foi registrada em BO na Delegacia de Polícia do bairro de Moema/SP. O crime ocorreu numa sexta feira (01.12.2017), em condomínio de classe média alta. Às 13h18,...

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Nova modalidade para entrar em prédios e assaltar apartamentos em São Paulo surpreendeu síndicos e moradores e foi registrada em BO na Delegacia de Polícia do bairro de Moema/SP.

O crime ocorreu numa sexta feira (01.12.2017), em condomínio de classe média alta. Às 13h18, uma criança aparentando cerca de 9 anos e um rapaz com mais ou menos 21 anos surgem na portaria do edifício; os dois estavam bem trajados. O garoto aciona o interfone e diz que é enteado de um morador, sendo que especificou de forma correta o número do apartamento. O porteiro ligou para a unidade e foi atendido pela empregada doméstica, que trabalha apenas há 3 meses no local. Rapidamente, a dupla consegue autorização para entrar. O dois portões da clausura de pedestres são abertos e eles seguem para o 11º andar.

Somente a doméstica estava no lar e foi facilmente dominada pelos marginais, que estariam portando uma arma de brinquedo. Às 13h50, os bandidos deixam o apartamento e entram no elevador. As imagens da câmera de segurança mostram que a criança carregava um bicho de pelúcia e uma arma de fogo (simulacro) e o comparsa uma mala de porte médio, levando pequeno cofre que estava escondido no armário da vítima, que noticiou o roubo de dinheiro, celulares, joias e relógios caros, totalizando prejuízo em torno de R$ 140 mil.

Quais as falhas na segurança do prédio invadido?

  • O edifício, provavelmente, não possui cadastro eletrônico de visitantes. Se tivesse, seria fácil para o porteiro saber se o garoto tinha ou não registro de entrada;
  • O tal enteado estava acompanhado de rapaz maior de idade, o qual em nenhum momento foi identificado na portaria, o que corrobora a suposição da inexistência do sistema de cadastro;
  • A empregada doméstica teria liberado a entrada do tal enteado, que estava acompanhado de outra pessoa, o que, provavelmente, não foi informado a ela pelo porteiro. Nesse caso, além do erro da portaria, falhou também a doméstica que não buscou contato com o patrão para saber se poderia liberar a entrada da criança, que era desconhecida dela;
  • O funcionário da guarita não desconfiou de absolutamente nada. Se for funcionário antigo do prédio, deveria ter achado estranho a chegada do tal enteado, pois era a primeira vez que o menino tentava entrar, ou seja, era um estranho ali. A suspeita deveria ter sido natural; o menino estava acompanhado de adulto, que não se identificou em nenhum momento. O porteiro, se tivesse acesso ao celular dos moradores do apartamento, que é uma medida cautelar, poderia ter tentado ligar para obter autorização ou não da entrada do menino;
  • É importante frisar, que a porta do apartamento não foi arrombada, ou seja, a empregada franqueou a entrada de duas pessoas desconhecidas e por isso foi rendida em seguida;
  • O funcionário da portaria não observou pelo monitor as imagens dos dois visitantes no elevador. A criança exibia um revolver, o que poderia tê-lo alertado de que algo estava errado. Outro detalhe que poderia ter sido observado, é que o adulto entrou no prédio com as mãos vazias e saiu carregando mala de propriedade do morador;
  • O porteiro poderia ter interfonado para a mencionada doméstica antes de liberar a saída dos suspeitos, mas não tomou essa medida pois não desconfiou de absolutamente nada;
  • Ficou claro que os marginais tinham “informação privilegiada” sobre os moradores do 11º andar do edifício de luxo e assim criaram plano para ludibriar o porteiro e obtiveram êxito de forma extremamente fácil.

Dicas do Dr Segurança

Sempre que realizo palestras em condomínios verticais residenciais, ressalto a importância de algumas estratégias para controle de acesso seguro de pessoas, tais como:

