Um homem muito rico, agonizando em seu leito de morte, pediu para a enfermeira papel e caneta. Havia resolvido deixar um testamento enquanto estava lúcido: “Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos...

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Um homem muito rico, agonizando em seu leito de morte, pediu para a enfermeira papel e caneta. Havia resolvido deixar um testamento enquanto estava lúcido:

“Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres”.

Logo após escrever a frase e sem ter tempo de revisar a pontuação, veio a falecer. A dúvida entre os quatro herdeiros era:

“Mas para quem ficou a fortuna?”

O sobrinho fez a seguinte pontuação:

“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres”.

A irmã chegou em seguida e pontuou o escrito da seguinte forma:

“Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres”.

O padeiro pediu cópia do original e puxou a brasa para a sardinha dele:

“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres”.

Aí, chegaram os descamisados da cidade e um deles, sabido, fez esta interpretação:

“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres”.

Tendo em vista a confusão literária, os “herdeiros” foram brigar na justiça pela herança.

Caro leitor, qual mensagem podemos extrair dessa estorinha?

A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação.

Não adianta colocar a culpa nos outros ou nas circunstâncias; a responsabilidade de tudo que nos acontece é sempre nossa. Pontue sua vida com o que realmente importa. Isso faz toda a diferença.

A vida é feita de escolhas diárias. Se estiver insatisfeito, altere a pontuação, pois a caneta das decisões nunca saiu das suas mãos.


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Ditado popular é uma frase curta, de autor desconhecido e que por ser repetida inúmeras vezes e por muito tempo é consagrada como verdade ou lição de vida. A maioria dos provérbios foram criados na antiguidade, porém, ainda estão bem presentes nos dias de hoje,...

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Ditado popular é uma frase curta, de autor desconhecido e que por ser repetida inúmeras vezes e por muito tempo é consagrada como verdade ou lição de vida.

A maioria dos provérbios foram criados na antiguidade, porém, ainda estão bem presentes nos dias de hoje, principalmente quanto aos assuntos mais simples do dia a dia. No entanto, por estarmos vivenciando a era da informática e dos smartphones, o comportamento das pessoas vem sofrendo mudanças bruscas.

Agora, os parâmetros de vida são outros; tudo pode mudar num simples toque na tela do celular. Por isso, precisamos modernizar os velhos provérbios para se adaptarem ao mundo digital, que está em evolução constante.

Deixo algumas sugestões:

– A pressa é inimiga da conexão.

– Amigos, amigos, senhas à parte.

– A arquivo dado não se olha o formato.

– Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.

– Para bom provedor uma senha basta.

– Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

– Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

– Hacker que ladra, não morde.

– Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

– Mouse sujo se limpa em casa.

– Melhor prevenir do que formatar.

– Quando um não quer, dois não teclam.

– Quem clica seus males multiplica.

– Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

– Quem envia o que quer, recebe o que não quer…

– Quem não tem banda larga, caça com modem.

– Quem semeia e-mails, colhe spams.

– Quem tem dedo vai a Roma.com

– Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

– Aluno de informática não cola, faz backup.

– Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia….. E depois se cola.

 


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O mestre falava sobre a valorização do amor e da importância de se pagar sempre o mal com o bem! Um dos discípulos, refletindo a respeito, concluiu que na prática deveria ser muito difícil agir dessa forma tão nobre. Uma semana depois escutou um homem,...

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O mestre falava sobre a valorização do amor e da importância de se pagar sempre o mal com o bem! Um dos discípulos, refletindo a respeito, concluiu que na prática deveria ser muito difícil agir dessa forma tão nobre.

Uma semana depois escutou um homem, nervoso, gritando com o mestre, que já era idoso; tinha mais de 80 anos. O homem o insultava com palavras torpes e humilhantes. Não era possível ouvir a voz do mestre, apenas os gritos do agressor.

O mestre permaneceu em silêncio, com a expressão facial tranquila como se nem ali estivesse. Em dado momento, o homem, enraivecido, deixou o templo. O discípulo, então, fez a seguinte pergunta:

“Mestre, por que o senhor não disse nada?”

O monge respondeu com uma pergunta:

“Meu filho, se você resolve me oferecer um presente e eu não o recebo, com quem o presente ficará?”

O jovem respondeu baixinho:

“Comigo, mestre. Mas o que tem isso a ver com os insultos?”

“Aquele homem trouxe-me de presente vários insultos que eu não recebi. Assim, ele continuou com os insultos que trouxe”.

O jovem sorriu, abraçou o mestre, que continuou:

“Meu filho, deixe sempre com os outros os presentes ruins;  eles só servem para acabar com nossa tranquilidade. Sentimentos como inveja, raiva, rancor não devem habitar por nenhum instante o nosso ser, o nosso coração”.

O amigo leitor percebeu a mensagem desta singela estorinha?

Uma das coisas mais importantes na vida é manter o equilíbrio emocional para se ter paz e tranquilidade. Isso requer a adoção de algumas estratégias. Uma delas, é não permitir a incorporação de energias negativas no cotidiano, tais como as de pessoas que não estão bem e querem dividir suas insatisfações com os outros.

Portanto, escolha bem suas companhias e amigos e procure estar perto de quem lhe agrega bons conhecimentos e sentimentos nobres e afetivos.


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No começo de dez/2018, como não poderia deixar de ser, foram  intensos os comentários nas redes sociais sobre a revolta contra as atitudes covardes contra cachorros de dois homens em São Paulo, sendo que um dos animais veio a perder a vida. Os maus tratos...

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No começo de dez/2018, como não poderia deixar de ser, foram  intensos os comentários nas redes sociais sobre a revolta contra as atitudes covardes contra cachorros de dois homens em São Paulo, sendo que um dos animais veio a perder a vida.

Os maus tratos e abusos contra animais é crime ambiental e a punição varia de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal.

Pouca gente sabe, mas a legislação penal não pune apenas a agressão física, outras atitudes também são reprováveis e passíveis de condenação criminal, tais como:

  1. a) Abandonar
  2. b) Envenenar
  3. c) Manter preso permanentemente em correntes
  4. d) Manter em locais pequenos e anti-higiênicos
  5. e) Não abrigar do sol, da chuva e do frio
  6. f) Deixar o animal sem ventilação ou luz solar
  7. g) Não dar água e comida diariamente
  8. h) Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido
  9. i) Obrigar a trabalho excessivo ou superior à sua força
  10. j) Capturar animais silvestres
  11. k) Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse
  12. l) Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi e etc.

Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Qualquer cidadão pode fazer denúncia à polícia militar através do fone 190. Em São Paulo, a denúncia pode ser feita através do link http://www.ssp.sp.gov.br/depa, além de acompanhar o resultado das investigações.

É de se lembrar, que todos os animais existentes no país são tutelados do estado.

Na prática, uma vez concluído o inquérito policial ou elaborado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), o Delegado encaminhará o procedimento para análise da Justiça.


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  Como definir o que é caro ou barato na hora de comprar um produto ou serviço? O leitor pode dar a seguinte resposta: “Lordello, depende da condição financeira da pessoa no momento da efetivação do gasto”. Entendo que a melhor resposta não é essa...

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Como definir o que é caro ou barato na hora de comprar um produto ou serviço?

O leitor pode dar a seguinte resposta:

“Lordello, depende da condição financeira da pessoa no momento da efetivação do gasto”.

Entendo que a melhor resposta não é essa em razão dos motivos que passo a expor. Recentemente, um amigo precisava ir a um médico otorrino em virtude do acúmulo de cera no ouvido. Ele pesquisou vários consultórios e encontrou preços de consulta que variavam de R$ 100 a R$ 400. Acabou escolhendo o menor. Perguntei se porventura ele tivesse um problema grave de saúde optaria por médico que cobrasse R$ 100 ou R$ 400? A resposta foi surpreendente:

“Há um ano tive fortes dores no peito; suspeitei que fosse algo grave no coração. Fiquei apavorado e me consultei com um médico excelente, recomendado por uma amiga; paguei pela consulta R$ 800”.

Como o leitor decide quanto gastar para presentear alguém que vai fazer aniversário? Se for o coleguinha da escola de seu filho, acredito que entre R$ 50 a R$ 80 está de bom tamanho para adquirir uma lembrança, mas se o aniversariante for alguém que você deve um grande favor, é claro que cabe gastar muito mais.

A porca entorta o rabo quando surge a necessidade de se contratar um profissional para resolver problema de maior complexibilidade na residência, empresa ou condomínio, por exemplo. Normalmente, o processo de cotação busca identificar o preço mais convidativo, ou seja, o mais baixo.

Em contraponto a esse tipo de raciocínio, que entendo ser completamente equivocado, apresento a seguinte afirmação para reflexão:

“Se você acha caro o valor cobrado por profissional gabaritado, é porque não faz ideia de quanto custa um incompetente”.

A experiência mais que comprova que corrigir erros é muito mais caro que fazer bem feito, mesmo se for a um preço elevado.

Também muito complicada é a situação na qual o funcionário gasta mal e errado recursos da empresa. Ele pode perder o emprego e até sofrer os efeitos de uma ação indenizatória por danos morais e materiais em virtude de buscar economia de forma inconsequente e por se omitir de sua obrigação de zelar pela qualidade do serviço a ser prestado.

