Síndicos reclamam que moradores e empregados domésticos desrespeitam normas de segurança, prejudicando, assim, a segurança da coletividade. Essa constatação é verdadeira! Por outro lado, moradores também se queixam que porteiros, rondistas e controladores de acesso também falham em demasia, principalmente na triagem de pessoas e veículos,...

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Síndicos reclamam que moradores e empregados domésticos desrespeitam normas de segurança, prejudicando, assim, a segurança da coletividade.

Essa constatação é verdadeira!

Por outro lado, moradores também se queixam que porteiros, rondistas e controladores de acesso também falham em demasia, principalmente na triagem de pessoas e veículos, quando permitem pessoas não autorizadas, e até suspeitas, adentrarem ao edifício.

Realmente, esse tipo de situação, lamentável, não é raro acontecer!

Mas como solucionar esses problemas em relação a procedimentos tanto dos que trabalham em condomínios como dos que nele residem? A resposta é um conjunto de ações de ordem proativa que a administração deve promover e que passo a enumerar:

1. Inicialmente, é preciso estabelecer normas e procedimentos em relação ao controle de acesso de pessoas, veículos e mercadorias. Os temas devem ser amplamente discutidos e aprovados. Dada a complexidade e diversidade, aconselho a contratação de profissional da área de segurança para orientação.

2. Divulgação constante dos procedimentos mais importantes para a segurança condominial, através de:

  • Envio de e-mails;
  • Envio de mensagens via SMS e WhatsApp para os celulares de todas as pessoas cadastradas no condomínio;
  • Afixação de informativos no interior dos elevadores, em áreas comuns de maior fluxo, nos para-brisas dos autos dos moradores e embaixo das portas das unidades, ou seja, devemos massificar a divulgação das normas internas como também das novas modalidades de invasões a prédios.

3. Palestra anual visando conscientizar moradores de suas responsabilidades no que tange a segurança da coletividade.

4. Treinamento e capacitação em segurança anual para porteiros, zelador e demais funcionários da segurança.

5. Colaborador do condomínio que não apresentar desempenho satisfatório, principalmente no item segurança, deve ser substituído.

6. É preciso ter a disposição de todos o chamado Livro de Ocorrências Gerais para registros de queixas, reclamações, sugestões e até elogios.

7. Síndico deve ser rigoroso na punição daqueles que insistirem em desrespeitar as normas preestabelecidas.

8. Zelador ou Gerente Predial deve agir a todo instante como Supervisor de Segurança, procurando enxergar a fumaça antes do fogo surgir. O zelador precisa se antecipar ao problema antes que aconteça o pior e jamais imaginar, durante o expediente de trabalho, que não tem o que fazer. Mesmo distante da portaria e da entrada de autos, deve observar imagens das câmeras de segurança através do monitor de seu escritório ou do smartphone.

9. Teste de Segurança: não podemos acreditar que tudo está caminhando bem, principalmente na ausência de sinistros. É preciso tentar burlar a segurança do condomínio para verificar a atuação de funcionários e até de moradores. Como forma de checar o comportamento dos colaboradores, diversos síndicos e zeladores criam situações com pessoas desconhecidas que tentam entrar no edifício a pé ou com veículo sem autorização. Muitos contratam empresas especializadas para realização desse trabalho.

Estratégias de ordem preventiva que visem minimizar riscos frente a violência urbana, que cada vez está mais perto das pessoas, é um assunto tão importante, que o roteiro, para ser eficiente, precisa mais técnica e informação que a disponibilizada por síndicos e administradores condominiais.

                                                                                      JORGE LORDELLO


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Logo após ganhar a eleição para síndico de prédio no bairro da Bela Vista/SP, o novo administrador tinha como desafio melhorar o nível de segurança do condomínio, residência de 40 famílias. O principal problema que atormentava o novo síndico, é que a entrada de veículos dos...

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Logo após ganhar a eleição para síndico de prédio no bairro da Bela Vista/SP, o novo administrador tinha como desafio melhorar o nível de segurança do condomínio, residência de 40 famílias.

O principal problema que atormentava o novo síndico, é que a entrada de veículos dos moradores na garagem era feita através do “olhômetro” do porteiro, que trabalhava em uma guarita elevada, ou seja, “reconhecia” o carro que embicava na calçada e em seguida acionava a abertura do portão automático. Enfim, todo o procedimento era muito vulnerável.

Esse tipo de estratégia apresenta uma série de riscos e problemas que passo a identificar:

a) Não há registro eletrônico de entrada e saída de autos. Assim, a administração não tem conhecimento do fluxo na garagem;

b) Nos horários de almoço e jantar ou eventualmente na falta do porteiro, e até a chegada do folguista, quem ocupa o comando da guarita, normalmente, é o zelador ou o auxiliar de limpeza, que não tem familiaridade com os veículos dos moradores;

c) Se porventura carro clonado se apresentar, fatalmente o porteiro abre o portão e em seguida é rendido por marginais armados. Foi com esse modus operandi que muitos edifícios sofreram o famigerado “ arrastão ”;

d) Não podemos esquecer dos moradores que trocam de carro e não comunicam a administração;

e) Em dias de chuva e à noite, a visibilidade do porteiro em relação ao veículo que se aproxima da calçada é precária.

Dessa forma, o síndico fez algumas reuniões com moradores e ficou decidido instalar equipamento com controle remoto digital. Cada morador teria seu controle para abrir o primeiro portão da garagem, sendo que o segundo portão, interno, seria aberto pelo porteiro. É de se frisar, que no interior da portaria fica equipamento eletrônico que aponta em visor de cristal liquido a placa e a respectiva unidade cada vez que o morador/condutor aciona seu controle remoto. Nesse formato, é impossível o porteiro se enganar; ele não depende mais de sua memória; basta operar o sistema, por sinal, muito mais seguro.

Rapidamente, todo o sistema foi instalado e os controles remotos cadastrados e distribuídos a todos os moradores que possuíam veículos automotores.

O problema, é que após uma semana de operação cerca de 5% dos moradores se recusavam a fazer uso do controle remoto digital. Preferiam o modelo antigo, deixando tudo a cargo do porteiro. Para complicar ainda mais, os funcionários da portaria abriam o portão da garagem assim mesmo, pois, com receio de perderem o emprego, queriam evitar polêmica com moradores. Certo dia, um dos porteiros resolveu não abrir o portão da garagem devido a omissão de condutor em usar o controle remoto. O resultado foi que o condômino desceu do carro, que estava sobre a calçada e começou a gesticular de forma insistente, além de disparar a buzina. Percebendo a confusão formada, o porteiro fez o acionamento dos dois portões.

O síndico, ao saber dos fatos, pediu para os porteiros relação de nomes dos moradores que relutavam em usar o controle remoto. O administrador procurou conversar com todos eles e recebeu os seguintes argumentos:

1) ” Poxa eu esqueço de usar o controle remoto, estou acostumado com o modelo antigo. Não gostei dessa inovação! ”

2) ” Realmente, recebi o controle do zelador, mas esqueci de colocar no carro. ”

3) ” Esse equipamento é uma porcaria, já tentei usar, às vezes funciona, mas na maioria das vezes não, aí buzino mesmo. ”

4) ” Não uso o controle remoto pois recebi o equipamento quebrado. É uma porcaria. O porteiro já conhece meu carro e portanto ele que abra o portão; é função dele. ”

Nenhuma das pretensas justificativas merece ser levada em consideração. Na verdade, faz parte do famigerado “ jeitinho brasileiro ” de burlar normas estabelecidas.

Por desencargo de consciência, o síndico ainda procurou o zelador e fez a seguinte pergunta:

“ Algum morador reclamou que o controle remoto que acabamos de instalar estava com algum tipo de problema? ”

A resposta foi a esperada:

“ Negativo, não recebi uma reclamação sequer. E se porventura algum morador tiver com controle remoto com defeito, é só me procurar, tenho peças de reposição na hora ”.

Mas como o síndico resolveu essa pendenga?