  • Empregados domésticos não devem autorizar entrada de visitantes, prestadores de serviços e entregadores. O síndico deve estabelecer regras onde somente o morador é autorizado a liberar a entrada de pessoa não cadastrada no prédio. Se o morador desejar transferir essa responsabilidade para o funcionário doméstico, deverá assinar termo específico nesse sentido;
  • Mesmo quando a liberação da entrada de estranhos puder ser feita pelos funcionários domésticos, na ausência dos patrões, devem os porteiros tentar contato via celular com os moradores sempre que suspeitarem de risco;
  • É por demais importante os porteiros terem software específico para controle eletrônico de entrada e saída de pessoas. Mesmo com a autorização dos moradores, entendo que deve o porteiro cadastrar nome e RG das pessoas estranhas ao edifício. Na verdade, o cadastramento ocorre apenas uma vez, onde o porteiro irá registrar nome completo, conferir número do RG e tirar fotografia do visitante. Em caso de retorno, o funcionário, pelo interfone, pergunta apenas o número da Cédula de Identidade. Se já existir cadastro, anota o horário e libera a entrada após autorização do morador. Com esse sistema simples e prático, o síndico tem acesso aos dados de todas as pessoas que entram e saem do condomínio;
  • Alguns prédios estabelecem que o porteiro somente irá liberar a saída de visitante, entregador ou prestador de serviço, após contato com o apartamento via interfone. No crime em tela, se essa estratégia existisse, o porteiro iria tentar falar com a empregada doméstica, a qual não iria atender o interfone pois estava trancada em um dos cômodos. O porteiro, ao perceber que o maior de idade estava carregando mala, sendo certo que havia entrado de mãos vazias, deveria, em razão de fortes indícios de crime, acionar a polícia.
  • Não é justo cobrar eficiência de porteiros, controladores de acesso e zeladores sem que eles tenham treinamento e capacitação em segurança, onde aprendem a enxergar a fumaça antes do fogo e quais medidas devem tomar de forma proativa. É obvio que funcionários de condomínios sem treinamento específico serão facilmente ludibriados até por ladrões juvenis.

CONCLUSÃO

Com tantas invasões a prédios residenciais e comerciais noticiadas semanalmente em todo Brasil, é de se lamentar que ainda muitos síndicos e administradores ajam reativamente, ou seja, somente tomem as medidas necessárias para melhorar o nível de segurança quando um problema acontece.

Lamentavelmente, têm síndicos que querem esconder o sol com a peneira e dizem:

“ Meu prédio não precisa investir em segurança pois nunca foi assaltado ”.

O leitor já notou que o fato de uma pessoa não estar doente não representa que tenha saúde impecável? Conheço muita gente que, momentaneamente, não está doente ou acamada, mas é evidente que tem saúde precária.

Não é preciso ser especialista em segurança para avaliar se o prédio que você reside ou trabalha tem bom nível de segurança ou brechas claras por onde bandidos podem penetrar a qualquer momento. Moradores que percebem fragilidades devem cobrar providências do administrador. A contratação de analista de risco é de suma importância para o edifício ter em mãos verdadeiro Raio-X dos problemas de segurança a serem corrigidos, o que permite fazer, com eficácia, planejamento para investimentos em equipamentos físicos e eletrônicos, treinamentos e palestras com funcionários e condôminos e elaboração de manual de procedimentos atualizado.

JORGE LORDELLO

 

 


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Quando vou a festas  e eventos, é comum que pessoas me abordem para falar sobre segurança, principalmente em relação a condomínios residenciais. E foi o que aconteceu recentemente! Estava no lançamento de um livro no Shopping Higienópolis, quando um senhor, que aparentava cerca de 70 anos,...

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Quando vou a festas  e eventos, é comum que pessoas me abordem para falar sobre segurança, principalmente em relação a condomínios residenciais.

E foi o que aconteceu recentemente! Estava no lançamento de um livro no Shopping Higienópolis, quando um senhor, que aparentava cerca de 70 anos, disse acompanhar meus comentários sobre criminalidade na televisão desde o fatídico caso Isabela Nardoni. Em seguida, comentou que era síndico há 17 anos de um prédio nas proximidades e que se orgulhava de o local nunca ter sofrido invasão de bandidos.

Imediatamente perguntei:

“ Mas o condomínio onde o senhor mora e administra há quase 2 décadas tem segurança confiável e efetiva? ”

A resposta foi rápida:

“ Claro que sim. Acabei de lhe dizer que meu edifício nunca sofreu assalto à mão armada ”.

Apesar de gentil, ele não gostou muito quando fiz outra colocação:

“ O fato de o prédio nunca ter sido alvo de bandidos armados não representa que seja seguro para se morar ”.

Ele insistiu que o condomínio tinha nível de segurança razoável, e eu retruquei:

“ O que o senhor entende por Segurança Razoável? ”

Me respondeu através de indagação interessante:

“ Lordello, quais os níveis de segurança que um prédio pode ter na sua opinião? ”

O papo estava ficando interessante, então, fiz a seguinte colocação:

“ Condomínios residenciais e comerciais podem ser avaliados quanto ao nível de segurança da seguinte forma:

  1. Excelente Nível de Segurança
  2. Bom Nível de Segurança
  3. Nível de Segurança Mediano
  4. Nível de Segurança Baixo
  5. )Nível de Segurança Baixíssimo

Após ofertar essa explicação, reperguntei:

O senhor que é sindico há tanto tempo desse prédio, qual nível de segurança ele se encontra?

O administrador engasgou, pensou por alguns segundos, não quis perder a pose e respondeu:

“ De acordo com sua escala, posso garantir que o nível de segurança do meu edifício é bom. Sei que tem algumas falhas, mas acredito serem poucas ”.