O bom, bonito e barato, só existe em filmes ou no mundo da fantasia.

Na vida real, o valor de um produto ou de um serviço não é quantificado pelo preço cobrado mas sim pelas qualidades apresentadas pelo fornecedor, principalmente quando a necessidade é relevante.


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  Tem um ditado popular que bem exemplifica um tipo muito comum de dificuldade encontrada em condomínios residenciais: “Em busca do ótimo, tem gente que deixa de fazer o bom”. Em recente palestra que ministrei para síndicos, ficou claro que grande parte deles não consegue...

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Tem um ditado popular que bem exemplifica um tipo muito comum de dificuldade encontrada em condomínios residenciais: “Em busca do ótimo, tem gente que deixa de fazer o bom”. Em recente palestra que ministrei para síndicos, ficou claro que grande parte deles não consegue implementar bom nível de segurança condominial nos prédios que administram, mesmo sendo premente a necessidade de investimentos em equipamentos físicos e eletrônicos e de implementação de novas normas e procedimentos internos.

A conclusão é uma só: muita discussão e bate-boca e pouca efetividade.

É por demais importante ter um Raio X geral das vulnerabilidades do condomínio e em seguida encontrar as melhores soluções em segurança. Mas a roda da efetividade, ou seja, a implantação começa a travar, basicamente, por dois motivos:

1) Discussão e polêmica quanto a detalhes secundários em detrimento das prioridades

2) Intenção de implementação total e imediata dos itens planejados sem devido suporte de planejamento financeiro

Imagine a seguinte situação:

O condomínio nunca deu importância à segurança, sempre priorizou outras áreas. De repente, o problema da insegurança surge e com isso o alvoroço é geral.

Moradores cobram do administrador imediatas melhorias na segurança. O problema é que a pressa e a ansiosidade são inimigas da racionalidade. Qualquer tipo de implantação deve respeitar uma série de fases e respeitar o fluxo de caixa.

Uma pessoa obesa, que está 35 quilos acima do peso, não chegará ao peso ideal com saúde em sessenta dias. Outro ponto a ser observado, é que se deve começar a dieta sob orientação de profissional gabaritado. Os detalhes e aprimoramentos serão resolvidos no decorrer do tempo, no momento em que o processo de perda de peso começar.

Perder tempo com questões de somenos importância sem iniciar efetivamente a mudança de hábitos alimentares, é protelar ou sabotar, mesmo que inconscientemente, o projeto como um todo.

Portanto, síndicos e administradores não podem cair na armadilha muito comum em edifícios residenciais quanto a pressão por soluções instantâneas e mágicas.

Mais importante que a velocidade, é a direção.

Quem pratica corrida sabe que sair acelerando feito um louco no início de uma prova não é a melhor estratégia, pois com toda certeza, o apressadinho acabará a prova nas últimas colocações. Aquele que correu com mais sabedoria, guardando energia, terá mais chance de subir ao pódio.

Dessa forma, passo o roteiro padrão para síndicos que desejam melhorar sobremaneira o nível de segurança de seus condomínios visando minimizar risco de abordagem criminosa:

1) Contratação de analista de risco/consultor de segurança para realizar levantamento de todas as vulnerabilidades e falhas no edifício e com base nisso criar soluções de segurança adequadas ao local;

2) Discussão do trabalho com o corpo diretivo para estabecer, em razão das peculiaridades do condomínio, os itens com chance de aprovação em assembleia e os que gerariam polêmicas infindáveis e portanto devem ser postergados;

3) O próximo passo é buscar orçamentos com empresas que apresentem condições técnicas de prestar serviço de qualidade e manutenção preventiva e corretiva, quando se fizer necessário;

4) Realização de Assembleia com moradores para explanação técnica do projeto de segurança realizado e esclarecimento de todas as dúvidas;

5) Apresentação do rol de prioridades nas diversas etapas de implantação;

6) Apresentação dos orçamentos;

7) Votação.

Síndicos, lembrem-se do velho jargão popular:

“Quem quer fazer tudo, acaba não fazendo nada”.


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Toda semana, um idoso fazendeiro tomava um trem para ir à cidade depositar em um banco o produto da colheita. Ele procedia assim havia muitos anos. No final da tarde retornava no mesmo trem. Na viagem de volta também era rotineira a presença de um...

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Toda semana, um idoso fazendeiro tomava um trem para ir à cidade depositar em um banco o produto da colheita. Ele procedia assim havia muitos anos.

No final da tarde retornava no mesmo trem. Na viagem de volta também era rotineira a presença de um professor universitário, que aproveitava a viagem para ler algum livro ou corrigir provas. Com isso, ele se distraía e não sentia o tempo passar.

Numa dessas viagens, o professor esqueceu sua pasta na escola e ficou sem ter com o que se distrair. Resolveu então puxar conversa com o velho fazendeiro que ele sempre via no trem. Depois de dizer seu nome, acrescentou:

“Sou professor universitário, tenho cinco diplomas, falo seis idiomas e sou muito viajado; conheço todos os continentes. E o senhor, quem é?”

Após também dizer seu nome, o ancião acrescentou:

“Puxa, eu não completei nem o primário”.

O professor, vendo que entre eles não seria possível uma longa conversa, sugeriu uma brincadeira para passar o tempo:

“Eu lhe faço uma pergunta e o senhor me faz uma pergunta. Quem errar paga um real para o outro”.

O homem retrucou:

“Ah, não acho justo! Como eu tenho pouco conhecimento, se eu errar eu lhe pago um real. Mas se o senhor, que tem muito conhecimento, errar, aí o senhor me paga dez reais”.

Assim acertaram e o idoso pediu para fazer a primeira pergunta:

“O que é, o que é que tem dez metros de comprimento, pesa dez quilos, tem capacidade para transportar dez pessoas e dá a volta ao mundo em dez dias?”

O professor pensou, pensou, mas não teve jeito de achar a resposta.

“Então me pague os dez reais”, disse o velhinho, estendendo a mão.

O professor pagou e, percebendo a perspicácia do oponente, disse:

“Sendo a minha vez de perguntar, eu devolvo a mesma pergunta ao senhor: o que é essa coisa que o senhor me perguntou? ”

O professor se surpreendeu com a resposta:

“Eu também não sei”, e estendendo a mão, completou: “Aqui está o seu um real”.

Amigo leitor, o que vale não é a quantidade de conhecimento que temos, mas o que somos capazes de fazer com o pouco de conhecimento que tivemos a oportunidade e condições de receber.


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Conversando com uma senhora de 74 anos, ela me contou que era viúva e que morava sozinha em um apartamento na Vila Mariana, em SP. Em tom de confissão, ela fez o seguinte relato motivada por medo de uma invasão: “Lordello, tenho o hábito de antes...

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Conversando com uma senhora de 74 anos, ela me contou que era viúva e que morava sozinha em um apartamento na Vila Mariana, em SP. Em tom de confissão, ela fez o seguinte relato motivada por medo de uma invasão: “Lordello, tenho o hábito de antes de dormir travar a porta de acesso ao elevador. Posso fazer isso porque só tem um apartamento por andar no meu prédio. Em seguida, passo a tranca na porta da minha unidade e vou dormir mais tranquila”.

Preocupado com tal atitude, fiz a seguinte pergunta:

“Se porventura a senhora passar mal e precisar ser socorrida, como as pessoas conseguirão entrar no apartamento para ajudá-la? E tem mais um problema, travar a porta do elevador, mesmo atendendo somente sua unidade no andar, é atitude incorreta e ilegal, porque é proibida por disposições do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e contraria alguns julgados”

A idosa suspirou, e com ar apreensivo, disse:

“Puxa, não sabia disso. Ninguém me informou”   

Na mesma esteira de pensamento, imagine se o porteiro que trabalha em uma guarita blindada desmaiar por algum motivo. A pergunta que não quer calar: com  quem fica a chave reserva? Aonde será que ela se encontra?

A intenção deste artigo é alertar pessoas que moram sozinhas ou trabalham em ambiente confinado e trancado. É preciso ter plano de emergência para determinadas situações.

Com a tecnologia do celular, ficou mais fácil pedir socorro em razão de mal súbito ou queda que impossibilite a locomoção. Com smartphone por perto é possível solicitar ajuda, mas o ideal é ter um plano de ação bem elaborado e com a participação de pessoas de confiança.

Quem mora em condomínio pode contar com apoio rápido do porteiro, zelador, síndico e vizinhos com os quais tenha bastante amizade e confiança.

Dessa forma, é importante que cópia da chave do apartamento esteja com alguém que trabalhe ou administre o edifício e que em caso de emergência esteja facilmente à disposição.

Ligar para parente que more distante não é boa opção, principalmente em casos graves quando o socorro deve ser o mais rápido possível.

Quem mora sozinho em casa deve arranjar alternativas, pois não tem a opção de acionamento do funcionário da portaria ou zelador.