Ele enviou comunicado por escrito a todos os moradores informando que a partir daquela data o condutor que não acionasse o controle remoto não iria ter a entrada liberada. Deveria estacionar o auto na rua e dirigir-se à portaria para explicitar o que estava ocorrendo, para, então, se buscar uma solução. Se o controle estivesse quebrado, seria trocado imediatamente. O morador que estivesse sem o controle, assinaria termo para que sua entrada fosse liberada. Ou seja, o síndico estabeleceu regras rígidas para os condôminos que ainda relutavam a utilizar o novo equipamento.

CONCLUSÃO

Alguns ainda tentaram entrar na garagem sem acionar o controle remoto, mas ao perceberem que os porteiros estavam cumprindo, à risca, as normas geradas pela administração, passaram a usá-lo diariamente e assim o prédio passou a ter controle de entrada e saída de autos com muito mais segurança.

Com o novo sistema, mesmo se algum porteiro faltar ou nos horários de almoço e jantar, a entrada dos autos permanece de forma extremamente segura, aumentando o nível de segurança de toda coletividade.

Nos eventos que participo como palestrante, tenho aconselhado síndicos a atuarem em seus condomínios de forma profissional e não amadora.

Não é porque o trabalho do síndico é realizado no mesmo lugar de moradia, que ele deve agir de forma caseira e complacente com moradores que valorizam mais a comodidade do que a segurança.

Síndicos devem ter em mente que se porventura algum problema grave acontecer, eles serão cobrados veementemente pelos moradores, que não aceitarão desculpas esfarrapadas como argumento pelo sinistro ocorrido.

Portanto, não espere o problema ou imprevisto acontecer para tomar todas as medidas de ordem preventiva necessárias e que não podem ser adiadas.

                                                                                         JORGE LORDELLO


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Em evento para síndicos onde ministrei curso sobre segurança condominial, vários participantes relataram o mesmo problema, qual seja, após instalarem a biometria através da impressão digital para controlar com mais segurança a entrada e saída de pessoas, alguns moradores colocaram uma série de empecilhos, recusando-se a...

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Em evento para síndicos onde ministrei curso sobre segurança condominial, vários participantes relataram o mesmo problema, qual seja, após instalarem a biometria através da impressão digital para controlar com mais segurança a entrada e saída de pessoas, alguns moradores colocaram uma série de empecilhos, recusando-se a utilizar o novo mecanismo eletrônico.

Como o assunto é controverso, resolvi fazer trabalho de campo, quando entrevistei diversos administradores e gerentes de empresas que instalam esse tipo de equipamento. Dessa forma, cataloguei as reclamações mais comuns ao sistema, que por sinal, é muito mais seguro do que confiar na memória visual do porteiro.

Portanto, seguem os argumentos contrários e logo em seguida a realidade dos fatos:

Crítica 1 – “ O equipamento não consegue ler a impressão digital de meus dedos pois tenho idade avançada ”.

Resposta: de 2 a 4% das pessoas, realmente, não conseguem cadastrar as digitais por uma série de motivos. Num prédio com cerca de 100 moradores, cerca de 3 podem ter esse tipo de dificuldade. Nesses casos, a solução é cadastrar senha pessoal; então, para entrar no edifício bastará digitar o código de acesso. O equipamento eletrônico tem essa versatilidade e portanto não tem desculpas para o condômino não usá-lo!

Crítica 2 – “ Esse equipamento instalado no portão de acesso de pedestres do prédio é uma porcaria, funciona de vez em quando. Já coloquei o dedo diversas vezes e não fez a leitura, por isso não uso mais ”.

Resposta: a maioria dos síndicos que entrevistei relatou ter permanecido por vários períodos no interior das guaritas para observar o funcionamento do leitor biométrico. Restou claro, que os moradores que reclamavam do mal funcionamento sequer tentavam utilizar encostando o dedo cadastrado no leitor. Disparavam o dedo no interfone para que o porteiro fizesse a abertura do portão da maneira antiga, ou seja, através do “olhômetro” do funcionário.

Crítica 3 – “ Prefiro entrar pela portão de serviço; é muito mais rápido que o social, que tem esse leitor digital que sempre apresenta problema ”.

Resposta: a liberação de entrada do morador através do equipamento biométrico é infinitamente mais rápida que a metodologia antiga, onde o porteiro tem que reconhecer o morador e em seguida abrir o portão de pedestres. Muitas vezes, ele está atendendo interfone, utilizando o banheiro ou até recebendo algum tipo de mercadoria; com isso, atrasa sobremaneira a abertura, irritando moradores. Não podemos esquecer que em alguns momentos de pouco movimento no condomínio, moradores reclamam que o porteiro demorou a abrir o portão após acionamento do interfone. Isso realmente acontece quando o funcionário está dormindo sono profundo. Já o processo de abertura através da biometria é completamente diferente e muito mais rápido. Quando o morador encostar o dedo cadastrado no leitor biométrico, o portão irá destravar imediatamente, o que permite a entrada com extrema rapidez na clausura, minimizando o risco de abordagem criminosa na calçada. Recomendo que o segundo portão da clausura seja aberto pelo porteiro.

Crítica 4 – “ Não aprovo esse novo sistema para abertura do portão ”.

Resposta: ouvi relatos de síndicos que após instalar a biometria digital nos portões de acesso, parte do moradores sequer atendeu ao chamado para comparecer na zeladoria e fazer o cadastro da digital datiloscópica. Ou seja, o condômino não deseja atender as ordens estabelecidas pelo síndico e assim passa a boicotar o novo sistema com boatos e mentiras. Mas por que alguns moradores agem dessa forma? Levantei algumas razões, basicamente são pessoas relutantes a mudanças ou que gostam de ter um contato mais pessoal com os porteiros.

Conclusões Importantes:

1) Síndicos devem tomar muito cuidado com moradores que tentam boicotar estratégias eletrônicas de segurança.

2) A biometria está sendo usada por bancos, empresas e academias de ginástica com milhares de pessoas cadastradas. Se nesses locais funciona, por que em prédios, onde o fluxo é bem menor, não funcionaria?

3) A maioria dos smartphones já conta com esse recurso para destravar o aparelho. Com isso, a segurança dos dados do usuário aumenta sobremaneira. O uso desse sistema para controlar entrada de pessoas faz aumentar sensivelmente o nível de segurança da coletividade, dificultando que suspeitos ou pessoas não autorizadas adentrem no edifício.

4) É preciso estabelecer prazo de 15 a 30 dias para moradores e empregados domésticos realizarem o cadastro digital na zeladoria para que o sistema biométrico possa operar em sua totalidade. Para tanto, recomendo que os síndicos comuniquem, à exaustão, sobre esse prazo através de banners afixados nas áreas comuns e no interior dos elevadores, panfletos colocados embaixo da porta de cada unidade e também nos para-brisas dos veículos na garagem e ainda mensagens eletrônicas via e-mail, SMS e WhatsApp. A estratégia é bombardear com avisos alertando sobre a necessidade do cadastro biométrico. É importante enfatizar nessas comunicações que esgotado o prazo para cadastramento o porteiro não abrirá mais o portão de acesso da forma antiga. O morador que não realizar o cadastro ou se recusar a inserir o dedo no leitor biométrico, terá que responder uma série de perguntas pelo interfone para que o porteiro possa ter a certeza de que se trata, sem sombra de dúvida, de morador ou empregado doméstico. Nesses casos, o porteiro irá registrar o ocorrido no Livro de Ocorrências Gerais do prédio e em seguida o síndico deverá fazer as devidas advertências e até aplicação de multa na reincidência.

JORGE LORDELLO


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Um internauta me enviou e-mail entusiasmado com mensagem que havia recebido de desconhecido, com os seguintes dizeres: ” Eu sou a Sra. Charlotte C olombe, uma viúva de quase oitenta anos que sofre de grave doença degenerativa. Minha única filha, Bernadette, faleceu em acidente automobilístico e desde então estou internada...