“ Quais são as falhas que o senhor aponta? ”

“ São apenas detalhes. Como lhe disse no início da conversa, nunca tivemos assalto ”.

A conversa estava esquentando e fiquei curioso em saber das “ pequenas ” vulnerabilidades que ele mencionou. Assim, fiz algumas perguntas para tentar avaliar, mesmo à distância, o nível de segurança do edifício do simpático síndico:

“A guarita do seu prédio é blindada? ”

“ Não “

“ Possui pelo menos passa volumes? ”

“ Não, mas tenho clausura de pedestres ”.

“ Como o porteiro libera a entrada de moradores e domésticos? ”

“ Meus funcionários são próprios e estão no prédio há mais de 10 anos, por isso conhecem todo mundo, de cabo a rabo ”.

“ A entrada da garagem possui 1 ou 2 portões? ”

“ Somente 1 portão, pois como o prédio é antigo, não tem espaço para instalar o segundo portão e formar a clausura. Essa é realmente uma deficiência ”.

“ Quem aciona o portão automático para abertura do único portão da garagem? ”

“ O morador aciona com controle remoto ”.

“ O sistema de controle remoto do seu prédio é analógico ou digital? ”

“ Lordello, não sei qual a diferença entre esses dois modelos ”.

“ Se não sabe a diferença, é porque o senhor tem o sistema antigo, que permite facilmente a clonagem ”.

“ Seu prédio possui normas e procedimentos para a área de segurança? ”

“ Claro que sim, todo edifício tem que ter normas e procedimentos ”.

“ Há quanto tempo essas normas não são revisadas ou complementadas ”.

“ Há muitos anos ”.

“ Quantos anos mais ou menos? ”

“ Faz muito tempo, por isso não me recordo ”.

“ A administração tem cadastro atualizado dos moradores, respectivos veículos e dos empregados domésticos? ”

“ Para ser honesto, os moradores não colaboram e por isso o cadastro é falho ”.

Depois dessa bateria, refiz uma pergunta inicial:

Responda com sinceridade, qual nível de segurança do seu condomínio atualmente, tendo em vista o crescente avanço da criminalidade?

Mesmo um pouco constrangido, o síndico respondeu:

“ Bem, depois da bateria de perguntas que você me fez, acho mesmo que a segurança do meu prédio é mediana ”.

Neste momento da conversa, resolvi ser mais incisivo:

“ O senhor vai me desculpar, mas de acordo com suas respostas, o nível de segurança do prédio em que mora e administra é baixíssimo ”.

O síndico não gostou do que ouviu e replicou:

“A segurança do meu prédio pode não ser a ideal, mas dizer que é baixíssima acho exagero, pois você não conhece o condomínio, poxa ”.

Peguei então meu smartphone e solicitei o endereço completo do edifício. Ele arregalou os olhos e forneceu.

Imediatamente abri o aplicativo “Maps”, inseri o endereço e em poucos segundos eu tinha à minha disposição toda a fachada do prédio. Com os dedos na tela, fui aumentando a imagem e percorri toda a extensão frontal.

Após 1 minuto analisando as imagens, ofertei o seguinte diagnóstico:

“ Eu estava certo; por vários motivos, seu prédio tem baixíssimo nível de segurança. Vou citar somente alguns: ”

  • A guarita é antiga, da época que o prédio foi criado e não sofreu nenhum ajuste ou remodelação.
  • A clausura de pedestres está ultrapassada, não tem condições de evitar entrada de bandidos.
  • Observei na imagem o porteiro fora da guarita; erro gravíssimo para a segurança do edifício.
  • Provavelmente, os porteiros são amigos dos moradores; devem fazer favores pessoais para eles, o que desvia o foco da segurança.
  • A proteção por fios no perímetro é frágil e de qualidade duvidosa. Apostaria que não está funcionando; ele confirmou que realmente está com sérios problemas de funcionamento, principalmente alarmes falsos e assim resolveu desligar o sistema.
  •  O único portão da garagem é grande, provavelmente pesado, aumentando assim o tempo de abertura e fechamento.

O síndico permaneceu em silêncio com minhas observações. Se não retrucou nenhuma delas, é porque concordou com minha análise de risco virtual.

Para finalizar, deixei a seguinte mensagem:

“ Caro síndico, não caia na armadilha de deixar para segundo plano os investimentos que precisam ser realizados para que moradores e funcionários possam ter tranquilidade para morar e trabalhar. Da mesma maneira como uma pessoa que não está doente pode não ser saudável, o fato de seu prédio nunca ter sofrido assalto à mão armada não significa que tenha bom nível de segurança. Não espere o pior acontecer para melhorar a segurança do edifício ”.

