LORDELLO ENSINA O PASSO A PASSO PARA COMPRA SEGURA COM CARTÃO DE BANCO/CRÉDITO

Tenho recebido infinidade de e-mails de pessoas que receberam boletos emitidos por operadoras de cartões de crédito ou de bancos, cobrando despesas não realizadas. Aqueles que têm débito automático autorizado ficam ainda mais preocupados, pois a novela para reaver o valor cobrado indevidamente nem sempre...

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Tenho recebido infinidade de e-mails de pessoas que receberam boletos emitidos por operadoras de cartões de crédito ou de bancos, cobrando despesas não realizadas. Aqueles que têm débito automático autorizado ficam ainda mais preocupados, pois a novela para reaver o valor cobrado indevidamente nem sempre é fácil. No dia a dia, muitos consumidores não dão a devida atenção para com a segurança das transações feitas com cartões magnéticos. Agem como se fosse algo banal, rotineiro, que não requer nenhum tipo de cuidado. Ledo engano! Muitas pessoas, muitas mesmo, milhares tiveram problemas sérios, até de negativação no SPC/Serasa, por terem sido vítimas de golpes na hora de efetivar pagamentos via cartão de crédito/banco.

Pensando nisso, criei um passo a passo para compra segura:

1) Cole no verso do seu cartão de banco/crédito pequeno adesivo cobrindo o chamado “código de segurança”, assim, ninguém verá essa senha, que é utilizada exclusivamente para compras pela internet;

2) Verifique se a operadora do cartão magnético tem a opção de enviar SMS toda vez que uma compra for efetivada. Em poucos segundos após qualquer compra, você recebe a confirmação, com o local da compra e valor. Assim fica mais fácil de detectar eventual tentativa de fraude ou golpe. Esse recurso garante muito mais segurança para o cliente;

3) O cartão magnético jamais deve sair do seu raio de visão; não permita que perambule por mãos alheias. Introduza você mesmo o cartão na máquina de débito;

4) O próximo passo é ficar atento ao valor digitado pelo operador. Deixe o celular de lado nesse momento tão importante da transação financeira. Não converse com ninguém e antes de digitar a senha confira se está correto no visor do equipamento;

5) Chegou a hora de digitar a senha pessoal, que deve ser e continuar a ser secreta. A dica é realizar a “cabaninha”, ou seja, com uma das mãos tampe o teclado do aparelho e só então digite a senha;

6) É comum o funcionário perguntar se o cliente deseja ou não o boleto impresso. Muitas pessoas, principalmente as apressadas, dizem que não, o que reputo ser um erro. Oriento o leitor a sempre pedir o boleto, pois é a prova da compra efetivada;

7) Ao receber o boleto impresso, faça 2 conferências:

  1. Verifique o valor impresso. Muito cuidado, em casas noturnas, baladas, boates e até em restaurantes com iluminação baixa, é praticado o golpe de se inserir mais um zero, e como os números são diminutos, acaba passando despercebido. Se porventura tiver dificuldade em visualizar o valor, pegue o celular e ligue o recurso de luz para ter melhores condições;
  2. Verifique também o nome do estabelecimento que virá impresso na parte de cima do boleto. Recentemente, ao trocar óleo do carro em posto de gasolina, notei que no comprovante do cartão o valor estava correto, mas o nome do estabelecimento apontava “cursos à distância”. Perguntei ao gerente o motivo. Ele não deu resposta convincente e cancelou a emissão. Em seguida, em outro equipamento, efetuou a transação em nome do posto de gasolina;

8) O ideal é sempre solicitar nota fiscal e guardar junto com o boleto impresso para posterior conferência ao receber a fatura;

9) Seja mais organizado com suas compras efetuadas em lojas físicas ou on line; guarde sempre toda a documentação, pois se em caso de problema ficará mais fácil demonstrar o equívoco;

10) Se aparecer em sua fatura gasto que não realizou, ligue imediatamente para a operadora, peça o estorno e anote o número de protocolo. Geralmente, eles pedem alguns dias para verificação do ocorrido. Se na próxima fatura o valor indevido ainda constar, aconselho a registrar Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima de sua residência ou via internet, versando sobre estelionato, pois na maioria dos Estados já é permitido para alguns crimes.

JORGE LORDELLO


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