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Um internauta me enviou e-mail entusiasmado com mensagem que havia recebido de desconhecido, com os seguintes dizeres:

” Eu sou a Sra. Charlotte C

olombe, uma viúva de quase oitenta anos que sofre de grave doença degenerativa. Minha única filha, Bernadette, faleceu em acidente automobilístico e desde então estou internada em um hospital privado. Tenho alguns fundos que herdei do meu amoroso marido, Gabriel Colombe, que somam aproximadamente US$ 2.500.000 e estão depositados em um banco na Costa do Marfim. Preciso de uma pessoa honesta e temente a Deus que possa usá-los para o trabalho do Senhor. Decidi doar para uma organização de caridade, casas orfanatos e ajuda humanitária, de acordo com o desejo expressado por meu marido antes de sua morte. Sua compensação por fazer esse trabalho de Deus, será de 20% da renda de todo o patrimônio. Por favor, se puder usar esses fundos para ajuda humanitária, responda gentilmente. A sua Irmã no Senhor, Charlotte Colombe ”.

O internauta queria saber se deveria responder a essa solicitação, apesar de ser evidente tratar-se de um golpe. Esse tipo de oferta, que não é incomum, mesmo que revestida de ínfima possibilidade de sucesso, leva algumas pessoas a acreditar no improvável, assim, acabam se tornando vítimas de golpistas.

A finalidade desse golpe é levar incautos a depositar certa quantia em dinheiro, que corresponderia a impostos pela generosa doação. Após o depósito, o malandro para de enviar e-mails ou mensagens pelo smartphone. Conheço algumas pessoas que caíram em golpes parecidos; além do prejuízo financeiro, adquiram problemas emocionais graves. Portanto, jamais acredite em lucro fácil sem esforço.

                                                                                       JORGE LORDELLO


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Quando alguém adquire carro blindado, a finalidade é não correr risco diante da possibilidade de assalto à mão armada. No entanto, conheço dezenas de casos onde motoristas que dirigiam veículos blindados acabaram sendo vítimas da criminalidade. Mas como isso é possível se o condutor estava totalmente...

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Quando alguém adquire carro blindado, a finalidade é não correr risco diante da possibilidade de assalto à mão armada. No entanto, conheço dezenas de casos onde motoristas que dirigiam veículos blindados acabaram sendo vítimas da criminalidade.

Mas como isso é possível se o condutor estava totalmente protegido na célula blindada?

A resposta é simples! O motorista estava com o vidro blindado abaixado ou com a aproximação do bandido e o anúncio do roubo, ele ou o passageiro resolveu abrir a porta.

A conclusão é a seguinte: não adianta ter carro blindado se as pessoas que estiverem dentro não tomarem algumas medidas cautelares, como por exemplo, manter os vidros totalmente levantados e portas travadas.

Situação idêntica acontece em prédios residenciais que resolveram investir em blindagem arquitetônica para a guarita, mas mesmo assim, meses depois foram vítimas de arrastões.

Acompanhe a manchete abaixo que visa exemplificar o que estou afirmando:

Bando faz arrastão em condomínio de luxo em São Paulo.

Fonte: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,bando-faz-arrastao-em-condominio-de-luxo-em-sao-paulo,20060330p26298

” Em uma ação ousada e bem planejada, quinze homens fortemente armados entraram em um condomínio de luxo, às 18h30 desta quarta-feira, na Rua Bela Cintra, Jardins, zona sul de São Paulo. De acordo com a polícia, no arrastão, os assaltantes roubaram quinze dos dezoito apartamentos do prédio e fugiram, duas horas depois, com joias e dinheiro dos moradores. Para a polícia, o arrastão foi articulado por uma quadrilha especializada. O bando clonou veículos dos moradores. Chegaram ao prédio dirigindo carros com as mesmas cores e placas: um Vectra, um Meriva e um Zafira. Depois de entrarem no edifício pela garagem, dois criminosos invadiram a guarita blindada e renderam o porteiro. Enquanto isso, os outros treze integrantes da quadrilha se dividiram entre a garagem e os andares do prédio. Alguns deles ficaram parados próximos à porta do elevador no térreo, esperando novas vítimas que entrassem pela portaria. Os moradores que chegavam de carro eram rendidos na garagem. Sob a mira de revólveres, o porteiro foi obrigado a descrever a profissão e a rotina de cada morador…”

 

A presente matéria jornalística mostra que o porteiro foi rendido mesmo estando em portaria totalmente blindada. Mas qual foi o erro?

Somente encontramos 2 hipóteses:

1) Porta da guarita estava destrancada ou aberta;

2) O porteiro, sem treinamento, se amedrontou com a ameaça dos criminosos armados e resolveu abrir a porta blindada e por esse motivo foi rendido.

Recentemente, fui ministrar palestra de conscientização de segurança para moradores em prédio na zona sul de São Paulo. Ao passar pela guarita, por volta das 18h, percebi que o porteiro recebia, através da porta blindada, encomenda de porte médio, que estava sendo realizada por office boy. Notei que a portaria possuía passa volumes feito de aço balístico, mas a encomenda era maior que o vão disponibilizado. Por esse motivo, o porteiro autorizou a entrada do entregador, abriu a porta blindada e recebeu a encomenda.

Uma pergunta se faz presente:

Porteiros devem receber todas as encomendas entregues para moradores?

A resposta é um sonoro NÃO!

Inicialmente, temos que qualquer encomenda que se apresente na portaria do edifício deveria ser retirada diretamente pelo morador ou empregado doméstico. Esse processo pode se dar através de abertura no portão principal do prédio, sendo que o recebimento é feito com o entregador do lado de fora, ou seja, na calçada. Assim, minimizamos riscos para o recebedor.

Mas e se não tiver ninguém na unidade do morador para receber a mercadoria que se apresenta na portaria do condomínio?

Primeiro ponto importante, é que os moradores deveriam sempre comunicar a portaria do edifício da chegada de encomenda, especificando o nome da empresa, tipo de produto, data e horário da entrega.

Entendo que o porteiro somente deve receber mercadorias em nome dos moradores se a guarita for blindada e tiver passa volumes feito de aço balístico, ou seja, somente dessa forma o recebimento pode ser feito com total segurança para o funcionário.

Mercadorias que não caibam no passa volumes, quando da ausência do morador ou empregado doméstico, devem ser retiradas pelo zelador ou outro funcionário do prédio.

A encomenda não deve ser guardada no interior da guarita blindada, pois temos que evitar a todo custo que a porta seja aberta. A mercadoria recebida deve ficar sob a guarda da zeladoria, que, imediatamente, deverá enviar e-mail ou mensagem via smartphone ao morador, notificando da chegada da encomenda e estipulando horário para retirada. Saliento que o porteiro não deve ter participação nenhuma nesse processo de recebimento de mercadoria que não caiba no passa volumes.

Síndicos que permitem porteiros receber encomendas pela porta da guarita estão atrapalhando o trabalho principal do colaborador, que é prestar atenção nas pessoas e veículos que entram e saem do condomínio e também o atendimento de interfone e visualização das imagens das câmeras de segurança geradas no monitor.

Agora, se o porteiro, a todo momento, sair da sua cadeira para receber e entregar encomenda para morador através da porta blindada da guarita, é claro que sua atenção em relação a segurança patrimonial será diminuída. Não podemos esquecer que se o síndico permitir que toda mercadoria recebida seja guardada na portaria enquanto o morador não retirar, será transformada em verdadeiro setor de despachos de objetos. Com isso, o entra e sai na guarita será enorme e a porta blindada será aberta dezenas de vezes ao dia, permanecendo, portanto, desnecessariamente aberta ou destrancada por longos períodos, enfraquecendo, por consequência, a segurança do edifício.

JORGE LORDELLO


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Dificilmente encontraremos alguém que more em residência e deixe sistematicamente a porta para a rua destrancada. O receio de assalto faz com que os moradores tenham esse cuidado básico para com a segurança familiar. Realizei testes em 12 prédios de diversos bairros de São Paulo. A estratégia...

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Dificilmente encontraremos alguém que more em residência e deixe sistematicamente a porta para a rua destrancada. O receio de assalto faz com que os moradores tenham esse cuidado básico para com a segurança familiar.