Nesses casos, é preciso localizar pessoas do bairro e tê-las como apoio se precisar de socorro rápido. E esses amigos vão precisar ter a chave da sua casa para entrar e verificar qual providência precisa ser tomada.

Se você gostou de minhas sugestões, o primeiro passo é encontrar as pessoas que poderão te socorrer em momento difícil e anotar seus telefones de forma preferencial em seu aparelho celular.

Tenho absoluta certeza que alguns leitores podem estar tendo o seguinte pensamento:

“Mas Lordello, deixar a chave de casa com terceiros não é perigoso?”

É preciso ter em mente que tudo na vida tem um risco, mas é óbvio que nossa missão é minimizar quase a zero a possibilidade que se concretize.

É importante frisar, que pessoas que moram ou passam boa parte do tempo sozinhas em casa ou apartamento, principalmente idosos ou enfermos, podem precisar de auxílio imediato. A arma é ter o celular sempre por perto. Recomendo que o aparelho fique preso a um colar adaptado, que deve ser mantido no pescoço, pois assim o smartphone estará sempre bem próximo.

Ser proativo é se antecipar ao problema antes dele acontecer.

Portanto, se você reside sozinho, pondere e reflita sobre o conteúdo deste artigo e crie estratégia para uma eventual necessidade de  socorro.


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O carro de uma senhora apresentou problema mecânico em meio a um movimentado cruzamento e apagou. Isso é um pesadelo para qualquer pessoa, mas ela manteve a serenidade. Pisou algumas vezes no acelerador na tentava de dar na partida, mas não estava tendo sucesso. Um...

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O carro de uma senhora apresentou problema mecânico em meio a um movimentado cruzamento e apagou. Isso é um pesadelo para qualquer pessoa, mas ela manteve a serenidade. Pisou algumas vezes no acelerador na tentava de dar na partida, mas não estava tendo sucesso.

Um irrequieto motorista, que, lamentavelmente, estava bem atrás, começou a buzinar impiedosamente, como se estivesse gritando com todas as suas forças. Depois de algum tempo de incessante e irritante buzina, a mulher saiu do carro, caminhou até o homem, e, educadamente, disse:

“Senhor, acho que deve ter percebido que estou tendo dificuldades em religar meu carro, cujo motor apagou. Se puder fazer a gentileza de ajudar, eu ficarei muito feliz em me sentar aqui no seu lugar e buzinar para você”.

O motorista pediu desculpas, desceu do carro e empurrou o auto da mulher até uma vaga próxima. Ao fundo, reflexo do enorme congestionamento, era possível ouvir buzinaço gigantesco.

Qual mensagem o leitor tirou desta singela estorinha?

Provavelmente, destacou o evento paciência, que é uma das maiores virtudes que o ser humano pode ter e que tem como base o autocontrole emocional, ou seja, é a capacidade de se suportar situações desagradáveis e incômodas provocadas por terceiros sem a perda da calma e da concentração. ¨

A paciência é, principalmente, baseada na tolerância com os erros alheios ou diante situações e fatos indesejados.

A perda da calma ou a irritabilidade, pode ser sinal de se estar vivenciando crise de estresse.

Por isso, quando se irritar com alguém no cotidiano, volte atenção para você mesmo, pois o problema pode não estar no outro.


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Recentemente, um amigo me ligou chateado; havia deixado o carro estacionado numa rua para atender um cliente e quando retornou a lateral estava toda amassada. Ele comentou que o carro não tinha seguro e que estava sem condições de providenciar o conserto, pois o estrago...

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Recentemente, um amigo me ligou chateado; havia deixado o carro estacionado numa rua para atender um cliente e quando retornou a lateral estava toda amassada. Ele comentou que o carro não tinha seguro e que estava sem condições de providenciar o conserto, pois o estrago havia sido grande, haja vista, que uma das rodas fora prensada na guia e por isso não era possível locomovê-lo do local.

Fiquei revoltado com o relato e ofertei a seguinte sugestão:

“Vá ao local do acidente e veja se existe alguma câmera de segurança. Pode ser que foi registrada a placa do automóvel que bateu em seu carro. Assim será possível localizar o motorista que deixou o local para esquivar-se de arcar com os prejuízos financeiros gerados”.

O interessado fez o que recomendei e com certa facilidade conseguiu levantar os dados do veículo, pois do outro lado da rua existia condomínio com várias câmeras de segurança apontadas para a área externa.

Com essa informação ofertei ao amigo a segunda orientação:

“Dirija-se à delegacia de polícia mais próxima do local do acidente e registre Boletim de Ocorrência”.

Rapidamente veio a dúvida:

“Mas Lordello, você não está entendendo, não ocorreu crime algum; ninguém se feriu no evento”.

Aproveitei a deixa para dar a seguinte explicação, que pode ser valiosa para o leitor também:

“O art. 305 do Código Nacional de Trânsito prevê como crime a conduta de “afastar-se o condutor do veículo do local do acidente para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída”. A pena é de detenção de seis meses a um ano ou multa”.

Após agradecer a explicação, ele foi imediatamente ao distrito policial, onde formulou o registro e solicitou a devida instauração de inquérito policial para apuração da autoria dos fatos.

Passados 15 dias ele me ligou contente da vida com as novidades:

“Lordello, você não vai acreditar, o dono do carro responsável pelo acidente me ligou após ser intimado pela delegacia; quer arcar com todos os prejuízos. Ele já indicou a oficina e vai pagar tudo, além de me alugar carro até que o conserto fique pronto, assim posso voltar a trabalhar”.

Portanto, aquele que promove acidente de trânsito não deve ausentar-se do local antes de tentar localizar o proprietário do auto acidentado. Se porventura não for possível, recomendo duas ações proativas:

1) Deixar bilhete no para-brisa explicando o ocorrido e informar contato telefônico e e-mail. Em seguida tire fotografia do procedimento realizado, pois pode servir como meio de prova que realmente tentou procurar o dono do carro acidentado;

2) Ligar para o fone 190, relatar o ocorrido e indagar o local mais próximo para registrar ocorrência versando sobre acidente de trânsito sem vítima. Assim, ficará isento de no futuro responder por crime capitulado no Código Nacional de Trânsito.


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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios...

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Toda vez que uma pessoa famosa ou considerada celebridade no meio artístico, político, esportivo ou empresarial envolve-se em acidente de natureza grave ou é hospitalizada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI) em razão de enfermidade ou até por uso abusivo de drogas, percebe-se cautela nos meios de comunicação no tocante a divulgação de seu estado de saúde.

Os hospitais possuem normas e regras no fornecimento de Boletim Informativo relativos a informações clínicas de paciente internados.

A verdade, é que fãs e admiradores ficam preocupados e desejam notícias do estado de saúde da pessoa pública, mas muita gente têm somente curiosidade de saber se o famoso vai sobreviver ou não ao tratamento emergencial.

O repórter, quando não consegue obter informações oficiais precisas e aprofundadas sobre o estado clínico da celebridade, pode comentar que o enfermo encontra-se em “estado estável”. É mais simples, prático e politicamente correto.

Comparo esse termo com o mundo do futebol. O time grande vem perdendo várias partidas. O dirigente não sabe bem o que fazer. De quem é a culpa pelos maus resultados?

Geralmente, a responsabilidade cai em torno do técnico. Enquanto não se decide o que fazer, sempre surge um diretor do clube dizendo que “o treinador está prestigiado”.

Quem é do meio do futebol sabe que essa expressão indica que o técnico será substituído nos próximos dias.

Mas na medicina, qual o verdadeiro significado do termo “estado estável” do paciente?

Devemos ficar esperançosos ou entristecidos com esse tipo de Boletim Médico?

É importante frisar, que “quadro clínico” é a situação em que o paciente se encontra; é o diagnóstico daquele momento.

Conversei com algumas médicos que me disseram que se o quadro clínico continua estável, é preocupante, pois indica que o paciente não obteve evolução positiva.

Certa vez, acompanhei o caso de uma celebridade que foi internada em virtude de uso abusivo de remédios controlados(tarja preta). Ele deu entrada no hospital já à beira da morte. 36 horas depois da internação, as informações de bastidores não eram nada animadoras.

O Boletim Informativo dizia que o paciente estava estável.

O semblante do médico era de tensão e preocupação. A conclusão era a seguinte: o paciente está estável, ou seja, do mesmo jeito que chegou…próximo da morte.

Alguns dias depois veio a notícia do óbito.

Portanto, pelo que pude pesquisar no meio médico, paciente recolhido à UTI em razão de doença, acidente ou uso exagerado de drogas e que permanece em estado estável, poderá ter recaída, piorar e vir à morte, como também tem chances de obter melhoras de forma paliativa.

A esperança é a última que morre”, já dizia o velho jargão popular.

Alguns dizem isso com tristeza no olhar, mas acreditando que através da fé a pessoa querida vai se restabelecer. Quando nada está dando certo e parece que não tem mais jeito, a única coisa que nos resta é a esperança.

No futebol é assim, nem todo “técnico prestigiado” é demitido. Muitos dão a volta por cima e tornam-se campeões.


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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...

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Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club

 

Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.

O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.

O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.

Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.

A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.

Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.

Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.