O síndico agradeceu o bate-papo e prometeu que iria repensar toda a segurança do edifício que administra por quase 2 décadas.

Ficou claro para mim que era pessoa com pensamento reativo, ou seja, que toma atitudes depois de acontecer algum problema. Síndicos devem ser proativos, ou seja, agir antes que o sinistro aconteça, minimizando, assim, a possibilidade de riscos.

JORGE LORDELLO


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e...

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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e a fotografia divulgada é do local dos fatos. Fui a fundo nessa história e descobri que a causa do incêndio ainda é desconhecida pelos moradores do edifício e também pelos profissionais do Corpo de Bombeiros.

Conversei com diversos especialistas para saber se deixar carregador de celular eternamente na tomada é perigoso. As respostas foram inequívocas e unânimes: sim, é possível; e se estiver próximo de material inflamável poderá gerar incêndio de grandes proporções.

Portanto, essa prática não é recomendada. Carregadores de celulares funcionam como transformadores de energia, fazendo com que a corrente seja diminuída ao passar da tomada para o aparelho, ou seja, os 127 volts da tomada se tornam 5 volts para o celular. Qualquer falha que ocorra pode fazer com que o carregador transfira diretamente a corrente maior, causando choque ou superaquecimento do carregador; e também do celular, se estiver plugado.

Esse problema pode ocorrer por diversas razões, tais como:

1) Problema na rede elétrica da local

2) Sobrecarga de energia

3) Uso excessivo de benjamim, que é o acessório multiplicador de tomadas. Cada equipamento a mais ligado àquele ponto, onde apenas um era esperado, sobrecarregará a tomada e os fios, podendo, assim, superaquecer

4) Carregador não original e de fabricação duvidosa. Carregadores alternativos, vendidos normalmente em faróis, são bem mais baratos que os originais, mas será que vale a pena essa economia? O fato que merece atenção, é que alguns desses produtos não seguem as normas de segurança e padrões técnicos do Brasil, podendo gerar incompatibilidade com a rede elétrica brasileira e o consequente risco de acidente.


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Eike Batista se entregou à Polícia Federal no Rio de Janeiro e ingressou no sistema penitenciário. A foto que tomou conta dos noticiários trazia o ex-bilionário com a cabeça rapada. Jornal carioca afirmou que Eike “não vai mais precisar cuidar do milionário implante capilar realizado em 2010”. Na...

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Eike Batista se entregou à Polícia Federal no Rio de Janeiro e ingressou no sistema penitenciário. A foto que tomou conta dos noticiários trazia o ex-bilionário com a cabeça rapada. Jornal carioca afirmou que Eike “não vai mais precisar cuidar do milionário implante capilar realizado em 2010”.

Na verdade, trata-se de regra interna na maioria dos presídios brasileiros.

As Secretarias Estaduais de Administração Penitenciárias baixam portarias estabelecendo normas e regras de comportamentos dos detentos. É importante lembrar que todos os investigados pela Operação Lava Jato que foram presos tiveram também os cabelos cortados, mas é claro que a repercussão no caso de Eike foi bem maior pois trata-se de brasileiro que já esteve entre os 10 homens mais ricos do mundo.

Antes venerado pela habilidade empresarial, agora é escrachado em razão das acusações de corrupção.

Defensorias públicas de diversos Estados já tentaram reverter essa normatização. Alegam ferir o respeito e a dignidade humana. A advogada Nara Borgo, que já integrou a Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, disse, recentemente, em entrevista, que:

“A escolha do corte de cabelo é uma da poucas formas de o preso manter sua individualidade. É algo pessoal, não há necessidade de intervenção. A alegação de que é uma questão da higiene não é verdadeira porque senão teriam que agir da mesma forma com as mulheres”.

No sistema carcerário brasileiro, o corte de cabelo de homens é antigo e tem como justificativa a higienização, principalmente para impedir a proliferação de pragas, a manutenção de padronização e disciplina para todos os detentos.

As regras são estas:

-Cortar cabelo utilizando-se como padrão o pente número 2 da máquina de corte

-Rapar a barba

-Aparar bigode

-Mulheres com cabelos compridos devem mantê-los presos

Muitos entendem como correta a alegação sanitária para cortar cabelo e barba dos homens detidos, mesmo que provisoriamente. Outros acham que é ritual de humilhação e sede de vingança contra aqueles acusados de crimes.

Qual a sua opinião?

No candomblé, rapar a cabeça é um momento de purificação e modo de fazer a pessoa renascer, se preparando para receber sua divindade. Tirar o cabelo, para o iniciado, significará cortar todos os elos, retroceder à infância, época em que a pureza e a inocência estão presentes, sem existir vaidade e soberba; apenas humildade.

Na Bíblia Sagrada encontramos em Jó 1:21-22 a seguinte passagem:

“Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor”.