Realizei testes em 12 prédios de diversos bairros de São Paulo. A estratégia foi bastante simples: subir andar por andar, até o último, verificando se as portas dos apartamentos estavam trancadas ou não. Para não causar preocupação aos moradores, procurei virar as maçanetas de forma silenciosa. Em uma prancheta anotava o número de portas destrancadas, ou seja, que permitiam o ingresso de qualquer pessoa na unidade.

O resultado foi surpreendente e deixou os síndicos e zeladores de cabelos em pé!

Em 20 a 37% dos apartamentos dos condomínios analisados, os moradores não tinham a hábito de virar a chave na fechadura para impedir a entrada de pessoas!

Nas palestras de conscientização em segurança para moradores e também nos treinamentos de capacitação para porteiros que ministro em condomínios, costumo exibir imagens de câmeras de segurança de prédios que foram invadidos. As imagens mostram funcionários de portaria permitindo, de forma culposa ou até mesmo dolosa, a entrada de pedestres e carros não autorizados. Em muitos sinistros, os marginais não usam de violência ou grave ameaça para realização de subtração de bens valiosos, apenas se dirigem aos apartamentos que se encontram vazios, ou seja, sem moradores e empregados domésticos.

Mas como esses bandidos ingressam nas unidades?

Observe o modus operandi que levantamos em diversos apartamentos invadidos:

1) Arrombamento de porta: principalmente em prédios com um apartamento por andar, pois dificulta sobremaneira que alguém ouça o momento em que o marginal força a porta visando danificar a fechadura e permitir a abertura;

2) Chave micha: alguns marginais possuem experiência em abertura de fechaduras com pequenos grampos ou até mesmo com equipamento introduzido no miolo da fechadura, chamado no jargão policial de “micha”. Geralmente, essa técnica é facilitada quando a porta contém fechadura frágil, com baixo nível de segurança;

 3) Porta destrancada: nesses casos, a “oportunidade acaba fazendo a vítima”, ou seja, os criminosos passam a mexer nas maçanetas dos apartamentos até encontrar uma fechadura destrancada. Pasmem os leitores, mas alguns moradores e empregados domésticos quando deixam a unidade para realizar alguma atividade no condomínio ou saem para realizar compras não trancam a fechadura da porta.

Mas qual estratégia o síndico pode usar para minimizar esses riscos?

a) Realizar periodicamente palestras para moradores e funcionários versando sobre conscientização de segurança;

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b) Campanhas educativas sempre são bem vindas. Aconselho fixação nos elevadores e áreas comuns de cartazes e banners com dicas de segurança imprescindíveis

c) Envio de e-mail, SMS ou mensagem através do WhatsApp com conteúdo para aprimoramento da segurança do prédio. Toda vez que a administração descobrir nova modalidade de furto ou assalto, deve comunicar imediatamente todas as unidades

d) Panfletos com informações sobre segurança também podem ser elaborados e colocados nos para-brisas de todos os carros na garagem, embaixo das portas dos apartamentos e também distribuídos mão a mão a moradores e demais colaboradores quando da passagem pela portaria

e) Teste de Segurança: o zelador poderá, de vez em quando, verificar pessoalmente se as portas dos apartamentos estão destrancadas. Ao constatar o problema, em comum acordo com o síndico, verificar a melhor forma de conversar com o morador e conscientizá-lo a trancar sempre a fechadura das portas de entrada do apartamento.

JORGE LORDELLO


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Numa noite recente, fui a um prédio residencial ministrar palestra de conscientização em segurança para os moradores. Ao estacionar meu carro nas proximidades, vi um homem aparentando 55 anos, que usava camisa estampada bem chamativa, se dirigindo à portaria do edifício. Era um morador; quando a porta...

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Numa noite recente, fui a um prédio residencial ministrar palestra de conscientização em segurança para os moradores. Ao estacionar meu carro nas proximidades, vi um homem aparentando 55 anos, que usava camisa estampada bem chamativa, se dirigindo à portaria do edifício. Era um morador; quando a porta principal se abriu para sua entrada, ele observou que um jovem se aproximava; por educação, segurou a porta para o rapaz adentrar junto com ele à clausura de pedestres. Com a liberação do segundo portão, os dois ingressaram no interior do condomínio.

Na verdade, o porteiro abriu o portão de entrada para o homem de meia idade, mas ao final, o jovem também entrou, e sem ser identificado.

Em seguida, me aproximei da portaria e me identifiquei pelo interfone. O síndico já havia avisado de minha visita e assim fui liberado a entrar. Ao passar pela guarita, resolvi fazer a seguinte indagação ao porteiro:

“ É comum as pessoas segurarem o portão para outras entrarem mais rapidamente? ”

 O porteiro respondeu com firmeza:

“ Isso é o que mais acontece ”.

Decidi replicar:

“ Você acha essa atitude segura? “

A resposta foi esclarecedora:

“ Claro que não, o próprio morador coloca para dentro do edifício pessoa desconhecida e sem a devida triagem. Já falei com o síndico e com o zelador, mas não tem jeito, sempre tem morador, e até empregado doméstico, que quer ser educado demais mas não percebe que está colocando em risco a segurança da coletividade ”.

Durante a palestra sobre segurança, exibi imagens de um prédio que sofrera arrastão iniciado justamente com a entrada do primeiro bandido aproveitando “ carona ” de morador, que segurou o portão para que ele ingressasse no interior do condomínio. Os participantes ficaram abismados.

A pessoa que se mostrou mais indignada foi o homem de camisa estampada, que havia cometido a mesma falha quando de minha chegada no local.

Esclareço ao amigo leitor, que é bastante comum em reuniões e assembleias em prédios acontecer de os moradores cobrarem mais atitude e empenho do síndico e conselheiros, mas eles mesmos, normalmente, praticam atitudes inseguras, colocando em perigo o próprio local onde moram. Não estou querendo dizer que essas pessoas agem com má fé. O problema é outro! Muitas vezes a pressa ou a comodidade tiram o foco da prevenção.

Aconselho síndicos e administradores de condomínios que a única maneira de conscientizar moradores e empregados domésticos é através da educação. É preciso educar as pessoas sobre atitudes em prol da segurança. Isso não acontece do dia para a noite. A estratégia prevencionista deve passar por palestras anuais sobre o tema, envio de material didático com dicas de segurança, informação sobre modus operandi de marginais que invadem prédios, fixação de cartazes nos elevadores e áreas comuns, colocação nos para-brisas dos autos dos moradores de algum recado importante, e por último, aconselho síndicos a salvarem imagens do sistema de câmeras que captarem erros flagrantes de segurança e chamar o infrator para uma conversa amigável, mostrando o erro praticado e explicando qual deveria ter sido a maneira correta e segura de proceder naquele caso específico.

Somente com esse trabalho contínuo é que conscientizarão moradores e colaboradores que segurança deve vir primeiro que a comodidade, pressa e até mesmo a educação exacerbada, principalmente com estranhos na porta do condomínio.

JORGE LORDELLO


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Um jovem muito preguiçoso, ao ser questionado por que passava tanto tempo deitado na cama, respondeu ironicamente: “ Todas as manhãs, sem falta, ouço argumentações jurídicas. Quando acordo, já estão aqui duas donzelas, a Atividade e a Preguiça, que me apresentam casos discordantes. Uma insiste para...

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Um jovem muito preguiçoso, ao ser questionado por que passava tanto tempo deitado na cama, respondeu ironicamente:

“ Todas as manhãs, sem falta, ouço argumentações jurídicas. Quando acordo, já estão aqui duas donzelas, a Atividade e a Preguiça, que me apresentam casos discordantes. Uma insiste para que eu me levante, a outra me persuade a continuar deitado. Como um juiz imparcial tem o dever de ouvir todos os argumentos de ambas as partes, fico retido tanto tempo que, ao fim dos debates, já é hora de almoçar ”.