O primordial era fazer cumprir as leis locais.

Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.

A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:

” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.

Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.

Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.

Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.

Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.

Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.

Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

                                                                                                        JORGE LORDELLO

 


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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica. Qual a mensagem que o sonho desejou passar? Será que é um alerta para prevenir...

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Você já acordou assustado por causa de um sonho?  Todos já passamos por isso, mas muitos acreditam que sempre há um significado a ser descoberto por trás dessa experiência onírica.

Qual a mensagem que o sonho desejou passar?

Será que é um alerta para prevenir ou avisar de alguma coisa ruim ou boa que está para acontecer?

Existem sonhos que podem trazer informações importantes que estão encaixotadas ou embutidas no inconsciente. Outros sonhos referem-se apenas aos acontecimentos que marcaram o dia, principalmente horas antes de se dormir. Um filme de terror que assustou ou de amor que comoveu muito, podem se transformar em mensagem refletida em sonho na mesma noite.

Dizem ainda que sonhar tem a função de consolidar aprendizados.

Alguns psicólogos garantem que o sonho pode traduzir aquilo que mais se teme e tem a finalidade de treinar para o enfrentamento, se ocorrer num futuro. Há quem garanta que o sonho pode ser a realização de um desejo não materializado por falta de coragem, medo ou outro motivo relevante.

Como sou estudioso da área criminal, realizei pesquisa sobre sonhos com assassinatos, na qual, encontrei a tradução desses acontecimentos com especialistas.

Sonhar com assassinato significa precisar rever atitudes com as outras pessoas ou que nova fase surgirá na vida. A tendência é acordar assustado, preocupado e até ofegante. Mas não necessariamente significa que algo ruim está para acontecer.

Sonhar com morte significa, em linhas gerais, um momento de transição na vida, podendo ser positivo ou negativo.

Portanto, vamos às várias possibilidades de sonhos relacionados com homicídios:

1)    Sonhar que está matando alguém: está relacionado diretamente com atitudes no cotidiano. Pode significar que, de alguma forma, se está liquidando sonhos, desejos e planos de algum conhecido bem próximo. A reflexão é para se repensar decisões e ações e evitar o negativismo com as pessoas.

2) Sonhar que está sendo assassinado: significa estar prestes a tomar decisão importante na vida. É como que se aquele que existia antes da escolha não existe mais. Por outro lado, pode também ser um alerta para tomar cuidado com alguém próximo que pode prejudicar ou que não é confiável. Pode, ainda, alertar que alguém que se estima pode deixar de fazer parte de nossa vida e assim se deve preparar emocionalmente.

3) Sonhar com assassinato do pai: não implica  em nada de ruim com seu genitor e sim fase de amadurecimento. Pode determinar que se está pronto para mais independência, como morar sózinho ou constituir família.

4) Sonhar que presenciou homicídio: sentimento de raiva e rancor de alguém; através do sonho veio a necessidade de exteriorizar.

5) Sonhar com assassinato de conhecido: pode significar distanciamento de alguém que se goste. Aquele que foi alvo do homicídio no sonho não necessariamente precisa ser aquele que pode estar se afastando.

6) Sonhar com assassinato a facadas: por incrível que pareça, pode ser prenúncio de que se vai ganhar muito dinheiro. Se a presença do sangue for marcante, é a confirmação que houve grande esforço  para a conquista da riqueza.

Quem sonha constantemente com a morte, precisa rever comportamento e atitudes, deixar o negativismo de lado e acreditar que os planos pessoais vão renascer.

Portanto, sonhar com morte não é indicativo de possível tragédia e sim de abundância e renovação. Porém, coisas boas somente deixam o mundo dos sonhos e entram na vida real com o exercício de ações positivas como a fé, sabedoria e persistência.

O negativismo tem que ficar cada vez mais distante, para que nem os sonhos se lembrem mais dele.

       JORGE LOREDELLO


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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a...

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O anúncio do desaparecimento e em seguida da morte do ator Domingos Montagner nas águas do Rio São Francisco surpreendeu a todos. Diversas mensagens de tristeza e comoção inundaram as redes sociais. Muita gente usou a palavra “fatalidade” para discorrer sobre o ocorrido, mas, na verdade, a morte do protagonista da novela “Velho Chico” não foi mera fatalidade do destino.
Como especialista em segurança pública e privada, devo analisar esse triste e lamentável episódio procurando me ater exclusivamente aos fatos que ceifaram a vida desse homem de talento ímpar e carismático, dia 15.09.2016, no auge dos seus 54 anos de idade, no Rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no Alto Sertão de Sergipe.

O QUE ACONTECEU? QUAIS FORAM AS CAUSAS DESSA MORTE TRÁGICA?

Inicialmente, é importante frisar que cerca de 400 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. O Brasil é medalha de Bronze nesse ranking, pois é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, cerca de 7000 por ano. Estatísticas demonstram que homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Portugal destaca-se por ter feito a lição de casa quando o assunto é prevenção, pois nesse país, em média, apenas 140 pessoas falecem afogadas anualmente.

FATORES QUE PODEM TER CONTRIBUIDO PARA O AFOGAMENTO DO ATOR

1) ALIMENTAÇÃO: Domingos Montagner, após o término das gravações das cenas para a novela “Velho Chico” no período matutino, dirigiu-se, em companhia da atriz Camila Pitanga, ao restaurante Caçua, onde almoçaram.

Os mais experientes vivem repetindo: comer e depois nadar é perigoso; pode fazer mal. Mas por que esse conselho é verdadeiro? Logo após a ingestão de alimentos inicia-se o processo de digestão, onde grande parte de nosso sangue é deslocado para a região do estômago e intestino. Com isso braços e pernas tornam-se lentos e a sensação de moleza invade o corpo.

2) BEBIDA ALCOÓLICA: Não foi divulgado se a vítima ingeriu bebida alcoólica durante o almoço. De qualquer forma, médicos e preparadores físicos são taxativos em afirmar que álcool e exercícios físicos não devem ser associados, pois promove diminuição da força, da velocidade, da capacidade respiratória e muscular, do equilíbrio e prejudica a respiração.

3) MERGULHO NO RIO SÃO FRANCISCO: se após refeição praticarmos algum exercício físico, parte do sangue que estaria ocupado no processo digestivo é redirecionado para os músculos, por causa do esforço físico realizado. Não podemos esquecer que após refeições pesadas é natural sentirmos uma certa “moleza” ou sonolência. As consequências para quem insiste em praticar atividade física de barriga cheia são várias, tais como: enjoo, náusea, mal estar, vontade de desmaiar, suor, palidez e até congestão.

4)TEMPERATURA: Pouca gente sabe, mas a temperatura da água pode influenciar negativamente no rendimento de quem deseja nadar. Especialistas dizem que em dias quentes o corpo do nadador estará com temperatura mais elevada que o normal, e ao pular em águas geladas ocorrerá um contraste, onde o corpo entra em uma briga com ele mesmo para controlar e regular sua temperatura, além de ter que fazer a digestão e ainda manter os músculos em atividade. Nessas condições, o nadador pode entrar em colapso.

5)ÁGUAS PERIGOSAS:  A dona do restaurante que serviu refeição ao casal de atores, conhecida por Lalá, contou que o local onde eles mergulharam, a Prainha do Canindé”, é perigoso, pois a correnteza é forte. Uma seguidora minha, moradora do vilarejo, me contou que ao dar o primeiro passo em direção ao rio, a água já chega na altura dos joelhos. Com o segundo passo, atinge a cintura; se der o terceiro passo, as águas tendem a cobrir por inteiro o banhista.

ÁGUA NO UMBIGO, SINAL DE PERIGO

Portanto, a soma dos fatores acima desancadeou a terrível ocorrência de morte por asfixia na modalidade afogamento

COMO SE DÁ A MORTE POR AFOGAMENTO?

A pessoa que está com o corpo dentro d’gua procurando divertimento e lazer, quando percebe a possibilidade de afogamento entra em pânico, dificultando, assim, sua racionalidade. Em fração de segundos vem o desespero e a vontade de alcançar algum objeto ou pessoa para se apoiar. Mas quando não encontra, começa a afundar…

FASES DO AFOGAMENTO

1) A água entra pelo nariz, invadindo os pulmões e promovendo danos às células do sangue. Nos primeiros momentos, a pessoa se debate, luta contra as águas, tenta a todo custo se manter na superfície. Prende a respiração, mas, aos poucos, começa a ingerir pequenas quantidades de água; isso provoca o fechamento da laringe. Trata-se de mecanismo de defesa do corpo para tentar impedir que a água inunde a região dos pulmões.

2) Com o passar dos segundos, a laringe se abre um pouco, e mesmo lutando para sobreviver, a vítima acaba ingerindo mais água, não só pela boca, mas também pelo nariz. Dessa forma, o estômago passará a receber água oriunda da boca. Através das vias respiratórias, a água percorre a traqueia, chega aos pulmões, passando por brônquios, bronquíolos e alvéolos.

3) Com o corpo praticamente submerso e o pulmão encharcado, a troca gasosa, ou seja, a entrada de oxigênio e saída de gás carbônico, necessária para uma respiração regular, entra em colapso. Com a falta de oxigenação cerebral, a pessoa fica inconsciente.