O entendimento da leitura desse pensamento é que despir-se de roupas é um símbolo. Rapar a cabeça é reconhecer a autoridade de alguém, respeitando-a e se sujeitando a ela.

A prática de rapar a cabeça, como retaliação, começou na Idade Média, quando mulheres acusadas de adultério eram desnudadas e tinham o símbolo de sua beleza, os cabelos raspados.

A cabeleira de Sansão era, segundo um costume israelita, símbolo da consagração. Conservar a cabeleira, portanto, vinha a ser em Sansão sinal de amor e devoção a Javé. Ele tinha um voto que não poderia tomar bebida forte, tocar em nada impuro e nem rapar a cabeça.

Sansão era muito forte, chegou  até mesmo a matar um leão. Ele foi juiz do povo hebreu por 20 anos, que era inimigo dos filisteus.  Mas Sansão era desobediente e acabou se casando com Dalila, que era filisteia.

Certo dia, ele ingeriu bebida forte e assim quebrou uma das normas. Assim Dalila cortou seus cabelos e por isso os filisteus prenderam Sansão, furaram seus olhos e ele virou motivo de chacota.

Diante de tanta humilhação, Sansão reconheceu seu erro e orou a Deus que restituísse sua força para derrotar os filisteus, ainda que para isso ele viesse a morrer.

E assim aconteceu, mesmo cego e prisioneiro dos filisteus, Sansão recuperou sua força e derrubou os pilares do templo onde eles  estavam, inclusive Dalila, matando mais filisteus em sua morte que em sua vida.

Portanto, o corte da cabelereira de Sansão tirou-lhe a força e a arrogância, mas fez brotar em seu coração a humildade, que o fez ressurgir com muito mais sabedoria e força. Quem dera os culpados pelos desvios de dinheiro no Brasil, que tiveram seus cabelos raspados ao adentrar em prisões, tenham, no recanto de cela pequena e desconfortável, o reconhecimento dos erros cometidos e o comprometimento de quando deixarem o cárcere serem pessoas melhores e honestas.


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O pintor Pablo Picasso disse, certa vez, que “a arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”. A mentira protagonizada pelo nadador americano Ryan Lochte mostrou a verdade sobre seu caráter duvidoso. O rapaz não é um nadador qualquer! É o oitavo atleta olímpico...

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O pintor Pablo Picasso disse, certa vez, que “a arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”.

A mentira protagonizada pelo nadador americano Ryan Lochte mostrou a verdade sobre seu caráter duvidoso.

O rapaz não é um nadador qualquer! É o oitavo atleta olímpico com mais medalhas nos jogos, totalizando 12, sendo 6 de ouro. Por isso toda essa repercussão.

Fiquei surpreso ao ver nas manchetes dos principais sites brasileiros e do mundo a narrativa do assalto que teriam sofrido 4 nadadores olímpicos americanos na madrugada do dia 14.08.2016.

Imediatamente, mostrei, nas redes sociais, minha decepção com a segurança pública da cidade maravilhosa. A notícia se espalhou rapidamente pelos quatro cantos do planeta e mais uma vez o Brasil foi vitimado por severas críticas e brincadeiras de mal gosto. Esse tipo de repercussão negativa traz prejuízos ao nosso país, que precisa mais do que nunca da visita de turistas e dos investimentos de empresários estrangeiros. A notícia do assalto aos 4 medalhistas de ouro quase apaga a chama da pira e tira o brilho da competição internacional.

A polícia civil carioca precisava dar resposta rápida à opinião pública, que clamava pelo esclarecimento desse crime como forma de amenizar os efeitos danosos à imagem do Rio de Janeiro.

Ryan Lochte foi ouvido na delegacia de atendimento a turistas. Nos dias seguintes alardeou o ocorrido a vários veículos de comunicação, com a consequente repercussão internacional. Falou mais sobre o assalto, do que das medalhas conquistadas em inúmeras entrevistas a jornalistas de todo o mundo. Chegou a simular com as mãos o local exato em sua cabeça onde o tal bandido teria apontado arma de fogo.

O problema é que dúvidas começaram a surgir assim que o campeão olímpico passou a fornecer versões diferentes sobre o crime. O antigo jargão popular que diz que “a mentira tem perna curta” começou a se fazer presente em razão de os jornalistas desejarem mais detalhes do delito. Dessa forma, para sustentar a mentira inicial, o nadador Lochte teve que criar outras inverdades.

Três dias depois do crime, Ryan Lochte deixou o Brasil. Ao chegar nos EUA, desabafou:

“Estou sendo tratado como suspeito e não como vítima no Brasil”.

Perante a imprensa americana, ele continuou a narrar como havia sido abordado por assaltantes no RJ, mas cada vez se tornava mais claro suas contradições.