Estamos vivendo tempos onde as desculpas para não fazer algo têm superado a vontade de realizar sonhos e projetos. Na vida temos apenas duas escolhas:

  1. Fazer
  2. Deixar de fazer

Quando o sujeito não tem vontade, forças ou sofre de falta de iniciativa, o mais comum é imputar responsabilidade a outra pessoa ou circunstância.

  • O país está uma droga mesmo, qual a incentivo que tenho para levantar mais cedo e dormir mais tarde?
  • Você não teve o pai (ou a mãe) que eu tive; pra mim tudo foi sempre difícil.
  • Ninguém me dá a oportunidade que mereço! Deus esqueceu de mim!
  • Não pude estudar em colégio particular, por isso, pra mim é tudo mais difícil!

E a fieira de reclamações, lamúrias e desculpas esfarrapadas é longa.

Aí surge uma pergunta importante:

Mas como sair desse círculo vicioso que paralisou minha vida?

Por incrível que pareça, é bastante fácil. Primeiro escreva numa folha de papel metas e objetivos que gostaria de atingir. Em seguida, determine as primeiras ações que terá que fazer para alcançá-las e comprometa-se a realizá-las no dia seguinte, logo pela manhã.

A estratégia é a seguinte: é mais importante e segura a ação pequenina praticada diariamente que a pressa de querer alcançar o objetivo traçado. Lembre-se que para subir uma grande escadaria precisamos percorrer degrau por degrau.

                                                                                JORGE LORDELLO


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Um comerciante passou por situação constrangedora em seu comércio e compartilhou comigo a infeliz experiência para que eu divulgasse e assim outros empresários seriam prevenidos a não entrar na mesma roubada: “ Lordello, um homem educado e muito bem vestido entrou em meu comércio. Seu celular,...

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Um comerciante passou por situação constrangedora em seu comércio e compartilhou comigo a infeliz experiência para que eu divulgasse e assim outros empresários seriam prevenidos a não entrar na mesma roubada:

“ Lordello, um homem educado e muito bem vestido entrou em meu comércio. Seu celular, top de linha, estava com a tela trincada e outros defeitos graves. O orçamento ficou em R$ 650,00, sendo que pedi R$200,00 de adiantamento para efetivar o serviço. O cliente afirmou que não teria problema, mas ao buscar a carteira no veículo percebeu que a havia esquecido no escritório. Pediu minha conta bancária e afirmou que iria fazer o depósito mais tarde. No final do expediente constatei que havia entrado em minha conta bancária um depósito de R$ 8 mil, mas ainda estava bloqueado. No dia seguinte, logo pela manhã, o cliente que havia deixado o smartphone para consertar ligou explicando que efetuara depósito trocado, ou seja, os R$ 200,00 foram para outro cliente e o valor maior para mim. Em seguida, pediu que eu fizesse depósito do valor a mais e que já descontasse o valor integral da despesa. Comentei que o valor ainda não havia caído na conta, pois estava bloqueado por 48 horas. O homem disse que precisava da quantia para saldar compra realizada; insistiu que eu efetuasse o depósito, que o celular dele seria a garantia. Expliquei que só tinha R$ 2 mil disponíveis naquele momento e ele salientou que já ajudaria bastante. Para finalizar, acabei realizando a transferência bancária. No dia seguinte verifiquei junto ao banco que os R$ 6 mil ainda estavam bloqueados e o tal cliente não atendeu mais minhas ligações telefônicas. Só aí percebi que havia sido vítima de golpista ”.

Portanto, fica o alerta aos leitores. Jamais acreditem em depósitos bloqueados, pois podem ser feitos em máquinas de autoatendimento através de envelopes vazios ou até mesmo com cheques de contas encerradas.

Saldo bloqueado dependendo de liberação não é dinheiro, é somente uma possibilidade de entrada de recurso financeiro, que só se consumará quando ocorrer a devida liberação e entrar definitivamente em sua conta bancária.

JORGE LORDELLO


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O título deste artigo em forma de pergunta é para proporcionar uma resposta que possa ajudar empresários, comerciantes e administradores de condomínios residenciais e comerciais a criar política prevencionista visando minimizar riscos de diversos crimes. De que maneira você pensa que na maioria das vezes ocorrem assaltos...

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O título deste artigo em forma de pergunta é para proporcionar uma resposta que possa ajudar empresários, comerciantes e administradores de condomínios residenciais e comerciais a criar política prevencionista visando minimizar riscos de diversos crimes.

De que maneira você pensa que na maioria das vezes ocorrem assaltos a condomínios, empresas, supermercados ou roubo de cargas?

1)De forma aleatória, ou seja, os bandidos, sem nenhuma informação prévia, decidem fazer o roubo acreditando que vão ter sucesso na empreitada criminosa;

OU

2)Com informação privilegiada, após conseguirem dados apurados do local a ser invadido ou da carga a ser roubada.

Analisando dados estatísticos e com base em pesquisa criminal, posso garantir ao leitor, com absoluta certeza, que a maioria dos delitos com algum tipo de organização, ou seja, praticado por vários bandidos em conjunto e visando lucro substancial, são praticados com base em informações obtidas anteriormente, o que enseja uma pergunta importante:

Mas como as quadrilhas organizadas conseguem a informação que deveria ser restrita?

Diversas maneiras podem gerar a fuga de dados valiosos, tais como:

a)Vazamento Doloso: alguém, de forma intencional, colabora com informações que facilitam a ação dos bandidos. Nesse item, a fuga de informações pode se dar de várias formas:

1)Funcionário ou alguém de dentro da empresa ou condomínio: visando algum tipo de lucro ou vantagem, repassa toda a informação necessária para que o crime aconteça

2)Assedio: nos casos de roubos de cargas, é bastante comum funcionários serem assediados por criminosos fora do ambiente de serviço, quando são propostas vantagens pecuniárias em troca de informação que facilitem o roubo

3)Ameaça: para conseguir informação privilegiada, criminosos ameaçam funcionário, geralmente prometendo algum mal a familiares, o que o leva a ceder no fornecimento de particularidades sobre o ambiente que trabalha

4)Infiltração: candidato em processo de seleção pleiteia vaga de trabalho com finalidade de conhecer o alvo e repassar informações privilegiadas à quadrilha que faz parte. No final do mes de set/2017, a polícia civil de Campo Grande prendeu 4 integrantes de uma quadrilha especializada em furtos e roubos de cargas. Funcionários de empresa terceirizada das Casas Bahia ajudavam com informações privilegiadas enquanto os demais suspeitos agiam. O alvo dessa organização criminosa eram aparelhos celulares de luxo.

b)Vazamento Culposo: um comentário indevido na hora e local errados, pode fomentar o interesse de marginais organizados a realizar assalto ou sequestro, por exemplo. Geralmente, informações sobre dinheiro ou algo valioso passa a ser motivo de fofoca entre parentes, amigos ou em comércios. Passadas de boca em boca, chegam em fonte criminosa que passa a ter interesse em planejar um crime

CONCLUSÃO

A expressão em inglês “There is no free lunch”, que significa “Não existe almoço grátis”, faz referência a uma prática comum nos bares americanos do século XIX, que ofereciam uma refeição sem nenhum custo para os cliente que consumissem bebidas. Muitos dos alimentos oferecidos eram demasiadamente salgados para que os consumidores comprassem ainda mais bebidas alcoólicas.

Parafraseando essa frase para o tema deste artigo, posso dizer que:

“Não existe assalto grátis”.

Crimes elaborados necessitam de organização e informação privilegiada do alvo a ser atacado. Escolhas aleatórias são praticados nos chamados crimes de oportunidade, ou seja, por marginais amadores, inexperientes, muitas vezes movidos pelos efeitos das drogas, que praticam assaltos de pequena monta, desejando roubar celular, correntinha de ouro e carteira de vítima que nunca viu na vida e da qual não tem referência alguma.

MAS COMO MINIMIZAR RISCOS DE VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES?