4) Nesse estágio, restará pouco tempo para o coração parar de bater definitivamente. Em 3 minutos sem oxigênio, o cérebro já apresenta danos irreversíveis. Em média, de 3 a 5 minutos se dá a morte de uma pessoa afogada.

POR QUE O CORPO DO AFOGADO AFUNDA E DEPOIS FLUTUA?

No momento em que os pulmões são preenchidos com água, o corpo afunda até equilibrar sua densidade com a da água circundante, ou seja, pode não ir ao fundo e sim ficar submerso. O corpo permanecerá submerso enquanto estômago e intestinos estiverem cheios de alimento. Com o passar das horas, o alimento entra em processo de fermentação, saindo do estado pastoso formando gases que ficam retidos e fazem o corpo mudar sua densidade relativa e voltar à superfície. Esse processo leva em média de 12 a 24 horas.

CONCLUSÕES FINAIS

Um pequeno descuido ou falta de atenção, pode resultar em grandes problemas, muitos deles fatais. A morte do ator Domingos Montagner nos traz profundas reflexões. Desde o momento em que levantamos pela manhã, devemos tomar algumas cautelas. A grande maioria dos acidentes pessoais têm sua causa na imprudência, negligência ou na imperícia, portanto, podem ser evitados.

O leitor deve ter em mente que o exercício diário da pro atividade pode livrá-lo de muitas dores de cabeça, pois não há trabalho tão importante e nem lazer tão urgente que não possam ser feitos com segurança. Tenha sempre em mente, que prevenção é uma capa invisível que nos protege de acidentes pessoais, de trânsito e também da criminalidade.


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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?    Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.  Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista...

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QUER SABER SE ISSO ESTÁ OCORRENDO ?

 

 Muitos relacionamentos terminam por causa dos smartphones. O ciúmes e a possessividade fazem quem está num relacionamento sentir necessidade de vigiar o outro constantemente.

 Muita gente já flagrou pessoa amada fuçando no celular atrás de alguma pista de suposta traição. Evidentemente, essa não é uma atitude de pessoa sadia, madura e que tenha confiança na relação afetiva.

Poucos sabem, mas é possível fazer ajustes num celular de forma a ter, à distância, acesso às mensagens. Para o leitor ter certeza de não estar sendo vítima desse tipo de fraude e invasão de privacidade digital,  é só seguir as seguintes orientações:

1) Tecle no painel do seu telefone celular o seguinte código: *#21# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela o seguinte recado: “Desvio de chamada de voz: Não desviado”. Surgindo esse aviso, pode ficar tranquilo, ninguém programou seu celular para desviar chamadas. Se aparecer informação diversa, é porque o encaminhamento de ligações, mensagens de texto e outras informações para outro número telefônico está habilitada.

2) Para a realização do segundo teste em seu aparelho, digite *#62# e em seguida faça a ligação. Espere por alguns segundos; deverá aparecer na tela a seguinte mensagem: Desvio de Chamada de Voz: Não desviado Dados: Não desviado Fax: Não desviado SMS: Não desviado Sincronizar: Não desviado Assíncrono: Não desviado Pacote: Não desviado PAD: Não desviado. Se surgir esse tipo de mensagem, fique tranquilo, ninguém está tendo acesso ao conteúdo do seu aparelho. Agora, se surgir informação diversa, é porque suas ligações, mensagens de texto e dados podem estar sendo encaminhados sempre que alguém entrar em contato com você através do celular. Para desabilitar a ação do(a) parceiro(a) ciumento(a) em seu aparelho celular, é só digitar ##002# e em seguida fazer a ligação; a desabilitação é imediata.

Agora, se você descobrir que a pessoa com quem está mantendo relacionamento afetivo pegou seu smartphone, sem sua permissão, e realizou programação para te vigiar, pense bem; com certeza, é alguém que não confia em você. Será que vale a pena arriscar e continuar investindo emocionalmente?


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Imagine a seguinte situação: você vai a um órgão público ou privado realizar determinado negócio e o funcionário pede que traga documento xerocopiado autenticado ou que tenha assinatura com reconhecimento de firma em cartório. Como você se sente? O atendimento a essa burocracia custa, além...

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Imagine a seguinte situação: você vai a um órgão público ou privado realizar determinado negócio e o funcionário pede que traga documento xerocopiado autenticado ou que tenha assinatura com reconhecimento de firma em cartório. Como você se sente? O atendimento a essa burocracia custa, além do dinheiro a ser dispendido, algumas horas perdidas em filas intermináveis. Mas será que isso é necessário? Óbvio que não. A boa notícia, é que foi sancionada e publicada a Lei federal 13.726, em 08.10.2018, que tem como finalidade racionalizar atos e procedimentos administrativos dos Poderes da União, Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e que ainda instituiu o Selo de Desburocratização e Simplificação. Saiba o que não pode mais ser exigido:

I – reconhecimento de firma, devendo o agente administrativo, confrontando a assinatura com aquela constante do documento de identidade do signatário, ou estando este presente e assinando o documento diante do agente, lavrar sua autenticidade no próprio documento;
II – autenticação de cópia de documento, cabendo ao agente administrativo, mediante a comparação entre o original e a cópia, atestar a autenticidade;

III – juntada de documento pessoal do usuário, que poderá ser substituído por cópia autenticada pelo próprio agente administrativo;

IV – apresentação de certidão de nascimento, que poderá ser substituída por cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade funcional expedida por órgão público;
V – apresentação de título de eleitor, exceto para votar ou para registrar candidatura;

VI – apresentação de autorização com firma reconhecida para viagem de menor se os pais estiverem presentes no embarque.

Realmente é uma boa noticia, mas precisamos desburocratizar muito mais. Isso é apenas o começo; um bom começo.

Procedimentos na esfera policial e judicial precisam passar por grande reformulação. Ninguém mais suporta a imensidão de folhas inúteis juntadas a procedimentos ainda mais inúteis. Nossas instituições públicas abraçam por tradição esse emaranhado infinito de papéis que se avolumam, emboloram e são o maior atestado da ineficácia protegida e enaltecida por retrógrados e autoritários que fazem da carimbagem seu galardão maior. Algumas entidades públicas já avançaram no tocante a digitalização dos procedimentos, mas os ritos burocráticos e desnecessários, continuam praticamente os mesmos.

Temos consciência que precisamos agir rápido e cirurgicamente para facilitar o desenvolvimento e impedir que o direito das pessoas seja cerceado pela falta de celeridade. É preciso vencer o rancor burocrático; mas, é tarefa ingrata e hercúlea que atinge muitos interesses classistas. Urge simplificar e repassar para a iniciativa privada muitos dos serviços públicos, principalmente aqueles que recebem a chancela de desserviços.


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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família. Mas quem está dizendo a verdade? Poliana Bagatini Chaves se apresentou...

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Diversas versões para fato ocorrido no início do carnaval de 2017, em um apartamento de luxo localizado em bairro nobre de Belo Horizonte, e que envolveu integrante de famosa dupla sertaneja e sua família.

Mas quem está dizendo a verdade?

Poliana Bagatini Chaves se apresentou em uma delegacia, na qualidade de vítima, sexta feira de carnaval. Se mostrava indignada com a atitude do marido, Victor Chaves, em consequência, acusou-o de agressão física. Disse aos policiais civis, ter sido jogada ao chão e recebido diversos chutes.

Afirmou, ainda, que após as agressões foi impedida de sair do local por um segurança e pela irmã do cantor. Só teria conseguido graças a intervenção de uma vizinha, que ouviu a gritaria. Ainda no distrito policial, Poliana asseverou aos policiais que “estava recebendo ameaças da irmã do autor através de mensagens eletrônicas”.

O casal tem uma filha, Maria Vitória, de pouco mais de 1 ano de idade; Poliana está grávida do segundo bebê.

A sogra de Poliana, Marisa Chaves, dirigiu-se a outra delegacia e apresentou outra versão dos fatos, completamente distinta daquela ofertada pela nora. Alegou que por volta das 11h30 do sábado, Poliana tocou a campainha de sua residência, e quando sua filha atendeu, ela entrou transtornada, e de forma agressiva, fez ameaças, falou palavras de baixo calão e quebrou vários objetos. Marisa afirmou que tentava acalmá-la quando seu filho Victor chegou. Poliana disse que iria buscar a filha do casal, de um ano, e que iria embora. Narrou a sogra, que diante das colocações de Poliana, seu filho segurou no braço dela e pediu que se acalmasse. Nesse momento, Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo. Em seguida, acompanhou a nora até seu apartamento, pois temia que ela fizesse alguma besteira. Mas Poliana pegou a filha, desceu a escada do prédio e entrou na casa de uma vizinha.

No dia seguinte, Poliana retornou à delegacia onde prestou esclarecimentos e recebeu requisição para realização de exame de corpo de delito, que foi feito na mesma data.

No domingo pela manhã, Poliana surpreende a todos e postou carta assinada por ela em seu perfil no instagram. Curiosamente, além da mudança de versão, nesse perfil não havia nenhuma outra mensagem ou foto. Em princípio, não podemos saber se antes dos fatos de sexta feira havia ou se foi deletado.

