OS 10 PRINCIPAIS ERROS E FALHAS QUE GERAM INSEGURANÇA EM PRÉDIOS RESIDENCIAIS

Recentemente, participei de evento com 180 síndicos no Secovi/SP; na oportunidade, uma das perguntas que levantei ao público foi: ” Quais os problemas mais visíveis que fragilizam a segurança dos seus condomínios? ” O resultado foi esclarecedor e serve de norte para todo administrador de...

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Recentemente, participei de evento com 180 síndicos no Secovi/SP; na oportunidade, uma das perguntas que levantei ao público foi:

” Quais os problemas mais visíveis que fragilizam a segurança dos seus condomínios? ”

O resultado foi esclarecedor e serve de norte para todo administrador de edifício:

1) Confiar na Memória Visual do Porteiro: será que o funcionário da portaria é capaz de guardar a fisionomia e nome de todos os moradores e empregados domésticos? É óbvio que não! Acreditar que o “olhômetro” do porteiro é a solução para controle seguro de entrada de pessoas é tentar tapar o sol com a peneira;

2) Entrada de Pedestres e de Veículos sem Clausura: com apenas um portão de acesso, qualquer pessoa mal intencionada adentrará no prédio a pé ou de carro com extrema facilidade;

3) Falta de Registro Eletrônico de Entrada e Saída de Pessoas e Autos: a pergunta é simples: quem esteve em seu edifício na data de ontem? Não ter acesso a esse dado básico e importante para a segurança patrimonial é como dirigir um veículo à noite em rua sem iluminação e com os faróis queimados;

4) Prédio sem Normas e Procedimentos ou Desatualizados: como cobrar responsabilidade de morador que fragilizou a segurança se não existe regra estabelecida no condomínio?

5) Muro e Gradil Sem Proteção Eficaz: será que basta ter controle rígido das pessoas pela portaria se a transposição perimetral é vulnerável?

6) Câmeras de Segurança Instaladas Sem Análise de Risco: não adianta ter sistema de CFTV no prédio se esse recurso, importantíssimo, não for instalado em locais estratégicos para que a segurança patrimonial seja eficaz;

7) Inexistência de Manutenção Preventiva para Equipamentos Eletrônicos: o morador observa diariamente as câmeras e sensores de alarme perimetral e passa a ter “sensação de segurança”. No entanto, é imprescindível saber se esses equipamentos estão funcionando, apresentam problemas ou estão totalmente inoperantes;

8) Porteiro fora da Guarita: o funcionário costuma sair para tomar ar fresco ao invés de ficar no interior da portaria? Será que é seguro manter a porta da guarita aberta e com isso proporcionar acesso fácil a moradores, empregados domésticos e até gente suspeita?

9) Cadastro de Entrada de Prestadores de Serviço e Visitantes Feito na Prancheta: Estamos na era digital, onde os controles são mais rígidos e confiáveis. Mas tem prédio que ainda possui o registro manual, sem nenhuma fiscalização, e o pior, mal se entende o que foi escrito;

10) “ Meu Prédio Nunca Foi Assaltado, Portanto Tem Bom Nível de Segurança ”: o fato do edifício não ter sido vítima de roubo não garante que tenha bom nível de segurança. Uma pessoa não estar doente não significa que tem saúde perfeita ou adequada. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Analise detalhadamente os itens que mencionei acima e poderá aferir o atual nível de segurança do condomínio onde mora, administra ou trabalha.

JORGE LORDELLO


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