Numa pincelada rápida, aponto duas maneiras de minimizar a fuga de informações de empresas, transportadoras e condomínios:

1) Aumentar nível de rigorosidade no processo de seleção e recrutamento com foco em segurança, como também estabelecer os mesmos padrões na hora de terceirizar serviços

2) Monitorar constantemente o trabalho dos colaboradores

3) A oportunidade faz o ladrão! Esse antigo jargão popular faz toda a diferença quando se gerencia a informação na empresa

4) Rotina de procedimentos muitas vezes facilita o trabalho diário como também ajuda sobremaneira os bandidos organizados

5) Auxiliar nas investigações policiais, processar criminalmente e prender funcionário que auxiliou de alguma forma para que o assalto acontecesse, é uma forma de diminuição de risco para o futuro na empresa e condomínios.

JORGE LORDELLO


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e...

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Em nov/2016 circulou pela internet e através do WhatsApp, a foto de um apartamento no Rio de Janeiro pegando fogo. Um áudio alertava sobre o perigo em deixar carregador de bateria de celular na tomada. Posso garantir ao amigo leitor que o incêndio realmente aconteceu e a fotografia divulgada é do local dos fatos. Fui a fundo nessa história e descobri que a causa do incêndio ainda é desconhecida pelos moradores do edifício e também pelos profissionais do Corpo de Bombeiros.

Conversei com diversos especialistas para saber se deixar carregador de celular eternamente na tomada é perigoso. As respostas foram inequívocas e unânimes: sim, é possível; e se estiver próximo de material inflamável poderá gerar incêndio de grandes proporções.

Portanto, essa prática não é recomendada. Carregadores de celulares funcionam como transformadores de energia, fazendo com que a corrente seja diminuída ao passar da tomada para o aparelho, ou seja, os 127 volts da tomada se tornam 5 volts para o celular. Qualquer falha que ocorra pode fazer com que o carregador transfira diretamente a corrente maior, causando choque ou superaquecimento do carregador; e também do celular, se estiver plugado.

Esse problema pode ocorrer por diversas razões, tais como:

1) Problema na rede elétrica da local

2) Sobrecarga de energia

3) Uso excessivo de benjamim, que é o acessório multiplicador de tomadas. Cada equipamento a mais ligado àquele ponto, onde apenas um era esperado, sobrecarregará a tomada e os fios, podendo, assim, superaquecer

4) Carregador não original e de fabricação duvidosa. Carregadores alternativos, vendidos normalmente em faróis, são bem mais baratos que os originais, mas será que vale a pena essa economia? O fato que merece atenção, é que alguns desses produtos não seguem as normas de segurança e padrões técnicos do Brasil, podendo gerar incompatibilidade com a rede elétrica brasileira e o consequente risco de acidente.


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Eike Batista se entregou à Polícia Federal no Rio de Janeiro e ingressou no sistema penitenciário. A foto que tomou conta dos noticiários trazia o ex-bilionário com a cabeça rapada. Jornal carioca afirmou que Eike “não vai mais precisar cuidar do milionário implante capilar realizado em 2010”. Na...

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Eike Batista se entregou à Polícia Federal no Rio de Janeiro e ingressou no sistema penitenciário. A foto que tomou conta dos noticiários trazia o ex-bilionário com a cabeça rapada. Jornal carioca afirmou que Eike “não vai mais precisar cuidar do milionário implante capilar realizado em 2010”.

Na verdade, trata-se de regra interna na maioria dos presídios brasileiros.

As Secretarias Estaduais de Administração Penitenciárias baixam portarias estabelecendo normas e regras de comportamentos dos detentos. É importante lembrar que todos os investigados pela Operação Lava Jato que foram presos tiveram também os cabelos cortados, mas é claro que a repercussão no caso de Eike foi bem maior pois trata-se de brasileiro que já esteve entre os 10 homens mais ricos do mundo.

Antes venerado pela habilidade empresarial, agora é escrachado em razão das acusações de corrupção.

Defensorias públicas de diversos Estados já tentaram reverter essa normatização. Alegam ferir o respeito e a dignidade humana. A advogada Nara Borgo, que já integrou a Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, disse, recentemente, em entrevista, que:

“A escolha do corte de cabelo é uma da poucas formas de o preso manter sua individualidade. É algo pessoal, não há necessidade de intervenção. A alegação de que é uma questão da higiene não é verdadeira porque senão teriam que agir da mesma forma com as mulheres”.

No sistema carcerário brasileiro, o corte de cabelo de homens é antigo e tem como justificativa a higienização, principalmente para impedir a proliferação de pragas, a manutenção de padronização e disciplina para todos os detentos.

As regras são estas:

-Cortar cabelo utilizando-se como padrão o pente número 2 da máquina de corte

-Rapar a barba

-Aparar bigode

-Mulheres com cabelos compridos devem mantê-los presos

Muitos entendem como correta a alegação sanitária para cortar cabelo e barba dos homens detidos, mesmo que provisoriamente. Outros acham que é ritual de humilhação e sede de vingança contra aqueles acusados de crimes.

Qual a sua opinião?

No candomblé, rapar a cabeça é um momento de purificação e modo de fazer a pessoa renascer, se preparando para receber sua divindade. Tirar o cabelo, para o iniciado, significará cortar todos os elos, retroceder à infância, época em que a pureza e a inocência estão presentes, sem existir vaidade e soberba; apenas humildade.

Na Bíblia Sagrada encontramos em Jó 1:21-22 a seguinte passagem:

“Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor”.

O entendimento da leitura desse pensamento é que despir-se de roupas é um símbolo. Rapar a cabeça é reconhecer a autoridade de alguém, respeitando-a e se sujeitando a ela.

A prática de rapar a cabeça, como retaliação, começou na Idade Média, quando mulheres acusadas de adultério eram desnudadas e tinham o símbolo de sua beleza, os cabelos raspados.

A cabeleira de Sansão era, segundo um costume israelita, símbolo da consagração. Conservar a cabeleira, portanto, vinha a ser em Sansão sinal de amor e devoção a Javé. Ele tinha um voto que não poderia tomar bebida forte, tocar em nada impuro e nem rapar a cabeça.

Sansão era muito forte, chegou  até mesmo a matar um leão. Ele foi juiz do povo hebreu por 20 anos, que era inimigo dos filisteus.  Mas Sansão era desobediente e acabou se casando com Dalila, que era filisteia.

Certo dia, ele ingeriu bebida forte e assim quebrou uma das normas. Assim Dalila cortou seus cabelos e por isso os filisteus prenderam Sansão, furaram seus olhos e ele virou motivo de chacota.

Diante de tanta humilhação, Sansão reconheceu seu erro e orou a Deus que restituísse sua força para derrotar os filisteus, ainda que para isso ele viesse a morrer.

E assim aconteceu, mesmo cego e prisioneiro dos filisteus, Sansão recuperou sua força e derrubou os pilares do templo onde eles  estavam, inclusive Dalila, matando mais filisteus em sua morte que em sua vida.

Portanto, o corte da cabelereira de Sansão tirou-lhe a força e a arrogância, mas fez brotar em seu coração a humildade, que o fez ressurgir com muito mais sabedoria e força. Quem dera os culpados pelos desvios de dinheiro no Brasil, que tiveram seus cabelos raspados ao adentrar em prisões, tenham, no recanto de cela pequena e desconfortável, o reconhecimento dos erros cometidos e o comprometimento de quando deixarem o cárcere serem pessoas melhores e honestas.


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O pintor Pablo Picasso disse, certa vez, que “a arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”. A mentira protagonizada pelo nadador americano Ryan Lochte mostrou a verdade sobre seu caráter duvidoso. O rapaz não é um nadador qualquer! É o oitavo atleta olímpico...

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O pintor Pablo Picasso disse, certa vez, que “a arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”.

A mentira protagonizada pelo nadador americano Ryan Lochte mostrou a verdade sobre seu caráter duvidoso.

O rapaz não é um nadador qualquer! É o oitavo atleta olímpico com mais medalhas nos jogos, totalizando 12, sendo 6 de ouro. Por isso toda essa repercussão.

Fiquei surpreso ao ver nas manchetes dos principais sites brasileiros e do mundo a narrativa do assalto que teriam sofrido 4 nadadores olímpicos americanos na madrugada do dia 14.08.2016.