Fato é, que dois boletins de ocorrência foram registrados e agora as autoridades competentes deverão apurar os crimes e as contravenções penais citadas pelas denunciantes, que passo a descrever:

-Lei Maria da Penha: Agressão – Art. 129. § 9o: se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:

I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003;

II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;

III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;

c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;

IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;

V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

-Ameaça – Art. 147 – “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

-Danos Materiais – Art. 163 do Código Penal: “Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Dano qualificado
Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

– Vias de Fato – Art. 21 da Lei das Contravenções Penais: “Praticar vias de fato contra alguém”:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime.

– Calúnia – Art. 138 do CP:  “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

  • 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

– Injúria Art. 140 do CP – “Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro”:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

– Comunicação Falsa de Crime – art. 340 CP: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

“Pena: detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

– Denunciação Caluniosa – art. 339 CP: “Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

” Pena: Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.

E SE POLIANA NÃO DESEJAR MAIS DAR PROSSEGUIMENTO AO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, A POLÍCIA TEM QUE ACATAR SUA VONTADE?

Inicialmente, foi divulgado pela imprensa que após o registro do Boletim de Ocorrência solicitado pela vítima Poliana, foi determinada imediata instauração de inquérito policial para a devida apuração dos fatos apresentados.

Em relação aos crimes capitulados na lei Maria da Penha, a vontade da vítima que trouxe a notícia criminis pouca importa, pois são delitos de ação penal pública incondicionada, ou seja, o delegado de polícia vai apurar os crimes narrados, mesmo contra a vontade da denunciante, provavelmente com as seguintes providências:

-Ouvir as partes envolvidas

-Tomar depoimentos de eventuais testemunhas presenciais ou que de alguma forma tomaram ciência do ocorrido

-Tentar levantar imagens de câmeras de segurança que tenham registrado os fatos

-Juntada do exame de corpo de delito

-Verificar através de telefones celulares das pessoas envolvidas se há mensagens eletrônicas que possam de alguma forma esclarecer os fatos

Após todo esse levantamento de provas e indícios, o responsável pela investigação policial vai poder apontar quem disse a verdade e quem mentiu, opinando, assim, pelo indiciamento formal de responsável ou responsáveis, se houverem.

Já em relação ao Boletim de Ocorrência registrado pela sogra de Poliana, só terá prosseguimento caso haja representação formal da denunciante, isso se o(s) crime(s) imputado(s) for(em) de ação penal pública condicionada.

Aparentemente, a polêmica está longe de terminar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse desentendimento, que acabou em uma delegacia, nas redes sociais e nas páginas policiais de muitos veículos de comunicação.

Dizem os mais antigos, que em “briga de marido e mulher, não se mete a colher” e que “roupa suja lava-se em casa”.

No caso em pauta, a “desavença”, bate boca ou “agressão” saiu do âmbito do casal e ganhou outros participantes da mesma órbita familiar.

30 a 40% das pessoas que vão às delegacias de polícia em todo Brasil têm como objetivo registrar queixas de agressões, vias de fato ou ameaças ocorridas no ceio familiar. O problema, é que mais de 50% das supostas vítimas, depois de algumas horas ou dias, por diversos motivos e razões, não desejam prosseguimento. No entanto, em razão das disposições da Lei Maria da Penha, esse tipo de arrependimento não é mais possível quanto a boa parte dos delitos.


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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a...

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SAIBA COMO IDENTIFICAR A CLONAGEM E COMO SE PROTEGER DESSA NOVA ARMADILHA

Os crimes virtuais praticados via celular tiveram início em 2001, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no interior da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde alguns detentos, com acesso a telefones celulares, criaram os primeiros golpes, que apelidei de “telemarketing do crime”, com objetivo de adquirir créditos para telefones celulares pré-pagos e assim manter contatos com advogados, familiares e criminosos de outras unidades prisionais. As artimanhas empregadas passaram a render bons dividendos e o modus operandi se alastrou pelos presídios cariocas e depois para boa parte do sistema prisional brasileiro.

Com o passar do tempo, o sucesso das ligações criminosas perdeu potencialidade, pois a mídia divulgou fartamente a sistemática do golpe e as pessoas ficaram mais atentas e prevenidas. Dessa forma, a bandidagem percebeu que havia necessidade de mudar a roupagem das arapucas via smartphone para manter o efeito surpresa.

17 anos se passaram desde a primeira ligação de dentro das cadeias. Eu poderia escrever um livro com mais de 200 páginas relatando as centenas de roteiros que os marginais criaram. A maioria deles calcados em ameaças de matar parentes de suas vítimas, supostamente sequestrados ou em algum tipo de história mirabolante, galgada em prêmios ou alguma vantagem, mas que sempre têm como único objetivo extrair o dinheiro suado de milhões de pessoas honestas e trabalhadoras.

O intuito deste artigo é alertar os leitores quanto a uma nova modalidade de golpe. Trata-se de um dos mais engenhosos do “telemarketing do crime” e pode ser praticado tanto por bandidos encarcerados como por jovens com índole criminosa e habilidade no setor de tecnologia da informação.

A marginalidade que pratica o chamado delito à distância, descobriu que para aumentar as chances de enganar vítimas através de ligações telefônicas ou mensagens via internet, é preciso obter detalhes específicos de uma determinada família. Com isso, a pessoa que recebe a ligação criminosa se impressiona com as informações sobre seus parentes e as chances de acreditar que existe crime em andamento envolvendo alguém bem próximo são maiores.

A bola da vez é a utilização do aplicativo mais usado no mundo: o “WhatsApp”.

Portanto, todo o cuidado é pouco com essa ferramenta digital pela qual os brasileiros são apaixonados; podemos dizer que muitos de nós são até viciados em seu uso.

Os estelionatários que usam como arma o smartphone descobriram algumas formas de “clonar” o WhatsApp das vítimas escolhidas. Tenho certeza que o leitor deve estar preocupado com essa informação e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Mas Lordello, é possível que alguém tenha acesso ao conteúdo do meu celular de forma remota?”

Infelizmente, a resposta é “sim”.

Observe o relato de uma vítima que recentemente me enviou e-mail narrando o drama que viveu:

“Doutor Segurança, preciso muito da sua ajuda para entender o que aconteceu comigo. Ontem recebi telefonema via “WhatsApp” da minha filha que estava na universidade. Para minha surpresa, a voz do outro lado não era da minha menina e sim de um homem com voz rouca noticiando um sequestro. Imediatamente entrei em pânico. Ele disse que sua gangue praticara um sequestro relâmpago com minha filha, mas ao verificarem que a família tinha posses desejavam também uma quantia para soltarem-na com vida. Fiquei apavorada, pedi para falar com ela mas não deixaram. Ao fundo ouvi uma voz feminina gritando “mãe me ajuda”. Acreditei que realmente fosse minha filha mais velha. A ordem era para eu não desligar o telefone, não compartilhar com ninguém sobre o sequestro e ir imediatamente ao banco sacar R$ 20 mil. Como era 17h e os bancos estavam fechados, argumentei que poderia ir ao caixa eletrônico sacar a quantia de R$ 5 mil, que seria o limite para aquele horário. Imediatamnte ordenaram que eu fosse sacar tal quantia mas que continuasse a falar ao celular. Retirei o valor do caixa eletrônico e passei o endereço de uma esquina bem próxima. O marginal ficou conversando comigo o tempo todo. Após cerca de 30 minutos surgiu um motoqueiro usando capacete que solicitou o dinheiro. Depois que entreguei, ele disse que minha filha seria libertada em seguida. Quando ele virou a rua desligaram. Ato contínuo, liguei para minha filha, ela atendeu e disse que não podia falar muito pois estava em sala de aula. Somente então percebi que tinha sido vítima de um golpe. Minha dúvida é a seguinte Lordello: como o criminoso conseguiu usar o WhatsApp da minha filha se o celular não saiu das mãos dela? “

Da mesma maneira como um técnico de informática consegue acessar o seu computador de mesa ou notebook à distância e ter acesso a todo conteúdo para poder consertá-lo de forma remota, os bandidos descobriram truques digitais para “clonar” WhatsApp de futuras vítimas.

A estratégia criminosa é eficiente;

Ao descobrirem o caminho para clonar o Aplicativo conhecido popularmente como Zap, os bandidos virtuais passaram a ter acesso a todas as pessoas cadastradas e também às conversas trocadas. Com isso, ficou fácil descobrir, por exemplo, quem é o filho, mãe, marido, tio, avó e etc daquela linha que foi invadida.

Através dessa gama de informações e tendo como arma o Zap clonado de alguém, resta apenas entrar em contato com um familiar próximo e tentar a sorte com alguma narrativa baseada na ameaça de um sequestro ou da necessidade de depósito de certa quantia em dinheiro em razão de uma necessidade extrema, tal como acidente de trânsito, despesas com hospital ou mecânico.