Indignado, Steve Lotche, pai do nadador, desabafou em entrevista à agencia de notícias americana Associated Press, ofertando a seguinte declaração:

“Estou feliz porque ele está a salvo. Foi uma experiência desafortunada para ele e os outros três. Não sei por que tanta controvérsia. Simplesmente eles foram tirados do táxi e assaltados. A principal coisa é que ele tem muita sorte de estar em segurança; tudo o que levaram foi o dinheiro e a carteira”, disse Steve Lotche, por telefone.

 O jornal “The New York Times” tomou as dores de seu herói olímpico e publicou artigo criticando a polícia civil carioca:

A ideia que atletas tão destacados poderiam ser roubados por policiais durante a Olimpíada causou um enorme constrangimento ao Brasil, enfatizando preocupações sobre abrigar os Jogos em uma cidade infestada pelo crime como o Rio”, afirma o jornal… Mas questionamentos sobre os depoimentos dos americanos à polícia transformaram esse constrangimento em raiva, com muitos brasileiros especulando se os atletas mentiram sobre o episódio e prejudicaram a reputação de seu país.”

A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), começou então a apurar se poderia ter havido falsa comunicação de crime por parte dos nadadores. Solicitou à justiça que os quatro atletas fossem proibidos de deixar o Brasil. O protagonista do imbróglio, Bryan Lochte, o mais rápido entre eles nas águas, mostrou também ser o mais malandro, pois já havia deixado o país sorrateiramente. Provavelmente já estava prevendo que o caldo estava engrossando para ele e portanto, resolveu sair de cena.

Gunnar Bentz e Jack Conger foram retirados do avião pela polícia e levados para a delegacia. Orientados por advogado, resolveram permanecer em silêncio; procedendo assim, assinaram o atestado de culpa.

O quarta nadador, James Feigen, provavelmente percebeu o problema e se “acovardou”; não apareceu na hora do embarque no aeroporto e sumiu temporariamente.

Mesmo com todas as controvérias e contradições levantadas pela polícia fluminense até aquele momento, a imprensa americana continuou a defender seus heróis medalhistas e a tecer críticas ao Brasil.

O jornal “USA Today” fez a seguinte publicação:

“A coisa mais inteligente que Ryan Lochte foi sair da cidade”, escreve a colunista do jornal Nancy Armour. “Claro, ficar no país é uma ótima ideia. Após envergonharem a polícia, que não é conhecida exatamente pelo seu comedimento ou veracidade. E o COI (Comitê Olímpico Internacional), que ainda está ressentido da “falta de comunicação” com o Comitê Olímpico dos EUA e não deve ajudar os nadadores que causaram essa confusão… Se um roubo aconteceu de fato, Lochte, Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger são as vítimas”, afirma. “Ainda assim, estão sendo tratados como se tivessem ficado de pé no topo do Cristo Redentor e mostrado o dedo do meio para o Brasil inteiro.”

No dia 18.08.2016, os Delegados de Polícia exibem à imprensa imagens das câmeras de segurança do posto onde teria ocorrido o suposto crime. E a verdade aparece no monitor.

Não havia mais lugar para dúvidas e mentiras.

 

O Chefe da Polícia Civil/RJ, Delegado Veloso, em coletiva à imprensa, após provar as mentiras dos medalhistas, principalmente de Lotche, e mostrar o que realmente tinha acontecido no Posto de gasolina, comentou:

“Seria nobre e digno por parte deles pedir desculpas aos cariocas, que viram o nome da sua cidade manchado por uma versão fantasiosa”, apelou o delegado Veloso.

Somente no dia seguinte, após se certificar que seus colegas de piscina já haviam contado toda a verdade à polícia, o medalhista Lochte resolveu se explicar. Mas ele não teve coragem de procurar a imprensa americana e ser inquirido pelos jornalistas. Achou caminho mais fácil e menos comprometedor; preferiu ofertar nova versão através do Twitter:

 

PEDIDO ESFARRAPADO DE DESCULPAS, MAS LONGE DE UMA CONFISSÃO

 

“Quero pedir desculpas pelo meu comportamento na semana passada – por não ter sido mais cuidadoso e sincero na forma como eu descrevi os eventos daquela manhã e por meu papel em tirar o foco de vários atletas [que estão] realizando seus sonhos em participar da Olimpíada”.

Observe, caro leitor, que nesse primeiro parágrafo o nadador não diz praticamente nada. É como se tivesse apenas cometido um singelo deslize. Ele continua suas explicações:

“Eu esperei para dividir esses pensamentos até que houvesse uma confirmação de que a situação legal tinha sido resolvida e que estivesse claro que meus colegas de equipe chegariam em casa de forma segura.”