Imediatamente, mostrei, nas redes sociais, minha decepção com a segurança pública da cidade maravilhosa. A notícia se espalhou rapidamente pelos quatro cantos do planeta e mais uma vez o Brasil foi vitimado por severas críticas e brincadeiras de mal gosto. Esse tipo de repercussão negativa traz prejuízos ao nosso país, que precisa mais do que nunca da visita de turistas e dos investimentos de empresários estrangeiros. A notícia do assalto aos 4 medalhistas de ouro quase apaga a chama da pira e tira o brilho da competição internacional.

A polícia civil carioca precisava dar resposta rápida à opinião pública, que clamava pelo esclarecimento desse crime como forma de amenizar os efeitos danosos à imagem do Rio de Janeiro.

Ryan Lochte foi ouvido na delegacia de atendimento a turistas. Nos dias seguintes alardeou o ocorrido a vários veículos de comunicação, com a consequente repercussão internacional. Falou mais sobre o assalto, do que das medalhas conquistadas em inúmeras entrevistas a jornalistas de todo o mundo. Chegou a simular com as mãos o local exato em sua cabeça onde o tal bandido teria apontado arma de fogo.

O problema é que dúvidas começaram a surgir assim que o campeão olímpico passou a fornecer versões diferentes sobre o crime. O antigo jargão popular que diz que “a mentira tem perna curta” começou a se fazer presente em razão de os jornalistas desejarem mais detalhes do delito. Dessa forma, para sustentar a mentira inicial, o nadador Lochte teve que criar outras inverdades.

Três dias depois do crime, Ryan Lochte deixou o Brasil. Ao chegar nos EUA, desabafou:

“Estou sendo tratado como suspeito e não como vítima no Brasil”.

Perante a imprensa americana, ele continuou a narrar como havia sido abordado por assaltantes no RJ, mas cada vez se tornava mais claro suas contradições.

Indignado, Steve Lotche, pai do nadador, desabafou em entrevista à agencia de notícias americana Associated Press, ofertando a seguinte declaração:

“Estou feliz porque ele está a salvo. Foi uma experiência desafortunada para ele e os outros três. Não sei por que tanta controvérsia. Simplesmente eles foram tirados do táxi e assaltados. A principal coisa é que ele tem muita sorte de estar em segurança; tudo o que levaram foi o dinheiro e a carteira”, disse Steve Lotche, por telefone.

 O jornal “The New York Times” tomou as dores de seu herói olímpico e publicou artigo criticando a polícia civil carioca:

A ideia que atletas tão destacados poderiam ser roubados por policiais durante a Olimpíada causou um enorme constrangimento ao Brasil, enfatizando preocupações sobre abrigar os Jogos em uma cidade infestada pelo crime como o Rio”, afirma o jornal… Mas questionamentos sobre os depoimentos dos americanos à polícia transformaram esse constrangimento em raiva, com muitos brasileiros especulando se os atletas mentiram sobre o episódio e prejudicaram a reputação de seu país.”

A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), começou então a apurar se poderia ter havido falsa comunicação de crime por parte dos nadadores. Solicitou à justiça que os quatro atletas fossem proibidos de deixar o Brasil. O protagonista do imbróglio, Bryan Lochte, o mais rápido entre eles nas águas, mostrou também ser o mais malandro, pois já havia deixado o país sorrateiramente. Provavelmente já estava prevendo que o caldo estava engrossando para ele e portanto, resolveu sair de cena.

Gunnar Bentz e Jack Conger foram retirados do avião pela polícia e levados para a delegacia. Orientados por advogado, resolveram permanecer em silêncio; procedendo assim, assinaram o atestado de culpa.

O quarta nadador, James Feigen, provavelmente percebeu o problema e se “acovardou”; não apareceu na hora do embarque no aeroporto e sumiu temporariamente.

Mesmo com todas as controvérias e contradições levantadas pela polícia fluminense até aquele momento, a imprensa americana continuou a defender seus heróis medalhistas e a tecer críticas ao Brasil.

O jornal “USA Today” fez a seguinte publicação:

“A coisa mais inteligente que Ryan Lochte foi sair da cidade”, escreve a colunista do jornal Nancy Armour. “Claro, ficar no país é uma ótima ideia. Após envergonharem a polícia, que não é conhecida exatamente pelo seu comedimento ou veracidade. E o COI (Comitê Olímpico Internacional), que ainda está ressentido da “falta de comunicação” com o Comitê Olímpico dos EUA e não deve ajudar os nadadores que causaram essa confusão… Se um roubo aconteceu de fato, Lochte, Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger são as vítimas”, afirma. “Ainda assim, estão sendo tratados como se tivessem ficado de pé no topo do Cristo Redentor e mostrado o dedo do meio para o Brasil inteiro.”

No dia 18.08.2016, os Delegados de Polícia exibem à imprensa imagens das câmeras de segurança do posto onde teria ocorrido o suposto crime. E a verdade aparece no monitor.

Não havia mais lugar para dúvidas e mentiras.

 

O Chefe da Polícia Civil/RJ, Delegado Veloso, em coletiva à imprensa, após provar as mentiras dos medalhistas, principalmente de Lotche, e mostrar o que realmente tinha acontecido no Posto de gasolina, comentou:

“Seria nobre e digno por parte deles pedir desculpas aos cariocas, que viram o nome da sua cidade manchado por uma versão fantasiosa”, apelou o delegado Veloso.

Somente no dia seguinte, após se certificar que seus colegas de piscina já haviam contado toda a verdade à polícia, o medalhista Lochte resolveu se explicar. Mas ele não teve coragem de procurar a imprensa americana e ser inquirido pelos jornalistas. Achou caminho mais fácil e menos comprometedor; preferiu ofertar nova versão através do Twitter:

 

PEDIDO ESFARRAPADO DE DESCULPAS, MAS LONGE DE UMA CONFISSÃO

 

“Quero pedir desculpas pelo meu comportamento na semana passada – por não ter sido mais cuidadoso e sincero na forma como eu descrevi os eventos daquela manhã e por meu papel em tirar o foco de vários atletas [que estão] realizando seus sonhos em participar da Olimpíada”.

Observe, caro leitor, que nesse primeiro parágrafo o nadador não diz praticamente nada. É como se tivesse apenas cometido um singelo deslize. Ele continua suas explicações:

“Eu esperei para dividir esses pensamentos até que houvesse uma confirmação de que a situação legal tinha sido resolvida e que estivesse claro que meus colegas de equipe chegariam em casa de forma segura.”

 

O PINÓQUIO AMERICANO

Novamente mentiu o pinóquio americano, pois se estivesse preocupado com seus colegas que tinham ficado retidos no Brasil, não teria fugido, às pressas, e aceitado dar tantas entrevistas à mídia de seu país, criticando a polícia carioca e mantendo a versão do famigerado assalto.

“É traumático estar na rua tarde da noite com seus amigos num país estrangeiro – com a barreira da língua – e ter um estranho apontando uma arma para você e exigindo dinheiro para deixá-lo ir embora. Mas independentemente do comportamento de qualquer um naquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável com meu comportamento e por isso eu peço desculpas para meus colegas de equipe, meus fãs, meus colegas competidores, meus patrocinadores e os anfitriões desse grande evento. Estou muito orgulhoso de representar meu país na Olimpíada e essa foi uma situação que poderia ter sido evitada. Eu assumo responsabilidade por meu papel nesse acontecimento e aprendi algumas lições valiosas.

Observe que o mentiroso americano não teve a hombridade de citar a polícia civil carioca, pois, na verdade, foi ela que tirou sua máscara de bom moço, escancarando sua falha de caráter.

Ryan Lotche em nenhum momento aponta no tal pedido de desculpas pelo Twitteros atos cometidos no posto de gasolina. Omite que estava embriagado, que danificou patrimônio alheio, promoveu algazarra, que desejava ir embora sem pagar os prejuízos e que estava rodeado de mulheres, que a polícia fluminense busca localizar, para saber maiores detalhes do ocorrido. Na minha forma de interpretar, ele insere a culpa ou transfere o problema ao vigilante armado do estabelecimento, que agiu de forma legal.