Veja algumas das manchetes recentes que localizei:

“Deputados do PT têm celulares clonados e contatos recebem pedido de dinheiro e “outros favores”

Fonte: Uol

“Deputado tem conta de WhatsApp clonada e criminosos pedem dinheiro em seu nome”

Fonte: DM

Criminosos usam celulares clonados para invadir contas bancárias

Fonte: Canaltech

“É golpe! Onda de clonagem de celulares assusta políticos do Paraná

Suspeita é de que criminosos estejam usando as agendas dos aparelhos para escolher as novas vítimas; preocupação é com a possibilidade de exposição de informações privadas”

Fonte: Gazeta do Povo – Paraná

Pessoas ciumentas ou desconfiadas de traição também estão aprendendo a técnica para clonagem de WhatsApp visando fuçar a vida de quem estão se relacionamento afetivamente.

Uma coisa é certa: é real a possibilidade de clonagem do aplicativo WhatsApp em duas situações:

1) Utilizando de maneira sorrateira o celular de quem deseja espelhar o conteúdo

2) A notícia ruim, é que sem a necessidade de tocar no seu smartphone, existe maneira de realizar a clonagem do seu Zap, ou seja, um estranho, tendo apenas o número do seu smartphone, terá chance de replicar as mensagens enviadas e recebidas.

Por motivos óbvios, não vou ensinar neste artigo como é realizado o processo de clonagem. A finalidade é mostrar como se proteger dessa invasão de privacidade criminosa.

Os marginais que atuam no “telemarketing do crime” e que aprenderam clonar conteúdo de celular, durante o processo de invasão emitem SMS para o celular do alvo com um código. Com essa sequência numérica imediatamente clonam o Zap da próxima vítima.

Mas como o criminoso vai conseguir o código de verificação que somente a vítima recebeu?

Uma das estratégias é telefonar para o alvo fazendo se passar por funcionário do Banco ou de operadora de cartões de crédito e, mediante alguma desculpa elaborada, solicitar que seja informado o código verificador. A pessoa que acreditar nessa artimanha estará dando de bandeja a possibilidade concreta do seu aplicativo WhatsApp ser espelhado por bandidos.

É possível descobrir se meu “Zap” foi clonado?

Sim, a clonagem promove algumas alterações no funcionamento do aplicativo no seu smartphone.

Portanto, vamos a algumas dicas:

1) A pista mais latente é se alguma mensagem recebida foi sinalizada como vista sem que você tenha acessado ou um áudio que você não ouviu mas já está como se tivesse. Não poderia deixar de dizer que esses acontecimentos podem, às vezes, serem causados por falha no próprio aplicativo, mas, se ocorrerem repetidamente, pode ser sinal que alguém clonou sua conta do WhatsApp.

2) O aplicativo WhatsApp não pode ser utilizado, em tese, em mais de um telefone ao mesmo tempo. Se porventura você entrou no WhatsApp e recebeu aviso que seu número está sendo usado em outro lugar, provavelmente alguém teve acesso e autenticou sua conta em outro dispositivo, configurando, assim, a clonagem. O aviso que poderá ser enviado a você é este: “Não foi possível verificar este telefone. Provavelmente, porque você registrou seu número de telefone no WhatsApp em outro aparelho”.

Mas o que devo fazer se desconfiar que meu WhatsApp foi clonado?

É bastante simples: desinstale o Zap do smartphone e reinstale em seguida. Com isso, o mensageiro vai pedir seu código de verificação e enviar o SMS para verificar o aparelho. Pode ser uma forma de anular a ação de terceiros em outros aparelhos. Para isso, acesse o menu de “Configurações” do Android e toque em “Gerenciador de aplicações”.

Tenho absoluta certeza que o leitor está preocupado com as informações que acabei de passar e desejando me fazer a seguinte pergunta:

“Lordello, é possível impedir que meu Zap seja clonado?”

A boa notícia é que sim, e para tanto, é preciso que o leitor tome algumas medidas de ordem preventiva.

1) Jamais repasse a terceiros código de verificação recebido em seu celular, principalmente via SMS. Se outras pessoas tiverem acesso, os dados do celular poderão ficar vulneráveis e expostos nas mãos de bandidos ou desafeto. Portanto, se realizar alguma operação com o celular e receber código de verificação, após utilizá-lo, delete-o imediatamente. O mesmo deve ser feito se entrar em sua caixa de mensagens código de verificação sem ter solicitado. Apague-o o mais rápido possível, excluindo também a lixeira.

2) O WhatsApp permite que o usuário tenha senha “extra” para ativar o aplicativo, que será somente solicitada no caso de reinstalação ou esporadicamente para garantir privacidade. Para ativar esse recurso de segurança e impedir que clonem seu Zap, siga os seguintes passos:

  1. a) Com o aplicativo aberto, pressione no canto superior direito o ícone “três pontinhos”
  2. b) Em seguida, selecione “configurações”
  3. c) Depois toque em “conta” e em seguida no ícone “verificação em duas etapas”
  4. d) Agora chegou a hora de clicar em Pressione no botão de “ativar”
  5. e) O próximo passo é adicionar código(senha) pessoal com seis dígitos e depois digitar novamente para confirmar. Toque em “avançar” em cada etapa.
  6. f) O usuário poderá ainda adicionar e-mail pessoal para recuperação do acesso como mais uma barreira de segurança e, ao final, clique em “concluído”
  7. g) Dica Importante: cuidado na hora de ativar a função de  “verificação em duas etapas”. Se cometer algum erro poderá perder sua conta do Zap e todas as mensagens que não tiverem backup. Anote sua senha e e-mail que registrar, pois se esquecer terá problemas para recuperar o funcionamento do aplicativo
  8. h) Reverificação: após verificar a sua conta, ela não poderá ser reverificada novamente no período de 7 dias. Tome cuidado para não resetar ou apagar o app neste período
  9. i) Para verificar se alguém está acessando a sua conta do WhatsApp pelo navegador de internet usando outro aparelho, siga os seguintes passos:

1 – Abra o WhatsApp e toque no ícone “três pontinhos”, no canto superior direito

2 – Clique na opção WhatsApp Web

3 – Acione agora a opção “Sair de todos os computadores”.

Acredito que este artigo demonstrou o quanto somos vulneráveis no ambiente digital. Portanto, para finalizar, gostaria de deixar mais uma dica de segurança para os usuários do WhatsApp.

Dados importantes tais como senhas de contas bancárias ou informações financeiras familiares devem ser apagadas do aplicativo, assim como fotos sensuais que possam identificar o(a) usuário(a) ou parceiro(a) afetivo(a).

Para apagar seu histórico, basta clicar no menu indicado por “três pontos” no canto superior direito da tela do WhatsApp. Pressione o ícone “Mais” e depois em “Limpar conversa”.

Essa ação impede que bandidos virtuais tenham acesso às suas informações privilegiadas.


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Nas civilizações mais antigas já existiam tribos e povos que cobriam os corpos com desenhos. No mundo carcerário, esse tipo de arte, a tatuagem, é uma tradição e forma de comunicação entre os presidiários. Quando produzidas dentro do sistema prisional, são realizadas sem as devidas condições...

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Nas civilizações mais antigas já existiam tribos e povos que cobriam os corpos com desenhos. No mundo carcerário, esse tipo de arte, a tatuagem, é uma tradição e forma de comunicação entre os presidiários.

Quando produzidas dentro do sistema prisional, são realizadas sem as devidas condições de higiene, o que pode gerar feridas e doenças. Os marginais que produzem as tatuagens são chamados de “detentuadores”, ou seja, uma mistura de detento + tatuador. Os instrumentos que utilizam são de fabricação artesanal, tais como pregos, arame, clips, agulhas e até pedaços de madeira. A coloração é conseguida através de tinta de canetas esferográficas.

Dados curiosos:

  • 60% dos presos no Brasil possuem tatuagens
  • 20% das tatuagens dos presidiários foram produzidas dentro do sistema carcerário

 Nos criminosos, as tatuagens, além de apontar traços de personalidade, podem ter diversas informações, tais como:

  •  Qual crime tem o hábito de praticar
  • Grau de periculosidadePreferência sexual
  • Se já esteve preso
  • Qual facção criminosa pertence
  • Demonstração de poder ou hierarquia

 Desvendando os Significados das Tatuagens de Detentos

  •  Papa-Léguas: distribuição de drogas, geralmente com uso de motos

  • Personagem Taz faz parte de desenhos animados Looney Tunes. Taz é um diabo da tasmânia que se locomove através de redemoinho e devora tudo que encontra pela frente: no mundo do crime significa bandido acostumado a assalto à mão armada e arrastões

 

  •  Teia de Aranha: bandidos que agem em grupo

  • Águia: significa liberdade e é realizada quando o detento está em cárcere. O local preferido para esse tipo de tatuagem, geralmente, é o peito, o braço e as costas

  • Cruz: marginal que já foi preso várias vezes

  • Folha de Maconha: usuário de drogas

  • Mulher Nua com genitália de fora: viciado em drogas injetáveis

  

  • Tigre: caçador implacável com os inimigos

  • Vida Loka: bandido que não mede as consequências dos atos de violência que pratica