 

O PINÓQUIO AMERICANO

Novamente mentiu o pinóquio americano, pois se estivesse preocupado com seus colegas que tinham ficado retidos no Brasil, não teria fugido, às pressas, e aceitado dar tantas entrevistas à mídia de seu país, criticando a polícia carioca e mantendo a versão do famigerado assalto.

“É traumático estar na rua tarde da noite com seus amigos num país estrangeiro – com a barreira da língua – e ter um estranho apontando uma arma para você e exigindo dinheiro para deixá-lo ir embora. Mas independentemente do comportamento de qualquer um naquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável com meu comportamento e por isso eu peço desculpas para meus colegas de equipe, meus fãs, meus colegas competidores, meus patrocinadores e os anfitriões desse grande evento. Estou muito orgulhoso de representar meu país na Olimpíada e essa foi uma situação que poderia ter sido evitada. Eu assumo responsabilidade por meu papel nesse acontecimento e aprendi algumas lições valiosas.

Observe que o mentiroso americano não teve a hombridade de citar a polícia civil carioca, pois, na verdade, foi ela que tirou sua máscara de bom moço, escancarando sua falha de caráter.

Ryan Lotche em nenhum momento aponta no tal pedido de desculpas pelo Twitteros atos cometidos no posto de gasolina. Omite que estava embriagado, que danificou patrimônio alheio, promoveu algazarra, que desejava ir embora sem pagar os prejuízos e que estava rodeado de mulheres, que a polícia fluminense busca localizar, para saber maiores detalhes do ocorrido. Na minha forma de interpretar, ele insere a culpa ou transfere o problema ao vigilante armado do estabelecimento, que agiu de forma legal.

“Sou grato aos meus colegas da equipe de natação dos Estados Unidos e ao Comitê Olímpico dos Estados unidos, e reconheço todos os esforços do Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Anfitrião da Rio’16 e às pessoas do Brasil que nos receberam no Rio e trabalharam tão duro para ter certeza que essa Olimpíada oferecesse uma vida de grandes novas memórias.

Muito já foi dito e muitos recursos valiosos já foram dedicados ao que aconteceu na semana passada, então eu espero que usemos nosso tempo celebrando as grandes histórias e performances destes jogos e espero celebrar sucessos futuros”.

O final de seu pronunciamento nas redes sociais foi patético e, provavelmente, escrito por assessor de imprensa. Entendo que o Pinóquio americano não teve hombridade de ofertar sincero pedido de desculpas nem se mostrou arrependido de seus atos, cuja repercussão da notícia maculou a imagem do Brasil, notadamente a cidade do Rio de Janeiro, que organizou os jogos olímpicos de maneira eficiente e que agradou a grande maioria dos turistas estrangeiros, sendo que 83 % deles disseram em pesquisa que pretendem voltar em breve ao Brasil para passear e curtir nossas belezas naturais.

MAS POR QUE LOTCHE RESOLVEU INVENTAR A MENTIRA DO ASSALTO?

O QUE ELE QUERIA ESCONDER?

RADIOGRAFIA DOS FATOS

Data: 14.08.2016  – Madrugada de domingo

Ryan Lochte havia ganhado medalha de ouro olímpica, e é claro, queria comemorar o feito. Ele ficou sabendo de festa badalada que ocorreria na Casa de França, e assim, dirigiu-se ao local com seus amigos nadadores Gunnar Bentz, Jack Conger, e Jimmy Feigen. Eles chegaram por volta das duas horas da madrugada do domingo e ingeriram muita bebida alcoólica e se engraçaram com algumas mulheres.

Lochte tem um relacionamento desde março com a modelo Kayla Rae. Muitos acreditam que esse seja o fato que explica a falsa comunicação de crime por parte do nadador.

Por volta das 6 da madrugada, e não às 4h, como informaram à polícia, os atletas deixaram a festa e entraram num taxi. Durante o percurso de quase 40 Km até a Vila dos Atletas, os nadadores solicitaram ao taxista que parasse num posto de gasolina para irem ao banheiro. Um dos atletas teria urinado na rua. Lochte era o mais alterado e exaltado.

No fundo do estabelecimento entraram no banheiro e danificaram a porta, saboneteira e quebraram espelhos.

Em razão dos danos materiais, seguranças armados do posto de gasolina solicitaram aos americanos que pagassem pelos estragos, mas, intempestivamente, todos entraram no taxi para seguir viagem, sem acertar os prejuízos. Um dos vigilantes pediu ao motorista que não retirasse o carro do local, no que foi atendido prontamente. Em seguida, os americanos resolveram pagar pelos prejuízos provocados e foram liberados. Pelo menos um dos seguranças mostrou sua arma para obrigá-los a ficar quietos e não deixarem o local. Por volta das 7h os atletas enfim chegaram a seus aposentos. Antes de dormir, Lochte teria ligado para sua genitora nos EUA e contado que ladrões tinham colocado uma arma em sua cabeça e subtraído 400 dólares. Curiosamente, os tais bandidos cariocas não roubaram as credenciais olímpicas, celulares e documentos das 4 vítimas americanas.