“Sou grato aos meus colegas da equipe de natação dos Estados Unidos e ao Comitê Olímpico dos Estados unidos, e reconheço todos os esforços do Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Anfitrião da Rio’16 e às pessoas do Brasil que nos receberam no Rio e trabalharam tão duro para ter certeza que essa Olimpíada oferecesse uma vida de grandes novas memórias.

Muito já foi dito e muitos recursos valiosos já foram dedicados ao que aconteceu na semana passada, então eu espero que usemos nosso tempo celebrando as grandes histórias e performances destes jogos e espero celebrar sucessos futuros”.

O final de seu pronunciamento nas redes sociais foi patético e, provavelmente, escrito por assessor de imprensa. Entendo que o Pinóquio americano não teve hombridade de ofertar sincero pedido de desculpas nem se mostrou arrependido de seus atos, cuja repercussão da notícia maculou a imagem do Brasil, notadamente a cidade do Rio de Janeiro, que organizou os jogos olímpicos de maneira eficiente e que agradou a grande maioria dos turistas estrangeiros, sendo que 83 % deles disseram em pesquisa que pretendem voltar em breve ao Brasil para passear e curtir nossas belezas naturais.

MAS POR QUE LOTCHE RESOLVEU INVENTAR A MENTIRA DO ASSALTO?

O QUE ELE QUERIA ESCONDER?

RADIOGRAFIA DOS FATOS

Data: 14.08.2016  – Madrugada de domingo

Ryan Lochte havia ganhado medalha de ouro olímpica, e é claro, queria comemorar o feito. Ele ficou sabendo de festa badalada que ocorreria na Casa de França, e assim, dirigiu-se ao local com seus amigos nadadores Gunnar Bentz, Jack Conger, e Jimmy Feigen. Eles chegaram por volta das duas horas da madrugada do domingo e ingeriram muita bebida alcoólica e se engraçaram com algumas mulheres.

Lochte tem um relacionamento desde março com a modelo Kayla Rae. Muitos acreditam que esse seja o fato que explica a falsa comunicação de crime por parte do nadador.

Por volta das 6 da madrugada, e não às 4h, como informaram à polícia, os atletas deixaram a festa e entraram num taxi. Durante o percurso de quase 40 Km até a Vila dos Atletas, os nadadores solicitaram ao taxista que parasse num posto de gasolina para irem ao banheiro. Um dos atletas teria urinado na rua. Lochte era o mais alterado e exaltado.

No fundo do estabelecimento entraram no banheiro e danificaram a porta, saboneteira e quebraram espelhos.

Em razão dos danos materiais, seguranças armados do posto de gasolina solicitaram aos americanos que pagassem pelos estragos, mas, intempestivamente, todos entraram no taxi para seguir viagem, sem acertar os prejuízos. Um dos vigilantes pediu ao motorista que não retirasse o carro do local, no que foi atendido prontamente. Em seguida, os americanos resolveram pagar pelos prejuízos provocados e foram liberados. Pelo menos um dos seguranças mostrou sua arma para obrigá-los a ficar quietos e não deixarem o local. Por volta das 7h os atletas enfim chegaram a seus aposentos. Antes de dormir, Lochte teria ligado para sua genitora nos EUA e contado que ladrões tinham colocado uma arma em sua cabeça e subtraído 400 dólares. Curiosamente, os tais bandidos cariocas não roubaram as credenciais olímpicas, celulares e documentos das 4 vítimas americanas.

A mãe do atleta teria entrado em pânico e narrado o caso a jornalistas locais na segunda feira, pois estava preocupada com a integridade do filho no Brasil.

Mas qual o motivo que levou Lotche a inventar essa mirabolante farsa?

Com o anúncio do roubo, talvez ele quisesse despistar a farra na madrugada e evitar que a namorada se aborrecesse e até mesmo terminasse o relacionamento. Em redes sociais, também foi dito que Lotche quis chamar atenção e colocar seu nome em evidência. De qualquer forma, somente o Pinóquio americano será capaz de desvendar esse mistério

PREJUIZOS SOFRIDOS PELO BRASIL COM OS FARSANTES AMERICANOS

A notícia que medalhistas olímpicos americanos haviam sido assaltados foi estampada no mundo pela imprensa e fartamente explorada nas redes sociais. O Brasil foi achincalhado e motivo de piadas e gozação. A autoestima do brasileiro, já fragilizada pela crise econômica, foi arranhada. Levados a erros, tivemos que fazer mea culpa e engolir sapo do tamanho do Maracanã. Por fim, o diretor de comunicação do Comitê Olímpico do Rio 2016, Mario Andrada, se desculpou com os nadadores dos EUA pelo suposto assalto:

“Nós pedimos desculpas aos atletas americanos pela violência que eles passaram”.

Como salientei acima, as desculpas de Lotche não me convenceram. Por outro lado, é preciso cobrar de todos os Pinóquios americanos os prejuízos gerados à imagem do Brasil, que foi espezinhada em razão de mentira vil.

Entendo que o governo brasileiro deve impetrar ação indenizatória contra os quatro nadadores, para o devido ressarcimento a ser calculado pela justiça brasileira, pois tenho absoluta certeza que nosso país perdeu muito com o crime praticado por esses irresponsáveis.

 

De outra sorte, não podemos esquecer da responsabilidade penal dos 4 nadadores, que precisam passar pelo devido processo legal e receber a devida punição. Entendo, ainda, que findo os processos devem os quatro medalhistas serem proibidos de pisar em solo brasileiro “ad eternun” e considerados personas não grata.                                                                                                

O Dia da Mentira no Brasil é comemorado no primeiro dia do mês de abril, em razão de fato ocorrido na França em 1564. Proponho também que o governo federal ou algum congressista, de forma simbólica, altere a comemoração do dia da mentira para 14 de agosto, para que a maldosa lambança do Pinóquio americano Ryan Lotche e seus asseclas fique imortalizada e jamais esquecida.

O QUE ACONTECERIA NOS EUA SE ATLETAS BRASILEIROS PROMOVESSEM O MESMO TIPO DE MENTIRA CRIMINOSA EM PLENA OLIMPIADA AMERICANA?

Com absoluta certeza, o rigor da lei penal americana teria colocado os infratores atrás das grades, sem nenhum tipo de regalia. A pena seria muita mais dura que a brasileira, que prevê apenas detenção de 1 a 6 meses ou multa. Outro ponto a ser lembrado, é que o governo americano, provavelmente, iria cobrar milionária indenização dos atletas e quiçá da delegação brasileira.

 

DESCULPAS OFICIAIS AMERICANAS

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos pediu desculpas ao Rio de Janeiro e aos brasileiros pelo incidente causado pelos nadadores, com a seguinte nota:

“O comportamento desses atletas não é aceitável, nem representa os valores do Time EUA ou a conduta da vasta maioria de seus membros. Iremos rever a questão e quaisquer consequências em potencial para os atletas quando retornarmos aos Estados Unidos. Em nome do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, nos desculpamos com nossos anfitriões no Rio e com as pessoas do Brasil por esta provação de desordem no meio do que deveria ser uma celebração de excelência”.

 

PARABÉNS BRASIL – PARABÉNS RIO DE JANEIRO – PARABÉNS À POLÍCIA CARIOCA

Muita gente não acreditava na capacidade do Brasil em organizar as Olimpíadas 2016. O temor em relação a violência urbana e frente a possibilidade de atos terroristas era enorme. Apesar de algumas ocorrências policiais, tudo transcorreu na mais absoluta calma e tranquilidade. Não esperávamos ser vitimados por atletas da delegação americana. Mesmo assim, a polícia se mostrou preparada para dar a pronta e merecida resposta. O fato negativo, é que a impunidade penal brasileira também passou a mão na cabeça dos criminosos americanos. A Justiça estabeleceu aos atletas a pena de multa no valor de R$ 35 mil, muito aquém dos prejuízos por eles gerados.


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