  • Cruz com caveira: sinal de lealdade e respeito entre bandidos, mas também pode indicar alguém que matou para não morrer, ou seja, agiu em legítima defesa

  • Imagem do diabo: são os pistoleiros

 

  •  Caveira com faca no crânio: assassinos contumazes, como também matadores de policiais

  • Palhaço e o personagem Coringa, que é o principal arqui-inimigo do Batman: associados à morte de policiais

  • Duendes, Magos e Saci-Pererê: traficantes de drogas

  • Chuck – O Brinquedo Assassino é um filme americano de terror de 1988. Trata da história de um boneco que ganha vida após um ritual vodu feito por um serial killer procurado pela polícia e se torna um assassino: esse tipo de tatuagem representa bandido violento com várias passagens por assaltos e homicídios

 

  • Rosto de Índia: a índia representa a deusa da beleza e da sedução e que se utiliza de todos os meios para atrair sua vítima para uma cilada. No mundo do crime, significa matador de policial

  • Desenho da Morte: atrelado a um grupo de extermínio e morte de inimigos

  • Diabo: matador que tem fama de ter pacto com o demônio

  • Túmulo: aquele que sabe guardar segredo, qualidade valorizada entre os presidiários

  • Pistola ou Revólver: bandido praticante de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte

  • Carpa: ligado ao tráfico de drogas e formação de quadrilha

Conheça as Tatuagens que Discriminam o Preso

 Existe cultura em presídio voltada para estigmatizar e punir marginais que praticaram os seguintes atos considerados repugnantes pela maioria:

  •  Estupro
  •  Violência contra crianças
  • Matar pai ou mãe
  • Paquerar mulher de bandido
  • Dedo duro ou acaguete
  • Não pagou dívida assumida com facção

 TATUAGENS DISCRIMINATÓRIAS

  •  Coração com flecha: homossexual passivo
  •  Frase “Amor Só de Mãe”: significa longos anos de servidão sexual em cadeias
  •  Frase “Amor Só de Mãe”: acompanhado de nome feminino, trata-se de homossexual com pedido de desculpa à mãe por tê-la desapontado
  •  Pênis desenhado nas costas: estuprador
  • Serpente: preso não confiável

 Tatuagens que Indicam Facções Criminosas

  • Primeiro Comando da Capital (PCC) – Carpa, Escorpião, PCC/1533, Yin Yang, Paz Justiça Liberdade
  •  Comando Vermelho (CV) – Inscrição CV ou CVRL, que é uma facção dissidente
  •  Amigos dos Amigos (ADA) – Chuck , Brinquedo Assassino

 Tatuagens que Retratam Homossexuais na Cadeia

  •  BEIJA-FLÔR:  homossexualidade passiva
  •  FLÔR: homossexualidade passiva
  •  CORAÇÃO  transpassado por flecha
  •  CORAÇÃO com a inscrição “AMOR DE MÃE”
  •  BORBOLETA: tatuada nas costas ou peito significa homossexualidade passiva
  •  IMAGEM DE SÃO SEBASTIÃO: homossexualidade passiva

 Mas por que nos tatuamos?

Algumas pesquisas apontam que uma em cada cinco pessoas apresenta alguma tatuagem pelo corpo. Cada um possui um motivo próprio, mas ao se analisar esse fenômeno de forma holística, fica claro que para a maioria existe o desejo de ser especial, diferente, único.

O psicólogo Cristiano Nabuco, que tem Pós-Doutorado pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, alega que, baseado em sua experiência clínica, acredita que “as pessoas que se tatuam, na verdade, o fazem nos momentos de muita angústia e de demasiado sofrimento pessoal”.

Independente do motivo, acredito que cada tatuagem tem seu significado intrínseco. Por outro lado, vejo que em relação ao presidiários isso é muito mais latente, significativo e forma de sobrevivência.

Partimos do princípio que toda tatuagem é feita com vontade e desejo da pessoa. Mas no mundo do crime a realidade é outra, pois a vontade que prevalece, em muitas ocasiões, é daqueles que têm poder sobre os discriminados, que por algum motivo, não seguiram as regras ditadas de forma paralela ao Estado de Direito.

 

JORGE LORDELLO


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  MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?   No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o...

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MAS POR QUE MUITOS SUICIDAS DEIXAM MENSAGEM FINAL?

 

No início de fevereiro/2017, familiares da ex-participante do programa “A Fazenda”, a funkeira Heloísa Faissol, ficaram preocupados por não conseguirem contato com ela. O filho, José Arthur Gerdes, de 20 anos, resolveu ir até o apartamento da genitora para verificar o que estava acontecendo. O corpo de Heloísa foi encontrado no banheiro, já em adiantado estado de decomposição, sem sinal aparente de violência física

A delegacia do bairro foi acionada para realização de perícia técnica do local e autópsia do cadáver para constatação da causa mortis. Policiais acreditam que a morte, provavelmente, ocorreu de 4 a 5 dias antes, por isso o corpo já estava exalando mal cheiro.

Geralmente, a análise apurada do local do evento já sinaliza a linha de investigação a ser seguida.

Policiais civis encontraram na sala da casa uma carta de despedida manuscrita por Heloísa Faissol e endereçada aos familiares onde fazia referência a depressão e que não aguentava  mais “viver nesse mundo”.

Tudo leva a crer na ocorrência de suicídio mediante ingestão de substância entorpecente lícita ou ilícita, mas somente a necrópsia poderá dizer, com exatidão, o que levou à morte da funkeira.

Mas por que a vítima escreveu carta aos familiares antes de morrer?

Estudiosos em medica legal mostram que é bastante comum que aquele que decide dar cabo à própria vida deixe carta ou bilhete manuscrito e até mesmo mensagens eletrônicas em redes sociais. Nesses textos, expressa sua ideia, responsabilidade e premeditação ao suicídio concluído. A técnica de análise de conteúdo desse material é uma das ferramentas mais utilizadas para se compreender o suicídio.

A investigação vai analisar o texto deixado, notas e comentários, com intuito de auferir sentimentos, desejos e pensamentos suicidas. Em geral, mensagens de suicidas são caracterizadas por aspectos altamente variáveis ou eventos, tais como a hostilidade e autocensura. Muitas vezes deixam vontades e ordens aos sobreviventes.

O ideal durante a investigação de morte suspeita de suicídio, é esclarecer três perguntas:

1) Por que a vítima agiu assim?

2) Quais foram seus motivos? 

3) Por que naquele momento em particular?

Os investigadores precisam saber qual era o comportamento e as condições psicológicas para que a pesquisa possa avaliar qual pode ter sido a razão mais provável.

A ex-paquita conhecida por Andreia Sorvetão, que participou do reality A Fazenda junto com Heloísa Faissol, manteve amizade com a funkeira depois do término do programa, e revelou:

“A gente se encontrou poucas vezes, mas eu me lembro bem dela contar muitas histórias doidas de vida. Histórias que não consigo citar, mas que demandavam muita coragem da parte dela. Nós não fomos melhores amigas, mas era claro seu comportamento depressivo. Um dia ela me abraçou e falou: ‘Quero te parabenizar porque você tem família e esse é o valor maior’. A Heloísa não tinha ninguém. Tinha seu filho, com quem  brigava às vezes. Ela tentava encontrar uma felicidade que nunca vinha… Eu sentia que ela era muito sozinha e depressiva. Ela tentava acertar do jeito dela, mas era difícil. Faltava uma estrutura familiar e ela reclamava muito disso no programa. Existem pessoas que são tão inteligentes que não conseguem se encontrar na sociedade. Eu acho que ela era uma dessas pessoas”.

A carta de despedida deixada por Heloisa é de grande importância, uma vez que fornece informações sobre seu estado psicológico momentos antes de consumar o suicídio. A análise desses escritos pode determinar o grau de gravidade do transtorno mental, a impulsividade, os níveis de desesperança, problemas vitais, estratégias de enfrentamento e o grau de desespero. Da mesma forma, a valorização dos escritos também pode aquilatar a intenção letal que possa ter. Assim, nos casos em que é determinado que o ato suicida foi realizado com premeditação e planejamento, somos guiados por um paciente com um transtorno depressivo.

Para as famílias de suicidas fica a dor e o interesse em saber se a morte ocorreu de forma natural, acidental, provocada ou mediante violência.

Últimos versos deixados pela jovem R.I.P. que tinha apenas 19 anos:

“Se eu desistir de existir
não se assuste,
é só o início de um novo fim,
E assim, se não nascer o sol
não se preocupe,
eu estarei dentro de ti!

Não pense que é fácil para mim
mas eu tentei, por muito tempo eu tentei,
e agora abro mão e te juro de coração
Eu fiz de tudo para que o tudo não acabasse assim

Espero que seja melhor, espero estar correto,
Nessa vida eu não posso viver. estou cada vez mais perto
de sorrir, quando eu fechar meus olhos vou sorrir e enfim ser feliz

É o fim eu sei,
um dia ele chega pra todos nós,
Mas não quero esperar
que aconteça,
antes que eu me esqueça deixe eu te lembrar
te confortar, eu sei que assim vai ser melhor.”

JORGE LORDELLO

 


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