A mãe do atleta teria entrado em pânico e narrado o caso a jornalistas locais na segunda feira, pois estava preocupada com a integridade do filho no Brasil.

Mas qual o motivo que levou Lotche a inventar essa mirabolante farsa?

Com o anúncio do roubo, talvez ele quisesse despistar a farra na madrugada e evitar que a namorada se aborrecesse e até mesmo terminasse o relacionamento. Em redes sociais, também foi dito que Lotche quis chamar atenção e colocar seu nome em evidência. De qualquer forma, somente o Pinóquio americano será capaz de desvendar esse mistério

PREJUIZOS SOFRIDOS PELO BRASIL COM OS FARSANTES AMERICANOS

A notícia que medalhistas olímpicos americanos haviam sido assaltados foi estampada no mundo pela imprensa e fartamente explorada nas redes sociais. O Brasil foi achincalhado e motivo de piadas e gozação. A autoestima do brasileiro, já fragilizada pela crise econômica, foi arranhada. Levados a erros, tivemos que fazer mea culpa e engolir sapo do tamanho do Maracanã. Por fim, o diretor de comunicação do Comitê Olímpico do Rio 2016, Mario Andrada, se desculpou com os nadadores dos EUA pelo suposto assalto:

“Nós pedimos desculpas aos atletas americanos pela violência que eles passaram”.

Como salientei acima, as desculpas de Lotche não me convenceram. Por outro lado, é preciso cobrar de todos os Pinóquios americanos os prejuízos gerados à imagem do Brasil, que foi espezinhada em razão de mentira vil.

Entendo que o governo brasileiro deve impetrar ação indenizatória contra os quatro nadadores, para o devido ressarcimento a ser calculado pela justiça brasileira, pois tenho absoluta certeza que nosso país perdeu muito com o crime praticado por esses irresponsáveis.

 

De outra sorte, não podemos esquecer da responsabilidade penal dos 4 nadadores, que precisam passar pelo devido processo legal e receber a devida punição. Entendo, ainda, que findo os processos devem os quatro medalhistas serem proibidos de pisar em solo brasileiro “ad eternun” e considerados personas não grata.                                                                                                

O Dia da Mentira no Brasil é comemorado no primeiro dia do mês de abril, em razão de fato ocorrido na França em 1564. Proponho também que o governo federal ou algum congressista, de forma simbólica, altere a comemoração do dia da mentira para 14 de agosto, para que a maldosa lambança do Pinóquio americano Ryan Lotche e seus asseclas fique imortalizada e jamais esquecida.

O QUE ACONTECERIA NOS EUA SE ATLETAS BRASILEIROS PROMOVESSEM O MESMO TIPO DE MENTIRA CRIMINOSA EM PLENA OLIMPIADA AMERICANA?

Com absoluta certeza, o rigor da lei penal americana teria colocado os infratores atrás das grades, sem nenhum tipo de regalia. A pena seria muita mais dura que a brasileira, que prevê apenas detenção de 1 a 6 meses ou multa. Outro ponto a ser lembrado, é que o governo americano, provavelmente, iria cobrar milionária indenização dos atletas e quiçá da delegação brasileira.

 

DESCULPAS OFICIAIS AMERICANAS

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos pediu desculpas ao Rio de Janeiro e aos brasileiros pelo incidente causado pelos nadadores, com a seguinte nota:

“O comportamento desses atletas não é aceitável, nem representa os valores do Time EUA ou a conduta da vasta maioria de seus membros. Iremos rever a questão e quaisquer consequências em potencial para os atletas quando retornarmos aos Estados Unidos. Em nome do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, nos desculpamos com nossos anfitriões no Rio e com as pessoas do Brasil por esta provação de desordem no meio do que deveria ser uma celebração de excelência”.

 

PARABÉNS BRASIL – PARABÉNS RIO DE JANEIRO – PARABÉNS À POLÍCIA CARIOCA

Muita gente não acreditava na capacidade do Brasil em organizar as Olimpíadas 2016. O temor em relação a violência urbana e frente a possibilidade de atos terroristas era enorme. Apesar de algumas ocorrências policiais, tudo transcorreu na mais absoluta calma e tranquilidade. Não esperávamos ser vitimados por atletas da delegação americana. Mesmo assim, a polícia se mostrou preparada para dar a pronta e merecida resposta. O fato negativo, é que a impunidade penal brasileira também passou a mão na cabeça dos criminosos americanos. A Justiça estabeleceu aos atletas a pena de multa no valor de R$ 35 mil, muito aquém dos prejuízos por eles gerados.


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